De Quatro a Oito
27 Capítulo 26: Conhecendo-nos parte 1
Notas iniciais
Bem, Boa leitura!!!
Ino olhou em seu relógio de pulso e assustou-se já eram seis da tarde e o horário de visitas estava terminando. Certamente em poucos minutos alguém da clínica lhe mandaria ir embora. Olhou bem para Gaara, o ruivo dormia calmamente em seu colo, e por isso não conseguia ao menos criar coragem para acordá-lo. Era muito raro ele dormir sereno daquela forma. A loira tentou levantar-se com muito cuidado, mas levou um enorme susto ao ver o Sabaku se mexer desesperadamente, como se estivesse tendo um pesadelo. Gaara dizia coisas imcompreensíveis e ficava cada vez mais agitado. Preocupada, Ino resolveu enfim despertá-lo.
_ Gaara...! Gaara...! Acorda, Gaara! — disse a Yamanaka.
Repentinamente o ruivo acordou e a abraçou fortemente, encolhendo a cabeça no ombro esquerdo da loira.
_ Calma... está tudo bem, eu estou aqui, Gaara. — falou Ino na tentativa de acalmá-lo.
Aos poucos ele foi diminuindo a força que depositava no abraço. E mais calmo, Gaara encostou sua testa na de Ino olhando-a nos olhos.
_ Ino... por favor prometa que não vai me abandonar... por favor... — pediu o ruivo.
_ Prometo, Gaara. — respondeu a loira.
O Sabaku sorriu de canto e não conseguiu conter-se. Beijou-a de forma completamente saudosista e intensa. Puxou-a para si e Ino prontamente correspondeu o beijo na mesma urgência. Porém uma das enfermeiras da clínica entrou no quarto e tiveram que se afastar.
_ O horário de visitas acabou, vou ter que lhe pedir para se retirar. — disse a enfermeira seriamente.
Ino acatou. Levantou-se da cama e acenou sorridente para Gaara. Assim que saiu do quarto do ruivo avistou a médica que estava responsável pela internação dele.
_ Doutora Shizune!!! Será que posso falar com a senhora um pouquinho? — perguntou ela.
_ Claro, é... — disse Shizune.
_ Ino Yamanaka. — contou Ino.
_ Muito bem Ino, venha. Minha sala é essa aqui ao lado. — manifestou-se Shizune.
Ao adentrarem a sala, Shizune sentou-se em frente a sua mesa e Ino em uma das cadeiras para os pacientes.
_ Ino me diga... qual o motivo de nossa conversa? Não está me parecendo uma dependente. — notou Shizune bem humorada.
_ Não, não sou uma dependente. Na verdade é meu namorado que é. — revelou a Yamanaka.
_ Quem é o seu namorado? — perguntou a médica.
_ Gaara, do quarto 194 no final do corredor. — respondeu ela.
_ Gaara... é um paciente complicado. Desafia as leis da ciência. — inciou Shizune.
_ O que quer dizer com isso? — interrogou Ino.
_ Ino... vou ser muito franca com você. Gaara é dependente de uma substância ou droga denominada heroína, acredito que já saiba, não é? É uma das dorgas que normalmente causam maior dependência, é muito perigosa e prejudicial a saúde física e psicológica. Entretanto no caso de seu namorado, aparentemente o corpo dele não depende tanto dela, entende? É algo extraordinário mas muito preocupante, porque aparentemente os problemas e conflitos emocionais dele superam o efeito pesado da droga. — explicou Shizune.
_ E isso é bom ou ruim? — perguntou Ino.
_ Ruim, porque significa que mesmo após o tratamento ele pode voltar as drogas novamente em decorrer desses conflitos emocionais. Eu particularmente não faço a mínima ideia do que causa a ele tanta angústia. — falou Shizune.
_ Doutora... e quanto as dores de estômago dele, eu ouvi a irmã dele comentar que vocês fizeram uma bateria de exames, e... qual foi o diagnóstico? — questionou a Yamanaka.
_ É o que toda a equipe médica da clínica não entende. Ele relata sentir uma dor muito forte e já chegou a vomitar diversas vezes como a irmã dele me disse, mas o fato é, não foi diagnosticamos nada. O mais provável é que seja algo psicológico. — revelou Shizune.
Ino espantou-se. Como poderia ser psicológico? Ele vomitava sangue!
_ Isso não é possível...esse resultado aí não deve estar correto!!! — indignou-se a loira.
_ Eu sei que é algo totalmente inesperado, mas isso é até bem comum nos dias de hoje. Os problemas ou conflitos que temos podem chegar sim a afetar nossa saúde física. Porém, no caso do Gaara isso tomou uma proporção muito além do normal por causa de alguns sérios fatores: a má alimentação dele, o relacionamento com a família, o que aliás, é algo notável. A irmã dele nem soube explicar o que ele relata sentir nessas dores estomacais. — disse Shizune.
_ É claro que ela não soube explicar!!! Ela não está nem aí para ele!!! Ela diz se preocupar e blá blá blá mas tem coragem suficiente para conversar com ele!!!!! E isso é o que acontece sempre!!!!! Ninguém fala com ele direito!!!!! O Gaara não morde!!!! Ele não é nenhum predador feroz!!!!! Esse resultado pode até ser verdadeiro, mas eu posso te garantir doutora, porque eu sim convivo com ele! Que ele sofre sim!!!!! E que isso não pode ser totalmente psicológico, tem que ter uma explicação!!!!!!! — revoltou-se Ino saindo da sala completamente irritada.
Assim que chegou na mansão, Ino trancou-se em seu quarto. Aproveitando que o Uchiha e Sakura haviam ido a uma nova cafeteria da cidade. A loira escorregou de costas para a porta até cair sentada no chão e desabar em lágrimas.
Tinha que ter uma explicação para as dores de Gaara. Porque se ele não conseguisse ao menos amenizá-las, jamais se livraria das drogas. Um filme passava pela cabeça da Yamanaka. Lembrava-se muito bem que ele havia dito uma vez que o motivo principal de ter recorrido as drogas foi a maltida dor. Ele também não se alimentava corretamente porque nada parava em seu estômago.
Em meio a suas lágrimas, Ino tomou uma decisão: Ficaria junto a ele sempre, dando-lhe forças para superar qualquer coisa. Do mesmo modo que tinha certeza de que se ele estivesse em seu lugar, estaria ao seu lado independente de Deus ou o mundo.
Levantou-se, secou seu rosto e arrumou uma mochila com o que precisaria para a noite e deixou um bilhete para Sasuke:
" Querido Sasuke,
Não se preocupe comigo, estou indo atrás do homem que amo. Por favor, invente uma desculpa para todos na mansão. Amanhã provavelmente já devo estar de volta.
Fico te devendo uma,
Ino. "
Gaara sentia tonteiras. Os medicamentos que foi obrigado a tomar lhe dava vertingens. Fechou os olhos para pensar em Ino. Ele queria mais que tudo poder merecê-la, e por isso passaria por cima de tudo que tivesse que enfrentar. Até mesmo um tratamento pesado.
Olhou rapidamente para a janela no topo da parede. E surpreendeu-se ao ver Ino aparecer nela. Piscou duas vezes. Estava sonhando acordado, só podia. Mas chegou a conclusão que era mesmo algo real quando Ino pulou pela janela e caiu no chão.
_ Ino... ? — disse o ruivo muito mais que confuso.
_ Ah, oi!!! Eu dei um jeito de distrair os seguranças da clínica e consegui subir até aqui. — contou ela divertindo-se com sua travessura.
_ Porque você fez isso? Está ficando louca? — questionou Gaara incrédulo.
_ A vida é feita de riscos, Gaara. Vamos. — falou a loira.
_ Vamos a onde?! — perguntou o Sabaku.
_ Vamos para qualquer lugar essa noite. Você vai fugir daqui hoje. — propôs Ino sorridente.
_ Ahn?! Que isso, Ino!!! Sério, você está falando sério? — interrogou Gaara.
_ Claro que estou!!! Ah, por favor Gaara!!!! — insistiu ela.
_ E para onde nós vamos? — perguntou ele.
_ Eu estava pensando na minha casa. Meu pai está viajando e só volta daqui a dois meses. — revelou a Yamanaka.
_ Sua casa?! Você quer que eu vá dormir na sua casa?! E que eu fuja daqui?! Ino... eu não sei se isso é coerente. Vai que seu pai aparece lá e... ele não ia gostar de saber que a filha dele namora um drogado. — manifestou-se Gaara já ficando cabisbaixo com a possibilidade do pai de Ino rejeitá-lo.
_ Não se preocupe, meu amor. O papai só volta daqui a dois meses mesmo. E queria muito que fosse comigo, queria te mostrar meu quarto, tudo que eu deixei lá! Por favor!!! Eu sei que você se internou aqui por conta própria, então se fugir ou qualquer coisa, eles não vão avisar seus irmãos, ou... pelo menos eu acho. — explicou ela.
_ Eu não sei, Ino. Podem me chamar de doido, mas eu não sou maluco a ponto de fugir de uma clínica e dar razão a eles. Além do mais, ... eu não posso mentir para você, eu estou completamente zonzo, não sei se sou capaz de andar sozinho. — argumentou ele.
_ Você consegue sim!!! E também, você não está sozinho. Ou será que de uma hora para outra eu virei nada? — provocou Ino.
_ Não quis dizer isso, eu só acho que... — tentou se justificar o ruivo.
_ Por favor!!! Essa cama é muito dura!!! E eu menti aquele dia, esse quarto todo branco é muito sem graça!!! O meu dá de dez a zero!!! — insistiu novamente a Yamanaka.
_ Ino... esse é um quarto de clínica, é claro que ele nem deve se comparar com seu. — disse Gaara.
_ Olha, é a última vez que te pergunto: Vamos? Se não quiser ir eu não vou ficar insistindo mais. — falou Ino já desistindo.
_ Tudo bem, eu vou. Mas só por hoje. — concordou Gaara levantando-se da cama com um pouco de dificuldade e abrindo o armário que havia no quarto.
O ruivo estava com uma calça branca e uma blusa da clínica. E por isso, o mais cabível seria colocar suas próprias roupas. Pegou sua calça levi´s favorita, uma blusa de mangas longas listrada em vermelho e laranja, e seu fiel casaco cinza grosso. Colocou suas roupas rapidamente e calçou seu all star. Em seguida, Ino e ele sairam do quarto e da clínica pela porta da frente mesmo, afinal, com tantas andanças pelo local, a loira já havia ficado amiga de uma das enfermeiras.
Caminharam de mãos dadas pela noite fria de Konoha até a casa de Ino. Assim que adentraram a casa dela, Gaara perguntou:
_ Como sabia que tinha uma chave extra em baixo da caixa de correio?
_ Gaara... é uma questão de família, eu e meu pai sempre deixamos uma chave extra em baixo da caixa de correio para caso alguma emergência aconteça. — relatou a loira.
_ Quando morava com o Kankuro e a Temari não tínhamos essas coisas. — contou ele observando que haviam muitas fotos de Ino pela sala de estar.
_ Ino... desculpe-me a indiscrição mas... você disse que seu pai está viajando, e a sua mãe? — questionou Gaara.
_ Não cheguei a conhecê-la, Gaara. Minha mãe morreu quando me teve. — revelou a loira aproximando-se de onde o Sabaku estava.
Ele observava as fotos de Ino quando criança em uma raque. Ela parecia tão feliz nas fotografias, que quando lhe disse que sua mãe estava morta, ele não acreditou.
_ Nunca imaginei. Você é sempre tão animada... elétrica, nunca pensei que um dia sentiu algo semelhante ao que eu senti quando meus pais se separaram e depois morreram. — desabafou ele.
_ Mesmo sentindo falta da minha mãe, eu não me deixava abater. Sabe porquê? Porque a vida segue, Gaara. Não é um cd no qual você pode voltar as músicas se quiser. E também, eu sempre tive meu pai. — disse ela.
_ Você está muito bonita nessas fotos. Era uma criança muito fotogênica. — notou Gaara rindo levemente de uma foto em que a Yamanaka estava aparentemente na cozinha toda suja de chocolate e mesmo assim carregava um enorme sorriso.
_ Ainda sou. — afirmou ela.
Gaara sorriu de canto e continuou a se perder nas fotografias em cima da raque.
_ Vem, quero que conheça o meu quarto!!! — exclamou a loira puxando-o pelo braço em direção a um largo lance de escadas.
Ao entrarem no quarto de Ino, Gaara olhou a sua volta. Era um quarto lindo, sem dúvida. Porém parecia ser de garotinha, repleto de usros de pelúcia, com o nome dela gravado na porta. Mas uma parede lhe chamou atenção. Estava coberta de marcas de mãos de diveras cores de tinta.
_ O que é aquilo? — interrogou ele.
_ Ah... é a parede que uma vez resolvi que colocaria as marcas das mãos dos meus namorados. — contou ela para total surpresa do ruivo.
_ Você teve essa metade toda de parede de namorados?! — perguntou ele enciumado.
_ É, mas foram namoros de poucas semanas, nunca tiveram importância. E jamais cheguei a amar nenhum deles. E é por isso que te trouxe aqui, vou repintar essa parede de branco novamente. Porque para mim, você está completamente acima de qualquer um deles. — declarou ela.
Gaara sorriu de canto e finalmente sentou-se na beirada da cama da loira.
_ E ah, queria te mostrar algo muito importante para mim. Minha mãe fez uma vez um pequeno teste de revista. Meu pai deu ele para mim a uns anos atrás. Na época dela, meu pai me disse que saiu a letra " I ". E um dia eu fiz esse teste para saber com que letra começaria o nome da pessoa que eu iria me apaixonar e resultado foi esse. — falou ela entragando a folha para o ruivo, no qual a letra " G " estava escrita.
Notas finais
Obs.: Mudei meu nome para Nineteen, okay? E ah, a continuação do capítulo terá hentai. Então quem preferir, não leia.
Beijos!!!! Até a próxima!!
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