De Repente, Grávida!

19 CAPÍTULO 14: Parte III


Notas iniciais
Bem, aqui eles terão uns momentos em família. O John é bem sapequinha, vcs vão ver. Espero que gostem. *Essa parte ainda é no mesmo dia.

Castle: Você se arrepende?

Kate: Não Castle, não. Você e o John são as melhores coisas que me aconteceram. Acredite, eu faria tudo de novo.

Castle: Eu também.

Kate: Você é o pai que quero para todos os meus filhos. – Saiu sem ela pensar.

Castle: Todos?

Kate: Você entendeu o que eu quis dizer.

Eles beijaram-se, sem pressa.

Kate: Sei que tem coisas que não tem como voltar, quando você desabafou, sobre os momentos que perdeu com o John… Quero que saiba que nos mais importantes você esteve presente. Se não fosse por você teria perdido ele, lembra?

Castle: Sim. Só estava chateado, tivemos bom momentos.

Eles beijaram-se, mas foram interrompidos pelo som da porta que se abria. Beckett limpou dos lábios de Castle uma mancha de batom.

Martha: Tivemos que voltar, esse mocinho começou a chorar.

Alexis: Deve ser saudades da mamãe. – Entregou John para Beckett.

Kate: Vem com a mamãe amor.– O pegou no colo, e em pouco tempo ele se acalmou.

Kate: Acho melhor ir, esses dias foram muito estressantes para ele.

Castle: Ei Johnny vamos dar um passeio de Ferrari?

Kate: Não Castle, estou com meu carro.

Castle: Chama de carro, aquela lata velha … – Falou baixinho.

Kate: Eu ouvi isso, Castle!

Castle: Ouviu o que? Eu só disse que vou levando as coisas dele. – Foi pegando a bolsa e o carrinho de bebê.

Alexis: Eu acompanho vocês até o carro.– E pegou o bebê do colo da mãe. — Vem aqui fofinho.

Kate: Martha, tenho que ir, obrigada por tudo.– Despediu-se dela.

Martha: Só quero a felicidade do meu filho. – Sussurrou e deu uma piscadinha para ela.

Que sorriu e apenas assentiu.

Martha: Deixe-me dar um beijinho nele.

Ela os levou até a porta e ficou observando-os até entrarem no elevador.

Martha: O amor é lindo, isso merece uma comemoração. — Deu um giro. Champanhe aqui vou eu!

No apartamento de Beckett.

Ela arrumou o lugar, que estava uma bagunça, enquanto Castle brincava e cuidava do John. Beckett preparou uma papinha para ele.

Kate: Você que reclama tanto do tempo perdido, dê a ele. – Segurava o prato para bebês com uma colher dentro e um babador na outra mão.

Castle: Não entendi o seu tom.

Kate: Tom? Eu não sei do que está falando. – Deu de ombros. — Vou pedir comida para nós. Não tenho condições de cozinhar hoje.

Castle: Kate, acho que você esqueceu que sou PEB!

Ela revirou os olhos e saiu. Castle foi colocar o menino no cadeirão para poder dar a papinha e ele começou a espernear.

Beckett escondeu-se para ver a cena.

Castle: Ok, ok, esqueça a cadeira maldita.

Ele puxou uma cadeira, sentou, ajeitou John em seu colo, colocou o babador. Assim que o menino viu Castle com a colher, fechou a boca e virou o rostinho.

Castle: Eu não acredito que você não quer comer?

Fez aviãozinho até que o menino abriu a boca.

Castle deu uma colherada a ele, mas ele colocou tudo para fora, empurrando com a língua, fazendo careta.

Beckett tentava não rir alto, lá do seu ‘esconderijo’.

Castle: Vamos tentar mais uma vez.

Depois de uns longos minutos, ele conseguiu colocar mais uma colherada na boca do menino, que botou tudo para fora de novo.

Castle: Sua mãe deve ser ruim na cozinha.

Kate: Eu ouvi isso Castle. — Gritou. — E não está ruim, prove um pouco.

Ele fez isso, colocou um pouco da papinha nas costas da mão e provou.

Castle: Está boa, você que é chato. – Falou rindo para ele, que queria brincar. — Vamos lá de novo.

Ele tentou de novo e numa distração, John jogou o pratinho que esparramou toda a papinha no chão.

Castle: Beckett, acho que acabamos. – Falou alto para ela ouvir.

Ela surgiu na entrada da cozinha.

Kate: Não acredito que conse– Parou quando viu a cena. — Você que vai limpar! Acabei de arrumar esse apartamento!– Fingiu estar brava.

Castle: Eu tinha esquecido essa parte.

Olhou para o menino todo lambuzado em seu colo, que tinha um olhar de satisfação, Castle começou a olhar-se, sua roupa estava também, toda melada.

Castle: Ponto para você.

Kate: Ele sempre ganha, Castle. – Ela segurava o riso. — Acredite.

Ele começou a sentir um “cheirinho” estranho, checou a fralda.

Castle: E dessa parte também. – Fez uma carinha de nojo.

Kate: Não quero te roubar mais nenhum momento! – Lhe deu um beijo na cabeça.

Ele fez careta para ela. Que deu língua para ele.

Kate: Vou fazer uma vitamina para ele, está com fome. Mas não vou limpar aqui! – Avisando Castle.

Castle: Tudo bem.– Respirou fundo, levantou-se e foi trocá-lo. — Estou frito com vocês dois.

Ela sorriu, estava amando tê-lo ali. Sentia que realmente não estava mais só.

Depois de um tempo, estavam sentados no chão da sala tentando jantar. John engatinhava por toda a sala. Beckett e Castle revesavam para ir buscá-lo.

Castle: Kate?

Kate: Hum?

Castle: Onde desliga? – Segurando o menino e simulando apertar um botão.

Ela riu da cena engraçada.

Kate: Quando encontrar me mostra. Ele dá trabalho para dormir.

Castle o colocou novamente sobre o tapete e deu uns brinquedos, eles tentava terminar o jantar.

Kate: Estou morta de cansada.

Castle: Está me botando para fora?– Ele sorriu travesso.

Kate: Não. Só estou falando. Duvido que não esteja cansado.

Castle: Estou muito. Posso dormir aqui?

Kate: Sim. – Ela sorriu para ele.

Castle: Onde ele está? – Estranhou o silencio.

Ela olhou em volta e não viu.

Castle: É sua vez.

Ela levantou resmungando.

Kate: Vou dar um banho nele e colocá-lo no cercado. – Levantou-se do chão. - Chega de exercício por hoje. Estou morta.

Castle: Cansa mais do que correr atrás de bandido.

(…)

Castle estava parado junto a porta do quarto de Beckett, segurando John que estava inquieto, ele a observava, só de camisola, acabara de sair do banho. Ela estava com o closet aberto, procurando algo.

Castle: Kate ande logo!

Kate: Calma vocês dois, já vou.

Castle: Não sabia que ele ainda mamava.

Kate: Só a noite, antes de dormir.

Castle: Sua mãe é linda. – Cochichou no ouvido de John.

Ele estava admirando-a dos pés a cabeça.

Castle: Hum – Deixou escapar um gemido.

Kate: Castle

Despertando-o do seu devaneio.

Castle: Ah, vou pegar uns lençóis e travesseiros e vou me ajeitar lá no sofá.

Ela sorriu e olhou para ele, vestindo um roupão de seda.

Kate: Sério? Ia dizer que pode dormir aqui, na minha cama.

Castle: Na sua cama? — Meio Incrédulo.

Kate: Mas “dormir” é dormir mesmo, ok? Depois do que aconteceu, ainda estou com um pouco de trauma, não consigo ficar longe dele a noite, estou deixando ele dormir aqui por uns dias.

Castle: Para mim está ótimo.

Ela aproximou-se dele, para pegar o bebê inquieto.

Kate: Para mim nem tanto. – Deu uma piscadinha. — Está difícil resistir.

Ele engoliu em seco, ela fez a temperatura dele aumentar.

Kate: Vem com a mamãe, amorzinho.

Castle: Eu vou tomar um banho. – Desviando o olhar dela.

Ela sorriu.

Kate: Coloquei toalha e um roupão felpudo para você no banheiro.

Ela aninhou-se com John na cama, e começou a amamentá-lo. Enquanto Castle tomava um banho demorado. (só Deus sabia o que ele estava fazendo lá dentro!)

Quando Castle voltou, Beckett estava deitada, sua cabeça apoiada no braço e John sentado no meio da cama brincando com ela.

Ele pegou um livro de historinhas e juntou-se a eles na cama.

Pegou John pelos pés, puxando, fazendo ele cair deitado! Passou a fazer cócegas nele e ele começou a rir alto.

Kate: Tomara que vomite em você! – Seus olhos brilhavam ao ver a cena.

Castle: Estraga prazeres.– Fez uma careta para ela.

Ele não parou. Ela ficou olhando como eram lindos e fofos. Eles se davam bem, tinham uma ligação.

Ela sentou-se para ficar na altura de Castle.

Kate: Castle… uma das coisas que eu mais gosto de fazer é observar o John dormir. As vezes, acho que ele sonha, e começa a sorrir dormindo, me lembrando você. – Acariciava a cabeça de Castle. — Confortava meu coração, saber que tinha um pedacinho de você para mim, bem aqui.

Aproximou-se seus lábios do dela.

Castle: Agora você tem todo.

Ele a beijou e ela correspondeu.

John vendo a cena começou a resmungar e espernear, fazendo birra.

Castle: Já larguei! – Soltando Beckett e levantando as mãos em defesa.

Ela deu uma gargalhada.

Castle: O ciúme puxou de você.

Kate: Não precisa ter ciúmes. – Encheu o filho de beijos. — A mamãe te ama.

Castle: Chega de farra, vou ler para você. Deu a chupeta a ele, o colocou no colo e passou a ler a história.

Beckett se acomodou no travesseiro e ficou observando-os até adormecer.

Quando deu por si, Castle era o único acordado. Ele fechou o livro, e colocou no criado-mudo, ajeitou John na cama, no meio deles, cobrindo-o e cobriu Beckett. Deitou e ficou velando o sono deles. Há tempos ansiava por isso, estava feliz. Até que adormeceu também.

Notas finais
Espero que tenham gostado e comentem, por favor. Eu poderia ficar o resto do ano escrevendo fofuras deles, mas... Bem meninas, é com um pouco de tristeza e muita saudade, que digo que a fic está acabando. (snif-snif). O próximo capítulo será o penúltimo. John não anda dando folga para o casal se amarem , na intimidade, como merecem, então Lanie e Rosi (estou com ciumes dessa amizade, rum!) vão dar uma mãozinha. E eles finalmente vão assumir, o que todo mundo já sabe. Até o próximo final de semana. Beijos