De Repente, Pais!

2 Sentença de Morte


Notas iniciais
Oi, meus amores! 🤍 Antes de começarem... só tenho uma coisa a dizer: Talvez vocês nunca mais olhem para uma viagem de férias da mesma forma. 👀 Boa leitura... e não confiem no destino. ✨

Capítulo 2: Sentença de Morte

A calmaria que se seguiu após o fim da festa era quase irreal. O exército de parentes, amigos e crianças barulhentas finalmente havia debandado, deixando para trás um quintal salpicado de fitas soltas, migalhas de bolo e o cheiro doce de grama pisada ao anoitecer.

Na cozinha dos Whitlock, o som ritmado de louças sendo organizadas era a única coisa que quebrava o silêncio confortável da casa. Eu estava encostada na bancada, dobrando cuidadosamente as toalhas de mesa que sobraram, quando o som de passos pesados me fez virar o rosto. Edward entrou no recinto carregando duas caixas grandes de papelão repletas de enfeites desmontados. Ele havia tirado a camisa social azul e agora usava apenas uma camiseta cinza mais ajustada ao corpo, com as mangas levemente dobradas, revelando os músculos trabalhados dos braços.

— Onde você quer que eu coloque isso, Swan? — ele perguntou, o tom de voz livre daquela provocação afiada de mais cedo, soar quase calmo.

— Pode deixar no canto perto da despensa — respondi, apontando com o queixo. Observei, contra a minha vontade, a facilidade com que ele movia o peso sem soltar um único gemido. — Obrigada por ajudar o Jasper com as mesas lá fora. Eu achava que médicos tivessem mãos delicadas demais para carregar madeira.

Edward colocou as caixas no chão com um baque surdo, ergueu o corpo e passou a mão pelos cabelos acobreados, bagunçando-os ainda mais. Ele se aproximou da bancada e apoiou o quadril na borda de madeira, perto demais de onde eu estava.

— Minhas mãos são muito bem treinadas, Bella. Para várias coisas — ele soltou, dando um sorriso de canto de boca que fez minhas defesas subirem instantaneamente. Mas antes que eu pudesse retrucar, a expressão dele suavizou. — Falando sério... o bolo estava incrível. E a decoração também. Você realmente se superou hoje.

Pisquei, pega completamente de surpresa pelo elogio genuíno. Senti um calor sutil subir pelas minhas bochechas e limpei a garganta, tentando disfarçar o impacto daquelas palavras simples.

— Obrigada — murmurei, desviando o olhar para as minhas próprias mãos. — A Alice me enlouqueceu nas últimas semanas, mas valia a pena por ver a Liv feliz.

— É... valia sim — ele concordou baixinho. Por um segundo, nossos olhares se cruzaram no espelho da janela da cozinha, e a lembrança do momento em que soprarmos a vela juntos pareceu flutuar no ar entre nós.

— Ei, vocês dois! Parem de arrumar as coisas, a casa não vai fugir do lugar! — a voz de Alice ecoou da sala de estar, cortando o clima de trégua. — Venham para cá agora! Abrimos uma garrafa do vinho caro que o Jasper ganhou no trabalho!

Troquei um olhar rápido com Edward e fomos para a sala. Alice e Jasper já estavam acomodados no tapete felpudo em frente à lareira desligada, com taças de vinho tinto nas mãos. A pequena Liv já dormia tranquilamente no berço no andar de cima, exausta depois do seu próprio show de aniversário.

Sentamos todos no chão em um círculo informal. Uma garrafa de vinho rapidamente se transformou em duas, e duas em três. À medida que o líquido escuro diminuía nas garrafas, a guarda de todos nós ia caindo. A risada alta de Alice preenchia o ambiente, enquanto Jasper contava piadas bobas e Edward relaxava com a cabeça encostada no sofazinho atrás dele, com a gravata do dia completamente solta no pescoço.

Eu já me sentia levemente alterada pelo álcool, com as bochechas quentes e uma sensação gostosa de conforto no peito por estar cercada pelas pessoas que mais amava no mundo.

— Falando em amor e futuro... — Alice começou, girando o vinho na taça e olhando de mim para Edward com um brilho misterioso nos olhos. — Eu e o Jas estávamos conversando na semana passada. Lembram daquela viagem de comemoração de cinco anos de casados que a gente queria fazer para a Itália?

— A viagem dos sonhos que você planeja desde que tínhamos dezoito anos? — brinquei, dando um gole no meu vinho. — O que tem ela?

— Conseguimos fechar as passagens! — Alice deu um dedinho de grito encolhido de empolgação. — Três semanas inteiras na Costa Amalfitana, no mês que vem!

— Três semanas? — ergui as sobrancelhas, impressionada. — Isso é incrível, Alie! Vocês merecem demais esse tempo juntos. Mas... e a Liv? Três semanas é muito tempo para levar uma bebê de um ano em uma viagem dessas.

— É aí que entram vocês dois — Jasper interveio, dando um sorriso largo e abraçando Alice pelos ombros. — Nós conversamos e não confiamos em mais ninguém neste planeta para cuidar da nossa filha. A Alice não queria deixá-la com babás contratadas e nem com os avós por tanto tempo. Então... decidimos que você vai vir morar aqui em casa durante essas três semanas, Bella.

— Eu? Morar aqui? — perguntei, processando a informação devagar por causa do vinho. — Claro! Eu amaria! Vai ser uma delícia ter esse tempo com a Liv.

— Com uma pequena condição — Alice completou, cruzando os pés e me encarando com uma seriedade duvidosa. — O Edward prometeu que vai vir para cá todas as noites depois do plantão no hospital para te ajudar com a rotina. Ele vai dormir no quarto de hóspedes. Vocês dois vão cuidar da Liv juntos enquanto estivermos fora.

O vinho no meu estômago pareceu virar um bloco de gelo instantâneo. Olhei para Edward no mesmo segundo, e vi que ele também encarava Alice com os olhos ligeiramente arregalados.

— Espere aí... O quê? — inclinei o corpo para a frente, gesticulando com a taça de vinho na mão. — Alice, você enlouqueceu? Cuidar da Liv com o Edward? Três semanas sob o mesmo teto? Vocês estão tentando criar um reality show de sobrevivência, um tipo de "de férias com o ex" ou o quê?

— Ah, para de drama, Bella! — Alice deu de ombros, rindo da minha reação. — É só para garantir que você não surte tentando equilibrar a confeitaria com uma bebê de um ano. E o Edward é médico, sabe exatamente o que fazer em emergências!

— É, e ele também sabe exatamente como me fazer ter um AVC antes dos vinte e nove anos! — reclamei, apontando o dedo na direção de Edward, que agora me observava com um brilho divertido reaparecendo nos olhos.

— Não precisa clamar por mim assim, Swan — Edward debochou, dando um gole demorado no seu vinho. — Se você tá com medo de não aguentar a minha presença sem cair nos meus braços, é só pedir com educação que eu reconsidero.

— Medo? De você? — soltei uma gargalhada indignada, apoiando as mãos nos joelhos. — Eu tenho medo é da sua incapacidade de não estragar as coisas! Alice, me escuta... Eu amo vocês dois e amo a Liv, eu cuidaria dela com a minha vida... mas criar ela com o Edward? Vocês me odeiam ou o que?

Edward soltou uma risada rouca e gostosa, balançando a cabeça lentamente enquanto me encarava por cima da borda da taça.

— Seria um prazer para mim ver seu rostinho lindo todos os dias, Bella — ele começou, com a voz aveludada pelo álcool, baixando o tom de um jeito que fez minha espinha tremer. E então, abrindo aquele sorriso irritante, completou: — Mas aí eu lembro que você é uma chata insuportável e prefiro furar meus olhos com pregos.

— Seu cretino! — joguei uma almofada pequena do sofá direto na cara dele, mas ele a pegou no ar com uma facilidade irritante, rindo alto.

— Viu só? — Alice disse, apontando para nós dois com um ar vitorioso. — Essa química de vocês é perfeita! Já está decidido. Vocês vão ficar aqui e pronto. Inclusive, isso me lembra de outra coisa importante que nós resolvemos essa semana no cartório...

O tom de Alice mudou ligeiramente, ficando mais suave e denso, o que fez o riso na sala diminuir aos poucos. Jasper segurou a mão da esposa com carinho.

— Fizemos o nosso testamento oficial na terça-feira — Jasper explicou, olhando firmemente para nós dois. — Atualizamos as cláusulas legais sobre a guarda da Liv. Se qualquer coisa no mundo acontecer com a gente... qualquer acidente, qualquer fatalidade... vocês dois são os guardiões legais oficiais dela. Vocês têm a guarda compartilhada garantida por lei.

O silêncio caiu sobre a sala como uma manta pesada. A menção de algo tão trágico e definitivo parecia errada em uma noite tão feliz, mas a seriedade nos olhos de Alice e Jasper nos fez entender o peso daquele momento.

Olhei para Alice, sentindo uma onda de afeto e um nó de emoção na garganta.

— Não fale uma besteira dessas, Jas... nada vai acontecer com vocês — murmurei baixinho.

— Nós sabemos que não, mas queríamos ter a certeza absoluta de que nossa filha estaria nas mãos das duas pessoas que mais amamos no mundo — Alice respondeu, com os olhos brilhando com lágrimas não derramadas. Ela estendeu a mão e apertou o meu joelho, e depois o de Edward. — Vocês são a nossa família. Prometam que sempre vão cuidar dela.

— Prometemos — Edward respondeu primeiro, a voz firme e desprovida de qualquer sarcasmo. Ele olhou para mim e depois para os nossos amigos. — Vocês sabem que a Liv é tudo para mim.

— É... ela é o nosso mundo — concordei, engolindo em seco.

Para quebrar o clima pesado que ameaçava tomar conta do ambiente, me estiquei e peguei a mão de Alice, olhando-a bem nos olhos com uma expressão comicamente desesperada.

— Mas escuta aqui, Alice Brandon Whitlock... Você trate de voltar dessa viagem de aniversário o mais rápido possível! Jura por Deus que não vai se atrasar nem um dia sequer! Três semanas com o Cullen já é o meu limite biológico para não cometer um homicídio culposo!

Alice gargalhou alto, trazendo a leveza de volta para a sala, e levantou a mão direita.

— Eu juro! Três semanas exatas, nem um minuto a mais!

Rimos juntos, brindando com as taças no centro da roda. O som do vidro se chocando ressoou pela sala iluminada apenas pelas luzes amareladas dos abajures.

Mais tarde, quando a noite já ia alta e a garrafa de vinho estava completamente vazia, me despedi de Alice e Jasper com abraços apertados. Edward se ofereceu para me acompanhar até o meu carro, alegando que eu já tinha bebido além da conta para caminhar sozinha pelo acostamento escuro da rua.

Caminhamos lado a lado pela calçada silenciosa. O ar frio da noite batia nos nossos rostos, ajudando a diminuir o efeito do álcool.

— Três semanas, hein? — Edward comentou, quebrando o silêncio enquanto colocava as mãos nos bolsos da calça.

— Nem me lembre — suspirei, pegando as chaves do carro na minha bolsa. — Tente não transformar a casa deles em um cenário de guerra de lama durante esse tempo.

Paramos ao lado da porta do meu motorista. Edward me encarou sob a luz amarelada do poste de iluminação. A provocação tinha sumido dos seus olhos, dando lugar àquele olhar profundo e atento que costumava me desarmar completamente nos tempos de colégio.

— Eu vou tentar ser um bom menino, Swan — ele disse baixinho, com um sorriso fraco e sincero. — Por você. E pela Liv.

Senti meu coração dar um baque estúpido contra as costelas. Ele deu um passo para mais perto, o cheiro de vinho misturado ao seu perfume amadeirado me envolvendo por inteiro. Antes que eu pudesse recuar ou dizer qualquer coisa, Edward se inclinou e pressionou os lábios suavemente contra a minha bochecha. Foi um beijo demorado, quente, que demorou um segundo a mais do que um gesto puramente amigável deveria durar.

— Boa noite, Bella — ele murmurou contra a minha pele antes de se afastar devagar.

— Boa... boa noite, Edward — gaguejei, entrando rapidamente no carro antes que ele pudesse ver o estado em que havia me deixado.

Liguei o motor e acelerei, olhando pelo retrovisor e vendo a figura dele parada na calçada até dobrar a esquina. No fundo do meu peito, enquanto o vento da noite entrava pela janela, uma sensação estranha e prévia de ansiedade tomava conta de mim.

Três semanas cuidando de uma bebê juntos parecia um desafio gigante. Mas o que nenhum de nós dois poderia imaginar, enquanto brindávamos e fazíamos piadas naquela sala, era que o destino tinha planos muito mais sombrios e devastadores do que uma simples viagem de férias. E que as promessas feitas sob o efeito do vinho seriam testadas muito antes do que poderíamos suportar.

​Os dias seguintes passaram num piscar de olhos, engolidos pela rotina puxada da confeitaria e pela correria frenética de Alice organizando os últimos detalhes para a Itália.

​Três semanas se passaram num sopro, e a véspera da viagem finalmente havia chegado.

​O alarme do meu celular tocou às seis da manhã de uma sexta-feira ensolarada. Desliguei o despertador com um gemido, cobrindo o rosto com o travesseiro por alguns segundos antes de criar coragem para me levantar. O chão do meu quarto parecia um campo de batalha: uma mala de viagem de tamanho médio estava aberta sobre o tapete, cercada por pilhas de roupas confortáveis, aventais sobressalentes da doceria, produtos de higiene e uma quantidade embaraçosa de conjuntos de pijama.

​— Três semanas... São só vinte e um dias — murmurei para mim mesma, dobrando um moletom cinza e jogando dentro da mala. — Você consegue fazer isso, Bella. É só fingir que ele é um colega de quarto invisível. Um colega de quarto bem afeiçoado, chato e extremamente irritante.

​Depois de fechar o zíper da mala com certa dificuldade, me arrumei rapidamente e dirigi até a Sweet Swan, minha confeitaria. O cheiro acolhedor de baunilha, açúcar queimado e café fresco me recebeu assim que destranquei as portas de vidro. Trabalho era exatamente o que eu precisava para tirar a ansiedade do peito.

​Por volta das dez da manhã, enquanto eu recheava uma fornada de cupcakes de morango na bancada dos fundos, o som do sino da porta indicou a chegada de alguém.

​— Bella, querida! Cheguei! — a voz animada de Renée ecoou pelo ambiente. Minha mãe entrou na cozinha carregando sua bolsa de palha e um sorriso radiante no rosto.

​— Bom dia, mãe — sorri, limpando as mãos no avental para dar um abraço nela. — Que milagre você por aqui tão cedo!

​— Ah, eu passei no mercado aqui perto e resolvi vir ver como está a minha confeiteira favorita antes da grande missão de três semanas — Renée disse, acomodando-se em um dos bancos altos da bancada e pegando um morango fresco da tigela. — A Alice me ligou ontem à noite surtando de empolgação. Ela disse que está tudo pronto para a viagem de hoje à noite!

​— É, a Alice é a pessoa mais organizada que eu conheço — suspirei, voltando a confeitar os doces. — Eu levo minha mala para lá no final da tarde, logo depois que fechar a loja.

​Renée apoiou o queixo nas mãos, me observando com um brilho maroto e excessivamente analítico nos olhos. Conhecendo a minha mãe como eu conhecia, aquele olhar significava perigo iminente.

​— E como está a sua cabeça para essa... convivência? — ela perguntou, enfatizando a última palavra com uma sobrancelha erguida.

​— Convivência normal, mãe. É pela Liv — respondi de forma neutra, tentando focar no formato de rosa que eu desenhava no chantilly. — A Alice e o Jasper precisam dessa viagem, e eu prometi que cuidaria da minha afilhada. O Edward só vai para lá à noite para ajudar na rotina de dormir e caso tenha alguma emergência. Não vamos nem nos cruzar direito.

​— Sei... — Renée soltou uma risada abafada, pegando outro morango. — Bella, você não engana nem a si mesma. Três semanas morando praticamente juntos, sob o mesmo teto, cuidando de uma bebê adorável, criando aquele clima de "família de mentirinha"...

​— Mãe, para — avisei, sentindo o rosto esquentar. — Não tem clima nenhum.

​— Ah, por favor, Isabella! — Renée deu um tapinha na bancada, rindo. — Vocês dois têm essa tensão não resolvida desde os dezesseis anos! Eu conheço o jeito que o Edward olha para você quando acha que ninguém está prestando atenção. Aquele rapaz é caidinho por você desde a época do colégio. Mark my words: vocês vão ter uma recaída antes do final da primeira semana!

​Parei o saco de confeitar no ar. Olhei para a minha mãe com os olhos arregalados de puro horror e indignação, sentindo o sangue subir direto para a minha cabeça.

​— Recaída?! Ficou doida, mãe? Por favor, me diz que você está ficando gaga, porque só isso explicaria uma alucinação desse tamanho! — surtei, elevando o tom de voz enquanto gesticulava com o saco de chantilly na mão. — Eu e o Edward Cullen? Uma RECAÍDA?! Nós nos odiamos! A gente não consegue passar vinte minutos na mesma sala sem querer arrancar os olhos um do outro!

​— O ódio e a paixão moram no mesmo andar, minha filha — Renée respondeu serenamente, com um sorriso de superioridade de quem já viveu muito mais que eu. — E cá entre nós, o Edward virou um homem de arrancar o fôlego. Aquele jaleco de médico faz milagres, viu?

​— MÃE! Pelo amor de Deus, para de falar! Isso é nojento! — cobri os ouvidos com as mãos, horrorizada. — Ele é um cretino, insuportável, egocêntrico e... e a última pessoa na Terra com quem eu teria qualquer coisa! Se ele tentar encostar um dedo em mim, eu jogo um liquidificador na cabeça dele!

​Renée gargalhou alto da minha reação exagerada, pegando a bolsa de palha e se levantando do banco.

​— Tá bom, tá bom, não tá mais aqui quem falou! — ela disse, vindo até mim e me dando um beijo carinhoso na bochecha. — Só estou dizendo para você manter a mente aberta, Bellinha. O destino adora dar voltas engraçadas. Boa sorte hoje à noite! Me manda fotos da Liv!

​— Tchau, mãe! Vai com Deus e toma seus remédios para a memória! — gritei para a porta enquanto ela saía rindo, deixando o sino da entrada tocar.

​Voltei para a bancada bufando, tentando desacelerar o meu coração que batia rápido demais. "Recaída", a voz da minha mãe ecoou na minha mente. Balancei a cabeça vigorosamente para espantar aquele pensamento absurdo. Edward Cullen podia ser charmoso, inteligente e ter um sorriso devastador que mexia com a minha estrutura mais do que eu jamais admitiria em voz alta... mas nós éramos como óleo e água. Fogo e gasolina.

​Três semanas. Era apenas um trabalho de babá temporário com um parceiro irritante. Nada mais.

​Mal sabia eu que a profecia da minha mãe seria o menor dos meus problemas, e que o destino, de fato, estava prestes a dar a volta mais dolorosa e irreversível das nossas vidas.

Notas finais
E aí... 😶 Quem mais sentiu que alguma coisa muito ruim está prestes a acontecer? Acho que o título deste capítulo já entregou que o destino começou a escrever a própria história... Nos vemos no próximo capítulo. E levem um lencinho. 🤍🥹