De Volturi A Cullen. Kassandra Volturi.
11 Eliot Sant
Notas iniciais
-Prazer, Eliot. –Estendi minha mão para cumprimentá-lo.
Ele hesitou possivelmente assustado. Mas acabou estendendo sua mão para mim também.
-Prazer, Vicenza. –Ele me cumprimentou sério. –Você não é daqui, certo?
-Certo. Sou da Inglaterra. –Menti.
-E o que faz por aqui? Fugindo dos Volturi?
Eu congelei. Como ele sabia?
-Bom... Acho que sim.
Ele sorriu e pareceu relaxar.
-Então somos dois.
-Por que está fugindo? –Perguntei curiosa.
-Morei alguns anos na Itália, e acabei quebrando algumas regras. –Ele sorriu malicioso com alguma lembrança. –Os Volturi me alertaram algumas vezes, mas nunca lidei bem com regras. A loirinha tentou me pegar, mas não conseguiu, e eu acabei conseguindo escapar e voltei para o Brasil.
-Os Volturi e suas regras de conduta... –Sussurrei.
-Sim. Regras que quebrei. Mas me conte sua história.
-Minha mãe acabou tendo um caso com um vampiro, e eu nasci. Aro achou que eu podia fazer mal, mas me deixou crescer normalmente, como um tipo de experiência, eu acho. Quando ele descobriu o poder que eu tinha quis que eu ficasse na guarda com os outros, e eu não aceitei, e acabei tendo que fugir para longe, então resolvi vir para cá. –Parte verdade, parte mentira.
-Nossa. Você é hibrida? Como é isso? Você sente sede, e é rápida também, ou não?
-Sim. Sinto sede. Tenho um ótimo olfato, e minha visão também é boa. Sou mais rápida que um humano, mas não tão rápida quanto os outros vampiros. Tenho um dom, que pelo que saiba, é único.
Olhei para trás dele, onde o corpo da sua vitima ainda estava, e fiz uma careta de sede.
-O que? Não me diga que você é uma vegetariana! –Eliot parecia esperançoso.
-O que? Como assim “vegetariana”?
-São os que se alimentam de animais, não de humanos. Eu até queria tentar, mas minha sede não ajuda. –Ele se lamentou.
-E tem quem consiga? –Perguntei curiosa.
Como será isso? Não precisar matar pessoas para sobreviver?
-Sim. Tem alguns clãs aqui pelo Brasil. Mas conheço um casal que se diz vegetariano. Eles me indicaram o Canadá. Falaram que lá tem um clã totalmente vegetariano.
-Quem sabe um dia nós não vamos para lá. Não é? –Perguntei
Saímos daquele beco, e começamos a andar pela rua, até eu lembrar que meu hotel ficava ali perto.
-Não gostaria de ficar comigo no hotel? Não fica muito longe daqui. –Falei apontando para o hotel que ficava no final da rua.
-Tem certeza? Quer dizer... Não tem problema? –Eliot se surpreendeu.
-Não claro que não.
Ele aceitou, e nós voltamos para o hotel.
Eliot não estava mal vestido, mas precisava urgentemente de roupas novas.
Subimos pelo elevador, e fomos até meu apartamento.
Eliot era um vampiro completo, então não precisaria dormir. Mas seria útil manter as aparências.
-Se quiser tomar um banho, ali é o banheiro. Cozinha, quarto, e aqui é a sala. –Falei apontando para as portas que davam acesso a cada cômodo.
-Obrigado. Mas não tenho outra roupa, então não acho que seria útil um banho. –Ele falou se desculpando.
-Ah. Não tem problema. Vamos comprar algumas roupas. –Ofereci, e ele se assustou.
-Não precisa gastar dinheiro comigo.
-Eu não me importo. Na verdade adoraria fazer compras.
Ele foi tomar banho depois de concordar com a minha proposta. Iríamos ao shopping, e compraríamos roupas para ele, e talvez algumas para mim.
Quando saímos, o recepcionista olhou assustado para Eliot e me chamou.
-O que foi? –Perguntei assim que cheguei perto dele.
-Este homem, está com a senhorita? –Ele perguntou apontando para Eliot.
-Sim. Por quê?
Ele olhou novamente para o homem que me acompanhava, e sorriu amarelo para mim.
-Nada.
-Já podemos ir? –Perguntei igual a uma criança. E ele apenas assentiu.
Voltei para perto de Eliot, e fomos para o shopping, que não ficava longe.
Comprei muitas roupas para ele, que parecia estar gostando.
Comprei um terno, que pra mim, ficou lindo.
Durante todo o caminho, nós ficamos falando sobre nossas vidas, e eu mentindo sobre a minha.
Resolvemos que passaríamos a conviver juntos. Era mais fácil manter as aparências.
Mas um dia eu teria que contar quem eu realmente era.
Depois disso, voltamos para o hotel, e ele trocou de roupa. E agora estava muito mais apresentável.
Chegamos ao hotel pouco antes das 5h da tarde.
-Será que encontraremos outros como nós? –Perguntei sentada no sofá da sala, e ele no outro.
-Espero que sim. Já que vamos passar algum tempo juntos, seria bom encontrarmos outros.
Deitei, e fiquei pensando em onde poderíamos começar a procurar.
Ele disse que no sul tinham alguns clãs vegetarianos. Talvez fossemos para lá.
Fechei meu olho e fiquei pensando em como seriam não ter que matar para poder viver. Senti frio, mas logo passou.
Lembrei da Lissie, e fiquei imaginando como seria quando fosse visitá-la novamente.
Quando abri meus olhos novamente, já estava amanhecendo. Meu Deus. Quanto tempo eu dormi?
-Eliot? –Chamei.
-Estou aqui. –Ele falou alto, da sala.
Levantei, estava tonta, e acabei caindo de volta na cama.
Sentei-me, e esperei a tontura passar.
Quando levantei de novo, Eliot estava ali.
-Você está bem? –Ele perguntou, parecendo assustado.
-Acho que sim, só estou tonta. Mas quanto tempo eu dormi?
-Acho que umas 9 horas. –Ele riu. –E seu cabelo esta igual a fogo.
Olhei-me no espelho e meu cabelo estava realmente parecendo fogo, todo bagunçado e para cima.
Também ri.
-Acho que vou tomar banho e depois vou caçar, minha sede está me matando. –Falei já indo para o banheiro. –Quase literalmente.
-Nos vemos depois. –Eliot falou já indo para sala.
Tomei meu banho, demorado e relaxante, e lavei meu cabelo para que ficasse normal.
Sequei-o com o secador que tinha ali no banheiro, e ele ficou lindo.
Voltei para o meu quarto, apenas de toalha, mas antes passei pela sala.
-Eu vou fingir que não te vi de toalha. –Eliot falou se virando totalmente para a TV.
-Obrigada. Eu esqueci minhas roupas. –Anunciei.
Fui para o meu quarto, e peguei uma calça jeans, uma camiseta preta, e um tênis também preto.
Era com essa roupa que eu iria caçar.
-Vamos? –Perguntei aparecendo na sala.
-Claro cabelo de fogo. –Ele riu.
Nós fomos para uma parte mais abandonada da cidade. Não tinha quase ninguém na rua. Eliot foi para um lado, e eu para o outro.
Andei um pouco, e comecei a sentir cheiro que sangue.
Fui em direção ao cheiro, e não deu tempo de ver quem, ou o que eu estava atacando. Senti seu sangue passando por minha garganta, e amenizando a ardência que o cheiro causava.
Quando já tinha sugado todo sangue da minha vitima, olhei para quem estava nos meus braços, e me arrependi de ter feito isso.
Uma menininha, muito parecida com a Lissie, me olhava com medo. Mas infelizmente eu tinha acabado de sugar sua vida.
-Luiza! –Ouvi alguém chamando. –Volte aqui.
Estava próximo. Então a deixei no chão, e me escondi atrás de algumas moitas.
Uma mulher loira correu até a garotinha e começou a chorar.
Eu não conseguia acreditar que tinha feito aquilo. Matei uma criança. Isso era a coisa que eu mais odiava nos Volturi, e tinha feito isso?
Corri dali, e fui para o lugar onde encontraria Eliot.
Sentia as lágrimas escorrendo dos meus olhos, mas eram lágrimas de pavor.
-Vicenza? Você está bem? –Eliot perguntou, aparecendo ao meu lado.
Notei que eu estava sentada no chão. Chorando.
-Nós vamos para o sul. –Eu falei olhando para ele.
-Por quê? O que você fez?
-Matei uma criança... –Eu voltei a chorar. –Eu matei uma menininha... Uma criança.
Eliot me abraçou, e me pegou no colo.
Voltamos para o hotel, mas nem sei como passamos pela recepção sem notarem.
Eliot me colocou na banheira do apartamento, ainda de roupa, e ligou a água quente.
-Quer que eu fique aqui? –Ele perguntou.
-Por favor.
Eliot ficou ali enquanto eu tomava banho. Não me importou que ele me visse nua. Eu não estava pensando em nada a não ser na garotinha.
Eliot me ajudou a sair dali quando a água já tinha esfriado.
Arrumei minhas malas, e Eliot saiu para comprar um par de malas para ele.
Ele não demorou mais do que uma hora para voltar.
Ajudei-o a colocar suas roupas na mala, e fomos para a recepção.
-Gostaríamos de fazer o check-out. — Falei para uma das recepcionistas.
Ela fez nosso check-out, e nós fomos para o aeroporto.
Nós iríamos para o Curitiba, no Paraná.
Eliot falou que os vegetarianos moravam lá, e eu queria aprender com eles a me controlar.
A viagem demorou uma hora. Quando chegamos lá, fomos para outro hotel, ele ficava no centro da cidade.
Check-in ok, e já estávamos no apartamento. Pegamos a lista telefônica que tinha no apartamento, e procuramos pelo nome que Eliot falou: Os Hernandes.
Notas finais
Não sei quando posto por que to com um grande bloqueio. Mas mesmo assim, espero que semana que vem já esteja pronto. Bjs até o próximo.
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