Notas iniciais
Olá amorecos ♥ Eu disse a vocês que o próximo cap seria o especial ItaIzu, mas aconteceu uma pequena mudança e esse especial será o próximo cap, mas por que essa mudança Jessi? — Simples, nesse especial teria uma parte narrada por Sasuke e ela acabou ficando um pouquinho grande e eu não achei legal pra colocar no especial. Não que o Sasukito não mereça, mas eu quero o foco todo no casal ItaIzu. Por isso decidi postar esse cap separado e ele influenciará no especial... Vocês entenderão o porquê. o Cap tá curtinho, mas tá puro amor ♥ Boa leitura, amores ♥ ***LEIAM AS NOTAS FINAIS***

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo
Quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo

(Oração ao tempo — Caetano Veloso)

Por Sasuke

Minha cabeça está uma pilha de nervos pelos acontecimentos da noite passada, quase não preguei o olho e Sakura não sai dos meus pensamentos. A pouca certeza que eu tinha de alguma coisa se desmoronou por completo e eu me sentia completamente cego.

— Foco Sasuke, foco! — repetia pra mim numa inútil ideia de despertar a mim mesmo.

Olhei no celular e notei que são apenas 06:03h da manhã e meu vôo é apenas as 09:00h, só teria que chegar no aeroporto às 08:00h. Mas como eu não estava mais afim de enrolar decidir me levantar e tomar um banho obviamente gelado.

Já estava pronto, com mala e mochila na mão fui até a cozinha tomar café da manhã com minha família, teria que explicar meu mau humor de ontem a noite, mas eu daria um jeito de me safar dessa.

Cheguei na cozinha e aquela mesma cena rotineira se repetiu, meu pai estava com seu tablet em mãos lendo o jornal de Konoha e sua costumei xícara contendo café preto. Coloquei a melhor cara possível e me anunciei.

— Bom dia, pai – saiu mais seco do que eu pretendia;

— Bom dia filho – me respondeu sorrindo, ainda estava me acostumando com meu pai tão sorridente assim – que cara de cachorro morto é essa, Sasuke? — ah claro, ainda tinha as piadinhas dele;

— Insônia – dei de ombros;

— Isso tá parecendo outra coisa – bufou;

— Cadê o restante dos moradores dessa casa? — indaguei tentando desviar do assunto;

— Itachi foi levar sua mãe ao hospital pra fazer os exames que Sakura pediu – senti meu coração acelerar quando ouvi o nome dela – vai me contar ou não o por que dessa cara que você tá? — Saco!!

Não respondi e ponderei com relação a isso, eu não queria expor meus sentimentos, mas eu sentia que a qualquer momento eu explodiria. Peguei uma xícara no armário e me sentei ao lado do meu pai, coloquei o café e sentia que ele me observava. Meu pai sabia do meu conflito interno e por isso não me forçaria a nada, ele esperaria pacientemente.

— Ontem eu vi algo, que não me agradou – disse por fim;

— Filho, se você fosse mais específico ajudaria, mas pela sua cara e esse mau humor matinal pior que o de costume... isso tem algo a ver com Sakura?

— Tem – sussurrei, mas ele me ouviu;

— Quer conversar sobre isso? — perguntou preocupado;

— A vi abraçada e sorridente com um cara – desabafei – eles pareciam bem íntimos;

— É por isso que está assim? — ele perguntou e apenas assenti – Sasuke, quantos anos você tem?

— Pai!! — ralhei

— Filho, pelo amor de Deus...

— Pai, você queria que eu me sentisse como?

— Você falou com ela? — ele perguntou e eu neguei com a cabeça – e tirou conclusões precipitadas?

— Conclusões precipitadas? Qual é pai?! — ironizei – uma imagem vale por mil palavras e fora que o cara que estava com ela não é ninguém daqui de Konoha. Os nossos amigos daqui são os mesmos;

— Você ficou quase dois anos fora não se esqueça disso – fique sem reação e meu pai sorriu como se comemorasse.

Caralho, isso é realmente verdade, mas ainda assim eu vi eles dois aos beijos, não tão claramente, mas vi.

— É... o senhor pode ter razão – disse a contra gosta;

— Isso se chama experiência de vida, filho – ele sorriu, mas depois suspirou triste – queria que Itachi também conversasse comigo. Ele anda tão estranho ultimamente... queria saber o que está acontecendo com ele – ótimo ele abordou um assunto que eu queria;

— Itachi deve ter os motivos dele, não é mesmo pai? — indaguei um tanto sugestivo;

— É – responder desanimado – se eu pudesse voltar no tempo...

— Como assim voltar no tempo? — fingi curiosidade, eu sabia do que ele falava;

— Há alguns anos – hesitou como se buscasse coragem – eu acabei magoando seu irmão, interferi de forma errada em um relacionamento dele. O proibi de namorar uma pessoa;

— Você fala do relacionamento dele com Izumi? O senhor proibiu que ele namorasse com ela por ser nossa prima? — meu pai estava mais branco que papel diante das minhas indagações, mas agora que eu comecei iria até o fim;

— C-como você sabe Sasuke? — MEU PAI GAGUEJOU, isso é realmente inédito;

— Pai, Itachi e eu nunca escondemos nada um do outro. Ele me contou e eu sempre o apoiei – os olhos de meu pai se arregalaram – Nunca entendi o motivo dessa proibição sua e do Tio Madara.

Meu pai ainda não falava nada, apenas me olhava incrédulo... eu queria de alguma forma ajudar Itachi e pelo pouco que meu pai me disse ele se sentia arrependido por ter agido daquele jeito, mas eu precisava saber até que ponto pra vê se eu dizia ou não que eles estavam juntos e que só não tinham exposto a relação por conta dele e do tio Madara.

Da mesma forma que ele, eu esperei pacientemente que me falasse algo. A situação do meu irmão era mais importante nesse momento e eu sei o quanto ele está apreensivo, ainda mais agora que Izumi virá a cidade nesta semana.

— Na época a gente achou que foi o melhor a se fazer – ele confessou cabisbaixo – Eu e Madara achamos que era só fogo de palha de adolescente e não queríamos nenhum mal-estar familiar quando o relacionamento chegasse ao fim;

— E hoje, o que o senhor acha disso tudo? — sondei o terreno;

— Por que você quer saber? — meu pai me respondeu com outra pergunta, agora a porra vai ficar séria;

— Porque eu lembro como meu irmão ficou na época, pai. Itachi sofreu muito... Vocês poderiam ter pensando neles dois primeiro e depois na família;

— Eu sei filho, não precisa me lembrar... fomos muito egoístas. Mal eles tinham começado e a gente já pensava no fim – suspirou – Vê-lo daquele jeito me fez sofrer, mas eu não queria admitir e nem queria pensar o quanto meu filho era fraco e muito menos eu, só que além de meu filho ficar triste eu perdi sua amizade. Itachi não conversa mais nada comigo e eu sinto que tem algo o aflingindo, da última vez que eu o vi assim foi quando descobriu que Izumi casaria;

— E se isso acontecesse hoje... Se Itachi se envolvesse com Izumi, o senhor iria proibir? — indaguei de forma tranquila pra que não levantasse suspeita caso a sua resposta fosse contrária às minhas expectativas;

— Pra não ver meu filho daquele jeito... eu faria tudo diferente Sasuke – caralho, não tô acreditando – no dia que você for pai e ver seu filho triste por algo que você fez aquilo vai te partir por dentro e vai doer mais em você do que em seu filho;

— O senhor e essa história de netos – bufei – mas voltando a Itachi... tudo pode mudar a depender da opinião do senhor

— Do que você está falando, Sasuke? — a hora é agora;

— Itachi, pode me matar por isso – suspirei – Meu irmão e Izumi estão juntos mais uma vez – parei pra observar a reação do meu pai, ele estava um pouco surpreso – era ele quem deveria te contar, mas depois dos acontecimentos passados os dois ficaram com receio e estão buscando uma forma de convencer o senhor e o tio Madara – falei tudo de uma vez, senão eu perderia a coragem;

— Desde quando eles estão juntos?- ele perguntou de forma tranquila;

— Pouco tempo depois da Izumi se divorciar – confessei, espero que Itachi não me mate;

— Mas isso tem quase um ano – ele sussurrou, mas eu consegui ouvir – como você sabe disso, Sasuke?

— Como eu te disse pai, eu e Itachi não escondemos nada um do outro e por isso eu sei de tudo – dei de ombros;

— Então é por isso que seu irmão está desse jeito? — indagou meu pai um tanto preocupado;

— Exatamente, Itachi está dividido entre a mulher que ele ama e o conflito familiar. Nem ele, nem Izumi querem causar nenhum tipo de discórdia, mas também não querem abrir mão de serem felizes juntos – suspirei – e o senhor sabe que eles dois tem todo o direito a isso.

Meu pai se calou mais uma vez, eu sei que ele estava refletindo sobre tudo que eu tinha dito a ele. Em nenhum momento ele esbanjou sinal de raiva ou qualquer coisa negativa do tipo, na verdade ele tinha um semblante de preocupação

— Você tem razão, Sasuke – meu pai interrompeu o silêncio barulhento que se encontrava naquela cozinha e me deu razão. Parece que hoje chove kunai por Konoha – vou conversar com Itachi sobre isso;

— Pai, o senhor não sabe o quanto me deixa feliz ouvindo isso – não pude deixar de sorrir, finalmente meu irmão teria apoio do nosso pai – Itachi tá precisando tanto disso, ainda mais agora que Izumi está vindo a Konoha essa semana – merda.... acabei falando demais;

— Izumi... em Konoha? — ele indagou surpreso;

— Ela vem dar uma palestra na Universidade na sexta pela manhã – já tinha falado que ela vinha mesmo, uma informação a mais outra a menos não faria muita diferença;

— Então eu preciso logo conversar com Itachi – ele disse e tomou um gole do café que a essa hora já deveria estar frio;

— Conversa e apoio, pai. Itachi precisa dos dois – lancei uma piscadela pra meu pai;

— Tá certo, filho – ele sorriu – obrigado por confiar no seu velho e ter me contado pelo que seu irmão passava... dessa vez será tudo diferente — fiquei realmente feliz em ouvir aquilo do meu pai;

— Ainda bem – disse e voltamos ao nosso café da manhã.

Papai e eu não conversamos mais nada durante o café da manhã, eu sabia que ele estava refletindo sobre a nossa conversa com relação a Itachi e Izumi. Lógico que eu preferia que meu irmão contasse isso ao meu pai, mas devido as circunstâncias passadas foi o certo a se fazer. Agora é só esperar.

Depois do café da manhã avisei a meu pai que pediria um táxi pra me levar ao aeroporto, mas meu pai insistiu dizendo que me levava. Preferi não contrariar, esse jeito afetuoso de Uchiha Fugaku é muito melhor.

— Você volta quando filho? — perguntou meu pai enquanto estávamos na fila do check-in;

— Na sexta-feira, no fim da tarde – informei a meu pai;

— Quer que eu venha te buscar ou seu irmão? — realmente meu pai estava diferente. Jamais pediria que Itachi me buscasse com Izumi em Konoha e também não daria esse trabalho desnecessário ao meu pai;

— Não precisa pai – falei enquanto fazia meu check-in e despachava a mala – eu pego um táxi e vou pra casa;

— Você quem sabe, caso mude de ideia me avise, ok?

— Pode deixar, Fugaku – sama — brinquei com meu pai – agora eu preciso ir;

— Tá certo – falou tocando em meu ombro e quando eu já estava indo em direção a sala de embarque ele me chamou – filho?

— Sim, pai;

— Aproveita essa viagem e repensa sobre o que você viu... não tire conclusões precipitadas do que você não tem certeza – me avisou;

— Vou tentar – disse um tanto desconcertado;

— Uchihas não tentam, Uchihas conseguem – disse sério e depois riu;

— Pode deixar, Uchiha “Cupido” Fugaku – ele riu de novo – o senhor também pensa direitinho em tudo que eu disse;

— Ok, Uchiha “Cupido”Sasuke – me devolveu na mesma moeda e eu ri – Até logo, filho;

— Até, pai – acenei e fui em direção a sala de embarque.

De cabeça fria ponderei tudo que meu pai me disse, mas era inevitável pensar que Sakura poderia está com outra pessoa. O jeito que ela estava abraçada com aquele ruivo não era coisa de amigo, mas eu preferia lhe dar o benefício da dúvida.

Notas finais
E aí, o que vocês acharam desse diálogo pai e filho? Fofo o Sasuke, né? Amorecos, me respondam uma coisa... Vocês tem problemas com capítulos muito grande? O último ficou grandão e eu fiquei com essa dúvida... A opinião de vocês valem muito!! Prometo o especial ItaIzu essa semana o/ Comentem que a Jessi-chan ama... Beijocas