De Repente, Grávida!

20 Capítulo 15: Parte I


Notas iniciais
Super feliz pelos comentários de vcs. Agradeço também que está acompanhando a história, mesmo sem comentar. Como escrevo demais, tive que dividir o capítulo, de novo! rsrsrs Espero que gostem. Desculpe qualquer erro, mesmo revisando, sempre algo escapa.

Na manhã seguinte, um domingo ensolarado:

Beckett estava acordando, mas relutando em abrir os olhos. Passou a mão pela cama procurando o filho, não sentiu, seu coração bateu forte, abriu os olhos de pressa e levantou um pouco a cabeça. Notou que estava sozinha.

Kate: Castle…– Falou baixinho aliviada, o menino estava seguro com o pai. Não conteve um sorriso ao pensar: — “O pai está seguro com ele?”

Não queria levantar, sentia uma preguiça boa, a tempos nãos sentia-se assim segura, lembrou-se do tempo em que vivia com o pai e a mãe.

Espreguiçou-se sem demora, sobre a cama, como não fazia a anos. Sentou-se e parou para pensar, será realmente verdade?

Levantou-se descalça mesmo, e parou na porta de seu quarto, ouvia Castle cantarolando uma canção para John. Um cheiro delicioso invadiu suas narinas, abrindo o apetite e fazendo o estômago roncar.

Ela caminhou a procura deles, não estavam na sala. Foi até a cozinha e os encontrou tão à vontade, seu coração amoleceu. Admirou-os por alguns segundos.

Kate: Por que não me chamou?

Castle: Estava dormindo tão serena, merecia descansar.

Kate: Bom dia.– Aproximou-se dele.

Castle: Bom dia.– E a beijou fazendo o pequeno resmungar.

Eles soltaram-se bufando, mas depois riram.

Kate: Bom dia para você também.– Beijou ternamente ele, que estava encaixado na cintura de Castle. — Que cheiro bom.

Castle: Fiz café e panquecas. A mamadeira dele está pronta, mas deixei para você dar.

Kate: Tudo bem. — Pegou o menino do colo dele. — Vamos mamar, amor?

Ela caminhou até onde estava a mamadeira, pegou e sentou-se com ele na bancada da cozinha americana.

Kate: Quer peito ou mamadeira?– Indagou ao menino, que queria pegar a mamadeira, esticando-se todo. — Mamadeira!

Ela o deitou em seu colo, chacoalhou a mamadeira, tirou a tampa e deu a ele, que passou a mamar.

Castle: Seu café, descafeinado – frisou – com leite e umas gotas de baunilha.– colocou sobre a mesa, em frente a ela.

Kate: Obrigada, mas não vou tomar agora, se não ele vai querer.

Castle: Hum. – E colocou o prato com panqueca, torrada e alguns frios. Depois uma pequena cesta coma algumas frutas.

Kate: Não se faça de desentendido, sei que já deu café a ele.

Castle: O que?

Ela entortou a cabeça, encarando-o.

Castle: Parece que dei uma mamadeira cheia a ele!

Kate: Admite?

Castle: Só molhei a chupeta.

Kate: Seu pai não tem jeito.– Bufou para o menino, que alheio a tudo apenas segurava sua mamadeira e mamava. — Eu não vou ser a mãe chata.

Castle: Não se preocupe, você não vai ser...– Sentou-se no outro lado da cozinha, ficando de frente para eles. -Você já é. — Ele riu.

Ela ia responder, mas seu celular vibrou.

Kate: Salvo pelo gongo – Pegou o celular. — Você cuide da sua vida, celular não é brinquedo.– Ele queria pegar. — É uma mensagem do meu pai, quer que eu e o John almocemos na casa dele.

Castle fez uma cara tristinha.

Castle: Queríamos que fôssemos ao parque.

Kate: Mas podemos ir, agora pela manhã e depois vamos almoçar na casa do meu pai.

Castle: Não sei.

Kate: Castle, meu pai já está acostumado a nos ver juntos.

Castle: Mas o “juntos” agora é diferente.– Falava enquanto comia.

Kate: Está com medo, Castle?

Castle: O seu pai vai me matar.

Kate: Eu deveria deixar.

Castle: Por quê?

Kate: Por quê? Ainda pergunta? Não acha que não sei que o ajudou com a história do Josh?

Castle: Esqueçaisso, por favor.

Kate: Esquecer?– Ela foi interrompida pelo pequeno que queria levantar, a mamadeira estava vazia.

Ela colocou a mamadeira na bancada, e deixou o menino em pé em seu colo. Ele queria brincar com os brincos dela.

Castle: Me ele.– Levantou-se, colocou um babador no ombro e o pegou. — Tome seu café, se não esfria.

Ela apenas assentiu.

Castle: E você não me golfe. — Advertiu o menino, que nem ligou para isso, recebendo um beijo do pai bem em sua cabeça.

Castle: Nós vamos ao parque e te deixo na casa de seu pai. Aproveito e vou na minha, preciso de algumas roupas.

Kate: Vai se mudar para cá?– Falou divertida.

Castle: Quer se mudar para lá?– Retrucou.

Kate: Não, deixa assim, por enquanto.– Deu uma pausa. — Também não estou preparada para contar. Como será que sua mãe vai reagir?

Castle: Ela sabe.

Kate: O que? Castle, você contou?

Castle: Contei? – Ele ficou de frente olhando-a nos olhos. — Você não sabe o quanto implorei para ela não falar nada!

Kate: Oh? Quando ela soube?

Castle: No dia que veio conhecer o Johnny. Quando o viu, quase teve um infarto!

Kate: Ah, por isso ela estava tão estranha.

Castle: Sim, imagine como ela ficou

Kate: Minha consciência pesou agora. Sabe Castle? Depois do que você me falou, sobre o que perdeu com ele

Castle: Esqueça isso, já disse.– Interrompeu-a.

Kate: Não Castle, você estava sendo sincero e está certo. Eu comecei a refletir, o que eu fiz não foi só com a minha vida, foi com a sua, com a do John, e com outras pessoas também. O que eu mais queria é que minha mãe estivesse aqui. Ela ia te adorar.

Castle: Sério?

Kate: Sim, Castle. Fico imaginado ela tirando férias ou uma licença só para ficar com ele, só ‘corujando’. Não posso tirar isso da Martha. Entendi?

Castle: Sim, ela também sofreu e muito. Ela é assim ‘meioavoada’.– Ela o olhou torto. — Mas ela preza muito a família, vejo como ela é unida a Alexis.

Kate: Está vendo Castle? Ainda tem a Alexis, como ela vai reagir?

Castle: Agora vou descobrir se ela é ciumenta.

Eles riram.

Castle: Nossa quanta confusão!

Kate: Então, só para amenizar um pouco, depois do almoço com meu pai, vou para o Loft, e eles podem ficar um pouco juntos. Até resolvermos isso.

Castle: Certo. Depois voltamos para cá.– Ele percebeu que John tinha dormido. O colocou no cercado. — Descanse sua agenda está lotada hoje. — Falou divertido.

Castle voltou para a cozinha, sentou ao lado de Beckett para terminarem o café.

Depois de um tempo em silencio, eles dois acabaram rindo. Ela o tocou na mão.

Kate: Estou feliz Castle, a muito tempo não me sentia assim, feliz, sem medo, não sei explicar.

Castle: Também estou feliz.– Castle olhou para o cercado – Acho que agora dá.

Kate: O que?

E foi surpreendida por um beijo, longo e molhado. Ela segurou no ombro dele e ele a pegou pela nuca. Soltaram-se só quando precisaram de ar. E deram alguns selinhos.

Castle: E também quero dar meu nome para ele.

Kate: Nada mais justo, mas…

Castle: Mas?

Kate: Nada de “Richard Edgar Alexander Rodgers Castle Júnior”– Precisou de ar.

Castle: Não.

Kate: Ou “Cosmo”

Ele riu

Castle: Cosmo… pode ser o próximo.

Ela revirou os olhos, ele não tinha jeito.

Castle: John é perfeito, combina com ele. Não o vejo com outro nome.

Notas finais
Continua! Comentem, please!