Notas iniciais
Não sei quantos capítulos a fic terá, dependerá do tempo e da inspiração. Mas será uma fic longa.Desculpe qualquer erro.

Depois de um longo e exaustivo dia de investigações, Beckett não queria nada mais nada menos que ir para casa e comer, comer uma pizza. Essa pizza não lhe saiu da cabeça o dia inteiro, uma pizza diferente, nada convencional.

Ela ao sair do elevador foi logo pegando seu celular, enquanto caminhava foi ligando para a pizzaria, mas não tinha o sabor desejado, ligou para outra, depois mais outra e outra e nada. O que estava acontecendo? Será que não seriam capazes de fazer uma simples pizza?

Finalmente ela encontrou uma disposta a fazer a sua tão sonhada combinação: pizza com muita muzarela, molho de tomates, jaca e calda de chocolate, muita calda e acompanhada com suco de espinafre e laranja!

Quando o entregador chegou ao seu apartamento estava um pouco desconfiado, quando confirmou o pedido ficou surpreso, aquela tinha sido a pizza mais estranha que ele tinha entregado.

Por outro lado, Beckett sentou-se no sofá e pegou um pedaço bem grandão da pizza e mordeu.

Kate: Hummm!– Gemia ao mastigar, saboreando.

Nunca tinha comido em sua vida algo tão bom.

Uns dias depois...

Beckett e sua equipe estava numa cena de crime, com as informações preliminares do caso, quando Castle chegou e cumprimentou a todos.

Kate: Castle, que perfume está usando?

Castle: O de sempre, porque?– Ficou surpreso com a pergunta, muito estranha e inesperada.

Aquele perfume fez seu estômago embrulhar, estranhou porque nunca tinha sentido os perfumes do Castle enjoativos, sempre gostava.

Kate: Não por nada.– Disfarçou.

Castle deu a ela o copo de café, que costumeiramente lhe dava. Ela agradeceu a passou a falar com Castle sobre o caso.

Mas ela não conseguiu tomar o café, estava enjoada.

Os dias passaram e Beckett não estava se sentindo muito bem, mal-estar repentino, vertigens, queda de pressão e uns enjoos matinais. Ela também andava muito irritada, sempre descontando no Ryan e Esposito, coisa que não era normal porque sempre sobrava para Castle.

Já estava tarde, ela ainda estava trabalhando, foi ao necrotério saber da autópsia.

Lanie: Você está bem?

Kate: Estou... Mais ou menos. Acho que preciso de férias, o estresse está me matando!

Lanie: Oh girl! Se não te conhecesse!

Kate: O que?

Lanie: Você e o Josh voltaram?

Kate: Não, porque?

Lanie: Esses sintomas não são de estresse, são de gravidez.

Beckett a olha de lado.

Kate: Sério? Lanie, você não vai ter um sobrinho, tão cedo! – Balançava a cabeça, incrédula, com as palavras de Lanie.

Lanie: Depois não diga que não te avisei. Mas, já que é assim, é melhor você ir para casa, precisa descansar.

Beckett ouviu o conselho de Lanie e foi para casa, tomou um banho e se jogou na cama.

Foi consultar sua agenda e realmente, notou o atraso de sua menstruação.

Kate: Não, pelo tempo que estive com Josh... Não! É estresse mesmo, não posso ficar obcecada pelas bobagens que a Lanie diz.

Pegou o último livro de Castle para ler, aconchegando-se em seus travesseiros, mas dormiu feito uma pedra, nem sentiu a noite passar.

No dia seguinte, Ryan e Esposito interrogavam um suspeito, Beckett e Castle voltaram a cena de crime para refazer os últimos passos da vítima.

Enquanto as teorias de Castle estavam sendo elaboradas, Beckett sentiu-se mal, suas vistas escureceram e sussurrou:

Kate: Cas...

Quando virou-se para ela, viu que estava muito pálida e correu para ampará-la. Desmaiou em seus braços.

Castle: Beckett?– Amparando-a para que não caísse no chão. — Beckett?

Ele a deitou no chão com cuidado e buscou um pouco d'água, umedeceu um lenço e passou em seu rosto, fazendo-a recobrar os sentidos.

Castle: Beckett? Está me ouvindo?

Kate: Hum...– Estava meio confusa. — O que aconteceu?

Castle ajudou a sentar-se.

Kate: Onde estou?

Castle: Calma, ainda estamos na cena de crime.– Fez uma pausa. — Você desmaiou.

Kate: O que? Desmaiei?– Apoiou-se em Castle para levantar-se. Ela começou a lembrar-se.- Mas, já passou.

Castle: Nem pense nisso, vou te levar ao médico.

Kate: Não Castle, estou bem.

Castle: Se estivesse bem não desmaiaria! Você não está bem há algumas semanas. Nem adianta fazer cara feia, vamos agora.

Castle a levou ao hospital mais próximo, até a emergência.

Durante seu atendimento, a médica foi muito atenciosa, disse que Beckett estava bem, apenas com a pressão um pouco baixa e um pouco desidratada. Mas ela precisava fazer alguns exames para dar o diagnóstico. Deixou ela descansando e tomando soro intravenoso. Liberou Castle para vê-la.

Castle: Oi.

Kate: Oi.

Castle: Está bem?

Kate: Sim, aparentemente. Fiz alguns exames e estou aguardando os resultados.

Castle: Já avisei a capitã, não se preocupe. Deveria dormir um pouco.

Kate: Ok! Castle... Não fale com meu pai, ok?

Castle: Sim, se é o que quer tudo bem.

Kate: Não quero preocupá-lo a toa.

Castle: Vou dar uma volta, descanse.

Enquanto Beckett descansava, Castle estava flertando com as enfermeiras, queria saber os resultados dos exames, porque se fosse algo mais sério a Beckett esconderia.

Depois de algum tempo, uma das enfermeiras procura Castle para dar os parabéns:

Enfermeira: Ei, Rick!

Castle: Oi. Alguma novidade?

Enfermeira: Parabéns, papai!

Castle: O que? – Surpreso!

Enfermeira: A sua namorada está grávida!

Castle sentiu um imenso buraco abrir sob seus pés e engoli-lo.

Castle: Grávida? Não?

Enfermeira: Não gostou?

Castle: Ela não é minha namorada.– Cerrou os lábios. — Josh! – Com muita raiva, tinha vontade de matá-lo.

Enfermeira: Oh? Não? Desculpe!

Castle: Não se desculpe. Obrigado, você só fez o que eu pedi. Ela já sabe?

Enfermeira: A Drª deve estar falando com ela agora.

Castle: Não diga nada, é melhor ela não saber que eu sei, com licença.

Foi observar a reação de Beckett, as escondidas. Quando chegou perto da enfermaria estava a maior confusão. Beckett gritava com a médica, uma correria, Beckett segurando os exames e rasgando-os. Ninguém entendia nada.

Castle: Beckett? O que está acontecendo?

Kate: Nada Castle, me tire daqui ou vou sozinha!– Saiu andando apressadamente, pegando suas coisas sobre uma cadeira.

Castle olhou confuso para todos na enfermaria e saiu atrás da Beckett.

Quando chegou ao estacionamento Beckett já o esperava dentro do carro, estava furiosa. Ele nem sabia o que fazer, se perguntava o que aconteceu ou não. Ele entrou.

Castle: Está tudo bem?

Kate: Eu te disse que não queria vir.

Castle: O que aconteceu?

Kate: Esse bando de incompetentes trocaram meus exames e querem me convencer que eles estão certos.

Castle: Ok! É melhor eu te levar para casa.

Castle não perguntaria mais nada, porque se não, sobraria para ele!

Ao chegar a garagem do prédio de Beckett, Castle parou o carro.

Castle: Quer que eu te acompanhe?

Kate: Castle, me desculpe, não é culpa sua, só pensou no meu bem-estar, é que eles me irritaram mesmo. Obrigada, não precisa me acompanhar, estou bem, só preciso dormir e esquecer tudo isso.

Castle: Ok!

Kate: E... Estou de licença médica, por 2 dias, não vou a delegacia. Ok?

Ele apenas assentiu, ela abriu a porta do carro, tirou o sinto de segurança e saiu, com passos apressados e batendo forte os pés no chão.

Castle: Eita! Não queria estar no lugar do Josh. Ela vai matá-lo.

Mas pela reação dela, Castle estava em dúvida se ela estava mesmo grávida ou não. E foi para sua casa.

Ao entrar no seu apartamento, Beckett foi tirando as roupas e indo até o banheiro, queria tirar aquele cheiro de hospital. Mas as palavras da médica martelavam em sua cabeça. Terminou o banho, secou-se, colocou um calcinha pequena e confortável e uma camiseta larga. Foi até a sala, com o eco daquelas palavras em sua cabeça, pegou em sua bolsa o que restou dos resultados e sentou-se no sofá. Incrédula olhava para eles.

Kate: Não tem como isso ser verdade. Eles se enganaram.– Deu um pausa, respirou fundo e começou a raciocinar. — Kate se acalme. Você não pode estar grávida porque para isso é preciso... Fazer sexo. – Respirou fundo. — É, fora de questão.

Ela jogou fora os papéis e foi ao seu quarto, decidiu que, no dia seguinte, iria fazer uns exames por conta própria, para tirar aquilo tudo a limpo, afinal, ela já sabia os resultados, não estava grávida.

Como não conseguiu dormir, levantou-se e ligou para uma farmácia 24 horas que fazia entrega, pediu todos os testes de gravidez de marcas diferentes que tivessem disponíveis na farmácia.

Ela andava de um lado para outro, ansiosa pela chegada do entregador.

Finalmente, estavam preparados, precisava só esperar 3 minutos para saber os resultados, cronometrou no celular o tempo, mas aqueles 3 minutos mais pareciam uma eternidade.

Toca o alarme, ela olha os resultados.

Não!– Era o primeiro.

Não! Que droga é essa?– Sua reação para o segundo.

NÃO!– Gritava.- Não pode ser!– Era o terceiro.

Nãoooo – Estava chorando.

Debruçou-se sobre a mesa, soluçando de tanto chorar.

Todos deram positivo!

Notas finais
Sintam-se a vontade para comentar, dizer se estão gostando ou não.