De Quatro a Oito
25 Capítulo 24: Sentir medo do medo
Notas iniciais
Bom, Boa Leitura!!!
_ P-Pai? — manifestou-se Hinata se separando de Naruto assustada.
_ O que significa isso Hinata Hyuuga?!?!?! — gritou Hiashi.
_ Isso é um beijo, seu velho chato! — enfrentou Naruto colocando-se frente a frente com Hiashi e seus dois seguranças que o acompanhavam.
Hiashi trincou os dentes de tanta raiva. Como um moleque metido ousava o rebater de tal forma?
_ Escute aqui seu moleque dos diabos!!!! Para mim já chega!!! A partir de hoje Hinata e você não vão ter mais nenhum tipo de contato!!! Ela não é uma qualquer!!! É uma Hyuuga!!!! — ameaçou Hiashi.
_ Eu quero ver você me separar da MINHA namorada. — provocou o loiro.
_ Naruto-kun!!! — repreendeu Hinata.
_ Namorada?! Desde quando lhe dei permissão para namorar com minha filha, seu moleque!!! E Hinata!!! Não vou deixar que desperdice meus investimentos com você dessa maneira, namorando um qualquer, que só vai abusar do dinheiro que lhe dou!!! — disse Hiashi.
_ Eu não quero seu dinheiro não, falou?!?! Seu ogro velho!!!! — gritou Naruto.
Hinata não conseguia dizer uma palavra, as ofensas que eles trocavam eram tão prontamente respondidas que a Hyuuga não conseguia fazer nada para apartar a briga.
_ Ko!!!! A partir de hoje você irá morar na mansão e não irá tirar os olhos da Hinata, não vai permitir que esse moleque se aproxime dela!!! — ordenou Hiashi.
_ Não papai!!! Vamos conversar!!! Eu amo o Naruto-kun, estamos namorando o senhor não pode fazer isso!!!! — implorou Hinata.
_ Posso e vou!!!! Eu proíbo este namoro!!! — finalizou Hiashi entrando em seu carro.
_ Não!!!! Volta aqui, seu velho!!!! — gritou Naruto desesperado.
_ Afaste-se da senhorita Hinata!!! — pronunciou Ko empurrando Naruto no chão.
_ Naruto-kun!!! — falou a Hyuuga tentando ajudar o Uzumaki, mas Ko a segurou e a colocou dentro do carro dos Hyuuga.
_ Não!!!!!! Hey, volta aqui!!! Hinata!!!!!!!!! — berrou Naruto correndo atrás do veículo preto luxuoso dos Hyuuga que se afastava.
_ Naruto-kuuuun...!!! — gritou Hinata.
_ Hinataaaa!!!!! — gritou Naruto vendo que o carro já estava longe e não o alcançaria a tempo.
Na mansão, Gaara estava sentado em sua cama olhando para o teto, quando Temari invadiu o cômodo possessa.
_ Delegacia, Gaara?!?!?! — questinou a Sabaku.
_ O que você tem contra delegacias? É um local como qualquer outro. — ironizou o ruivo.
_ Cadê a Ino? Você está indo na terapia? Você por acaso procurou uma terapia? — interrogou Temari.
_ Para quê? Temari não vem dar uma de irmã bondosa porque você nunca foi. E não venha me dar ordens porque minha guarda está com o Kankuro, portanto você não manda em mim. — afirmou Gaara.
Temari não disse nada. Afinal, ele tinha razão. Ela não tinha autoridade sobre o irmão. Depois de tantos anos sem se quer se falarem em casa.
_ Você vai voltar para a clínica já!!! — ordenou a Sabaku.
_ Até volto para aquele lugar. É tudo culpa minha mesmo, já aceitei isso, não se preocupe. Faço questão de voltar para lá. — disse Gaara levantando-se da cama.
Temari não estava compreendendo a atitude do irmão. Como assim ele estava indo por conta própria? E Ino? Pelo visto não estavam mais namorando, se não a loira já estaria ali saindo em defesa de seu irmão. Ela no mínimo deveria ter lhe informado sobre o término. Assim, teria vindo até a mansão bem antes e Gaara não teria parado em uma delegacia.
Perdida em seus pensamentos, a Sabaku demorou a dar-se conta que Gaara já havia saído do quarto. Apressou-se e desceu as escadas correndo atrás do irmão, que estava sentado no sofá da sala. Ao vê-la, Gaara se levantou do sofá e saiu da mansão acompanhado da irmã. Assim, internou-se na clínica novamente. Sem ao menos um diálogo entre eles, sem ao menos Temari notar algo de estranho.
Ino viu e ouviu toda a conversa de Temari e Gaara no quarto do ruivo sem querer enquanto voltava da cozinha. Mas escondeu-se no quarto de Naruto e Neji quando o Sabaku saiu de seu quarto e poucos minutos depois a irmã fez o mesmo. Ele estava estranho. Havia algo errado, ele não aceitaria se internar assim sem um propósito. Não pensou duas vezes, e quando ambos saíram da mansão, a Yamanaka procurou Shikamaru.
Sakura procurava um pacote de macarrão instatâneo na dispensa. Quando Sasuke entrou no local.
_ Precisamos conversar. — sentenciou o Uchiha.
_ Sobre o quê? Sobre como está sendo bom dividir o quarto com a Ino? — ironizou a rosada.
_ Está com ciúmes, Sakura? — perguntou Sasuke divertindo-se com a expressão sarcástica da Haruno.
_ E-Eu? Com ciúmes de você? Até parece... — mentiu Sakura.
Sasuke sorriu de canto e aproximou-se de Sakura, segurou sua mão e fez olhar para ele.
_ Me aceite. Por favor. Aceite o Sasuke que só uma pessoa conhece. Que só você chegou a conhecer. Eu não vou negar que já gostei muito da popularidade no colégio, mas ultimamente fico incomodado com isso. São apenas fragmentos de pessoas que não sabem o que fazer e preocupam-se com a vida alheia. Sakura... por favor... me visto de nerd se preferir assim, com tanto que me aceite. — declarou o Uchiha.
Sakura somente se perdia nos olhos de Sasuke. Estava sendo sincero. Não queria nada com Ino. Sentia algo muito forte por ela. Mesmo não querendo envolver-se em seu mundo, tinha de admitir, estava sendo egoísta. Abrindo mão do homem que pela primeira vez lhe fez passar noites e mais noites em claro por receio. Medo da exposição que certamente ganhariam na escola. Raiva por muitas meninas passarem a lhe direcionar olhares invejosos e carregados de ódio. Estava fugindo da batalha antes mesmo de entrar em combate. Algo que jamais fez. E era por isso que prepararia seus escudos, e pisaria no campo de guerra.
Sasuke já estava se preparando para sair da dispensa, quando Sakura não pensou duas vezes e o beijou. Beijou com voracidade, da maneira mais intensa que conseguiu. Precisava provar a ele que estava disposta a correr riscos. Entretanto sem deixar-se de lado.
O Uchiha quase não acreditou no que sentia, era demais para ser verdade. Então afastou-a para ver e crer na situação.
_ Tudo bem, Sasuke. Não ligo para o que pode acontecer na escola, qualquer coisa afogo a Karin na pia de novo. — revelou Sakura.
_ Você fez o quê? Afogou a Karin na pia? — questionou ele incrédulo.
_ Afoguei. Mas isso não vem ao caso, o importante é que estou disposta a lhe dar uma nova chance. Uma nova chance a nós. — explicou a Haruno.
Sasuke não conteve a felicidade. Finalmente havia encontrado alguém que não fosse superficial. Alguém que amasse. Era a palavra mais adequada: amor.
Sakura queria sair logo dali, afinal, uma dispensa não era um lugar muito confortável para o que lhe passava pela cabeça. Ela sorriu e girou a maçaneta, porém não estava conseguindo abrir a porta.
_ Sasuke... essa porta está emperrada. — disse ela forçando a maçaneta novamente.
_ Deixa eu tentar. — pediu ele forçando a maçaneta e empurrando a porta.
_ Conseguiu? — interrogou a rosada.
_ Sakura... trancaram a gente aqui. — concluiu Sasuke.
Naruto riu baixinho e saiu devagar da cozinha. Plano executado com sucesso. Não podia deixar seu melhor amigo sofrendo, estava claro nos olhos de Sasuke o quanto ele queria que Sakura correspondesse o que sentia por ela. E nada como colocá-los em uma linda e espaçosa dispensa.
Pelo menos estaria ajudando uns amigos. Já que em sua pele nada estava fácil. Ainda iria acabar com o insuportável do agente do pai de Hinata. Não sabia como. Mas iria. Desde que retornou a mansão ele não havia permitido nem que sentassem no mesmo sofá. Precisava fazer algo.
Subiu cabisbaixo até a varanda que havia no último andar da mansão. Porque era sempre assim? Porque as pessoas o rejeitavam? Era sua aparência? Sua linguagem? Seu baixo QI? Quando finalmente se encanta por alguém, encontra uma pessoa que o admira, que o reconhce, tem sempre um vento forte para derrubar seus sonhos. E o vento da vez era o pai dela. E seu fiel capacho.
Sentou-se no chão e viu Neji a poucos metros de si também sentado no chão da varanda com os pensamentos em outra galáxia, ou melhor, em uma galáxia de olhos e cabelos castanhos.
_ Que palhaçada está acontecendo aqui, hein? Porque o idiota do Ko está seguindo minha prima a cada passo que ela dá? — questionou Neji.
_ O pai dela viu nós nos beijando e me proibiu de chegar perto dela de novo. Colocou esse mané aí para não deixar a gente se encontrar. — respondeu o loiro.
_ Cínico. Nunca ligou para nada que não fosse ele e seu dinheiro, e agora vem com essa de papai autoritário? Que autoridade aquele desgraçado tem com a Hinata? Devia dar uma surra no Ko e continuar seu namoro com a Hinata, Naruto. — sugeriu o Hyuuga.
_ Não vou fazer isso. No calor do momento eu pensei em fazer isso mesmo, mas depois vi que se eu fizer isso só vou estar dando mais motivos para ele tirar a Hinata daqui. E prefiro vê-la todos os dias do que nunca mais vê-la. — contou Naruto.
_ É... até que tem razão. Meu tio a tiraria daqui na primeira oportunidade. — concordou Neji.
_ Neji... não me leve a mal, mas... não deveria ter se separado da Tenten por causa de pessoas que não tem nada a ver com vocês, sabe? Porque mesmo que sejam seus pais e blá, blá, blá eu acho que o que importa em uma relação é o sentimento, são apenas vocês dois. E o resto que se dane. — manifestou-se o Uzumaki.
_ Como assim o resto que se dane, Naruto? Pirou?!?! O pai dela ajudou a matar o meu pai!!! — justificou Neji.
_ Eu sei que você nunca superou a morte de seu pai, Neji. E não adianta negar, porque nós quatro aqui sabemos o que é isso, falou? Mas eu acho que o importante é o que você sente por ela, e a Tenten com certeza é diferente do pai dela, não teve nada a ver com a morte do seu pai. É por isso que a cada dia eu acho que pagamos pela sina dos outros, sabe? Sofremos pelos erros dos outros... e o tempo não para meu amigo, ele passa sem nos darmos conta. E quando finalmente notarmos, já vamos ter perdido muita coisa, inclusive o mais importante para gente. É exatamente por isso que eu vou conversar com aquele velho, eu vou fazer de tudo para ter a Hinata de volta. — decidiu-se Naruto se erguendo do chão.
_ Naruto... as vezes fico imaginando como você foi capaz de tomar recuperação em filosofia, porque você bem que encarou um filósofo agora. — brincou Neji.
_ Não é filosofia, Neji. É a vida. E não devemos desistir dela por obstáculos. — falou Naruto.
_ Naruto... o que você bebeu? — perguntou o Hyuuga.
_ Nada, nem sei como é que eu consegui falar obstá... ah! esquece! Mas eu espero que pense no que te disse, Neji. Você está fazendo uma enorme burrada. — aconselhou Naruto abrindo a porta de vidro e voltando para a mansão novamente.
Ino e Shikamaru chegaram a clínica rapidamente.
_ Shikamaru por favor... preciso que distraia a Temari e que a leve para a sala de câmeras ou algo assim daqui. Ela precisa ouvir o irmão dela, ver como ele está. — pediu Ino.
_ Ino... acho que isso não vai dar certo. Gaara terminou com você, ele não vai querer falar com você. — ressaltou o Nara.
_ Eu sei. Mas ele está prestes a cometer uma loucura e eu não vou deixar isso acontecer!!!! — exclamou a loira saindo correndo pelo corredor.
Assim que Shikamaru começou a discutir com Temari, Ino entrou no quarto de Gaara. Era como imaginava. Ele estava com um revólver nas mãos.
_ Larga isso, Gaara!!! — gritou a loira em total desespero.
Notas finais
E aí, Sasuke e Sakura sairão da dispensa? O Neji vai pensar no que fez? O Naruto irá convencer o Hiashi? E o Gaara? O que vai fazer?
Beijos!!! Até a próxima!!!
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