Notas iniciais
Oi. Boa leitura.
Esse capitulo vai falar mais sobre o Eliot. Nos vemos lá em baixo.

-Alô? –Ouvi alguém falando do outro lado da linha.

-Olá. Eu gostaria de falar com o senhor ou a senhora Hernandes. –Falei com a voz meio tremula.

-Só um momento que vou chamá-los. Qual seu nome? –A mulher perguntou.

-Vicenza Volewr.

Ouvi a mulher colocando o telefone em alguma superfície.

Olhei para Eliot, que parecia apreensivo.

-Calma. –Sussurrei.

Ele respirou fundo. Como se isso fosse adiantar alguma coisa.

Alguns segundos depois eu ouvi uma voz masculina do outro lado da linha.

-Aqui é Luiz Hernandes.

-Olá. Aqui é Vicenza Volewr. Eu e meu amigo, Eliot Sant, gostaríamos muito de conversar com sua família.

-Sobre o que? –Ele falou num tom receoso.

-Nós somos como vocês. Bom mais ou menos. Eu sou metade do que vocês são, e Eliot é completo.

Ouvi o homem ficar sussurrar para sua, acho que empregada, para que saísse dali.

-Vocês são vampiros? –Ele perguntou surpreso.

-Sim... O Eliot é vampiro e eu sou híbrida. E nós estamos aqui em Curitiba para falarmos com vocês. Pois também queremos ser vegetarianos.

-E vocês acham que conseguem?

-É o que esperamos. Eu não agüento mais matar pessoas, e tenho certeza que Eliot também não quer mais essa vida.

Luiz voltou a ficar em silencio.

-Eu acho que não teria problema. Se quiserem venham hoje. E podem passar quantos dias forem necessários conosco.

-Obrigada! –Agradeci aliviada, por ele não ter nos rejeitado.

Luiz me passou o endereço, e nos despedimos.

-Então? Quando vamos? –Eliot perguntou sentado na cama.

Joguei-me na cama ao seu lado.

-Acho que quando quisermos, por que ele falou “fique a vontade” antes de desligar. –Murmurei.

-E quando você quer ir? –Ele perguntou.

-Por mim o mais rápido o possível. Não quero nem imaginar machucar outra pessoa. –Estremeci com a memória de Luiza lívida em meus braços.

-Não acontecera novamente. –Eliot falou passando a mão em meu cabelo.

-É o que espero.

Eu olhei em seus olhos carmins, que era muito profundo.

Eram muito parecidos com os de Alec.

Eu inconscientemente me aproximei de seu rosto. Eliot repetiu meu movimento, e eu já estava sentindo seu hálito gelado, eu continuei a olhar seus profundos olhos carmins.

Seus lábios tocaram o meu levemente, como que para testar. Eu colei meus lábios mais fortes nos dele, e então já não tive mais muita ciência do que estava fazendo.

Senti sua língua, gelada, passou pelos meus lábios, pedindo passagem. Que de imediato cedi.

Nós estávamos deitados, cobertos, e cansados. Não tinha sido minha primeira vez, mas foi tão estranha quanto à primeira. Se não mais.

Eliot passava a sua mão no meu cabelo, e eu estava deitada em seu peitoral.

-Isso foi tão estranho pra você quanto foi pra mim? –Perguntei.

-Como se isso fosse errado? –Ele perguntou, e eu assenti. –Sim.

-Posso te perguntar uma coisa? –Perguntei agora olhando para seus lindos olhos novamente.

-Claro. O que você quer saber?

-Quantos anos você tem?

-Eu tenho 45 anos nessa vida, mas fui transformado aos 23. Um total de 68 anos. –Ele ficou em silencio olhando para o topo da minha cabeça.

-Alguma história em especial? Como você foi transformado? –Perguntei o incentivando a continuar falando.

-Histórias? Várias. Mas vamos falar sobre minha transformação. –Ele olhou novamente para meus olhos. E inspirou fundo antes de começar. –Nasci no Rio de Janeiro de 1905. Meus pais eram uma família rica, nunca tivemos nenhum tipo de problemas... Até descobrirmos que meu pai estava traindo minha mãe com outra mulher. Minha mãe ficou arrasada, e entrou em depressão. Quando eu tinha 20 anos, minha mãe faleceu, e meu pai colocou esta outra mulher para dentro da nossa casa. Ela era linda, tenho que admitir, mas tinha algo nela que era muito misterioso, e ela, Anézia, era muito independente, saía à hora que bem entendia, e voltava sempre tarde da noite. Ela sempre se vestia de preto, com um véu da mesma cor tampando até seu nariz, com uma sombrinha também preta. Como se fosse viúva. Um dia eu estava no meu quarto lendo, e ela entrou.

-Eliot, gostaria que me acompanhasse a missa hoje. –Ela falou com seu jeito manhoso.

Como eu era um cavalheiro, aceitei, e nós saímos, no mesmo horário que ela sempre saia.

-Sabe Eli? –Ela sempre me chamou assim. –Estou com vontade de cortar caminho. Sei que tem uma passagem por aqui.

Ela me puxou para um beco, que parecia sem saída. Mesmo ela usando sua luva, também preta, senti sua mão gelada.

-A senhorita está bem? –Perguntei como um cavalheiro. –Sua mão está muito gelada.

-Sim. Estou muito bem. Mas preciso lhe mostrar uma coisa.

Ela levou suas mãos até a barra do vestido, e o ergueu até a metade de sua coxa.

-Eu quero, com você, o que seu pai não me dá mais. –Falando isso ela se jogou em cima de mim.

Ela tentou me beijar, mas mesmo ela sendo apenas a amante de meu pai, eu era um homem de respeito.

Ela tirou o véu que sempre tampou seus olhos. E pela primeira vez eu os vi. Seus olhos estavam rubis. E tinha uma quantidade muito carregada de ódio.

Ela me mordeu, e quando uns homens chegaram para ver o porquê eu tinha gritado, já era tarde, ela tinha fugido.

Passei quatro dias no hospital, sofrendo toda a transformação.

Ainda não sei qual fim ela recebeu. Nunca mais a vi. Apenas um bilhete seu. Quando voltei para casa, meu pai estava morto, e um bilhete assinado por “Ane” estava em cima de seu corpo.”

-Nossa. Mas você não faz idéia de onde ela esteja? –Perguntei curiosa.

-Não. E também não quero saber.

Fiquei o olhando, enquanto ele contava mais historias sobre sua vida.

-Você já teve alguma companheira? –Perguntei ansiosa por mais coisas sobre ele.

-Sim. –Ele falou com um sorriso fraco no rosto. –Seu nome era Eliza. A conheci quando fui para a Europa pela primeira vez. Ela era uma humana, e tinha um cheiro muito atraente para mim. Eu pensei em sugar sua vida, mas ela mexia comigo de outras maneiras.

“Um dia eu estava andando nas ruas de Lisboa, e a vi passando, como sempre belíssima, e com uma elegância própria. Ela andava por ali todos os dias, no mesmo horário. Vi ali, uma chance de conversar com ela.

-Olá. –Falei quando ela passou por mim.

Ela se virou com um sorriso nos lábios.

-Achei que nunca falaria comigo. –Ela respondeu andando na minha direção. –Pois sempre que passo por aqui, você me olha e nunca fala comigo.

-Ah. Perdão. Mas eu tinha certo receio. Mas aqui estou eu. –Sorri de volta. –E alias, sou Eliot.

-Eliza, prazer. –Ela estendeu sua pequena mão para mim.

Nós saímos algumas vezes, e um dia resolvi contá-la o que eu realmente era.

Nós fomos a um restaurante, sabia que ali não era apropriado, mas era ali que eu havia a pedido em casamento há algumas semanas.

-Ellie. Preciso falar com você. –Falei ficando sério. Eu tinha até ensaiado como falaria, mas mesmo assim estava nervoso.

-Pode falar Eliot. –Ela me olhou com seus grandes olhos castanhos.

-Antes de casarmos, preciso lhe contar uma coisa. –Eu hesitei, pois não conseguia pensar numa maneira de amenizar seu choque. –Não sou um humano.

Ellie riu.

-Sei disso. Mas o que exatamente você é? –Seu olhar estava divertido.

-Como... Como assim você sabe? Desde quando?

-Você nunca se alimenta. Tem a pele extremamente branca, para um brasileiro. E você parece sempre evitar encostar-se em mim. Além de você ser muito gelado. –Ela deu de ombros como se aquilo fosse normal. –E seus olhos são vermelhos. Acho que isso são só algumas coisas sobre você que me fez apaixonar-me por você.

Eu tive que raciocinar bem o que ela já sabia.

-Você já tem uma idéia do que eu seja?

-Não. Mas adoraria saber.

-Eu... –Hesitei novamente, mas dessa vez falei. –Sou um vampiro.

Ela ficou me olhando curiosa.

Depois de algumas perguntas, nós voltamos para casa.

Algum tempo depois de nosso casamento, eu a transformei em imortal. O que não durou muito. Pois logo ela foi destruída pelos Volturi por ser muito “gulosa”. Ela não conseguia parar de caçar. Na primeira semana como vampira ela matou mais de 20 homens.”

-Talvez ela não fosse a pessoa certa para mim. –Ele concluiu.

-Talvez. Mas às vezes ela só precisava de disciplina. –Falei sorrindo.

-É. Talvez... –Ele ficou quieto.

Depois de algumas horas conversando, eu resolvi dormir, pois amanhã nós iríamos atrás dos Hernandes.

Quando acordei, sem ter sonhado nada, vi que Eliot não estava pelo quarto.

Peguei minhas roupas espalhadas pelo quarto, e me vesti.

-Sim, nós iremos hoje. –Ouvi Eliot falando.

Entrei na sala, e ele estava no telefone.

-Não, obrigado, nós passaremos ai. Precisamos fazer o check-out ainda. Mas obrigado.

Ele desligou o telefone, e eu me sentei ao seu lado.

-E então?

-Era a recepção perguntando se queria que trouxessem as flores o dia dos namorados.

-Namorados?

-Sim. Lembra-se que nos registramos como um casal? –Assenti. –Hoje é dia dos namorados, e eles iram nos entregar flores.

-Ah! –Foi a única coisa que pude falar.

Não podia negar que nós parecíamos um casal ontem. Mas não éramos isso. Pelo menos por enquanto.

Fizemos nosso check-out, e pegamos um taxi para o endereço dos vampiros bonzinhos.

-Olá. –Fomos recebidos por uma mulher loira, com os olhos dourados, e baixa. –Sou Carmem Hernandes. Vocês devem ser Vicenza, e Eliot.

-Sim. E você deve ser a Sra. Hernandes. –Eliot falou estendendo sua mão para ela.

-Na verdade sou a filha dela. –Carmem sorriu, estendendo sua mão para ele. E depois para mim.

Eu também a cumprimentei.

-Entrem, meus pais estão na sala os esperando. –Ela nos deu licença apontando para dentro.

-Obrigada. –Agradeci entrando, e sendo seguida por Eliot, que segurava minha mão.

Carmem nos guiou até a grande sala.

Lá estavam dois homens e mais uma mulher. A verdadeira Sra. Hernandes.

-Olá. –Um dos homens se levantou vindo na nossa direção. –Sou Luiz. Sejam bem vindos a nossa casa.

-Obrigado. –Eliot e eu agradecemos.

-Essa é minha família. –Luiz falou. –Essa atrás de vocês é Carmem, nossa filha. Aquela é minha esposa Regina, e meu filho, e companheiro de Carmem, Bernardo.

-Prazer. –Falei sorrindo para eles.

Bernardo se levantou e parou ao lado do pai.

-Então vocês são os novos vegetarianos?

Notas finais
Explicação pela demora:
Comecei a fazer um curso, que dura 2 anos, e to sem tempo pra nada. Mas juro terminar essa fic.
Espero que tenham gostado do capitulo.
E se puderem, deem uma passadinha na minha nova fic, Best Friend
Até o próximo, e espero postar logo.