Daylight

31 Operação cupido: SasuSaku


Notas iniciais
Moranguinhos e Tomatinhos olha só quem voltou.... Sim, eu, a autora que tem os melhores leitores do universo Gente, tô de cara com os comentários de vocês. Sério! Muita fofura misturada com algodão doce. Eu não consegui não escrever, mas calma. Como vocês podem ver pelo título esse não é o capítulo de Suna. É apenas uma prévia pra deixar vocês com água na boca. Ele é narrado por Ino, mas por que por Ino, Jess? Porque ela é a melhor amiga da nossa rosinha e é pra ela que Sakura vai pedir ajuda. Além de que nossa loira vai contar algumas coisas sobre o passado da nossa rosada. Acho que tô falando demais... Vem ler. Obrigada mais uma vez pelos comentários incríveis e quem eu não respondi eu vou responder. Preferi escrever esse capítulo curtinho em agradecimento pra vocês ♥ ♥ Boa leitura ***Leiam as notas finais***

É tão forte quanto o vento quando sopra
Tronco forte que não quebra, não entorta
Podes crer, podes crer
Eu tô falando de amizade

(Podes Crer — Cidade Negra)

Por Ino

— O que foi testudinha?! — perguntei pra Sakura quando atendi ao seu telefonema.

— Preciso de colo. — respondeu com uma voz tristinha. — A gente pode se ver?

— Foi alguma coisa grave? — ela não respondeu. — Haruno Sakura, você está me deixando nervosa. Só pra te lembrar que eu estou grávida.

— Desculpa, porca. Estava procurando um canto sossegado aqui no hospital pra falar com você! — a respiração dela estava ofegante e eu me preocupava mais. — Pronto, agora posso falar. O que foi que você me perguntou mesmo?

— Se aconteceu alguma coisa grave... — tentei falar de forma calma.

— Não é grave, mas aconteceu algo. — suspirou. — Preciso desabafar com minha melhor amiga de preferência comendo dangos.

— Tem a ver com Sasuke, não é? — o silêncio dela me respondia. — O que foi que aquele Uchiha mimado de uma figa te fez?

— Aconteceram coisas...

— Defina coisas — falei impaciente.

— Só pessoalmente pra te contar... posso passar na sua casa? — indagou a testuda.

— Não, eu passo na casa de Naruto e Hinata pra gente conversar, pode ser?

— Eu tô na casa do papai. — respondeu ela e eu fiquei surpresa. Ela não tinha me contado essa novidade.

— Na casa do seu pai? Por que eu não tô sabendo disso?

— Eram pra ser apenas dois dias, mas acabei ficando. Esqueci mesmo de contar, minha vida tá uma loucura porquinha.

— Tudo bem, mas hoje tiramos todo o atraso dessa falta de informações. Você sai que horas do hospital?

— Saio às seis hoje.

— Chego na sua casa às sete. Pode deixar que eu levo dango pra gente.

— Obrigada, Ino-porca. Amo você. 

— Também te amo, testa. Até mais tarde.

— Até porquinha. — desliguei a chamada.

Por mais que Sakura tenha me dito que não era nada grave aquilo não fazia com que eu me sentisse mais aliviada. Pra chegar ao ponto de me pedir colo, com certeza aí tinha. 

Ela sempre foi dura na queda, mas de uns tempos pra cá tem andado muito emotiva. Desde que chegou em Konoha mais precisamente.

Eu era a única pessoa que mantinha contato com Sakura em Tóquio. Foi difícil, mas eu consegui me reaproximar. Minha amiga tinha entrado num piloto automático de vida. Era universidade, trabalho, casa e mais estudo.

Ela estava num estado deplorável quando eu apareci por lá na primeira vez. Magra, com olheiras imensas, cabelo de qualquer jeito, unhas roídas. Tudo bem que Sakura nunca foi um poço de vaidade, mas aquilo estava demais. Eu quase não a reconheci senão fosse por seus cabelos.

Fiquei uma semana com ela por lá. Teria ficado mais se eu não estivesse no meio do semestre na universidade. Quando eu fui embora Sakura parecia até outra pessoa. Eu só sossegava quando ela comia direito e dormia.

Eu me senti praticamente mãe dela naquela semana. Tentei de tudo pra que ela voltasse, mas nada. Ela estava decidida, só cabia a mim aceitar e dar forças.

Procurei Sasuke, mas era inútil. Ele estava muito machucado e pouco se importava como Sakura estava. Tentei diversas vezes falar, mas ele não esboçava um pingo de reação. Decidi parar de falar com ele quando o encontrei numa festa da faculdade. Ele estava bêbedo e irredutível. Implorei, penei, dancei até a Macarena e ele simplesmente agarrou uma daquelas meninas na festa e disse que tinha outras com quem se preocupar. E a fama só fez crescer.

Nunca contei aquilo pra Sakura, nunca tive coragem na verdade. E a primeira pessoa que a testuda perguntava se estava bem era o cretino do Uchiha. Me sentia a pior das amigas, mas era pro bem dela.

 Com o passar dos anos eu sentia minha amiga melhorar, pensava que logo ela voltaria. Me enganei completamente. Nem no meu casamento ela veio. Me pediu desculpas infinitas e disse que não conseguiria vir. Fiquei arrasada e até me afastei um pouco,  ela me ligava e eu não atendia, mas se tem uma coisa nessa vida que não leva ninguém a lugar nenhum é o orgulho. A procurei e voltamos as boas novamente.

Ela nunca falava em voltar, então apenas desisti do assunto. E num rompante a la furacão Haruno ela resolve voltar. Fiquei feliz e com ciúme ao mesmo tempo. Feliz por ela voltar e o ciúme por conta do casamento de Naruto e Hina. Mas tudo isso são águas passadas.

Me afastei dos pensamentos e parei de fazer questionamentos por antecipação, isso nunca faz bem!

Foquei minha atenção na enorme encomendas de flores que o buffet de Tenten tinha feito pra organização de um casamento que aconteceria na sexta à noite no cerimonial mais chique da cidade, o Feuille Village Cérémonielle. Foi lá que eu me casei com Sai.

(...)

No fim da tarde eu já tinha resolvido todos os problemas do dia e podia ir embora. Deixei Naomi tomando conta da loja e fechá — la quando acabasse o expediente.

Passei logo na barraquinha de dangos e comprei 15. Exagerada? Eu como por duas e Saky tá na bad, acho que é o suficiente!

Depois de comprar os dangos passei no mercado e comprei um pote enorme de sorvete de flocos e alguns pacotes de oreo. Encerrada as compras, hora de ir pra casa e me arrumar!

Cheguei em casa e dou de cara com meu maridinho colocando a mesa do jantar. Ele andava tão romântico ultimamente e atencioso. Na verdade, ele sempre foi assim, mas quando seus clientes aumentaram consideravelmente ele ficou sobrecarregado e isso refletia na nossa relação. Graças aos céus tudo isso são águas passadas.

— Bem-vinda meu amor. Você chegou na hora certa. — disse Sai vindo em minha direção e selando nossos lábios. — Fiz nhoque ao molho sugo.

— Que delícia amor, mas eu não vou poder demorar no jantar.

— Por que não?! — ele disse chateado. — Você vem me pedindo esse nhoque a semanas, Ino. Não me diga que você irá voltar pra loja.

— Não, querido. Se acalma por favor. — suspirei pra me manter calma. Esses hormônios estavam me matando. — Não vou voltar pra loja. Vou visitar Sakura... ela me ligou pedindo colo hoje. — sua expressão passou de chateada pra preocupada. Apesar da grande dificuldade de Sai em socializar, tem coisas que por mim não passam desapercebida.

— Então o caso é grave. — até Sai já sabia do jeito Sakura de ser pelas coisas que eu contava.

— Não sei exatamente porque ela não entrou em detalhes comigo, mas você sabe que quando Saky pede colo nunca é bom. — fiz um afago em seu rosto. — Você entende agora?

— Entendo. — suspirou. — Desculpe pelo quase ataque. Eu acho que você está trabalhando demais.

— Amor, eu estou grávida e não doente. — bufou. — Vou repetir quantas vezes forem necessárias. Obrigada por não ficar chateado por conta do jantar.

— Não seria você se não fosse dar o colo que Sakura pediu. Você se preocupa com todo mundo, Ino. Com Sakura é o dobro. Eu entendo, mas você vai comer nem que seja um pouquinho.

— Vou sim, meu amor. Mas antes eu preciso de um banho... eu até te convidaria. — falei num tom malicioso. — Mas eu não quero me atrasar. Deixo pra usar e abusar desse corpinho na volta, pode ser? — lancei uma piscadela e ele riu.

— Eu adoro esse seu jeito, sabia?! — me deu um beijo. — Eu amo você, Ino.

— Eu também amo você, Sai. Eu e nosso filhote amamos você, papai. — peguei as mãos dele e coloquei sobre meu ventre. — Obrigada por tudo, Sai. — demos um beijo apaixonado e com muita dificuldade nos desvencilhamos. — Pode guardar esse pote de sorvete na geladeira pra mim? — apontei pra sacola que eu tinha largado na mesinha de centro da nossa sala. Ele assentiu em resposta e eu fui pro quarto tomar meu merecido banho.

Tomei um banho e me arrumei, só Deus sabe como, na velocidade da luz. Talvez eu quisesse curtir meu marido e minha amiga na mesma medida.

Cheguei na sala e Sai já estava sentando à mesa me esperando. Me sentei e ele começou a nos servir.

— Suco de uva, amor?! — indaguei curiosa quando ele se serviu de suco de uva e não de vinho.

— Estamos grávidos, amor. Não podemos beber. — sorri bobamente em resposta.

— Você não existe, sabia?

— Posso ser branco quase transparente, mas existo sim. — sorriu e eu ri junto — Você não vai comer?! Tá uma delícia.

— Vou sim. — dei a primeira garfada. Que comida dos deuses. — Isso está divino!

— Obrigado. — se gabou, mas até que merece mesmo.

O jantar ocorreu tranquilo, peguei o sorvete na geladeira e fui pra casa do pai de Sakura,  quer dizer pra casa dela mesmo.

Cheguei rápido na casa de Saky e dei de cara com tio Kizashi no portão. Ele estava muito chique e elegante. Me recepcionou com um abraço caloroso e me deu um beijo na testa.

— Tio você tá todo bonitão. — brinquei. — Posso saber onde o senhor vai todo galã assim? Tá namorando e eu não sei?! — às vezes eu não consigo ser discreta e acabo falado demais. Mas ele já me conhece tem bastante tempo, apenas riu do meu comentário.

— Obrigado, pelo elogio Ino. Vindo de uma garota linda como você eu vejo que estou mesmo bem arrumado.

— Tio, eu não tenho mais 10 anos pra o senhor me chamar de garota. — ele riu mais uma vez.

— Pra mim você e Sakura serão eternas crianças. Sinto falta de vocês correndo pela casa e toda aquela bagunça. — disse nostálgico. — Como tá o garotão? — falou tocando na minha barriga.

— Saudável e enorme, graças a Deus.

— Fico feliz por você e por Sai. — ele sorriu. — Tem muito tempo que você não vem aqui casa, não é mesmo?

— Tem uma tempinho sim, mas agora eu tô de volta. — sorri. — Mas o senhor ainda não me disse onde vai todo elegante desse jeito.

— Você não tem jeito mesmo, né? — apenas neguei com um sorriso no rosto. — Apenas um jantar entre médicos, na verdade eu diria quase uma reunião revestida de jantar.

— Mas não tem nenhuma médica bonitona nessa jantar? — indaguei e vi as bochechas de tio Kizashi ficarem vermelhas. Aí tinha. — Sabe tio, sem querer me meter, mas já me metendo... é uma das coisas que eu faço de melhor nessa vida, mas enfim. Acho que tá na hora do senhor entrar em uma nova fase da sua vida.

— Você acha mesmo? — assenti em resposta. — Se fosse Mebuki que estivesse em meu lugar você diria a mesma coisa?

— Sendo sincera? — ele sorriu confirmando. — Faria e até a levaria na balada.- ele riu. — Pode até parecer meio clichê ou até meio piegas, mas acho que tia Mebuki ficaria feliz se o senhor encontrasse um novo amor.

— Ino, você é realmente uma figura. Obrigado pelo conselho, vou pensar sobre isso.

— Fico muito feliz por isso, tio.

— Obrigado Ino. Antes de sair eu gostaria de te pedir um favor.

— Pode falar....

— Cuida bem da minha filhota? Ela chegou meio tristinha em casa ontem e a carinha dela no hospital hoje não melhorou muito não. Não quero bancar o pai ciumento nem nada do tipo, mas eu sei que tem algo a ver com Sasuke.

— Eu também imagino que seja. — preferi não dá certeza pra que ele pudesse curtir seu jantar e não ficasse preocupado com ela. — Mas a Super Ino está aqui, carregando um super poder chamado sorvete — falei brincalhona. — Vai ficar tudo bem.

— Obrigado mais uma vez Ino.

— Por nada, tio. Bom jantar. — me deu mais um beijo na testa e entrou em seu carro saindo em disparada pra seu jantar.

A porta de casa estava aberta e eu entrei. Tudo continuava o mesmo, até o sofá vermelho babado que tia Mebuki comprou anos atrás. Deixei que uma onda nostálgica me invadisse até que ouvi uma música vindo do andar de cima.

Quando cheguei mais perto percebi a porta do quarto de Sakura entreaberta. Ela cantarolava junto com a música. Fiquei preocupada quando me dei conta da música. Fix you do Coldplay. Eu amo a banda e essa música também, mas Sakura já tá na fossa total fica ouvindo ela vai ser pior. Coldplay é uma banda bipolar pode elevar seu amor ou te deixar na bad.

Abri um pouco mais a porta do quarto e Sakura não me notou. Usava uma saia preta de cintura alta e um sutiã. Ótimo, ela tinha chegado do trabalho e não tinha tomado banho. Tá pior do que eu imaginei. Intervenção Yamanaka Ino, já.

— Testuda?! — a chamei, mas ela não respondeu. Cheguei mais perto e fiz um afago em seus cabelos. — Testudinha, eu cheguei.

— Ino-porca!!! Você veio. — ela deu um sorriso mínimo e se sentou na cama. — Obrigada. — coloquei a sacola em um dos criados mudos e sentei ao seu lado.

— Fofa quando você disse que não era grave eu até acreditei, mas depois dessa cena aqui. Meu amor, isso é uma catástrofe. — ela revirou os olhos. — Primeiro vamos desligar esse som.

— Ah não, Ino. Essa música é tão legal combina com meu momento. — ela tentou segurar meu braço, mas eu fui mais rápida.

— Testa, a música é ótima, mas não nessa ocasião. — bufou. — Agora uma pergunta que não quer calar, por que você ainda não tomou banho?

— Preguiça serve?!

— Não Sakura, não serve. — tentei me controlar. — Eu dei uma hora pra você se arrumar e eu chego e te encontro assim. Querida, você é uma mulher não uma menina da cinco anos. — ela me olhou triste e eu descobri que tinha pego pesado. — Desculpa testa, mas eu odeio te ver assim.

— Eu sei que não...

— Então levanta e já pro banho. — bufou e fez uma careta. — Cara feia pra mim é fome, testa. O sorvete tá derretendo e você tá fedendo.

— Você é um amor quando quer, Ino.- disse irônica. — Já estou indo. — disse por fim se levantando da cama e se dirigiu ao banheiro.

(...)

— Pensei que você ia morar no banho. — falei assim que Sakura saiu do banheiro.

— Vai se foder, porca. — revirei os olhos pra ela. — Você se importa se eu me trocar na sua frente?

— Me poupe, né Sakura. Tudo o que eu tenho você também tem... ou melhor eu tenho mais peito que você.

— Você tá melhorando e muito a minha autoestima.

Sakura escolheu uma roupa em seu guarda-roupa e quando ela tirou a toalha notei algumas marcas em suas costas. Não estavam tão vermelhas, mas como Sakura é bem branquinha deu pra notar.

— Testuda, que marcas são essas em suas costas? — ela corou com a pergunta. — É o que eu tô pensando?

— Depende... não sei o que você tá pensando. — cerrei os olhos. — Presente de Sasuke.

— Isso ainda é do dia do casamento de Hinata? — cheguei mais perto e notei que eram mordidas. — Sasuke tem o que na boca, ele é um tigre dente-de-sabre por um acaso?

— Eu até tinha me esquecido disso... pensei que já tinham sumido. — disse começando a se vestir.

— Tá sumindo, mas nada passa pelos olhos de Ino, testa.

— Como se eu não soubesse.

Ela terminou de se arrumar, sentou na cama e ficou me encarando sem dizer nada. A parte difícil ficou pra mim.... extrair informações.

— Então, você vai me contar o que aconteceu ou não? — indaguei enquanto pegava a sacola no seu criado mudo. — Trouxe dangos, oreo e sorvete de flocos, que agora deve estar papa de flocos a julga por essa poça água.

— Vou levar o sorvete até a geladeira e volto. Me espera aqui.

Fiz o que ela me pediu e rapidinho Sakura voltou. Ela foi direto pegar um dango, espero que não seja com o objetivo de me enrolar.

Ela comia pacientemente e depois do terceiro eu resolvi dá um basta.

— Testudinha, eu não sei se você sabe, mas eu ainda quero transar com meu marido quando chegar em casa. Para de me enrolar e falar logo.

— Não queria te enrolar... esse dango está realmente bom.

— Eu sei que sim, mas agora desembucha. — suspirou e comeu um último pedaço de dango. — Deita aqui no colo da Super Ino pra você ganhar forças. — ela riu e se jogou no meu colo enquanto eu afagava seus cabelos.

— É o Sasuke.... — bufei.

— Disso eu já sabia, preciso de fatos novos.

— Se você calar a boca facilita, porca.

— Me calei.

— Segunda-feira ele foi lá no hospital. Foi levar tio Fugaku pra uma consulta com meu pai e acabou passando na minha sala. — ela dizia contente. — Pra minha surpresa ele me convidou pra sair naquela mesma noite... — ia falar algo, mas Sakura me olhou com cara feia. — Saímos. Sasuke me levou até o Yakiniku Q e depois fomos até a praça pra que eu pudesse comer dangos. Pra fechar a noite, ele me levou num rochedo depois da Universidade de Konoha e ficamos vendo o céu estrelado. — nossa que piegas. Só Sakura pra gostar disso mesmo. — Eu sei que você tá achando muito piegas, mas eu amei. — não disse?! — Ele me beijou.

— SÉRIO????? — me empolguei super. Na escola que Naruto estuda eu sou a professora.

— Meu ouvido, porca. — reclamou. — Mas sim, ele me beijou. Ficamos deitadinhos no banco de trás do carro e nos beijávamos uma vez ou outra. — ai teve. — Eu sei o que você tá pensando de novo, Ino. A gente não transou.

— Que chato... esse povo não sabe nem brincar de se divertir.

— Não é tão simples, Ino.

— É sim, mas você e Sasuke adoram dificultar. -suspirei. — Continua.

— Nos falamos durante a semana por mensagem. — ela dizia empolgada. — Marcamos um novo encontro pra quarta-feira à noite. Íamos andar de bicicleta no jardim do Centro Comunitário, mas houve um imprevisto. Um paciente de Rin não queria fazer sua sessão de quimioterapia porque iria brincar comigo nesse mesmo dia. Por conta das reações após a químio geralmente os pacientes não se sentem muito bem. Enjoo, náusea, moleza.

— Acho que eu entendo.

— Nesse mesmo dia Sasuke chegou no hospital com um amigo e colega de trabalho que tinha se acidentado enquanto fazia a manutenção em uma máquina.

— Misericórdia... é mãe passando mal, pai também e agora colega de trabalho. Manda Sansuke ficar esperto.

— Credo porca... nem brinca com uma coisa dessa.

— Desculpa, peguei pesado. Continua.

— Então, Sasuke conheceu esse mesmo paciente na segunda enquanto me visitava. Eles ficaram amigos bem rápido e ele se apegou ao menino, Yagura o nome dele. Sasuke acabou descobrindo que Yagura não queria se medicar por minha causa, porque Karin chegou na minha sala fazendo um escândalo. — ela riu. — Sasuke teve a brilhante ideia de mandar o amigo dele pra casa com Karin.

— Coitado do rapaz... pagou os pecados e ainda ficou com crédito.

— Pior, que isso. Sasuke acha que eles dois combinam e quer juntar o casal.

— Sasuke devia era olhar pro umbigo dele primeiro, isso sim. — ela fechou a cara pela décima vez nessa noite. — Parei... calei a boca.

— Depois de mandar Suigetsu pra casa com Karin, Sasuke foi convencer Yagura a fazer a químio. Ele ficou com ele lá e depois que eu atendi o restante dos pacientes me juntei a eles. O passeio de bicicleta se resumiu a Sasuke e eu juntamente com Yagura na sua sessão de quimioterapia, mas sabe apesar de tudo eu gostei. — ela sorriu. Esse Uchiha tem o dom mesmo. — Sasuke poderia ter ido embora, mas não ele resolveu ficar e pareceu gostar também.

— Foi fofo da parte dele mesmo. Mas então e depois?

— A gente foi jantar no Ichiraku. Uma loira sem sal e sem açúcar, garçonete Shion ficou se jogando pra Sasuke. Sorrisinho aqui e ali. Ele resolveu me provocar, mas eu não dei brecha. — essa é minha Saky. Mesmo que eu não faça o mesmo que ela. — Do nada ele rsolveu me perguntar o que a gente tava fazendo. Na hora eu não entendi e quase respondi que a gente estava jantando, mas ele falou que não entendia o que já estava fazendo.

— Como assim, testa?

— O modo como estávamos nos comportando. Basicamente como se esses nove anos não tivessem acontecido, entende? — ela não chorava, mas eu percebi que ela estava triste. — Ele falou que também não achava saudável que a gente ficasse se beijando, como se pudesse confundir as coisas.

— E você como que reagiu a isso?

— Eu me segurei e ao mesmo tempo não. Disse pra Sasuke que as iniciativas dos beijos partiam dele, o que é verdade. E sempre quem evitar de falar sobre o passado é ele. — ela se levantou e sentou na cama. — Eu juro Ino, toda vez que eu toco em algo referente ao tempo que fiquei fora ele foge, se esquiva do assunto, diz que não tá pronto.

— Que Uchiha mais mamão esse, viu?!

— Nem me fale... — puxou o ar com força na tentativa de manter a calma. — Eu disse que tudo bem que íamos parar de nos beijar e tal, mas eu não consegui não ficar triste, porca. Fiquei em calada durante o jantar e ele também não falava nada. No caminho até minha casa também porque eu peguei no sono.

— Vocês brigaram mais não foi?

— Tá tão evidente assim? — apenas assenti em resposta. — Ele quis saber se eu fiquei chateada com o que ele disse. Eu falei que sim, mas que ia passar. Claramente isso não aconteceu. — bufou. — Só vi hoje pela manhã mensagem que me mandou avisando que tinha chegado em casa... não respondi e nem vou responder.

— Meu Deus, quando eu acho que vocês vão melhorar tudo cai por terra.

— A culpa dessa vez não é minha, porca.

— Não disse isso, testa. Mas você e Sasuke competem pra vê quem é mais orgulhoso. — me levantei da cama e tentei manter a calma. — Isso não vai levar vocês dois a nada. Às vezes eu tenho vontade de botar vocês dois na praça com uma plaquinha pendurado do pescoço de cada um com a seguinte frase: "Vende-se orgulho". Porque lucro eu sei que vai gerar.

— Calma, Ino.

— Eu tô calma, Saky. Apenas quero arrancar as bolas e projeto de pau de Sasuke.

— Porca, aquilo é tudo menos projeto de pau. — ela disse brincalhona e eu ri.

— Tâ falando sério, Saky. Assim não dá pra te defender. — me sentei na cama novamente. — O que você tá achando disso agora?

— Em partes eu concordo com ele, mas eu queria conversar de vez, sabe? Falar logo tudo, expor o que aconteceu comigo, a Sakura de nove anos distante.

— Fala pra ele, Sakura.

— Eu tento, mas ele desvia. Você sabe tão bem quanto eu que Sasuke não funciona sob pressão. Acho que o ideal seria eu me afastar um pouco pra ele pensar melhor, sei lá.

— Você tem certeza?

— Tenho, Ino. Marcar em cima agora não dá.

— Você sabe que ele também vai pra Suna, não sabe? — ela arregalou os olhos, claro sinal de que não sabia.

— Mentira!!

— Verdade verdadeira. Hinata me falou ontem, Naruto está animadíssimo.

— Inferno... nem o destino colabora comigo.

— Por que será?

— Porque ele é mais teimoso que Sasuke e eu.

— Nisso a gente concorda.E então, o que você vai fazer?

— Não vou deixar de viajar por causa de Sasuke. Gaara é meu amigo também e pelo que Temari nos contou ele não tá bem, a prioridade no caso é o Gaara.

— Assim que se fala testudinha, antes que eu me esqueça Hina deu a ideia de irmos em um carro e os meninos em outro.

— Acho ótimo, mas eu dirijo.

— A gente já te escolheu como motorista linda. Não precisa nem brigar por isso.

— Vou pedir o carro do papai emprestado.

— Vou adorar, eu amo aquele 4x4 preto do seu pai. Chegaremos em Suna com estilo mon amour.

— Porque merecemos. — ela deu uma gargalhada alta.

— Eu gosto de te ver assim, testa. Rindo, feliz, comendo, sem olheiras.

— Eu tô bem, porca. Isso vai passar, você vai ver.

— Ou Sasuke fica sem bolas e seu pau.

— Poxa... lá é um playground tão legal de brincar.

— Você não presta nem um pouco, testa. Mas é assim que eu gosto.

No resto da noite não falamos mais de Sasuke, achei melhor não tocar mais no assunto e nem ela. Tomamos todo o pote de sorvete com oreo, fiz xixi umas 10 vezes grávidas sofrem com a bexiga e os dangos que sobraram deixei pra ela.

Quando saí da casa dela tio Kizashi ainda não tinha chegado. Quando cheguei em casa Sai estava dormindo no sofá pra que ele não ficasse com dores até o dia seguinte resolvi acordá-lo.

— Amor... — chamei e ele logo despertou. — Cheguei, vamos pro nosso quarto.

— Não consegui ficar acordado. — bocejou. — Como foi com Sakura?

— Como eu imaginei, o problema é o Sasuke mesmo. — disse seguindo de mãos dadas com Sai até nosso quarto.

— Tá tão ruim assim?

— Poderia está melhor se ele facilitasse e ela também.

— Eles sempre foram assim, Ino.

— Amor, isso era na adolescência. Hoje os dois são adultos não dá pra ficar desse jeito.

— Ino, eu conheço bem essa sua cara.

— Que cara? — Sai me conhecia bem demais.

— Essa aí que você tá fazendo, cara de quem está maquinando algum plano. Promete que não vai se meter nisso.

— Querido, não me peça pra prometer algo que você sabe que não vou cumprir.

— Eu tentei. — levantou as mãos em sinal de rendição. — Mas acho que podemos pular pra parte em que você vai usar e abusar do meu corpo.

— Eu também acho, amor. — falei marota.

(...)

Eu tentava arquitetar um plano, mas nada funcionava. Não tinha jeito eu teria que pedir ajuda aos universitários, no caso a Temari e Hinata. Mandei uma mensagem pras duas e pedi que elas viessem almoçar comigo aqui na floricultura. Comentei por alto mais ou menos o assunto e elas se prontificaram a vir. Hinata ainda prometeu trazer almoço do Byakugan. Não é mesmo muito amor?

Hinata foi a primeira a chegar e me ajudou a arrumar a mesa da minha sala para que pudéssemos almoçar. Temari chegou assim que acabamos de arrumar a mesa. Já devidamente sentadas colocamos o papo em dia.

— Qual o motivo exato na reunião extraordinária, Ino? — Temari sempre direta.

— Sasuke e Sakura, o casal mais complicado da face da terra. — falei como se fosse óbvio.

— O que aconteceu? — Hinatinha sempre preocupada.

— Sasuke deu um banho de água fria em Sakura. — falei. — Isso não pode sair daqui ou Sakura me mata.

— Eu pensei que eles estavam tão bem. Sasuke foi lá no hospital essa semana duas vezes. — disse Temari que é assistente social no Haruno Mebuki. — Eu não cheguei a falar com ele, mas a fofoca rola solta por lá.

— Sakura não comentou nada comigo, mas Sasuke andou conversado com Naruto e ele me contou. Naruto e eu ficamos preocupados com Saky, mas como ela estava na casa do pai preferimos não incomodar. — Às vezes eu tenho vontade de colocar Hinata num pontinho. Meu Deus como é fofa.

— Por isso que a operação cupido: SasuSaku, precisa entrar em ação. — falei confiante. — Mas eu não tenho noção do que fazer, por isso eu chamei vocês.

— Tenten que é boa nessas coisas. — falou Hinata e logo depois tapou a boca.

— Desembucha Hinata. — falou Temari. — Alguma coisa tem ai pra Tenten ser boa nisso.

— Concordo com Tema, abre o jogo Hinata.

A Uzumaki corou até os ossos.

— Tudo bem. — sussurrou Hina. — Lembra que no meu casamento Jiraya e Tsunade desapareceram e Sasuke e Sakura tiveram que entrar juntos? — Temari e eu assentimos em resposta. — Pois então, eles não sumiram à toa. Tenten que deu a chave pra eles, ou melhor pediu pra uma pessoa do buffet que fizesse isso.

— O QUE? — perguntamos Temari e eu ao mesmo tempo.

— Isso que vocês ouviram. Eu acabei contando que Sasuke e Sakura iriam se bater no casamento e eu não queria que o clima ficasse estranho nem nada do tipo. Tenten teve a brilhante ideia de sumir com Jiraya e Tsunade pra que Sasuke e Sakura entrassem juntos.

— E aquele escândalo que ela fez? — indaguei. — Pensei que ela iria arrancar os cabelos.

— Tenten fez uma matéria de teatro na faculdade. — disse Hina dando de ombros. — Ninguém suspeita e tudo ocorreu como previsto.

— Hollywood está perdendo Tenten. — falou Temari e caímos na gargalhada. — Mas agora eu não sei o que a gente pode fazer.

— Pior que não dá nem pra gente chamar Tenten porque ela está organizando um casamento importantíssimo hoje. — falei não querendo admitir a derrota.

— Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé. Vamos até Tenten. — falou Temari como se fosse óbvio. — Eu não preciso voltar pro Hospital.

— Eu posso deixar tudo com Naomi aqui na floricultura e você Hina?

— Eu que não vou ficar de fora. — ela respondeu e caímos na gargalhada.

Terminamos de almoçar e fomos em direção ao cerimonial. Durante o percurso comentei com as meninas que Sakura adorou a ideia de irmos só as meninas no carro e que ela iria dirigindo. Temarei acabou comentando que Karin não ia mais a Suna porque ela tinha esquecido que nesse mesmo sábado era aniversário do pai dela. Karin como sempre avoada.

Chegamos ao cerimonial e vimos uma Tenten um tanto estressado. Ainda bem que Neji é um cara tranquilo pra equilibrar a relação. Ajudamos ela na arrumação do local, mas Hina enjoou com o cheiro das flores. Fomos até a cozinha e arrastamos Tenten com a gente.

Contamos tudo a ela, parecíamos três desesperadas e no final de toda a história ela riu. Nos encaramos e esperamos ela parar de rir da nossa cara pra começar a colaborar.

— Vocês são muito juvenis. — desdenhou Tenten e eu fiquei com pena de Neji de novo. — Eu tenho um plano perfeito pra esses dois.

Notas finais
Sou má, né? Desculpa, mas eu não resisti. E aí, o que vocês acharam? Me contem tudo. Agora é sério... eu vou mesmo demorar um poquinho pra voltar, mas prometo um capítulo cheio de coisas pra vocês ♥ Obrigada pelo carinho de sempre. O link das músicas citadas no capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=TBIEL9KtAGw https://www.youtube.com/watch?v=k4V3Mo61fJM Comente que a Jess-chan ama *-* Beijocas de algodão doce ♥