Daylight

24 Amor entre Uchihas ♥ – ItaIzu Especial


Notas iniciais
Oi leitores amados ♥... Voltei o Cap tá gigante e puro amor... Olha só, a fic ganhou mais uma linda recomendação. A leitora fofa Júlia Pimentel disse coisas lindíssimas sobre fic e eu estou muito feliz. Obrigada, Júlia. Esse capítulo é dedicado a você em especial. Obrigada pelos comentários do último cap, a opinião de vocês contribuiu muitissimo. Sem mais delongas, boa leitura ***LEIAM AS NOTAS FINAIS***

Olha bem, mulher
Eu vou te ser sincero
Eu tô com uma vontade danada
de te entregar todos beijos que eu não te dei
E eu tô com uma saudade apertada de ir dormir bem cansado
E de acordar do teu lado pra te dizer
Que eu te amo
Que eu te amo demais

(Quando Bate Aquela Saudade — Rubel)

Por Itachi

Acordei e finalmente hoje é quinta-feira... nunca esperei tanto uma quinta-feira como aguardei nessa semana. Desde domingo quando Izumi me ligou e falou que vinha a Konoha que eu tô nessa ansiedade fora do comum.

Não sei explicar muito bem o misto de sentimentos que se instalou em mim... a voz dela estava estranha ao telefone, meio chorosa e aquilo me partiu por dentro. Da última vez que nos vimos acabamos brigando por conta do nosso relacionamento às escondidas.

Eu tô cansado dessa situação e quero expor de uma vez por todas o nosso relacionamento... De tão apaixonado que eu estou eu poderia gritar aos quatro ventos do mundo e acho que não seria o suficiente pra demonstrar o que sinto. Mas Izumi me pedia cautela toda vez, ela dizia que queria evitar aquelas cenas que aconteceram no passado, mas eu sentia que existia algo por trás disso.

Tinha pouco mais de um mês que a gente não se via e por conta da briga ambos evitamos de nos ver. Confesso que eu comecei com isso, precisava de um tempo pra parar pensar até que ponto eu conseguiria levar uma vida assim. Claro que depois eu descobri que era um idiota em fazer isso... ela é a mulher que eu amo e isso basta. Mas quando eu insisti em vê-la foi a vez dela de ter um tempo pra pensar sobre tudo. Ela me dava razão, mas dizia que também tinha suas razões.

Nos falávamos por mensagem e não tocávamos no assunto que era tabu pra nós dois, mas eu sentia que não era a mesma coisa. Eu sentia ela distante e um tanto receosa, estava com medo que nosso romance terminasse outra vez... Não sabia como iria suportar outro término.

Um dia antes do casamento de Naruto e Hinata ela me mandou uma mensagem dizendo que tinha passado mal e desmaiado. Fiquei desesperado e disse que ia correndo pra Suna, mas ela disse que não precisava, que estava tudo bem e foi apenas uma queda de pressão. Ao mesmo tempo que me senti aliviado, me senti um inútil... queria poder abraçá-la, beijá-la e tocá-la, mas ela me afastou mais uma vez.

Depois daquilo aconteceram tantas coisas que eu só me toquei que a gente não se falava mais quando ela me ligou no domingo e disse:

— Itachi, precisamos conversar – ao ouvir aquela frase paralisei. Quando você ouve isso de um parceiro ou parceira sabe que vai dar merda ou você fez uma merda muito grande e esse alguém vai esfregar isso na sua cara. Claro que isso não é sempre, mas 90% das vezes... Exagerado? Eu sei – Estarei em Konoha na quinta-feira à noite – não falei nada, ainda estava temeroso – darei uma palestra na Universidade de Konoha sobre Arquitetura sustentável. Te informo onde ficarei hospedada para nos encontrarmos.

Conversamos sobre outras trivialidades de forma rápida e depois encerramos a ligação, desde domingo aquele “Itachi, precisamos conversar” ficou ecoando na minha mente e eu só pensava no quanto fodido eu estava.

Levantei pra poder tomar um banho e ir trabalhar, mas antes disso o que uma pessoa que tá na merda faz? Ela coloca uma música deprê pra ficar mais na merda ainda, esse sou eu com trinta anos achando que tem quinze... Me julguem... não ligo.

E assim cryin' do Aerosmith começou a ecoar pelo meu quarto e eu comecei a cantar junto com o Steve Tyler, um dos meu cantores preferidos. Por causa dele eu tenho cabelo grande, além disso sua filha, Liv Tyler foi um das minhas paixonites na adolescência, lembro que fiquei puto com o Ben Affleck no filme Amargedon, sim eu assisti e chorei. Era pra ele ter morrido e o Bruce ter ficado vivo, assim aquela deusa poderia me conhecer. Sonhos adolescentes, que fase.

Lembrei quando Izumi fez o cosplay de Arwen, a elfa que a Liv interpretou na trilogia de O Senhor dos Anéis, na nossa festa de formatura do ensino médio, foi à fantasia porque queríamos fazer algo diferente das outras turmas. Ela estava mais linda do que já era e eu prometi que seria o Aragorn da sua vida, eu estava mesmo fazendo cosplay dele porque eu tinha descoberto como ela iria fantasiada e resolvi fazer uma surpresa... Nem preciso dizer como terminou a noite.

E chegou a minha parte preferida da música que faria todo o sentindo de como minha vida está agora e eu cantei o mais alto que consegui.

It's down on me Está em mim
Yeah, I got to tell you one thing Yeah, tenho que te contar uma coisa
It's been on my mind Isso esteve na minha mente
Girl I gotta say Menina, eu preciso dizer
We're partners in crime Nós somos cúmplices em um crime
You got that certain something Você tem aquela certa coisa
What you give to me O que você me dá
Takes my breath away Tira o meu fôlego
Now the word out on the street Agora o que dizem nas ruas
Is the devil's in your kiss É que é o demônio está no seu beijo
If our love goes up in flames Se nosso amor pegar fogo
It's a fire I can't resist É um fogo ao qual eu não posso resistir

Cantando, fui em direção ao banheiro tomar banho... tentei relaxar sob as gotas de água quente, mas nada acalmava meu nervosismo. Se meu irmão estivesse na cidade a gente tinha tomado um porre antes desse encontro pra afogarmos as mágoas juntos.

Uchihas, ô raça abençoada pra gostar de mulher complicada... detalhe que a minha é uma Uchiha... isso quer dizer que tô fodido ao quadrado?! Menos Itachi, bem menos

Saí do banho, peguei meu celular e notei que estava mega atrasado, ou seja, meu pai vai ficar uma fera. Se bem que essa semana ele tá meio estranho, todo dia perguntando como eu estou, se tá tudo bem com minha vida, se eu estava com uma namorada, o porque que eu estava aéreo essa semana e impaciente. Desviei dele da melhor forma possível, eu ainda não posso contar que eu e Izumi estamos juntos de novo.

Fugi de meu pai tomando o lugar dele visitando as obras da construtora, quando eu me afundava em trabalho conseguia esquecer um pouco Izumi. Eu amo o que faço e quando eu estou ali esqueço o resto do mundo.

Antes de começar a me arrumar meu celular apitou e quando vi o que era senti um mini-infarto no joelho. Izumi me mandou uma mensagem... fiquei encarando meu celular por tanto tempo sem saber o que fazer.

— Você é homem ou um saco de batatas, Itachi? — me perguntei me repreendendo – Acho que ser um saco de batata na atual situação tá sendo mais vantagem – respondi pra mim mesmo em tom de deboche. Sou muito bipolar eu sei, não é à toa que sou de gêmeos!

Deixando minha bipolaridade de lado resolvi abrir a bendita da mensagem, meu coração simplesmente parou.

A mulher que roubou meu coração diz:

Querido, chego em Konoha por volta das 18 hrs!
Não precisa me buscar no aeroporto, a Universidade me cedeu um carro
Ficarei no Konoha's Flat, quarto 1204...
Estou com saudades
Te amo

Reli as mensagens umas mil vezes pra ter certeza de que aquilo que estava escrito era real. Se Izumi não for a mulher da minha vida outra jamais será! Eu parecia um idiota relendo aquilo, mas é que eu tô mais feliz que criança que rouba dangos em festa infantil.

Eu:

Também estou com saudades morena...
Chegarei lá o mais rápido possível
Te amo solução de todas as minhas equações ♥

A mulher que roubou meu coração diz:

Bobo... até daqui a pouco!

Eu:

Apenas seu bobo apaixonado!

Nem preciso dizer que depois desse pequeno diálogo fiquei mais aliviado. Ela me chamou de Querido, disse que estava com saudade e que me ama. TÔ NO CÉU... Se essa mulher não me matar eu não morro mais por nada na vida.

De repente o dia ficou mais bonito, eu tava mais disposto e sorrindo à toa. Me arrumei de forma tranquila, coloquei uma blusa branca de botão, uma calça escura jeans, tênis, passei perfume e arrumei o cabelo... Eu nunca desci arrumado pra tomar café, sempre estava com sono, mas hoje um passarinho verde pousou na minha janela ou melhor uma morena linda disse que me ama.

Peguei minha mochila, saí do quarto e fui em direção a cozinha tomar café com meus pais. Antes disso larguei a mochila no sofá e retomei o caminho da cozinha. O clima aqui em casa estava meio estranho, meu pai e minha mãe pareciam ter invertidos os papeis. Ele estava falante e perguntador, já minha mãe apenas falava o básico e só perguntava o estritamente necessário... Culpa do furacão Sakura. Eu acho isso de dona Mikoto uma bobagem, eu sei que ela tem medo que Sasuke se magoe, mas ele já é bem grandinho, né?

Resolvi afastar essa troca de personalidades de meus pais da minha cabeça, senão eu ia ficar mais doido do que já sou... hoje eu só quero saber da minha morena. Quando eu estavas prestes a entrar na cozinha vi uma cena inusitada: Minha mãe estava sentada no colo do meu pai e eles estavam se beijando. Credo, que nojo... eu sei que o amor é lindo, mas vamos com calma.

— Caham... Caham – pigarreei chamando a atenção de meus pais. Minha mãe levantou num pulo pelo susto e meu pai ficou vermelho que nem tomate. — Bom dia.... Parece que a noite foi boa – brinquei com eles, lógico que não perderia a oportunidade de fazer isso;

— I-itachi – gaguejou minha mãe, tadinha – B-bom dia;

— Bom dia, filho – meu pai não estava mais tão corado, mas é notável o seu constrangimento – Que cara de animado é essa? — sério que meu pai ia continuar me sondando?! Nem atrapalhar esse momento constrangedor cortou a onda dele;

— Nada demais – menti – hoje é quinta, amanhã é sexta e depois descanso no sábado e domingo. Essa semana foi realmente estressante visitando as obras. Estou um pouco cansado – desconversei e ele fez uma cara estranha. Parecia decepção, será que ele percebeu que eu mentia? Melhor deixar pra lá – Mãe, tô morrendo de fome tem o que pra comer?

— Panquecas, ovos mexidos, torrada... — ela disse sorrindo. Alguém tinha gozado na noite passada... Cruzes Itachi – Vai querer o que?

— Um pouco de cada coisa – estava com fome, oras! Com uma mensagem inspiradora como aquela, quem não ficaria – tô com muita fome, mãe;

— Você tá tão magrinho, filho – reclamou minha mãe e meu pai bufou – precisa se alimentar melhor. Seu pai deve arrancar seu couro naquela construtora – meu pai bufou mais uma vez e eu ri;

— Não é meu couro que ele arranca – falei baixinho, mas ele ouviram porque minha mãe me bateu com uma colher de pau – Ai mãe – perco o amigo, ganho porrada, mas não perco a piada;

— Você pode respeitar seus pais por favor? — ela bradou;

— Mas eu respeito oras... eu nem falei de quem era o couro que ele arrancava;

— Uchiha Itachi!! – ralhou meu pai, agora deu merda. Engoli em seco e do nada meu pai começou a rir. — Sua cara foi impagável, filho.

Eles devem ter transado loucamente porque nunca vi meu pai com tanto bom humor na vida e olhe que tá bem diferente de uns tempos pra cá. Minha mãe coitada tava quase roxa já... melhor parar com as brincadeiras. Preciso estar vivo pra mais tarde.

Continuamos a refeição em silêncio, mas eu sentia meu pai um tanto inquieto... resolvi deixar pra lá. Eu não conseguia pensar em outra coisa que não fosse na saudade que eu tava de Izumi e foi ai que eu tive uma brilhante ideia. Iria encomendar dangos e flores pra levar a minha amada, portanto passaria no centro na hora do almoço pra fazer isso... eu poderia fazer por telefone, mas a hora do almoço era o horário que meu pai me enchia ainda mais de perguntas.

Meu pai como sempre foi na frente e eu fiquei conversando um pouco mais com minha mãe. Ela não tocou nome de Sasuke ou Sakura, ainda bem não estava afim de discutir com ela mais uma vez sobre isso. Ela tocou no mesmo assunto que papai tocou comigo ao decorrer da semana, como eu estava ou porque eu estava daquele jeito. Tive que desviar dela também, já que ela nunca soube de nada o que aconteceu.

Me despedi da minha mãe e tomei meu rumo em direção a construtora, dirigi devagar e agora ao som de músicas alegres. Mesmo dirigindo de forma tranquila cheguei no trabalho em mais ou menos vinte minutos. Cumprimentei todos que vi pelo caminho e fui direto pra minha sala.

Analisei alguns projetos e fui estudando a melhor forma de executá-los. Geralmente arquiteto e engenheiro civil tretam, mas como minha mãe faz a maioria dos projetos arquitetônicos daqui eu prefiro não criar caso e com isso eu aprendi a não brigar com os outros profissionais. Minha mãe não sabe que eu sei, que os projetos são feitos por ela e ate hoje não entendi porque ela esconde isso e prefere passar por mãe dona de casa.

Pode parecer meio bobo, mas eu e Izumi somos como minha mãe e meu pai. Ela arquiteta e eu engenheiro civil. Ela planeja e eu executo... Tô romântico que só hoje, alguém me segure por favor!

Deixei um pouco Izumi de lado e fui me concentrar no trabalho novamente até que meu celular apitou mais uma vez e eu senti meu peito pular de felicidade. Será que era mensagem dela? Não, não era. É mensagem do pirralho do Sasuke, brincadeira ele é meu irmãozinho que eu amo.

Irmãozinho tolo diz:

Tá melhor hoje, porre?
Minha priminha cunhadinha deu notícias?

Carinhoso ele, né? Sasuke quando quer sabe ser muito afetuoso, só que não!

Eu:

Tô bem melhor, irmãozinho tolo
Izumi me mandou mensagem e disse que ama :D

Irmãozinho tolo diz:

Eiiiita... hoje tem ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Fico feliz que vocês estejam bem de novo

Eu:

Obrigada, irmão... por falar em hoje tem
Vi uma cena bizarra hoje pela manhã
Papai e mamãe no maior amasso na cozinha

Irmãozinho tolo diz:

PQP
Ainda bem que foi você
Deus poupou meus olhos

Eu:

Todo fresco você, nem parece que transa
Nós fomos feito disso, Sasuke
Viemos do mesmo lugar e somos espermatozoides vencedores
Ganhamos uma corrida na vida

Irmãozinho tolo diz:

Itachi, você tem quantos anos?!
Ás vezes parece que eu sou mais velho que você
E sim, eu transo

Eu:

E eu tenho 30... Obrigada, de nada
Ah é verdade, você transa... a rosinha que o diga =X
Tá precisando repetir a dose, ficar no 5x1 presta não
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Irmãozinho tolo diz:

Não dá pra conversar com você, melhor trabalhar

Eu:

Também te amo irmãozinho tolo ♥

Irmãozinho tolo diz:

Vá a merda Itachi!

Sacanear Sasuke é uma das melhores coisas do mundo, eu tava gargalhando que nem criança pequena e nem percebi que tinha alguém me observando até que essa pessoa chamou a minha atenção.

— Se você continuar rindo desse jeito vai acabar morrendo por falta de ar — disse Deidara exagerado como sempre;

— Se você soubesse porque eu tô rindo você estaria rindo junto comigo — falei, mas ele nem se abalou — tava sacaneando meu irmão;

— Interessante — falou com desdém, tem alguma coisa errada com esse menino — Só vim aqui pra te dar um recado;

— Que cara é essa Deidara? Você nunca está de mau humor, tá acontecendo alguma coisa? — indaguei preocupado, ele é sempre tão alegre e explosivo.

Deidara é um dos caras que trabalham na construtora que eu mais gosto e tenho amizade. Ele sofreu muita retaliação quando chegou em Konoha e até aqui no seu local de trabalho, por ser gay. Eu acho um absurdo que em pleno século XXI as pessoas sofram preconceitos por conta da sua orientação sexual. Somos livres pra amar quem quisermos e ninguém tem nada a ver com isso.

Meu amigo disse que com o tempo passou a burlar isso e tacou o foda-se quando sua família disse que não o aceitava por ele ser gay... incoerente eu sei. Ele nasceu em Iwa, uma cidade perto de Tóquio e está em Konoha a mais de um ano e meio.

— Meu boy tá longe, tô arrasado... morrendo de saudade dele — falou meu amigo. Sabia que tinha algo errado, dor de amor é uma parada universal;

— O que foi que aconteceu? — indaguei preocupado;

— O orientador dele chamou ele com urgência, parece que teve algum problema com a tese dele. Não sei muito bem como explicar e ele teve que ir pra Suna — falou Deidara com o semblante triste.

Ele namora um médico muito gente boa, o nome dele é Sasori, eles tem um tempinho juntos já e se Deidara já era feliz, com Sasori ele ficou ainda mais, apesar de serem completamente diferentes.

— Calma criatura, Suna é aqui do lado — sorri pra ele — por que não vai visitá-lo no fim de semana?

— Eu vou, mas a sexta parece que nunca chega — bufou — tô com saudade do meu ruivinho;

— Mas hoje já é quinta, o dia mais lindo da semana e amanhã já é sexta — disse sorridente, hoje eu estava pra lá de sorrisos;

— O que tem hoje pra ser o dia mais lindo da semana? — Deidara indagou curioso e esboçou um sorriso presunçoso;

— Digamos que mulher mais linda estará hoje à noite na cidade, aí eu tô assim;

— IZUMI VIRÁ PRA KONOHA? — puta merda, Deidara deu um berro que a construtora inteira deve ter ouvido;

— Para de gritar idiota... quer que meu pai escute? — indaguei entredentes — Não fode;

— Desculpa, Itachi... me empolguei — além de me pedir desculpas ele me olhava com olhos arrependidos — Da última vez que vocês se viram você ficou triste porque tinham brigado. Lembro que nossa conta no Mukoton deu uma bela fortuna de tanto sakê artesanal que a gente bebeu;

— Isso são águas passadas, Deidei — brinquei com ele — hoje ela vem a cidade e já me mandou mensagem dizendo que me ama;

— Hoje teeeem — me lançou um sorriso malicioso;

— Você é a segunda pessoa que me diz isso, se não rolar vai ser culpa sua e de meu irmão zicando a transa alheia — olhei indignado pra ele;

— Longe de mim zicar transa alheia. Essa praga pega e eu quero transar muito com meu ruivinho nesse final de semana, mas mudando de pau pra cacete, que eu adoro, aquela escultura de bailarina que você me pediu está pronta. Com Sasori longe desde terça passei o tempo livro finalizando-a;

— Sério? — perguntei e ele assentiu — Parece ate coincidência do destino. Essa escultura é pra Izumi, ela faz aulas de ballet até hoje e faz coleção de pequenas bailarinas;

— Parece que você tá com sorte, Itachi — ele sorriu presunçoso — Se você fosse gay seria uma escândalo no vale dos homossexuais.

Eu ri, Deidara realmente é uma das pessoas mais engraçadas que eu conheço. Eu fico muito feliz que ele não tenha que se esconder comigo e possamos conversar abertamente sobre tudo.

— Eu sou um close certo, não é Deidei? — brinquei com ele;

— Um close super certo — ele disse e nós dois caímos na gargalhada — A escultura está la em casa, na hora do almoço vou até lá e busco pra que você possa entregar a sua amada ainda hoje;

— Você faria isso por mim?

— Claro Uchiha — me lançou uma piscadela — Providenciarei uma embalagem bem bonita a altura de Izumi;

— Isso é um close super certo, Deidei — sorri pra ele — Obrigada, meu amigo;

— Não há de que... Tudo em nome do amor — ele disse e se levantou — agora preciso trabalhar;

— Eu também, até mais tarde Deidei;

— Até, Uchiha.

Voltei novamente as plantas a minha frente e me pus a trabalhar, sabe-se lá quantas horas me aprofundei naquilo. Quando fui me espreguiçar senti meus ossos estalarem por te ficado muito tempo na mesma posição.

Olhei no relógio em minha mesa e vi que faltavam dez minutos pra hora do almoço. Como eu estava fugindo de meu pai resolvi sair logo pra almoçar. Como ainda tinha dangos e flores pra encomendar saí na frente. Me pouparia ter que explicar pro velho o que era aquilo tudo.

Como a construtora ficava próxima ao centro resolvi fazer tudo andando, peguei minha carteira e celular, e saí do meu local de trabalho. Um pensamento surgiu em minha mente... Como seria quando meu pai descobrisse, de novo. Pior que meu pai só o tio Madara, ele poderia ser bem persuasivo quando queria.

Primeira parada: Seika. Um doceria famosa aqui em Konoha, lembro que quando eu era criança meu pai e eu vínhamos a aqui todos os dias comprar dango. Nossa comida e doce favorito... Kamui-san é o dono do estabelecimento e me conhece desde pequeno. Ele ainda fica no estabelecimento, mas quem comanda tudo hoje é seu filho único, Noriko.

— Boa tarde, Kamui-san — disse assim que adentrei no estabelecimento e notei que só um senhorzinho de altura mediana, cabelos grisalhos e olhos castanho estava ali;

— Boa tarde, menino Itachi — sorriu pra mim — a quanto tempo que você não pisa mais aqui, pensei que não gostava mais dos meus dangos;

— Por favor, Kamui-san jamais repita um disparate desses — ralhei de um modo infantil — não sobreviveria muito tempo sem essa maravilha dos deuses;

— Tem mais de uma semana que você não pisa aqui, menino Itachi;

— Essa última semana foi muito corrida Kamui-san... Tive um casamento semana passada pra ir, trabalhei no sábado, no domingo minha mãe teve um pequeno mal estar e durante essa semana eu só fiz pisar em obra. Nunca vi meu sapato tão sujo de barro na vida — brinquei e ele riu — mas agora estou aqui;

— Mikoto-san está melhor? — indagou preocupado, ele adora meus pais e o Sasuke também mesmo ele não gostando de doces. Sempre azedo meu irmãozinho tolo;

— Está sim, foi apena um mal estar;

— Fico feliz que esteja tudo bem — sorri pra ele em resposta — E então, o que vai querer?

— Com toda certeza, dangos! Os dangos mais deliciosos que já comi na vida;

— Quantos dangos, menino Itachi?

— Pra agora um só, mas gostaria de encomendar uma dúzia — ele arregalou os olhos quando eu disse quantos dangos eu queria encomendar;

— Menino Itachi, 12 dangos? Tem certeza ? — apenas assenti — Você pode ter diabetes se ingerir tantos doces assim — eu ri com a preocupação dele;

— Não vou comer sozinho — expliquei — É pra mim e outra pessoa — sorri;

— Hum — ele colocou a mão no queixo me analisando — por causa desse sorriso aposto que a outra pessoa é uma mulher, acertei?

— Acertou sim Kamui-san, uma bela e linda mulher;

— Eu conheço?

— Conhece sim, em breve a trarei aqui outra vez — sorri pra ele mais uma vez;

— Engraçado, podia jurar que você e a menina Izumi namorariam — gelei, como assim ele sabia? — você e ela sempre foram tão grudados, mas depois que ela foi embora pra Suna nunca mais pensei sobre isso — sorri amarelo agora. Será que sempre foi tão evidente assim?

— Nada a ver, Kamui-san — desconversei — Izumi é minha prima;

— E o que é que tem? Primos podem namorar também — quando ele disse isso eu não soube o que responder. Ele preferiu mudar de assunto — você vai querer os 12 dangos pra agora?

— Não Kamui-san, pegarei assim que sair do trabalho, pode ser? — ele apenas assentiu — já deixarei pago também.

Conversamos mais algumas coisas e ele não tocou mais no nome de Izumi,minha cara de nada deve ter contribuído bastante pra isso. Saí de lá e fui em direção a segunda parada do dia: Floricultura Yamanaka.

Chegando la notei que quem estava no balcão de atendimento era Ino. Puta merda, fugi de Kamui-san é moleza, mas desconversar com Ino é quase impossível.

Itachi, você é homem e não um saco de batatas! Me repreendi mentalmente.

Adentrei na floricultura e logo Ino me focou. Abriu um sorriso gigante e caloroso pra mim, eu devolvi o sorriso não tão grande quanto o dela, porque eu tava meio receoso com a situação.

— Uchiha Itachi na minha floricultura? — indagou ela — nem nos meus maiores sonhos adolescentes;

— Não sou tão inalcançável assim, Yamanka — sorri presunçoso, acho que não seria tão difícil sobreviver — Boa tarde, loirinha;

— Boa tarde, Itachi-kun — ela sorriu mais uma vez — a que devo a honra da sua presença?

— Simples, gostaria de encomendar um buquê de flores — dei de ombros;

— Quem é a sor... quer dizer a felizarda? — perguntou mais curiosa que presunçosa;

— Alguém importante — disse por fim;

— Nome?

— Isso ainda é surpresa — disse sorrindo na esperança de que ela deixasse isso pra lá;

— Vou deixar passar dessa vez — fiz uma cara de incrédulo diante de sua afirmativa — uma hora ou outra eu descubro;

— Tudo bem — sorri amarelo;

— Então, o que vai querer? Rosas vermelhas? — ela indagou;

— Não... rosas vermelhas são tão clichê — ela me encarou incrédula;

—Itachi-kun, você é mesmo de verdade? — mas que pergunta besta é essa?

— Claro que sou Ino;

— Não parece, nenhum cara contesta um buquê de rosas vermelhas;

— Por isso que as mulheres só ganham isso — bufei — quero sair do comum, fazer diferente. Quem vai receber esse buquê é especial, uma mulher única e para tanto merece um buquê diferente;

— Itachi-kun, que coisa mais linda — Ino disse com os olhos marejados — Tem certeza que você é mesmo de verdade?

Eu fiquei assutado com aquela reação, o que foi que eu tinha dito pra Ino encher os olhos de lágrimas daquele jeito?! E não parou por aí, a loirinha engatou no choro mesmo... por Deus, só o que me faltava.

— Ino, você tá bem? Aconteceu alguma coisa? — indaguei preocupado e ela negou com a cabeça — então por que você tá chorando?

— A-as... coi-isas... que... v-você d-disse — disse entre soluços e eu estava ficando um tanto impaciente. Ela suspirou e enxugou algumas lágrimas — As coisas que você disse foram tão lindas;

— Se foram tão lindas por que você tá chorando? — indaguei confuso;

— Hormônios — ela apontou pra barriga e eu percebi a pequena saliência — essa gravidez tá me deixando louca;

— Acho que compreendo — disse por fim.

Eu já tinha ouvido falar que durante o período gestacional a mulher fica imersa numa oscilação gigantesca de humor, que loucura isso não deveria ser. Não sei se nós homens aguentaríamos passar por isso. Eu lembro uma vez que minha mãe e Izumi estavam de TPM, Izumi já não morava mais aqui, mas ela passava férias em Konoha na nossa casa. Eu quase morro, se não fosse pelos dangos que levei pra elas no dia.

Esperei Ino se recompor, ela ainda soluçava um pouco, mas as lágrimas foram cessando e eu agradeci por isso está passando. Depois de tudo isso ela esboçou o seu melhor sorriso e voltou a conversar comigo.

— Então, senhor "não quero ser comum" — ela falou divertida — qual flor ou quais flores vai querer no buquê?

— Hum... — pensei por um momento e lembrei de uma viagem que fiz pra Europa. Acabei passando pela Holanda e visitei Keukenhof, um parque de tulipas que fica a poucos quilômetros do centro de Amsterdã. Fiquei encantado com aqueles tapetes de flores coloridas e magistrais, pareciam vitrais de tão lindas e perfeitas — Quero um buquê de tulipas Ino, nas cores vermelha, rosa e amarela — pedi confiante e sorridente com a minha escolha;

— Que lindo, Ita-kun e você é um puta de um sortudo. Estamos na primavera, época em que as tulipas florescem, eles precisam muito do frio para seu bulbo ser cultivado — Ino me explicava como se eu fosse entender algo de flores, mas só dela não chorar me sinto muito melhor — vai querer um buquê com 12, 15 ou 18 flores?

— 18 — eu disse e ela sorriu ;

— Preciso do endereço para a entrega e que você escreva em um dos cartões para acompanhar o buquê;

— Não será preciso o endereço, eu mesmo levarei o buquê a dona e quanto ao cartão — sorri presunçoso — A mensagem sairá da minha própria boca;

— Você é mesmo um cretino sedutor — eu ri do que ela disse — Tem certeza que é mesmo desse planeta?

— Certeza absoluta — sorri em confirmação — passarei aqui no fim da tarde pra buscar o buquê, pode ser?

— Pode sim, sua amada é uma mulher de sorte meu caro;

— Se ela é uma mulher de sorte eu não sei, mas que eu sou o cara mais sortudo e feliz do mundo, com certeza eu sou — tô romântico pacas;

— Seu irmão bem podia ser assim também, né? — indagou Ino. Ela é a melhor amiga de Sakura, por isso está por dentro dos últimos acontecimentos — Facilitaria muito a vida da minha amiga;

— Eu concordo com você, mas eu também entendo o lado de Sasuke. Ele precisa de um tempo, Saky ficou fora por nove anos e tem pouco mais de uma semana que ela está de volta. Vamos dar tempo ao tempo e logo, logo esses dois orgulhos estão trocando juras de amor por aí — lancei uma piscadela pra ela;

— Acho que você tem razão, mas se aquele Uchiha mimado de uma figa fizer minha Testuda chorar mais uma vez eu capo aquilo que ele tem no meio das pernas — ela disse com fúria nos olhos e eu senti um frio percorrer minha espinha — ou não me chamo Yamanaka Ino;

— Credo, Ino. — ralhei — Não pode deixar a rosinha sem o brinquedo preferido dela;

— Deixa aquele Uchiha fazer merda pra vê se não cumpro minha promessa — tá, agora tô com medo dessa loira. Sorri amarelo diante das suas declarações;

— Agora eu preciso ir, loirinha — disse ainda desconcertado — Mais tarde tô de volta, capricha no buquê;

— Pode deixar, Ita-kun — ela sorriu — Até mais.

— Até — disse por fim e passei pela porta de vidro.

Saí da floricultura e fui almoçar, afinal eu não sou de ferro e o meu estômago muito menos. Decidi comer rámen, baixou o espirito de Naruto em mim. Tem um tempinho que não como um rámen também.

Com as mãos no bolso caminhei até o Ichiraku e logo fui atendido por Ayame-chan. Ela foi minha colega na escola durante todo período escolar.

— Boa tarde, Itachi-kun — ela me cumprimentou sorrindo;

— Boa tarde, Ayame-chan — cumprimentei e sorri de volta;

— Há tempos que não te vejo por aqui;

— A vida tá uma correria que só — dei de ombros;

— Imagino — ela sorriu — Vai querer o de sempre?

— Sim, ramén de churrasco — é meu rámen preferido, comida dos céus — e uma dose de sakê;

— Ramén de churrasco e uma dose sakê, anotado. Logo será servido, Itachi-kun;

— Obrigada, Ayame-chan;

— Não por isso — ela disse por fim e se retirou.

O local estava relativamente cheio, pudera era a hora do almoço, mas a comida não demorou a chegar. Comi de forma tranquila e tomei mais duas doses de saquê. Fiquei admirando um pouco o movimento até desse o horário de voltar ao trabalho.

Quando eu estavas prestes a levantar senti meu celular vibrar no bolso da calça. Agora era a vez da rosinha me mandar mensagem.

Cunhadinha-irmã diz:

Izumi tá na cidade e você nem me fala nada :(

Como assim ela sabe que Izumi tá na cidade? ou melhor ela ainda não tá, mas vai chegar!

Eu:

Como sabe de Izumi?

Cunhadinha-irmã diz:

Ino-porca me disse que você foi comprar flores
Deduzi que ela estava na cidade
Muita esperta, eu sei!

Eu:

Nada convencida você, Rosinha
E que amiga fofoqueira essa sua

Cunhadinha-irmã diz:

Ela não fez por mal
Ela tá curiosa pra saber quem é
Mas eu não disse nada, obviamente.

Eu:

Obrigada, baixinha
Mas Izumi só chegará na cidade à noite

Cunhadinha-irmã diz:

Hum...
E como vocês estão?

Eu:

Estamos bem, eu acho...
Ela me mandou mensagem hoje pela manhã
Dizia que estava com saudade e que me amava

Cunhadinha-irmã diz:

Eita, que hoje tem
Vai sair do 5x1, irmãozão
O fim de uma era de punhetas
ahahahhahahahahahahahahha

Eu:

Idiota >_

Cunhadinha-irmã diz:

Me ama, que eu sei ♥

Eu:

Eu achava que sim, mas era coisa da minha cabeça

Cunhadinha-irmã diz:

Poxa :'(
Assim magoa

Eu:

Drama puro
Aproveitadora de corpos alheios enquanto eles dormem

Cunhadinha-irmã diz:

Vá a merda, Itachi

Eu:

Agora não dá
Meu horário de almoço acabou
Hora de trabalhar

Cunhadinha-irmã diz:

Idiota _|_

Eu:

Coisa feia, irmãzinha

Cunhadinha-irmã diz:

Foda-se
Boa sorte hoje à noite
E vê se não broxa

Eu:

Não me chamo Sasuke ¬¬'

Cunhadinha-irmã diz:

Ele realmente não broxa mesmo
Conheço bem ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Eu:

Credo Saky
Me poupe
Se poupe
Nos poupe

Deidara fica me ensinando essas gírias e eu não consigo não usar.

Cunhadinha-irmã diz:

Te amo Ita-kun
E fala pra Izumi que quero conhecê-la
:**

Eu:

Pode deixar cunhadinha
Te amo
:**

Depois dessa conversa com Saky saí do Ichiraku e fui em direção a construtora... Será que o restante do dia irá demorar a passar?

— Calma, Itachi. Agora falta pouco — disse pra mim mesmo e algumas pessoas me olharam achando que fosse maluco por falar sozinho. Como se elas também não fizessem isso!

Pouco tempo depois de chegar no trabalhado, Deidara passou na minha sala e deixou a escultura. Não pude ver porque estava numa embalagem azul royal como disse meu amigo. E um laço branco enorme, mas que combinava e deixava tudo ainda mais bonito.

Ao contrário do que achei o restante do dia não demorou a passar, meu pai não apareceu na minha sala e nem me procurou por telefone. Adiantei alguns projetos e só percebi que o dia estava virando noite quando notei o sol se pondo através da minha janela.

Pouco tempo depois Izumi me mandou uma mensagem dizendo que tinha acabado de chegar no aeroporto de Konoha. Meu coração se encheu ainda mais de felicidade e a ansiedade tomou conta de mim por inteiro.

— Caralho!!!! Me esqueci dos dangos e do buquê — falei sozinho. Sou realmente muito lerdo.

Já tinha passado um pouco do meu horário de ir embora, então agilizei ainda mais pra sair da Construtora. Peguei minha mochila, coloquei o celular e carteira nos bolsos, peguei a chave e a escultura de Izumi com todo cuidado do mundo e saí de lá indo em direção ao carro.

Passei na Seika primeiro e peguei os dangos. Coloquei no carro juntamente com a escultura e me dirigi até a Floricultura Yamanaka e para minha surpresa a loirinha ainda estava lá.

— Boa noite Ino, desculpe a demora — disse pra loira que me olhava com cara de tédio;

— Pensei que não vinha mais. O buquê está lindo e prontíssimo — ela sorriu e foi pegar o buquê — Sua amada irá ficar muitíssimo feliz;

— Ino, está realmente muito bonito — olhei abobado o buquê em minha frente. O trabalho estava realmente impecável — Ela vai amar.

As flores com cores diferentes faziam contraste com as folhas verdes que o rodeavam e o grande laço verde musgo que as amarrava. Simples e elegante.

— Claro que ela vai amar. Eu que fiz — ela disse orgulhosa do seu trabalho — Tulipa vermelha é aquela que simboliza o amor eterno e verdadeiro e a paixão, a tulipa rosa simboliza o cuidado e as tulipas amarelas a prosperidade. Você fez realmente uma excelente escolha, Itachi.

— Eu nem sabia de todos esses significados — fui sincero — Mas fico extremamente feliz que cada uma delas represente isso mesmo. Agora estou mais feliz pela minha escolha.

— Isso é o universo trabalhando meu caro, te mostrando que essa é a mulher certa — ela disse e me soltou uma piscadela.

— Você tem toda razão Yamanaka. Obrigado — sorri pra ela — Quanto te devo? Eu esqueci de pagar mais cedo.

— Não me deve nada, Uchiha.- arregalei os olhos pra ela — Vejo que seu amor é sincero e não tem dinheiro no mundo que pague isso. É um presente ao casal.

— Não Ino — a iniciativa dela é muito bonita, mas não é correto — Você não pode fazer isso, trabalhou duro nesse buquê e eu sei quanto tulipas não baratas.

— Mas a floricultura é minha e eu faço o que eu quiser — ela disse com raiva e me deu medo.

— Mas Ino...

— Eu acho melhor você não contrariar uma mulher grávida, Uchiha.- opa, vai dar merda. Melhor parar. — Vai logo embora atrás de sua mulher.

— Obrigado, Ino-teimosa — sorri pra ela que sorriu de volta — Até mais.

— Até — ela disse. — E vê se usa camisinha — ela disse enquanto eu passava pela porta de vidro. Não pude deixar de rir.

Saí da floricultura e assim que cheguei no carro ajeitei tudo pra que o buquê não amassasse. Fui pra casa me arrumar, porque minha namorada merece um cara limpo, cheiroso e bem vestido.

Cheguei em casa e rapidamente fui pra meu quarto. Deixei tudo no carro porque não teria como explicar aquilo tudo pra minha mãe e meu pai.

Tomei um banho quente e lavei os cabelos. Izumi tem uma tara pelos meus cabelos soltos e molhados e de uma Izumi tarada é tudo que eu preciso nessa noite. Que saudade da minha morena.

Coloquei uma camisa azul-marinho de botão, um calça jeans branca, um blazer preto e um sapato social preto. Cabelos soltos e passei um perfume amadeirado, o preferido dela. Pronto, eu estava arrumado.

Peguei meu celular, carteira e chave do carro. Saí do quarto e quando estou descendo as escadas noto que meu pai está sentado no sofá da sala. Merda!

— Saiu da construtora e nem falou comigo filho. — disse meu pai que não me olhava nos olhos e encarava a mesa de centro.

— Desculpe pai — disse meio sem graça — Tenho um compromisso agora a noite. Cadê a mamãe? — tentei desconversar.

— Saiu com Tsunade. Noite das garotas, assim ela me disse — ele disse sorrindo e agora me encarava — Tá bonito, filho. Encontro amoroso? — indagou curioso e eu gelei. Merda, mil vezes merda.

— Digamos que sim — disse dando de ombros — Agora preciso ir.

— Conheço a moça? — Tá de sacanagem né pai?! Claro que conhece, sua sobrinha, minha prima. Aquela que você não deixou que eu namorasse.

— Não conhece — menti — Não é ninguém importante — me doeu dizer aquilo e eu senti minha voz vacilar, mas eu precisava proteger meu relacionamento com Izumi.

— Se não fosse importante, você não estaria vestido tão arrumado desse jeito — ele disse, mas não em tom acusatório, ao contrário foi muito brincalhão. — Espero que se divirta.

— Obrigado, pai — suspirei — Hum... não voltarei pra casa hoje — disse meio sem graça, parecia um garoto de 15 anos.

— Imaginei que sim — meu pai sorriu pra mim — boa saída. Até amanhã.

— Até — disse mais aliviado do que me despedindo.

Numa rapidez invejável de um coelho passei pela porta e fui em direção a garagem. O Konoha's Flat ficava na Zona Sul da cidade, estaria lá no máximo em vinte minutos.

Cada vez que eu me aproximava, eu sentia meu coração descompensar. Sentia minhas mãos suarem e meu estômago revirar. Assim que cheguei no flat nem sentia mais as minhas pernas.

Entreguei o carro ao manobrista e peguei os presentes de Izumi. Fui apressado até a recepção. Eu não aguentava mais de ansiedade. Meu Deus.

Cheguei na frente do recepcionista bufando de tão nervoso que eu tava.

— Giichi-san, boa noite — disse assim que identifiquei o nome em seu crachá — Quarto 1204, Uchiha Izumi está a minha espera.

— Boa noite — sorriu — nome por favor

— Uchiha Itachi — disse mais calmo dessa vez.

— Ah, sim — sorriu mais vez — Pode subir, Izumi-sama já nos deixou avisados.

— Obrigado e boa noite.

— Boa noite, Itachi-sama.

Saí daquela recepção e fui "voando" até o elevador. Eu tava todo desengonçado cheio de coisa na mão. Tudo em nome do amor meus caros.

O elevador não demorou chegar, entrei e logo apertei o botão 12. Izumi bem que podia estar no andar mais próximo ao térreo. Odeio elevadores

— Finalmente 12º andar — falei e levantaria as mãos aos céus se não tivesse com elas ocupadas.

Agora eu estava em frente a porta do quarto 1204 e com o coração batendo mais rápido do que ele pode aguentar. Pressionei a campainha e quando Izumi abriu a porte foi que eu notei que tinha prendido a minha respiração.

Ela estava linda em um vestido longo azul escuro com flores brancas na barra. Seus cabelos estavam soltos e seu perfume de baunilha exalava um cheiro maravilhoso e doce como ela.

Ela abriu o sorriso mais lindo do mundo e senti meu coração falhar mais uma vez. Essa mulher mexe com toda a minha estrutura.

— Amor — ela disse me recepcionando e sorrindo;

— Morena minha — mesmo com os braços ocupados consegui selar nossos lábios — estava morrendo de saudades.

— Não mais do que eu — ela passou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou mais uma vez — Vem — ela disse me puxando pra dentro.

— Toma — dei todos os presentes pra ele — São pra você.

— O que é tudo isso? — ela indagou sorridente — As flores são lindas meu amor.

— Não mais que você — coloquei todos os presentes na mesa ao lado e tomei seus lábios de forma lasciva como eu desejava a muito tempo.

Ficamos entregue a um beijo intenso e sem pudores. Minhas mãos passeavam pelos corpo de Izumi e ela puxava meus cabelos. Eu disse que ela tinha uma tara séria por ele.

Nos separamos ofegantes e mesmo assim sedentos um pelo outro. Como eu senti falta dela.

— Você ainda não me disse o que é tudo isso — ela disse sorrindo com seus lábios próximos aos meus.

— Presente pra mulher mais linda do mundo — eu respondi e lhe dei mais um selinho demorado — Com certeza você vai gostar.

— Então eu vou abrir — ela disse e eu tentei protestar, mas não adiantou — Teremos a noite toda querido — ela disse me dando um sorriso malicioso.

— Não esperava menos que isso — disse num tom descarado — Agora abre isso de uma vez, mulher!

— Calma, querido — ela pegou primeiro o pacote da Seika — Dangos!!! — ela disse com os olhinhos brilhantes — Estava desejando, querido! — ela disse e me encheu de selinhos — E esse aqui, o que é? — ela apontou pra embalagem da escultura.

— Abre, que você descobre.

— Chato — me deu língua.

— Se você me der língua mais uma vez, você vai ver onde ela vai parar — disse malicioso.

— Ela vai parar aí de um jeito ou de outro — me devolveu com um olhar faminto — É só questão de tempo.

Nem preciso dizer que meu pau reagiu instantaneamente a essa provocação. Cristo, é hoje que eu morro.

— Tarada — ralhei.

— Está no sangue dos Uchihas, querido! — me lançou uma piscadela e se pôs a abrir o presente. — Itachi — os olhos de Izumi estavam marejados — Que coisa mais linda essa bailarina.

— Gostou?

— Eu amei — ela disse e se jogou nos meus braços.

Nos beijamos apaixonadamente mais uma vez e acabamos caindo no sofá. Izumi ja tinha tirando meu blazer e eu começava a levantar seu vestido. Estava sedendo pra tocar em sua pele, agarrei sua coxa e ela gemeu em meus lábios só aumentando meu desejo por ela.... Até que a campainha nos interrompeu.

— Q-querido — Izumi tentava se desvencilhar de mim — Preciso atender, deve ser nosso jantar.

— Mas a gente já estava no jantar — disse em sua orelha e senti ela estremecer.

— É outro jantar, Itachi — me deu um selinho demorado — Já volto.

—Não demora — disse dando um aperto em sua bunda. Tarado, eu sei.

E lá foi ela rebolando pra me provocar porque ela não perde a chance de fazer isso. É pra foder qualquer sanidade mental. Fiquei encarando o teto até ouvir a voz assustada de Izumi.

— Tio Fugaku?! — disse Izumi surpresa.

Senti meu corpo retesar. Meu pai? Aqui? Não pode ser.

Me levantei no pulo e os olhos negros de meu pai passaram de Izumi pra mim.

— Pai? — não sei como, mas de alguma forma minha voz saiu — O que o senhor tá fazendo aqui?

— Posso entrar? — ele indagou e Izumi deu passagem.- Eu quero conversar com vocês dois.

Ele esteva com o carrinho de comida em sua posse, claramente subornou um dos funcionários do flat pra subir sem ser anunciado. Ele já fez isso uma vez.

Izumi estava assustada e eu também. Como ele sabia que a gente estaria aqui? Apenas pessoas de confiança sabiam de nós dois e que ela estaria aqui. Puta que pariu, de novo não!

— Como você sabe que a gente estaria aqui? — minha voz saiu mais séria do eu imaginei.

— Sasuke — ele disse.

— Mentira — falei com raiva — Sasuke jamais faria isso comigo. E por mais que ele soubesse que Izumi estaria em Konoha ele não sabia onde ela iria se hospedar. Então pai, por favor não minta.

— Eu não estou mentindo. Sasuke me contou que vocês estão junto desde que Izumi se divorciou.

— Não, não pode ser. Meu irmão não faria isso comigo.

— Itachi — Izumi chamou minha atenção — Se acalme, por favor. — Ela veio na minha direção e sentamos juntos no sofá. — O que o senhor quer com a gente, tio?

— Quero conversar com vocês dois — meu pai disse tranquilo só aumentando a minha raiva.

— Conversar ou exigir que a gente se separe outra vez? — cuspi as palavras com raiva — Eu não vou desistir de Izumi dessa vez. — falei sério — Mas o pior de tudo é que meu irmão me traiu, jamais pensaria que Sasuke faria uma coisa tão baixa como essa.

— Itachi! — meu pai falou sério. — Seu irmão não traiu você — ele disse isso e eu bufei — Estou falando sério. Sasuke só me contou sobre vocês porque ele queria te ajudar.

— Ajudar? — perguntei incrédulo — Ajudar que o senhor e tio Madara acabe com meu relacionamento mais uma vez? Essa ajuda eu não quero, muito obrigada.

Izumi tremia ao meu lado, seus olhos estavam marejados e ela apertava as mãos. Peguei sua mão direita com a minha esquerda e com minha outra mãe alisei sua face. Fiz uma promessa de que ficaríamos junto independente do que saísse dali. Mas não disse nada a ela e com apenas meu olhar ela entendeu e assentiu.

— Itachi — meu pai chamou minha atenção mais uma vez, porém sua voz agora estava ainda mais calma- Sasuke não te traiu. Se ele não tivesse me contado eu teria descoberto de outro jeito. — não disse nada então ele continuou — Madara me ligou essa semana e me contou que vocês estavam juntos novamente e que Izumi viria a cidade. Só que Sasuke já tinha me dito antes e me explicou o motivo de vocês nunca terem me contado que estavam juntos novamente.

— Não entendo por que meu irmão faria isso.

— Porque eu disse que estava preocupado com você e que você nunca conversava comigo. — ele sorriu e eu estranhei — Acredite, seu irmão sondou bastante o terreno pra saber se poderia me contar ou não. — ele riu mais uma vez — Você precisava ver Itachi, Sasuke me deu uma bronca daquelas. Não mediu palavras pra dizer o quanto essa proibição minha e do meu irmão é completamente errada.

— Sério que Sasuke fez isso? — perguntei incrédulo e senti Izumi relaxar aos meu lado.

— Fez sim, seu irmão te ama Itachi — meu pai sorriu bobo — Tenho orgulho dos homens que meus filhos se tornaram — senti meu peito aquecer quando meu pai disse isso — Mas eu vim aqui pra outro motivo.

— Veio dizer que nosso relacionamento é errado e que temos que nos separar mais uma vez? — perguntei cético.

— Não — ele disse sério dessa vez — Eu vim fazer o contrário disso!

— Como assim, tio? — Izumi conseguiu dizer algo.

— Madara está uma fera com vocês dois, mas ele não entrou em muitos detalhes. — suspirou — Mas do pouco que ele me disse eu não gostei nada. Ao contrário do meu irmão eu não irei me opor ao relacionamento de vocês mais uma vez.

— Não? — perguntei incrédulo.

— Não meu filho. Eu estou aqui pra dizer que eu aceito e apoio o relacionamento de vocês dois.

—Você tá falando sério pai?

— Quanta descrença no seu velho — bufou — Estou dizendo a verdade e mais — suspirou — Madara me disse que brigou com você Izumi e ameaçou te deserdar se você não se afastasse de Itachi.

— O QUE? — perguntei incrédulo e Izumi se encolheu ao meu lado mais uma vez.

— Izumi te contará essa história melhor, filho. Não acredito que seja só por vocês dois estarem juntos que ele fez uma ameaça desse porte, mas ele não entrou em detalhes. — meu pai se levantou e ficou de frente pra Izumi que levantou e eu fiz o mesmo. Meu pai tomou a mão dela e a encarou — Minha sobrinha, quero te dizer que as portas da minha casa estão abertas para que você venha morar conosco e as portas da Construtora também.

— Tio — Izumi o chamou num sussurro e começou a chorar. Senti meu peito apertar com essa cena.

— Querida, eu já cometi muitos erros em minha vida e ter ajudado a separar vocês dois foi um deles — meu pai enxugava as lágrimas de Izumi e eu estava atônito diante de tudo aquilo — Eu não farei isso outra vez — ele sorriu — Eu apoio vocês dois se vocês quiserem ficar juntos e se pra isso você tenha que morar na minha casa ou trabalhar comigo eu farei ainda com mais gosto e vontade. A única coisa que eu quero em troca é que sejam felizes como Mikoto e eu.

— Pai... — disse incrédulo e sentindo meus olhos marejarem — Isso é verdade?

— É verdade sim filho — ele tocou no meu rosto — Vocês dois merecem e tem esse direito.

— Obrigado, pai.

— Tio, muito obrigada.

— Não por isso — meu pai sorriu terno mais uma vez — Meus filhos!

Meu pai puxou a mim e Izumi pra um abraço coletivo e cheio de amor envolvido. Eu ainda não conseguia acreditar em tudo isso que estava acontecendo, parece tão surreal e inacreditável.

Não sei quanto tempo ficamos naquela mesma posição, mas foi tão acolhedor aquele abraço e tão intenso esse momento que poderia durar muito tempo.

— Agora eu preciso ir — disse meu pai se desvencilhando do abraço — Vocês precisam aproveitar o encontro de vocês. Já fiz tudo que tinha pra fazer aqui — meu lançou uma piscadela pra mim.

— Obrigada mais uma vez tio — disse Izumi sorridente pra meu pai.

— Não por isso — ele deu um beijo na testa dela — Me leva na porta, filho?

— Levo sim, pai.

Deixei Izumi sentada no sofá e fui levar meu pai até porta.

— Obrigado, pai. Não sei nem o que dizer — disse nervoso por tudo que tinha acontecido.

— Não precisa me dizer nada — sorriu — Apenas seja feliz e isso me basta.

— Eu já sou pai — abracei meu pai mais uma vez — Te amo — ele me olhou surpreso.

— Te amo, filho. — abri a porta e quando ele estava saindo — Não esqueça de agradecer a seu irmão, ele me ajudou a abrir os olhos.

— Pode deixar, farei isso — sorri pra meu pai.

— Aproveite a noite e sua folga amanhã — ele me lançou uma piscadela.

— Sério?

— Seríssimo. Se você aparecer naquela construtora eu te ponho pra fora.

— Seu nome agora é Madara? — brinquei com meu pai.

— Baka — me repreendeu — Tchau filho.

— Tchau pai.

Fiquei encarando a porta por onde meu pai tinha acabado de passar. Sorri, porque tudo parecia tão inacreditável e ao mesmo tempo mentira. Sabe aquela sensação de quando você quer muito uma coisa em sua vida e quando ela finalmente acontece, você não consegue acreditar?

É basicamente assim que eu estou agora... Eu pensava que quando esse momento chegasse eu pularia que nem um sapo aloprado, mas não. Eu simplesmente não conseguia acreditar.

De repente ouvi um choro baixo vindo atrás de mim e me fazendo despertar diante do topor que foi aquela última cena. Izumi chorava encolhida no sofá. Sem pensar duas vezes fui em direção a ela e me sentei ao seu lado colocando-a em meu colo.

— Meu amor, o que você tem? — indaguei preocupado enquanto passava a mão por seus cabelos.

Ela nada me respondia e eu só ouvia seus soluços. Resolvi esperar que ela parasse de chorar e me respondesse quando achasse a o momento certo. Enquanto isso eu fazia carinho e distribua beijos na sua cabeça.

Ela parecia tão frágil e indefesa. Bem diferente da Izumi durona e decidida que eu conheço. Eu só queria protegê-la e arrancar toda dor que estava em seu coração naquele momento.

— Amor? — ela finalmente conseguiu falar — Isso que aconteceu foi mesmo real?

— Foi sim, morena — respondi sorrindo e ela sorriu de volta — Meu pai está do nosso lado.

— Eu não posso acreditar — ela disse num sussurro — Ele ainda me chamou de filha.

Aquilo também foi outra surpresa. Meu pai tocou o coração de Izumi de uma forma extremamente carinhosa e doce. Isso me lembrou que algo de errado entre ela e Madara aconteceu.

— Amor, talvez você não queira falar disso, mas o que foi que aconteceu entre você e o tio Madara? — Ao fazer essa pergunta Izumi deixou mais algumas lágrimas caírem e eu sabia que o que tinha acontecido foi grave — Você não precisa falar agora senão quiser.

— Eu preciso falar sobre isso — ela sorriu fracamente — Não queria que fosse desse jeito, mas a verdade precisa ser dita.

— Que verdade Izumi? Tô ficando preocupado já.

— Eu já sabia da palestra na Universidade de Konoha tem um tempo — fiquei surpreso quando ela me disse isso — Mas como tínhamos brigado na última vez que nos vimos, achei melhor te contar depois.

— Não tô entendendo nada, Izumi. — disse tentando manter a calma — O que isso tem a ver com a briga com seu pai?

— Calma, você vai entender — suspirou — Lembra que na quarta-feira eu passei mal? — apenas assenti em resposta e ela continuou — Eu fiquei muito chateada com você, porque você não ligou pra mim pra saber como eu tava.

— No domingo eu te expliquei, amor. Meu fim de semana foi uma loucura.

— Eu sei, querido. Não estou mais chateada por isso. — ela sorriu — Acontece que na terça-feira eu passei mal de novo.

— E você não me avisou nada? — indaguei chateado — Eu teria ido voando pra Suna.

— Querido, se você me interromper de novo vai ficar difícil te contar o que aconteceu.

— Desculpe — pedi sem graça — Pode continuar.

— Como eu disse... Na terça-feira eu passei mal de novo e meu pai ficou preocupado resolvendo me levar ao médico. — suspirou — Ele fez tanto enxame que o médico passou uma bateria de exames pra mim. No fim da tarde os resultados chegaram, o médico chegou na sala todo sorridente e deu os parabéns ao meu pai dizendo que ele seria vovô.

—Epa... peraê — engoli em seco — Você tá grávida Izumi?

— Sim amor, tô grávida — ela disse sorrindo... e só agora a ficha caiu.

— E-eu... Eu vou ser pai? — indaguei bobo. Na meu peito um misto de sentimento começou a tomar conta. Felicidade, surpresa, medo e o melhor de todos, o amor.

— Sim meu amor — ela disse sorrindo e isso fez meu coração bater ainda mais rápido — Você vai ser pai, o pai mais bonito que Konoha já viu.

— Essa notícia é maravilhosa meu amor.

Antes que ela dissesse algo peguei Izumi no colo e comecei a rodopiá-la pelo ar. Eu estava muitíssimo feliz.

— Eu te amo, te amo, te amo e te amo. — eu disse a ela — Eu sou o homem mais feliz desse mundo meu amor e com certeza o mais apavorado também, e se eu não conseguir ser um bom pai? E se meu filho ou minha filha não gostar de mim? E se eu não fizer nada direito? Izumi, eu tô desesperado!

— Querido — ela gargalhou gostoso e eu fiquei mais nervoso — Calma, está bem? Estou apenas no primeiro mês de gestação e também estou nervosa, mas tenhamos paciência. Vamos descobrir juntos a passar por tudo isso. E outra, nosso filho já tem algo que é o mais importante: o nosso amor.

— É verdade — disse rendido — Eu já amo esse carocinho de feijão.

— Carocinho de feijão? — ela perguntou surpresa.

— É amor, ele ainda é do tamanho de um caroço de feijão — disse pensativo — Quer dizer, eu acho que sim. Mas você me entendeu.

— Entendi sim, seu bobo.

— Mas morena, porque Madara brigou com você e ameaçou te deserdar? — o rosto de Izumi se contorceu de tristeza diante da pergunta — Eu só quero entender.

— Eu vou te falar, mas eu tenho medo da sua reação — ela suspirou demoradamente — Promete que vai ficar calmo?

— Prometo — disse sem muita certeza.

— Meu pai ficou feliz pela minha gravidez — ela deu um sorriso fraco — Mas ele exigiu saber quem era o pai — senti ela ficar tensa a meu lado. Já estávamos sentados novamente — Eu tentei esconder de todas as formas, mas ele me pressionou e eu não consegui. Acabei contando tudo, que estamos juntos e que o filho é seu. Meu pai ficou louco, transtornado e mandou eu me separar de você de novo, porque não é certo que primos namorem. Eu não consigo entender o porque dessa proibição sem pé nem cabeça, é tão comum primos namorarem — os olhos de Izumi se enchiam de lágrimas mais uma vez — Quando ele viu que eu não iria me afastar de você ele ameaçou me deserdar e não me reconhecer como filha, e nem nosso filho neto dele.

— Como é? — disse revoltado e sentido meu peito inflar de raiva — Quem ele pensa que é? Izumi, seu pai passou de todos os limites, eu não posso permitir que ele fale com você desse jeito e faça isso. Ele está louco.

— Eu sei, Itachi — disse ela entre lágrimas — Você me prometeu que não fará nada.

— Mas diante disso eu não posso, Izumi. Madara está louco.

— Eu sei — ela disse triste — Eu já saí de casa.

— O que? — perguntei incrédulo.

— Sim, estou em um hotel em Suna — me explicou — Levei pouca coisa de casa. Depois de tudo contei a história pra meus irmãos... Shisui ficou ao meu lado sem hesitar, mas ele ficou triste porque nunca contamos a ele. Ele te adora como a um irmão e não pensaria que esconderíamos isso dele.

— A gente tinha medo, Izumi.

— Eu disse isso a ele e depois ele entendeu. Quanto a Obito, ele ficou um tanto resistente no início, mas também está ao nosso lado. Os dois estão muito contentes por serem titios — ela sorriu — Eu também preferi saí da Construtora. Não quero bater de frente com meu pai.

— Mas Izumi, ele não pode fazer isso! — suspirei com raiva — Eu vou falar com ele, isso não pode ficar assim. Você sempre esteve ao lado dele e fez tudo o que ele te pediu e é assim que ele retribui? Não, isso não vai ficar assim.

—Itachi — ela disse séria — Você me prometeu e além do mais eu temo pela saúde do meu pai.

— Como assim?

— Meu pai tem um problema no coração, Itachi. Ele não pode passar por fortes emoções, ele sofre de hipertensão desde a morte da mamãe. Esse foi um dos motivos pelo qual eu protelei por tanto tempo pra contar a ele sobre nós dois.

— Por que eu nunca soube disso?

— Ele pediu pra mim e meus irmãos para não contarmos a ninguém, e eu achei justo. Afinal era uma condição que só diz respeito a ele, mas agora tudo mudou. Tem nosso filho no meio de tudo isso e também a nossa felicidade . Eu não posso mais suportar isso, Itachi. — ela chorava mais uma vez — Mas ele ainda é o meu pai e se pra mantê-lo vivo eu tenho me afastar, assim eu farei.

— Por você e por nosso filho eu manterei essa promessa — sequei suas lágrimas e puxei seu queixos pra que seus negros olhos encarassem os meus — Eu te amo, Izumi. E não tem Madara nem ninguém que mudará o que eu sinto por você. Você ouviu meu pai, nossa casa agora também é sua e meu coração sempre foi seu.

Não esperei que ela respondesse, não que eu não quisesse ouvir sua voz, mas eu tinha urgência em acabar com essa distância mínima que estava entre nós agora.

Tomei seus lábios de forma urgente e ela respondeu da mesma forma. A nossa saliva se misturava com o gosto salgado de suas lágrimas e naquele momento eu prometi pra mim mesmo que não permitiria que ninguém, nem mesmo Madara machucasse o coração da mulher que eu amo. Eu tomaria suas dores quantas vezes fosse preciso e cuidarei dela até meu último dia de vida, se me for permitido além da morte eu faria isso de forma incessante.

Distribui beijo por todo seu pescoço e senti Izumi se contorcer de prazer. Rapidamente a deitei no chão, naquele quarto e ela começou a abrir os botões da minha camisa. Apressada!

— Ah como senti falta do seu beijo — sussurrei sedutoramente na sua orelha — Senti falta da sua pele — lambi seu pescoço — E principalmente falta do seu sabor.

— I-itachi ... aaah — ela gemeu.

— Dos seus gemidos então, nem preciso dizer que senti falta — rocei nossas intimidades e ela arfou mais uma vez.

Levei minhas mãos por suas coxas e apertei aproveitando cada parte de sua carne e mordi seus lábios em prazer. Izumi já tinha arrancado a minha camisa e passou a arranhar minhas costas me deixando ainda mais sedento por ela.

Sem pensar direito rasguei seu vestido sem um mínimo de dó.

— Poxa — ela disse manhosa — eu gostava tanto desse vestido.

— Ele tapava coisas demais — disse entre seus lábios e os tomando pra mim mais uma vez.

Desci minha mão por seus seios que pareciam um pouco maiores. Izumi se contorcia sob meus toques me proporcionando a uma enorme cena de prazer.

Levei minha mão até sua intimidade, que estava completamente molhada e passei a acariciá-la.

— Iiiisso, Itachi — ela disse dengosa e eu tomei seus lábios mais uma vez ainda acariciando sua parte mais sensível.

— Geme pra mim, gostosa — sussurrei em seu ouvido

— Aaaah, Itachi — ela suspirou nervosa — Se você continuar desse jeito eu vou gozar.

— Exatamente isso que eu quero — intensifiquei mais o carinho em sua intimidade — Goza pra mim, Izumi.

— Itachiiiiiii... puta que pariu... eu vou.. eu vou...

— Você vai — provoquei e passei a beijar seu pescoço exposto

— Aaaaaaaahhh.... Que delícia — penetrei Izumi com dois dedos e ela arfou — Eu vou... aaaaaahhhhhhhh — senti as paredes do seu sexo contraírem e seu líquido se derramar sobre meus dedos.

Levei meus dedos melados até minha boca...

— Deliciosa — disse saboreando — Você sabe o quanto é gostosa morena?

— N-não... — ela disse arfando.

— Mas você é muitíssimo deliciosa... Prova — levei meus dedos gozados a sua boca e ela lambeu sedutoramente mantendo o contato visual do início ao fim — Puta que pariu, morena. Você acaba comigo desse jeito.

— Querido — ela me olhou maliciosa — Nós nem começamos a noite.

Senti um arrepio passando pela minha espinha, essa mulher quer realmente me foder.

Num passo rápido Izumi trocou nossas posições e foi direto com as mãos no cós da minha calça. Ela abaixou um pouco a minha calça juntamente com minha cueca e segurou meu membro com força.

— Huuuumm... — não resisti e soltei um gemido.

— Ah como eu senti falta desse brinquedinho... ou melhor brinquedão.

Antes que eu pudesse responder Izumi colocou meu pau em sua boca e começou a chupá-lo num movimento frenético.

— Izumi... que delícia — senti uma leve mordida na minha glande — Caraaaaalho... morena.

— Você gosta disso, moreno? — ela perguntou enquanto me masturbava e eu não consegui responder, eu só sabia gemer — Ah sim, você gosta — e voltou a abocanhá-lo.

Queria muita gozar na boca de Izumi, mas a minha vontade de estar dentro dela era ainda maior. Rapidamente troquei nossas posições mais uma vez.

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— Eu preciso realmente estar dentro de você — disse malicioso. Comecei a tirar meus sapatos, calca e cueca. — Você está vestida demais, morena.

— A seu dispor, querido.

Retirei de forma urgente a calcinha e sutiã que resistiam bravamente no corpo de Izumi. Abocanhei um dos seus seios e sugava de forma urgente enquanto massageava o outro. Troquei os seios e repeti os movimentos. Senti Izumi se abrir pra mim e não pude conter um riso sobre sua pele.

— Itachi... humm.. preciso huuuumm... — ela gemia descontroladamente — de você dentro aaaaaahhhhh... de mim agora..

— Agora, morena?

— Agora — ela disse entredentes tentando conter os gemidos.

— Então pede pra mim... — eu sou mesmo um sacana. Passei a cabeça do meu membro em sua entrada molhada.

— Me fode.. agora Itachi — ela disse severa e com os olhos cheios de súplicas.

— Como quiser, morena.

Penetrei Izumi de vez e sem aviso. Ela gemeu e eu também.

— Vai fundo e com força — ela pedia sôfrega e só me restava obedecer.

— É assim que você quer, gostosa?

— Aaaahhhh, sim....Isssssoooo.... Vai Itachi.

Sem demora senti as paredes de Izumi esmagar meu membro de uma forma bem gostosa. Comecei a pronunciar palavras desconexas e senti meu gozo se aproximando.

Izumi chegou ao clímax um pouco antes de mim e logo depois me derramei dentro dela.

— Gostosa — disse sôfrego — Eu amo muito você.

— Pensei que amasse me foder — ela disse maliciosa.

— Isso também — sorri — Eu amo você de qualquer jeito, morena.

Saí de dentro dela e a puxei pra junto de mim. Com sua cabeça apoiada em meu peito depositei um beijo em sua testa. Comecei a fazer carinho em seus cabelos e deixei que seu cheiro fosse a única a coisa a sentir.

— Dá pra imaginar que seremos pais? — sussurrei pra ela.

— Depois que te contei parece ainda mais real — ela disse sorrindo e passei a encará-la. — Seremos bons pais, meu amor.

— Eu desejo muito que sim — disse um pouco temeroso — Tenho certeza de que daremos o nosso melhor.

— Obrigada, por esse presente Itachi — ela disse com os olhos marejados — Eu te amo.

— Obrigado a você por existir e por carregar a prova maior do nosso amor. Eu te amo, minha morena.

Continuei alisando seus cabelos até que uma curiosidade me pegou.

— Izumi? — a chamei.

— Oi? — ela respondeu com uma voz sonolenta.

— Você já pensou num nome?

— Amor... nem sabemos o sexo ainda.

— Mas isso não impede da gente pensar num nome, oras — ela riu diante das minhas palavras.

— Hum... se for menina eu gosto de Mayumi.. o que acha? Significa bela e verdadeira razão.

— Mayumi? — pensei — Gostei sim... e se for menino?

— Por que você não escolhe? — ela indagou.

— Deixa eu ver — procurei nomes em minha mente até que... — Ichiro, que tal? Significa primeiro filho.

—Gostei... Uchiha Ichiro e Uchiha Mayumi. Achei perfeito, moreno.

— Agora podemos dormir, morena. Te amo.

— Te amo, Ita-kun.- sorri.

[...]

No dia seguinte levei Izumi até a Universidade e assisti sua palestra. Ela é realmente muito boa. Até um leigo entenderia algo de Arquitetura Sustentável se assistisse aquela palestra.

Depois da palestra, Izumi foi convidada pra um reunião com a reitoria e o coordenador do curso de arquitetura. Não me perguntem porque eu não sei sobre o que se trata... Eu apenas decidi esperar no jardim principal da universidade.

Senti mãos tamparem meus olhos.

— Advinha quem é? — disse no meu ouvido.

— A morena mais linda de Konoha — sorri — e agora futura mamãe do ano.

— Bobo — ela disse se jogando em meus braços e selando nossos lábios — Tenho uma excelente notícia pra te dar.

— Mais uma? — perguntei e ela assentiu — Então fala.

— A Universidade quer me contratar.

— Como assim? — perguntei eufórico.

— Calma, moreno — ela sorriu — Eles querem colocar Arquitetura Sustentável na grade do curso de Arquitetura como matéria regular e não opcional. Eles gostaram da minha palestra e decidiram fazer um teste de um semestre comigo.

— Jura?

— Sim... não é maravilhoso, amor? — Ela estava mas que feliz.

— Sim, morena. É maravilhoso — selei nossos lábios de novo — Agora você pode se mudar pra Konoha de forma mais tranquila.

— Com certeza, amor. Tô tão feliz.

— Eu também. A felicidade é tanta que não cabe mais em mim.

Trocamos um beijo apaixonado e molhado demoradamente, até que o oxigênio resolveu nos faltar.

— Agora precisamos dar as notícias aos meus pais e aos seus futuros sogros — disse dando uma piscadela.

— Itachi — ela disse incrédula — Isso é um pedido de casamento?

— Morena, você aceita esse moreno louco apaixonado como seu marido?

— Eu seria mais louca se não aceitasse — ela disse sorrindo — Eu te amo, Uchiha Itachi.

— Eu te amo mais, Uchiha Izumi. — dei um selinho demorado em seus lábios — Agora precisamos dar as notícias aos futuros avós!

Notas finais
E aí amores, o que acharam desse especial feito com o amor? E tio Fugaku, fofo né? E hentai... curtiram? E o casal? Quero saber de tudo... o cap tá enorme como vocês pediram pra mim :D Tem um outro casal que irá retornar no próximo... na verdade são dois casais ;) https://www.youtube.com/watch?v=tMWpm_GOLaA olh o link da musica do cap. Ela é maravilhosa ;) Beijocas da Jessi-chan