De Quatro a Oito
15 Capítulo 15: Sentimentos incomuns
Notas iniciais
A aula estava entediante como de costume, Naruto contava os segundos para o sinal bater.
_ Porque o relógio parece não andar quando a gente quer, Sasuke? — resmungou o loiro baixinho para o Uchiha ao seu lado ouvir.
_ Relaxa, já deve estar quase na hora... — disse Sasuke sendo interrompido pelo próprio sinal.
_ Nossa Sasuke, foi só você abrir a boca né? — falou Naruto.
_ Quero ir para casa! — se manifestou Sakura saindo da sala junto com todos.
_ Ei, Ino!!! — gritou Sai aproximando-se da Yamanaka.
Gaara, que estava um pouco a frente de Ino, virou-se irritado, com o olhar fixo nos dois.
_ O que foi, Sai? — questionou a loira.
_ Ino... eu queria saber se você já tem um parceiro para o trabalho de literatura? — perguntou ele.
_ Tecnicamente não, mas com certeza eu devo ir... — começou a responder Ino.
_ Ótimo!!! Eu passo na república de vocês as sete para fazer o trabalho!! — afirmou Sai interrompendo a Yamanaka e saindo correndo pelo corredor logo em seguida.
_ Não!!! Sai, volta aqui!!! — berrou Ino, mas ele já havia dobrado o corredor.
Na porta da mansão após todos entrarem, Naruto segurou levemente o pulso de Hinata.
_ Hinata... eu queria me desculpar por ter te beijado ontem, eu não sei onde estava com a cabeça. — disse o Uzumaki.
_ Tudo bem, Naruto-kun. — falou Hinata sorrindo gentilmente.
_ Hinata... não quero que se afaste de mim de por isso. — desabafou Naruto.
A Hyuuga olhou bem para Naruto. Estava cabisbaixo. Realmente aparentava não querer se afastar dela.
_ Ah... claro que não irei me afastar de você por conta daquilo, Naruto-kun. — explicou Hinata finalmente entrando na mansão.
No quarto de Sakura e Sasuke, o Uchiha e a Haruno negociavam uma troca de cds.
_ Então fechado, né? Eu fico com aquele cd e você fica com o que eu comprei esses dias. Pode ser? — propôs Sakura.
_ Fechado. — concordou Sasuke.
_ Sério?! Achei que você iria pedir uns dois cds em troca. — revelou a rosada.
_ Eu ia mesmo, mas mudei de ideia. — falou Sasuke.
_ E o que te fez mudar de ideia? — perguntou Sakura.
_ Muitas coisas. — respondeu o Uchiha.
_ Você poderia mudar de ideia também em outros assuntos. — opinou Sakura.
_ Quais? — questionou Sasuke se aproximando da Haruno.
_ Seu irmão por exemplo. — disse Sakura.
No quarto de Gaara e Ino, o ruivo sentou-se em sua cama inexpressivo, e a loira e sentou-se ao seu lado.
_ Quer dizer que você vai fazer o trabalho de literatura com o Sai? — perguntou Gaara olhando para o chão.
_ Ele não me deixou terminar de falar!!! — argumentou Ino.
_ E ele vai vir aqui? — perguntou Gaara.
_ Eu não queria fazer esse trabalho com ele, mas agora não tem mais jeito. — disse a Yamanaka.
Vendo que o Sabaku aparentava estar incomodado com algo, Ino lhe deu um abraço carinhoso e acariciou seu cabelo tão vermelho quanto sangue.
_ O que foi? — perguntou ela.
Gaara pela primeira vez retirou seu olhar do chão e encarou a loira. Não queria que ela fizesse esse trabalho com Sai. Mas não sentia-se no direito de impedí-la. Pois apesar de tudo, era apenas um trabalho escolar.
_ Nada. — respondeu o ruivo.
Tenten entrou em seu quarto e encontrou Neji a beira da janela olhando a paisagem perdido em seus pensamentos. A Mitsashi se aproximou e perguntou:
_ O que houve?
O Hyuuga então notou que ela estava ao seu lado. Não a havia visto chegar.
_ Meu avô. Ele está de cama. — começou Neji.
_ É grave? — questionou Tenten.
_ Não sei, ele quer me ver. Mas não sei se consigo ir até lá. — falou Neji caminhando em direção a sua cama e sentando-se nela.
_ Não quer vê-lo? — perguntou a morena permanecendo de pé.
_ Jurei que nunca mais entraria naquela casa. — completou o Hyuuga.
_ Mas ele está doente, não acha que deve esquecer um pouco todos os problemas que já teve com seu avô? Pelo menos agora, ele vai precisar de você, Neji. — justificou a Mitsashi.
Neji colocou as duas mãos dentre seu cabelo castanho escorregadio e apoiou-as em seus joelhos. Não tinha coragem de ir até lá novamente. Não sabia se iria aguentar todas as críticas dele. Porém algo o obrigava a vê-lo, a doença. Apesar de tudo que seu avô já lhe disse durante toda sua vida, não podia abandoná-lo agora. Mas não queria mesmo colocar os pés naquela casa. Suas lembranças o invadiriam sem piedade e acabaria declarando guerra contra ele mais uma vez.
_ Tenten... quando eu tiver coragem para ir lá, você pode ir comigo? — perguntou Neji.
A Mitsashi ficou completamente surpresa com a proposta. Iria recusar, mas olhou bem para o Hyuuga a sua frente e percebeu que ele acabaria cometendo uma besteira se fosse visitar o avô sozinho.
_ Tudo bem, quando você for me avise. Eu irei junto. — aceitou Tenten.
Sasuke estava na sala vendo tv. Não entendia todo aquele interesse de Sakura para que ele resolvesse sua richa eterna com o irmão mais velho. Jamais perdoaria Itachi. Cansado dos argumentos da rosada para que ele deixasse tudo isso de lado, o Uchiha lhe pediu que não falasse mais sobre esse assunto por hoje. A contragosto Sakura concordou.
Entediado, Sasuke já estava começando a subir as quando a campainha tocou.
_ Sai? O que você está fazendo aqui? — questionou Sasuke ao abrir a porta.
_ Oi Uchiha, eu vim fazer o trabalho de literatura com a Ino. — pronunciou-se Sai.
_ Ah, Entra. — disse Sasuke.
Sai adentrou a mansão e sentou-se no sofá.
_ Espera ai, eu vou chamar ela. — avisou o Uchiha subindo as escadas. Minutos depois a Yamanaka desce as escadas.
_ Olá, Ino. Está muito bonita. — elogiou Sai.
_ Ah... obrigado. Então, vamos acabar logo com esse trabalho? — perguntou a loira.
_ Claro. Vamos fazer aqui na sala mesmo? — perguntou Sai.
_ Acho que sim. Gaara está dormindo no quarto. — explicou Ino.
_ Espera, você divide o quarto com o Gaara? — questionou Sai incrédulo.
_ É. — afirmou a Yamanaka.
Sai não gostou nada da notícia. Porém havia algo de bom nisso.
Gaara não estava dormindo. Havia fingido para Ino não notar que estava nervoso. Desde pequeno, quando o ruivo ficava muito nervoso ou muito triste, sentia-se nauseado. Muitas vezes buscava nas drogas uma forma de amenizar essa dor também. O Sabaku tinha muito medo de perder a Yamanaka. Nunca havia sentido tanta vontade de ter alguém ao seu lado como ela. Não suportaria perdê-la. Por mais que soubesse que era apenas um trabalho, estava nervoso. Não porque pensasse que ela poderia ter algo com Sai, mas sim por sua própria insegurança. Achava Sai superior a ele em diversos sentidos, e tinha receio que Ino desistisse dele e optasse por Sai.
Ali estava o ruivo mais uma vez, o vômito que descia pela pia do banheiro e algumas gotas de sangue caíam de sua boca misturando-se com com ele.
Assustou-se com o barulho da porta se abrindo e virou-se para ver quem era.
_ Ora, ora pequeno Gaara, está doente? Ou são as drogas que todos no colégio dizem que você injeta? Sim, porque está estampado nesse seu rosto de assassino de filme e com todo esse seu jeito grunge repugnante de ser que você só pode ser um drogado. — provoca Sai na porta do banheiro.
_ Some daqui, Sai. — ordenou Gaara.
_ Acho que eu não quero perder a chance de ver de camarote você se afundar aí nessa pia de tanto vomitar. — debochou Sai.
_ Porque você não vai embora, Sai?! Já acabamos o trabalho mesmo, eu não teria problema algum em te arrastar para fora daqui se continuar a falar assim com meu namorado. — disse Ino entrando no quarto após ouvir a última frase dita por Sai.
Gaara e ele viraram-se incrédulos na direção da loira. Sai não estava acreditando no que ela havia falado, e o Sabaku menos ainda na última palavra.
Naruto estava na varanda da sala mergulhado em sua mente. Hinata entrava nela a todo instante. Cada traço dela fazia questão de ser relembrado em seus pensamentos. Desde sua vinda até o beijo. Sabia que não deveria tê-la beijado, mas não se arrependia nenhum pouco do que fez.
A Hyuuga também pensava no Uzumaki enquanto cuidava das flores no jardim. Lembrava-se do momento em que nadaram na lagoa do parque. De como se sentiu inundada de coragem para pular na água. Ele era tão carregado de garra. Não desistia e ultrapassava regras. Hinata nunca pensou em nadar em local proibido na vida, aliás, jamais contrariou uma ordem de seu pai.
Notas finais
Muitos beijos!!! Até a próxima!!
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