De Repente, Grávida!
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Horas antes da Explosão:
Quando Beckett acordou, estava num local escuro, sentou-se na cama, ainda confusa, passou a mão em sua cabeça, ainda doía. Passou a mão em sua barriga e sentiu seu bebê, aliviou seu coração, ele estava bem. Ela levantou-se.
Kate: Que lugar é esse?
Foi até a porta e tentou abrir, e estava trancada. Começou a socar a porta.
Kate: Quem está ai? Alguém?
Nada aconteceu, estava sozinha. Procurou uma janela e não tinha, achou apenas uma passagem de ventilação. Ela sorriu de si mesma.
Kate: É meu amor… Em outros tempos eu até passaria por aí, mas agora que estou redonda feito uma bola está difícil. — Falou acariciando sua enorme barriga.
Foi então procurar seu celular, mas não achou. Procurou algo para que pudesse se defender quando a porta abrisse e nada, não tinha nada naquele quarto, somente a cama. Ela sentou-se e procurou manter a calma.
Um tempo depois, a porta abriu e ela teve seu primeiro contato com o sequestrador.
Dunn: Nikki Heat?
Kate: Beckett, meu nome é Beckett.
Dunn: Vejo mudanças desde o nosso último encontro.
Kate: Scott Dunn, bem que eu imaginava. Você é um louco doente!
Ele rio em deboche.
Dunn: Não, eu sou apenas um fã, e quero que a minha obra seja concretizada, nós ficaremos imortalizados pela história.
Kate: Você deveria assinar uns cheques, me deve uma boa quantia pelo meu apartamento!
Dunn: Não se preocupe, em breve terá um lugar para descanso eterno!
Ela não se conteve, e foi para cima dele.
Kate: Seu desgraçado, se quer se vingar de mim tudo bem, mas não seja covarde, deixe meu filho fora disso!
Ele a segurou pelos pulsos e a jogou na cama.
Dunn: Bem, isso não fazia parte dos planos, mas foi o que aconteceu. Se você conseguir, reescreva o final da sua história!
Ele saiu e deixou-a. Mas algo lhe aconteceu.
Kate: Oh não. Meu Deus agora não.
(…)
Quando Castle entrou pela passagem lateral, sentiu um clique sob seus pés, mas não houve explosão.
Castle: Droga! Devo ter armado uma bomba… bem a cara do Dunn!
Ele começou a gritar pelo local.
Castle: Kate? Kate?
Quando ele ouve alguém socando uma porta, correu em direção ao som.
Castle: Kate?
Kate: Estou aqui Castle, estou aqui!
Castle:Afaste-se, vou derrubar a porta.
Ela afastou-se e ele chutou a porta, derrubando-a no segundo chute.
Ele a abraçou.
Castle: Olha só o que acontece quando te deixo sozinha…Está bem?
Kate:Sim, mas minha bolsa estourou.
Castle: O que? Está em trabalho de parto?
Ela apenas assentiu.
Castle: Ok, tudo bem…Vamos manter a calma.– Falava para si mesmo. -Aguenta andar?
Kate: Sim.
Castle: Precisamos sair daqui rápido, ao entrar armei uma bomba e não sei quanto tempo temos.
Kate: Uma bomba? É, ele já explodiu meu apartamento, agora quer me explodir também!
Castle: Apoie -se em mim, temos que achar uma saída.
Kate: Mas se só tiver o local que você entrou?
Castle: O perfil dele, ele não é suicida, ele deixou uma saída para ele, nós temos que achar.
Kate: Que lugar é esse?
Castle: Um local abandonado numa marina, acho que algum tipo de fábrica.
Kate: Castle, se for do tempo da Guerra pode ter uma saída para a marina.
Castle:Certo, vamos descer. O problema é só acharmos um barco!
Ela sorriu.
Kate: Nada para nós é fácil!
Assim que eles conseguiram deixar o prédio, houve a explosão, foi alta e deixou-os desacordados! O barco ficou sem direção por um tempo, até Castle acordar.
Castle: Kate acorde, acorde.
Kate: Ah… O que aconteceu?
Castle: O prédio explodiu, mas estamos bem.
Ela estava sentido dor.
Castle: Que droga, sem sinal no celular, não tem nenhum outro barco, o que faremos?
Kate: Castle está muito forte as contrações e em pouco tempo, assim não vou aguentar.
Castle: Vou tentar pilotar essa coisa e nos levar para a costa, assim o bebê nascerá aqui!
Beckett não aguentava mais a dor das contrações, sentiu que já estava nascendo. Castle ajudou-a a se acomodar no piso do barco. O sinal voltou no seu telefone, ele ligou para a emergência e enquanto esperavam os paramédicos chegar foi seguindo as instruções. A cabecinha do neném já era visível.
Castle: Faça força, Kate, o máximo que puder, já estou vendo a cabeça do bebê.
Kate: Ahrrrrrrr – Fazendo força, apertando suas mãos.
Castle: Não pare agora, empurre. — Dizia Castle muito nervoso e ansioso, nunca passou por uma situação parecida.
Kate: Castle, não tenho mais forças, não vou aguentar.
Castle: Vai sim, não desista, faça força para baixo!
Ela fez força conforme tinha contrações, passou a cabeça depois os ombros e finalmente o bebê nasceu, sendo recebido por Castle em seus braços.
Ele chorava muito e alto.
Kate: Ah– aliviada, deixando seu corpo todo relaxar. — O que é Castle?– Estava curiosa para saber, depois de 9 meses de espera.
Castle: Um menino…– Dizia com lágrimas nos olhos. — Lindo…
Kate: Tem certeza?
Castle virou a cabeça de lado e a encarou.
Castle: Sim, tenho certeza, porque ele tem um… pinto, Kate. E nada pequeno, diga-se.
Kate: Oh. Castle, não fale do tamanho do pinto do meu filho! – Rindo da cara que ele fez. — Ele está bem? É perfeito?
Castle: Sim, e do jeito que chora é muito saudável, já já te dou. Só vou terminar de limpá-lo. – Castle passava delicadamente sua camisa, limpando-o.
Castle: Kate, você me deve duas camisas!
Kate: Não chore meu amor, mamãe está aqui.– Com uma voz melosa.
Castle terminou de limpá-lo e o enrolou em sua camiseta. Sentia algo inexplicável por aquele menino que chorava em seus braços, tão cheio de vida, o mesmo sentimento que teve anos atrás quando segurou pela primeira vez, Alexis, em seus braços. Castle o abraçou. E aproximou-se de Beckett.
Castle: Não chore, você já vai conhecer sua mãe!
Castle chegou perto dela, entregando-lhe seu filho.
Beckett o olhou com muita ternura, nunca sentiu aquela emoção, ao vê-la e sentir seu cheiro, o bebê parou de chorar imediatamente, enquanto Beckett o aninhava em seu corpo e beijando sua cabecinha, ele a olha fixamente em seus olhos, sendo correspondida por aquela vida que iniciava.
Ela falava palavras melosas de como se sentia, as lágrimas rolavam pelas faces de Beckett e de Castle também.
Castle: Como vai chamá-lo? Cosmo?
Ela riu.
Kate: Não Castle, desculpe. Vou ficar te devendo mais essa! Se fosse menina seria Johanna, como minha mãe, então vou chamá-lo de John.
Castle: Tá não foi dessa vez, mas gostei de John! – Aproximou-se do bebê, e sussurrou. — Oi Johnny, seja bem-vindo.– Acariciando sua delicada cabecinha.
John olhou em direção daquela voz e ficou observando Castle, tinha olhos curiosos, bem vívidos e brilhantes.
Castle abraçou os dois e beijou Beckett ternamente nos lábios, o qual foi correspondido, selaram um lindo beijo terno e emocionante.
Foram interrompidos pelas sirenes da ambulância e viaturas que chegavam ao locar, para resgatá-los. Os paramédicos entraram no barco, prestando os primeiros socorros para a mãe e seu bebê, cortaram o cordão umbilical e os prepararam para ser levados ao hospital.
Um dos paramédicos pediu ao Castle para que levasse o bebê para a ambulância enquanto eles arrumavam a Beckett na maca.
Quando entraram, Beckett recebeu em seus braços o pequeno John que estava choramingando, Beckett começou a niná-lo.
A capitã recebeu uma ligação informando que sua detetive foi localizada e passava bem, dera a luz e estava sendo conduzida ao hospital.
Gates deu a notícia a todos na delegacia, reunidos, que vibraram.
Gates: É um menino. Eles passam bem. Vamos prender esse desgraçado assassino!– Retirou-se para fazer algumas ligações.
Lanie e Esposito se abraçaram.
Lanie: Graças a Deus estão bem!
Ryan e Espo se cumprimentaram e se abraçaram.
Ryan: Vou avisar o pai da Beckett.
Lanie: Estou ansiosa para conhecer meu afilhado, ver seu rostinho.
Assim estavam também os outros ansiosos para se reencontrarem com Beckett e o mais novo membro da família.
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