Notas iniciais
Eis que estou de volta kkkk. Peço perdão por não ter postado na sexta, não vou mentir, estava indisposta e preferi não postar. Porém hoje volto com um capítulo um pouco turbulento... Preparem os lencinhos aí kkkkk. Recomendo que antes de fazerem a leitura escutem a música Porteiro do Lucas Lucco que tudo vai fazer sentido kkkkk. E o motivo de eu ter escolhido esse ator é que se eu tivesse escolhido alguém como Richard Gere, não iria resistir e acabaria mudando o rumo da fic. Tenham uma excelente leitura.

Ela se arrumava em seu camarim, havia marcado de sair com Michaela. Ouviu batidas vindas de sua porta e disse:

— Pode entrar!

David entrou e a encontrou de frente para o grande espelho, ia começar a passar o batom pelos lábios.

— Eu tô com uma inveja tão grande da Michaela. — se encostou na porta e cruzou os braços.

— Por que? — perguntou ela sorrindo.

— Porque ela vai sair com você e eu não. — se aproximou pairando as mãos em sua cintura, encarando-a pelo reflexo no espelho.

— Eu saio com você numa outra hora, prometo. — jogou um beijo para o reflexo dele.

— Você está tão linda. Confesso que estou um pouco enciumado em te deixar sair assim. — ela usava um vestido preto bem acima do joelho de mangas compridas.

David pôs a mão na barra do vestido e começou a subir aos poucos, logo estava no tecido de sua calcinha.

— Não David! Hoje não, senão irei me atrasar! — tirou a mão dele de sua intimidade.

— Hoje vamos dormir no meu apartamento ou no seu? — perguntou curioso.

— Nem sei se vou voltar ainda hoje. Amanhã decidimos isso.

— Pretende dormir fora e me deixar aqui?

— Ah David. Nem sei para onde vamos, pensei em dormir em algum hotel. — arrumou os cabelos.

— Assim você me mata Emi. — mordeu os lábios e puxou a cintura dela de encontro a sua.

— Como você é carente. — virou para ele e o beijou. Um beijo quente, que passava confiança.

— Posso usar seu celular? Esqueci o meu. — perguntou.

— Claro. Está ali na bolsa. — ela indicou.

— Obrigado. — pegou o aparelho.

— De nada. — ela respondeu. Enquanto isso David instalava um aplicativo de GPS.

— Eu vou indo. — disse abrindo a porta.

— Até mais. — sorriu para ele.

David caminhou até o camarim que dividia com Thyne.

— Que tal saímos hoje Thyne? — fechou a porta atrás de si.

— Claro. Seria ótimo.

— Vou me vestir. — disse tirando a camisa e pondo outra.

— Te espero ali fora.

Ali ao lado Michaela entrou no camarim.

— Está pronta querida?

— Estou sim, vamos.

Ambas pegaram um táxi, foram em uma balada mais afastada de Los Angeles. Estavam dispostas a se divertirem e conversarem um pouco, sem paqueras e sem excesso de bebida.

— Então vocês estão realmente juntos? — perguntou Michaela.

— Estamos. — sorriu.

— Demorou um pouco em. Sempre soube que iam terminar juntos. — deu um gole no drink.

— Ahh. — passou os dedos envolta da borda da taça.

— Minha bebida acabou, vou ali buscar outra.

Nesse momento um homem se aproximou de Emily.

— Olá, eu estava ali te olhando de longe. Acho que te conheço de algum lugar. — sorriu.

— Faço uma série, por favor, não comenta. — sorriu, naquela noite ela queria paz.

— Tudo bem. Você não vem muito aqui né? — se aproximou dela.

— Não. Na verdade foi minha amiga que me trouxe.

— Não quer sair daqui e ir para algum lugar? — sorriu galanteador.

— Não. Tenho namorado. — se afastou.

— Ele nem vai saber. — se inclinou sobre ela.

— Mas eu vou. E eu amo ele. — David chegou e avistou a cena.

— O que é isso aqui Emi? — empurrou o cara e deu um soco em seu rosto. O homem saiu cambaleando.

— Que coincidência encontrar vocês aqui. — Thyne disse para Michaela.

— Não é coincidência não. — disse Emily. — Você me rastreou. Poxa David, você não confia em mim mesmo.

— Confiar? Esse cara estava em cima de você quando cheguei.

— Eu estava dando um fora nele, mas ele me prendeu com o corpo.

— Eu não acredito. Como posso te deixar sozinha desse jeito Emi? Qualquer coisinha e já posso te perder.

— Você pode confiar em mim. — se aproximou dele.

— Em você eu confio, não confio em caras como ele. — apontou para o rapaz. — Vamos embora daqui. — a pegou pelo braço.

— Não vamos não, vim com a Michaela e vou voltar com ela.

— Emily, por favor. Não faz isso.

— Você não confia em mim mesmo né? — balançou a cabeça negativamente de braços cruzados.

— Tudo bem, se não quiser vim não venha. — disse claramente nervoso.

— Se você não gosta que aconteça essas coisas termina, termina comigo. — disse de cabeça quente.

— Olha que eu termino. Nunca vou ter sossego mesmo, só de piscar já tem homens te desejando. Já contei três desde quando cheguei. — virou as costas e foi embora.

— Maravilha. Que droga. Ele tinha que aparecer. — sentou e bebeu o drink em um único gole.

— Emily, não beba tanto. — sua amiga impediu que pedisse mais uma dose.

— Eu não fiz nada. A única coisa que fiz foi dispensar o sujeito, mas parece que ele não entende. Quer saber? Eu vou embora.

— Thyne, devemos deixa-la ir? — Michaela cutucou o amigo.

— Deixa. Ela não está bêbada, só frustrada.

Emily saiu, chamou um táxi e foi para seu apartamento. O porteiro há viu chorando e entristeceu-se, será que seu namorado havia feito algo? Foi uma pergunta que não conseguiu responder. Pegou o elevador e parou em seu andar, sua vontade era bater na porta dele. O número 1003 não saia de seu pensamento. Queria se desculpar, mesmo que não tivesse feito nada. Se desculpar pelas palavras que disse. Acabou desistindo. Sentou-se na porta do seu apê e chorou. A porta do 1002 abriu, aquela porta nunca havia sido aberta, a não ser pelas pessoas da limpeza. Não sabia se ali havia um morador, descobriu hoje.

Um homem de aproximadamente 1,80, cabelos grisalhos e elegante saiu. Era George Clooney. Ela jamais pode imaginar que ele era seu vizinho. Se aproximou e com uma aparência serena se abaixou ficando próximo a ela.

— O que aconteceu? — seu timbre de voz era suave.

— Não se preocupe comigo, ficarei bem. — puxou um leve sorriso.

— Você não me parece bem e já estou preocupado. — arqueou a sombrancelha.

— Não precisa, estou bem George.

— Você me conhece. — riu.

— Todos te conhecem. Você é bem famoso, já eu ainda estou começando.

— Eu vi sua série. Ela é ótima. Você atua muitíssimo bem. — se levantou e estendeu a mão para ela.

— Obrigada! — disse ao ser puxada para cima.

— Entre, por favor. — abriu a porta de seu apartamento e deu passagem para que ela entrasse.

Ao entrar reparou que tudo era decorado de acordo com o seu gosto, havia uma adega toda a madeira. O ambiente era composto por cores clean, madeira e veludo vermelho em partes de destaque.

— Sente-se que vou preparar um chá. — disse calmamente. — Quer me contar o que aconteceu? — sorriu.

— Fui a uma balada com uma amiga, meu namorado, o David, me seguiu até lá e encontrou um cara dando em cima de mim. Ficou nervoso e brigamos. — disse observando tudo a sua volta.

— Ele precisa entender que mulheres bonitas chamam a atenção, já mulheres como você despertam a imaginação. O que faz os homens quererem você. — entregou-lhe a xícara de chá.

— Não tenho certeza se ele confia em mim, confio muito nele, mas ele pareceu não acreditar no que disse. — abaixou a cabeça.

— Talvez ele acredite, só acha difícil ter que lidar com uma mulher como você. — sentou ao lado dela.

— Como assim? — se virou para ele o encarando.

— Olha só para você. Vem de família rica, estruturada. Começou a carreira cedo, por isso é independente. Estudou nas melhores escolas, o que faz de você uma pessoa altamente inteligente. E como se já não bastasse é linda e elegante. É o tipo de mulher que deixa um homem inseguro.

— Você entende mesmo disso em. Mas já falamos muito de mim. E você? Por que nunca te vi aqui?

— Eu não costumo ficar aqui durante a semana. Na verdade, venho de quinze em quinze dias. Geralmente quando as pessoas por aqui não estão em seus apartamentos.

— Entendo. Apesar das pessoas que moram aqui serem civilizadas você seria assediado. — riu.

— Fico feliz que eu tenha conseguido te tirar um sorriso.

— Eu também. — sorriu lindamente.

— Ah Emily... ainda não acredito que ele te deixou ao vento por estar bravo. — tocou levemente o seu rosto.

— Ele era tudo que eu sempre sonhei, mas como diz minha irmã, eu não tenho sorte no amor. — fechou os olhos.

— Você pode não ter... mas os caras que passaram por sua vida tem muita sorte. — se aproximou e sussurrou no seu ouvido.

— Eu preciso ir. — se levantou.

— Ei, sente-se. Eu não vou te beijar. A não ser que queira. — sorriu segurando no pulso dela.

— Ah me desculpe, é que eu... — ele levou o dedo indicador aos seus lábios.

— Não precisa se explicar. — sorriu. — Você é realmente linda, mas não te forçaria a fazer algo que não queira. Se quiser chorar estou aqui. Se quiser fazer amor também. — levantou e foi até a adega.

Voltou com uma garrafa de vinho italiano.

— Aceita? — estendeu uma taça até ela.

— Obrigada. — sorriu.

— Conte-me mais sobre você. Onde você cresceu?

— Aqui em Los Angeles mesmo.

— Cresceu no berço da fama. — riu. — O que seus pais fazem?

— Meu pai é cineastra e a minha mãe é atriz. — sorriu.

— Já sei de onde veio seu talento.

— De certa forma acabei sendo influenciada por eles, gostava do que faziam. E hoje gosto do que faço.

— É bem nítido. Você é espetacular no que faz. Então... quer dormir aqui comigo essa noite? — deu um sorriso malandro, ele era o típico cara elegante e sedutor.

— Não, obrigada. Me apartamento é esse aqui ao lado. — indicou.

— Sei que é esse. Você diz que não, mas seu corpo me fala que sim.

— Meu corpo não está falando nada. — se inclinou.

— Está sim. Olha só para sua boca, está mordendo os lábios, como se tentasse conter alguma vontade súbita. — provocou. — Seus olhos estão mirando a minha boca e você está avaliando quão prejudicial pode ser. — se inclinou até ela.

— Okay. Você me pegou.

— Ainda não te peguei. — sorriu.

— No sentido figurativo. — mordeu os lábios sensualmente. — Quando eu era mais nova, era louca por você.

— É mesmo? — ele encarou-lhe os olhos que reluziam devido a taça de vinho.

— É sim. Acho que todas já foram. Principalmente quando era um médico em ER. — sorriu para ele.

— Eu realmente adorava aquele papel. Ficava bem de médico, não acha? — jogou charme.

— Claro que acho. Ficava muito bem.

— Ah Emily, se você fosse minha. Casava com você amanhã mesmo.

— Para eu ser mais uma das suas conquistas?

— Amo todas as minhas conquistas, sempre amei. Não me lembro de ir para a cama com alguém sem estar apaixonado.

— Eu vou indo.

— Sabe que não precisa ir. Você quer ficar e eu quero que fique.

— Boa noite! — caminhou até a porta.

— Até mais! — acompanhou ela. — encostou-se ao marco e viu a bela mulher adentrar seu apartamento. A maneira como ela andava o deixava intrigado, o corpo todo ajustado, um passo em frente ao outro e o balançar dos quadris, ah aquele balançar o fez estreitar os olhos só para ver com maiores detalhes.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Espero comentários! Até mais pessoinhas!