De Repente, Grávida!
2 Capítulo 2: Parte I
Notas iniciais
Quando amanheceu Beckett foi até o necrotério. Quando Lanie chegou, levou o maior susto, Beckett estava sentada, a sua espera.
Lanie: Você ainda vai me matar qualquer dia desses!– Falou enquanto se aproxima de sua amiga, notou que ela estava com uma expressão estranha, parecia que tinha chorado também.
Lanie: O que aconteceu, amiga?– Segurou a mão de Beckett.
Beckett contou tudo para ela, desde o momento que Castle a tinha levado a Emergência do Hospital.
Kate: O que eu faço, Lanie?
Lanie: Bem.– Respirou fundo. — É uma situação difícil e complicada, mas sou sua amiga e vou te apoiar. Primeiro, o que acha? Se eu tirar uma amostra do seu sangue e pedir aos meus amigos do laboratório pra examinar, só para ter certeza.– Lanie estava achando aquela história muito estranha, sabia que sua amiga não estava mentindo. — Ninguém precisa ficar sabendo que é você, ok?
Ela concordou.
Depois de um tempo, Lanie, voltou com o resultado.
Kate: O que disseram?– Estava ansiosa.
Lanie puxou uma cadeira para perto dela, sentou-se, segurou a mão de Beckett.
Lanie: Bem, o que você já sabia.
Kate: Lanie, não entendo...– Lágrimas rolavam de sua face.
Lanie: Acalme-se. Você precisa fazer mais alguns exames, pra saber de quanto tempo está, e você vai ver que tudo vai fazer sentido. Depois estaremos rindo dessa situação! Você vai ver.
Beckett apenas, assentiu.
Lanie: Eu conheço uma ótima ginecologista obstetra. – Começou a anotar no papel e deu a Beckett. — Marque uma consulta.
Kate: Sim, farei isso.– Pegou o papel das mãos de Lanie. — O que vou dizer ao meu pai?
Lanie: A verdade, Kate, só isso. Mas não precisa ser agora, ok?
Vou te colocar num táxi, não é bom você dirigir nessas condições. Vá para casa, você precisa se acalmar.
Kate: O que vou fazer com um bebê, Lanie?
Lanie: Vai amá-lo e cuidar dele.– Ajudou a sua amiga a levantar. — E mais importante, vai me dar para batizá-lo!
Fez Beckett dar um sorriso amarelo.
Lanie: No final do meu turno passo no seu apartamento, levo seu carro. Anime-se. Tudo vai se resolver.
Lanie a colocou num táxi e Beckett foi para casa.
Beckett, de volta ao lar, ainda estada desorientada, começou a arrumar a casa só para deixar a mente ocupada. Depois, quando não tinha mais nada para fazer, deitou-se um pouco para descansar, mas não conseguia, só rolava na cama, sua mente estava a mil por hora, um turbilhão de pensamentos faziam sua cabeça girar.
Kate: Grávida?! – Sussurrava incrédula. — Como? Ah tá Beckett, você não sabe? Faltou nessa aula?
De quem? Quando? Meu Deus desse jeito vou enlouquecer! – Começou a rir sozinha.
Ela tinha certeza, fazia um tempo que tinha tido relação com o Josh, muito tempo, mas eles sempre se preveniam. Ela nunca esquecia de tomar seu anticoncepcional.
Kate: Eles falham, eu sei, eu sei. Lanie está certa.– Segurando sua agenda, revendo suas anotações e o que aconteceu nos últimos 3 meses. — Preciso saber quanto tempo da gestação e tudo vai se esclarecer. Vou ver se no meu celular tenho alguma pista.
Quando pegou o celular tinha muitas chamadas perdidas e sms de seus amigos.
Ela retornou para a capitã, Esposito e Ryan, para dizer que estava melhor, que tinha passado o dia descansando. Tinha várias chamadas de Castle, também, mas para ela, essa ligação era a mais difícil de se fazer, e não sabia o porque.
Ligou para ele e deu a mesma desculpa esfarrapada que para os outros.
No loft:
Martha: O que foi? A Beckett está bem?
Castle: Ela diz que sim.
Martha: Mas... Ela está mentindo?
Castle: Sim, mãe.– A mente dele começou a devanear. E deixou Martha falando sozinha.
Martha:É isso que dá ter um filho e depois de uma boa criação, ele te deixa falando sozinha.– Deu de ombros e saiu.
Castle: Agora tudo faz sentido. Por isso perguntava dos meus perfumes, deve ter deixado ela enjoada. – Relembrando os últimos dias. — E o café também! Porque não me contar? Tudo na vida dessa mulher é sempre um mistério, ela ainda me mata!
Ao anoitecer, Lanie, passou no apartamento da Beckett conforme prometido.
Lanie: Você está um caco!
Kate: Eu sei, mas estou melhor, aceitando as coisas. Pelo menos tentando...
Lanie: Que bom, aposto que não comeu nada. Vou te preparar uma refeição.
Elas passaram a noite conversando, Lanie distraindo a amiga e depois foi embora.
E agora Beckett tinha mais outra preocupação: sua carreira e a delegacia. O que faria? Como ela ainda tinha mais um dia de licença e conseguiu marcar uma consulta pela manhã, depois decidiria.
No dia Seguinte:
Beckett foi muito bem atendida pela Drª Liz Keen, que confirmou uma gravidez de 7 semanas para Beckett. A Drª apenas salientou que ela estava muito nervosa, com oscilação em sua pressão arterial, algo que deveria ser acompanhado, no mais, ela estava muito bem, era uma mulher forte e saudável e estava na idade certa para uma gestação. E deveria, apenas, tirar uns dias para descansar. Deu-lhe o resto da semana de licença médica.
Beckett, estava com muita raiva de si mesma, como ela engravida assim "do nada"? Estava no fundo envergonhada, como encararia seu pai, os outros, Castle? E a si mesma? Que diria a seu filho ou filha quando lhe questionasse sobre o pai?
Ela, sem saber que rumo tomar, deparou-se em frente ao túmulo de Johana Beckett, sua mãe. Onde chorou, em desabafo. Ali sentiu-se confortável porque sabia que sua mãe não lhe julgaria, algo que nem ela conseguia impedir de fazer a si mesma. Com tantas questões em mente e uma vida para cuidar, ela não sabia o que fazer.
Voltou para casa, tomou um banho demorado e semi-nua jogou-se na cama, seu refúgio nos últimos dias. Precisava pensar no que fazer. Beckett não conseguia sentir nenhum pouco de alegria em sua situação.
Passou a refazer em sua mente essas últimas 7 ou 8 semanas de sua vida, tentando descobrir quando, como e de quem engravidou. Ao se auto-analisar, notou que, nos últimos dias seu corpo já dava sinais do seu estado, muito irritada, enjoos, vertigens, seu corpo estava mudando, seus seios estavam inchados e levemente doloridos, sensíveis. Ela se afogou num pote de sorvete de chocolate, porque estava precisando de uma bebida forte, mas no seu estado não podia, o sorvete lhe serviria de consolo. Agora só lhe restava uma saída: aceitar. O que estava feito estava feito, não tinha como voltar. E encarar a realidade.
No final da tarde, Beckett foi até a delegacia, estava muito confusa, queria pedir demissão, achava que não podia encarar aos seus amigos, já que não conseguia encarar a si mesma, sabia que estava ali para trazer justiça a sua mãe, mas como conseguiria com um bebê para cuidar?
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