De Quatro a Oito

28 Capítulo 27:Conhecendo-nos parte 2


Notas iniciais
Oiiii, bem aqui está a continuação do capítulo. Quem não gosta muito de hentai é melhor pulá-lo, okay?
E também já vou lhes avisar que após Gaaino, esse especial de capítulos falará mais sobre o passado do Naruto e o que ele aprontará na mansão dos Hyuuga para ter a permissão para namorar com Hinata.
Desculpem-me a demora para postar, mas estava viajando, fui visitar minha família mas acabei mesmo foi passando um bom tempo com meus amigos.
Bom, boa leitura!!!!

Gaara segurava a folha de revista antiga um pouco trêmulo. O teste de Ino havia resultado na letra " G ". Não que acreditasse em um mero pedaço de papel, mas algo lhe dizia que aquela letra era para ele, e não para um outro qualquer que também tivesse o nome com a inicial " G ". O ruivo sorriu de canto e levantou-se da cama da loira onde estava sentado e caminhou lentamente até ela, envolvendo seus braços em volta da cintura fina da Yamanaka.

_ Acho que não vou precisar de um submarino... a menos que tenha um na garagem... — manifestou-se ele com seu tímbre de voz rouco, dando leves beijos no pescoço da loira.

Ino arrepiou-se ao sentir o toque dos lábios dele em seu pescoço e sorriu travessa, entendendo o recado.

_ Infelizmente não tenho um submarino na garagem... mas lhe garanto que meu ilustre quarto pode ser inúmeras vezes melhor. — disse ela em resposta.

Gaara deslizou sedutoramente seus lábios do pescoço de Ino até a boca da mesma, onde a própria Yamanaka tomou a vez e o beijou carinhosamente de início, mas que logo foi transformando-se em um beijo intenso, sedento e urgente. O ruivo prensou-a contra a parede brutalmente, unindo ainda mais seu corpo ao dela.

Ino escorregou suas unhas por dentro da camisa listrada de Gaara, jogando fiel o casaco acinzentado dele no chão. Em seguida, a camisa listrada e a camiseta da loira tiveram o mesmo destino.

Ela os empurrou para cama, ficando sobre ele, e utilizando todo seu charme, Ino retirou a sua calça jeans e a dele devagar. Queria que aquela noite permanecesse na mente de Gaara por toda sua vida, e para isso estava disposta a tudo. Sorriu maliciosamente ao notar o enorme volume formado por baixo da cueca boxer do ruivo. Rapidamente a tirou e abocanhou o membro rígido de Gaara sem dar tempo de qualquer reação.

Sua língua tornou-se o mais perigoso e excitante objeto de tortura para Gaara, que agarrava os lençóis a ponto de rasgá-los. Ino ouvia com as arfadas do Sabaku com extrema satisfação, e continuava a comandar sua língua excepcionalmente. Gaara estava perdendo suas forças, e sentindo que em breve chegaria ao ápice utilizou a força que ainda o restava e inverteu as posições.

_ Não devia... ter me provocado desta maneira... — avisou ele recuperando o fôlego.

Ino tentou se soltar, mas não obteve êxito. Gaara retirou seu sutiã roxo e maravilhou-se com a visão dos seios de da loira sem qualquer barreira que o impedisse de tocá-los, e com um pequeno sentimento de vingança, ele abocanhou um enquanto acariciava o outro. A Yamanaka deixa leves gemidos escaparem de sua boca, soando como música aos ouvidos de Gaara.

_ Aaaah..... aah.... p-pare com isso... G-Gaar-ra... — suplicou ela já se contorcendo na cama.

Atendendo ao pedido, o ruivo marcou todo o percurso até a intimidade da loira com beijos, e ao chegar a onde queria, retirou a delicada calcinha roxa que esta usava, já completamente úmida. Ansiosa, Ino o prendeu com suas pernas, e Gaara posicionou-se e penetrou-a devagar, não queria machucá-la. Quando chegou bem fundo, um gemido abafado saiu da boca de ambos.

Logo iniciaram-se as estocadas, que a princípio lentas, tornaram-se frenéticas e rápidas em questão de poucos minutos. O quarto da Yamanaka foi povoado com seus próprios gemidos, cada vez mais altos, e pelas arfadas contínuas de Gaara.

Atingiram o ápice juntos, e exaustos caíram sobre a cama lado a lado ofegantes. Apenas se olhavam, embriagados um no outro. Não conseguiam proferir uma única palavra se quer, até que a loira o abraçou carinhosamente e quebrou o gelo.

_ Gaara... posso lhe dizer algo que eu tenho total certeza? – perguntou ela ainda sob a emoção do sexo.

_ D-Diga... – respondeu ele com dificuldade.

_ Eu te amo, Sabaku no Gaara. – afirmou Ino.

As palavras ecoavam na cabeça de Gaara várias vezes. Jamais pensou em ouvir da boca de alguém tal frase e seu nome juntos. Já havia dito-a a Ino, mas somente havia ouvido como resposta um “ Eu também ”. Entretanto ouvi-la por inteiro fazia uma diferença inimaginável para ele. Passou todos os anos nos quais se lembrava, vendo seus familiares recusarem-se a se aproximar dele, o que fez seu corpo cultivar a raiva com total dedicação. Mas por trás até mesmo de sua mente, sempre almejou segurança, possuir uma pessoa que se importasse com ele, ali, ao seu lado. Experimentando a segurança como uma criança que come seu primeiro doce, apertou-a contra si, fechando os olhos e afundando a cabeça em seus ombros.

_ Não vai falar nada? – perguntou a Yamanaka gentilmente.

_ Eu também lhe amo, Ino... – manifestou-se o ruivo desfazendo do abraço e beijando-a rapidamente.

_ Francamente, diz aí...você nunca pensou que fosse ter algo comigo no dia que eu cheguei na mansão, né? – lembrou-se Ino.

_ Confesso que no dia que chegou eu senti coisas estranhas por você, tanto que assim que saiu do banho e foi lanchar na cozinha, vomitei de nervosismo, de medo de me aproximar de você, sei lá. Lhe achei bonita, mas não negue, você dá uma primeira impressão de ser alguém superficial sim. Então, naquele dia a última coisa que me passaria pela cabeça era acabar na cama justo com você um dia. – admitiu Gaara.

_ Sério que você vomitou de nervosismo? – questionou a loira incrédula.

_ Sério. – disse ele.

Ino sorriu travessa, e abraçando-o novamente, colocou os lábios bem próximos da orelha do Sabaku.

_ Vamos de novo? – propôs ela maliciosamente com a voz em tom de sussurro.

_ Estou perdido daqui em diante com você, né...? – constatou Gaara.

_ Ainda não estou cansada, tenho bastante energia. E pelo que está me parecendo, você também. Eu sei que tomou remédios fortes, portanto se não se sentir bem eu vou entender sem problemas, mas vamos...!!! Ainda são duas da manhã, tem muito tempo até o dia amanhecer... – insistiu a loira manhosamente.

_ Tudo bem, mas se inventar terceira ou quarta, me encomende um caixão, okay? – brincou ele sorrindo de canto.

_ Não acho que um caixão seja necessário... – completou Ino rindo.

Se entregaram ao desejo novamente, era como a pólvora que alimentava o fogo. Nunca cessavam-se de mergulhar juntos em um mesmo propósito, com a mesma ância. Após atingirem o orgasmo outra vez, caíram sobre a cama e apagaram. Ou pelo menos somente o ruivo, por alguns breves minutos a Yamanaka o observou dormir, e pretendia permanecer de olhos abertos, mas o sono lhe venceu.

O dia amanheceu nublado, um pouco frio e os raios de luz que entravam pela janela incomodavam Gaara, que sem perceber, acordou Ino com sua agitação na cama. A loira despertou, levantou-se e colocou suas roupas. Assim que ia sair do quarto para tomar café, notou que o Sabaku a olhava.

_ Bom dia para você também, há quanto tempo está acordado? – perguntou Ino.

_ Quando se levantou eu acordei. – informou Gaara sentando-se na cama.

_ Eu vou preparar alguma coisa para gente comer, se vista logo! Eu estou na cozinha, ta? É fácil de achar! – avisou ela saindo do quarto.

Tomaram um suco de laranja qualquer que havia na geladeira e comeram o bolo de morango feito por Ino, em seguida saíram da residência dos Yamanaka e dirigiram-se a clínica.

Chegaram na clínica bem cedo, ainda faltava bastante tempo para as sete da manhã, horário que Temari havia dito que iria visitar Gaara. Com a ajuda da enfermeira no qual Ino tinha ficado amiga, entraram sem serem vistos com facilidade. Entretanto, ao adentrarem o quarto do ruivo, ele entrou em uma crise momentânea de fúria e o médico que substituía Shizune no turno da manhã teve que retirar a loira às pressas do quarto.

Ino ficou em choque ao ver a mudança repentina no comportamento de Gaara, que quebrou boa parte dos objetos presentes no quarto e ainda agrediu os enfermeiros que acompanhavam o médico. Assistindo a cena pela janela no corredor, ela viu o instante em que sedaram seu namorado e queria entrar no quarto novamente para conversar com o médico e entender o que havia ocorrido, mas ele próprio saiu do quarto e a informou:

_ Não se preocupe, foi apenas uma crise leve de abstinência. Infelizmente ele ainda terá várias dessas crises, algumas até poderão ser piores, como as de isolamento, mas são comuns e garanto que ele será bem cuidado.Mas fique tranqüila, com o andamento do tratamento ele irá se recuperar aos poucos. E o efeito desse sedativo é curto, daqui a mais ou menos meia hora passa e ele estará mais calmo, aí liberarei sua visita, claro se quiser esperar esse tempo.

_ Eu espero sim. – respondeu ela.

Ino sentou-se no banco do corredor que ultimamente sempre se sentava. Suspirou. Não seria fácil. Não seria nada fácil. Mas tinha que acostumar-se com tudo aquilo, afinal, não deixaria que ele desistisse de si mesmo.

Perdida em seus devaneios, acabou lembrando que amanhã havia aula, e não poderia ficar faltando. E também lembrou-se que tinha uma pilha de deveres atrasados para fazer. Ficou tanto tempo com Gaara que ambos não fizeram nada do que foi proposto para o dia seguinte, e junto as tarefas um trabalho de biologia também era para amanhã. E não tinha parceiro, com o ruivo internado na clínica provavelmente seus irmãos arrumariam uma licença para ele, e conseguiria um prazo maior para entregar o trabalho, mas e ela? Que desculpa daria? Estava sem saída. Teria que retornar a mansão e passar o dia todo fazendo as atividades escolares. Pelo menos certamente poderia contar com a ajuda de Hinata ou Tenten, que já haviam entregado o trabalho bem antes se não lhe falhava a memória, mas e quanto ao parceiro? Todos com certeza já tinham seus parceiros, ou seja, sua única chance de não pegar recuperação era Sai. Se pedisse a ele para abandonar seu parceiro e ir com ela, ele aceitaria imediatamente. Mesmo com muito entalado na garganta e extrema raiva dele, era isso ou um zero bem gordo para seu pai lhe matar quando voltasse de viagem, e ainda corria o risco de tirá-la da mansão e descobrir seu namoro com Gaara, antes de poder contá-lo pessoalmente e explicar com clareza que apesar da dependência, o amava.

Pegou um pedaço de papel em sua bolsa e escreveu um bilhete para o Sabaku, passando-o por debaixo da porta, assim quando se levantasse, ou quando alguém entrasse no quarto, lhe entregaria. Saiu correndo da clínica, pegou o primeiro táxi que avistou e foi em direção a mansão.

Gaara olhava o quarto confuso, se perguntando a onde Ino estava, até que viu algo branco no chão. Completamente fraco pelos medicamentos que lhe injetaram, não conseguia se erguer. Fez um enorme esforço e acabou caindo da cama, machucando o braço nos cacos de vidros que estavam espalhados ao chão. Virou o rosto para não ver o sangue que escorria do corte, para não sentir vontade da droga outra vez. Engatinhou até a porta e pegou o papel, era um bilhete, e pela letra, de Ino.

“ Gaara, perdoe-me por não poder ficar aí com você por hoje, mas acabei de lembrar que tenho muitos deveres de casa para amanhã, e você também. Mas é só pedir a Temari para levar um atestado ao colégio que eles lhe dão um prazo maior. Mas no meu caso eu preciso mesmo ir, preciso fazer todos as atividades e ainda tenho que fazer aquele trabalho de biologia, lembra? A noite ligo aqui, e se permitirem falo com você um pouquinho, okay?

Mil e um beijos, Ino. ”

O ruivo escorou-se na porta sem se importar com a ferida no braço que ardia. Não estava nem um pouco preocupado com o fato dela ter ido embora, pois sabia que ela tinha seus afazeres e era uma garota ágil, independente. Mas algo lhe passou pela cabeça, com quem ela faria o trabalho sendo que ele estava internado? As meninas já deveriam ter se arranjado há muito tempo, e agora? Certamente teria poucas opções, mas não se importava com isso também, desde que nessas poucas opções alguém denominado Sai não estivesse a disposição.

Naruto respirou fundo. Enfim enfrentaria o inimigo cara a cara. Encheu os olhos de determinação e tocou a campainha da luxuosa mansão dos Hyuuga. E uma mulher aparentemente uma funcionária da casa atendeu.

_ Quem é você e o que deseja? – interrogou ela.

_ Eu sou Naruto Uzumaki Namikaze e exijo falar agora mesmo com o senhor Hiashi Hyuuga. – sentenciou o loiro.

_ Me desculpe garoto, mas o senhor Hiashi é um executivo muito importante e atarefado, por isso é melhor marcar um horário. — aconselhou a moça.

_ Não vou marcar horário coisíssima nenhuma, diz a ele que é o futuro genro dele quem vos fala, querida. Mas que por enquanto pode ser considerado apenas como namorado da filha dele. — afirmou Naruto.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!!!
Beijos!!! Até a próxima!!
E ah!!!!!! Eu gostaria de dedicar este capítulo a todos que recomendaram a fic, juro que não esperava recomendações. Por isso, queria agradecer todos eles, e em especial a leitora Lu Czarina, que até me emocionou com o que escreveu.