Daylight
3 Antes da má notícia
Notas iniciais
27 de Fevereiro de 2006
Por Sakura
Nem acredito que este seja o último ano de escola, acho que eu não aguento mais estudar, a pressão dos professores e fora que ainda tem o clima aqui em casa, que está péssimo. Meu pai não me entende, ele quer porque quer que eu faça faculdade em Konoha. Eu nunca tive pretensão disso, sempre quis estudar fora daqui e ele não consegue entender, mas eu tenho a mamãe e ela vai me ajudar a dobrar o papai.
Eu ainda tenho que conversar com Sasuke sobre isso mais uma vez, mas sem brigar. Por falar em Sasuke, olhei no relógio e vi que já são 15:29h, ele está 29 minutos atrasados e se tem uma coisa que Sasuke não faz é se atrasar. Será que ele tá me chifrando por aí? Para, não viaja Sakura. Então a campainha tocou me tirando desses devaneios desnecessários.
— Isso são horas, Uchiha? — tentei ser séria, mas não consegui e Sasuke revirou os olhos;
— Nem me atrasei assim, deixe de mimimi – disse enquanto entrava na minha casa;
— 29 minutos, isso é muito – disse tentando parecer raivosa;
— Olha que fofa ela, contando os minutos pra me ver – disse em tom de deboche;
— Porra, se eu sou bruta reclama, se eu sou fofa também... Assim não dá – fingi indignação;
— Eu fui comprar dangos pra você — me mostrou uma sacolinha cheia de dangos;
— Ai que delícia.... Eu já disse que te amo? — dei um sorriso amarelo;
— Interesseira – disse revirando os olhos.
Em vez de responder alguma coisa eu fui beijar meu namorado, afinal eu mereço e muito. Dei um selinho, mas logo ele abriu a boca pra mim e eu me joguei. Nosso beijo foi ficando intenso, a gente mal se separava pra respirar. Comecei a mordiscar sua orelha e depois voltava pra sua boca. Eu sempre gostei de dominar a situação e Sasuke nunca reclamou. Quando eu já ia começar a tirar sua blusa ele me interrompeu.
— Sakura... — ele tentava se desvencilhar, mas eu não deixava;
— Hn;
— Estamos... estamos na sala... dos seus pais – disse ofegante;
— Estamos sozinhos – disse me segurando em seu pescoço;
— Melhor irmos para o quarto, imagina se seus pais pega a gente aqui? — disse preocupado, mas sem tirar seus lábios dos meus;
— Eles irão demorar, mas se você prefere assim... — sorri maliciosa pra ele puxando-o pra meu quarto.
Assim que chegamos ao quarto, só deu tempo de fechar e tancar a porta. O Sasuke comedido sumiu e eu adorei. Os beijos estavam mais intensos que antes, Sasuke puxava meu cabelo pra trás e tinha acesso livre ao meu pescoço, como eu gostava daquilo.
Quando dei por mim Sasuke estava por cima de mim apenas de cueca e eu ainda resistia bravamente de calcinha e sutiã, o que não demorou muito pra meu namorado arrancar. O sutiã foi primeiro e meus seios ficaram exposto pra o deleite de Sasuke, que não perdeu tempo e beijou intensamente o meu seio direito enquanto pressionava o esquerdo. Mordidas leves em torno dos meus mamilos e eu arfava.
— Sa... Su...Ke – eu gemia seu nome;
Ele não parava e ficava bastante satisfeito quando eu chamava seu nome. Ele beijava todo meu corpo, eu acho que vou explodir. Com toda força que eu tinha troquei de posição ficando por cima.
— Minha vez – disse sorrindo maliciosamente pra ele;
— À vontade – disse ele devolvendo o sorriso malicioso pra mim.
Beijei todo seu corpo, deixei uma marca sem querer ou não em seu pescoço, ele ficaria puto, mas eu não tô ligando. Percorri todo seu abdômen com minha boca, depois voltava ao seu pescoço e boca. Decidi dar um fim aquela deliciosa tortura e fui direto ao caminho da felicidade. Tirei a cueca de Sasuke e coloquei minha boca em seu membro.
— Sa... ku... ra – agora era a vez dele e eu não pude deixar de sorrir vendo aquela cena.
Fiz movimentos de vai e vem e vi Sasuke se contorcer de prazer, como eu admirava aquela cena, mas eu sabia que se continuasse ele ia gozar. Essa é a vantagem de você transar a bastante tempo com uma pessoa, você sabe quando ela está chegando ápice. Não pensei duas vezes e troquei nossa posição mais uma vez.
Sasuke não demorou muito e tirou o único pedaço de pouco pano que sobrava, a minha calcinha. Beijou minhas pernas e até meu pé, ele estava se deliciando com a cena que tinha à sua frente, então voltou ao meu pescoço e foi até minha orelha:
— Tão linda assim e só pra mim – disse pra mim e eu não pude deixar de gemer em êxtase;
Então ele foi até a minha intimidade e a beijou, dando sugadas leves em meu clitóris me fazendo arfar e apertar o lençol. Percorreu toda a minha intimidade com sua língua em estado de fúria, e então ele colocou dois dedos fazendo movimentos circulares dentro de mim.
Parou de beijar o meu sexo, mas ainda continuava com seus dedos dentro de mim e foi até meu ouvido.
— Sempre tão molhada – ele dizia e ofegava em meu pescoço;
— Sasuke... isso... é... maldade – eu não sei da onde consegui forças pra falar;
— Eu nem comecei – disse, beijou meu pescoço e eu gemi.
Quando menos esperei Sasuke tirou seus dedos e me penetrou com seu membro. Deu leves estocadas e depois entrou em ritmo intenso e frenético. Não demorou, logo chagamos ao clímax e explodimos um no outro.
Ele me deu um selinho, saiu de dentro de mim e se deitou ao meu lado com a cabeça em meu peito. Enquanto nossa respiração voltava ao normal, Sasuke fazia carinho em minha barriga e então peguei no sono.
Por Sasuke
Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é observar a Sakura dormindo, principalmente quando ela se aninha em meu peito. Eu sinto que posso protegê-la de tudo e de todos, mesmo que ela não precise. Por mais que ela ache que seu jeito forte e independente me irrita é justamente o contrário, foi esse jeito dela e claro seu sorriso, que me conquistou e me faz ficar que nem um bobo apaixonado.
— Que coisa mais feia Uchiha, olhando uma mulher pelada – disse Sakura ao acordar afastando os meus pensamentos;
— Feio seria se eu não apreciasse essa bela visão da minha namorada pelada – dei um sorriso malicioso pra ela;
— Safado – ela disse jogando o travesseiro na minha cara;
— Linda da cara amassada – disse tirando o travesseiro e fazendo carinho em seus cabelos;
— Adoro quando faz cafuné em mim — tão fofa;
— Eu sei – disse e depositando um beijo em sua testa;
— Sasuke, a gente precisa conversar – lá vem, Sakura quando começa com essas não para mais;
— Hn – suspirei e fiz cara de poucos amigos;
— Nem adianta fazer essa cara – ela disse seca, bem bipolar – a gente teria que conversar sobre isso cedo ou tarde;
— Eu sei – falei derrotado – só não quero que a gente brigue de novo;
— É só você não brigar comigo – me deu um sorriso amarelo, eu nada respondi então ela continuou – As inscrições para as Universidades já começaram e como você sabe, eu sonho em fazer medicina na Universidade de Tóquio, mas eu queria que você fosse pra la junto comigo – fez beicinho pra mim, mas não adiantou;
— Sakura, eu já te disse mil vezes que eu não quero estudar na capital. A faculdade daqui é excelente e estudando aqui ficamos perto de nossa família e amigos – disse sabendo que não faria muita diferença. Quando Sakura coloca uma coisa na cabeça não há quem tire;
— Eu sei, mas você sabe que eu quero sair daqui... viajar, ganhar o mundo, conhecer novas pessoas, novas culturas...
— Mas você não precisa estudar em Tóquio pra fazer tudo isso – acho que finalmente eu estou ganhando;
— Sasuke, você sabe que não é só isso... Minha relação com meu pai tem ficado cada vez pior, ele faz planos pra mim, quer que eu assuma o hospital, quer mandar até na minha especialização indo pra capital eu farei tudo diferente – respirou fundo – você sabe que eu não gosto de ninguém montando um futuro pra mim;
Eu odiava ver Sakura daquele jeito, mas eu também não podia mudar minha vida simplesmente por isso. Por mais que a gente se amasse nós tínhamos uma visão de mundo diferente. Eu quero ficar aqui, me tornar professor e viajar apenas em época de férias. Esse é meu jeito e isso sou eu.
— Sakura, eu te entendo e você sabe disso. Meu pai e eu não somos melhores amigos, ele ainda não digeriu o fato de que eu não farei engenharia civil e tomarei conta da Construtora Uchiha – Se tinha uma coisa que nós tínhamos em comum eram os nossos pais e a nossa relação com eles – eu te apoio, mas você precisa enfrentar o seu pai, ir estudar em Tóquio está soando como fuga pra mim e eu não quero isso;
— Não é fuga, é apenas juntar o útil com o agradável – ela dizia me encarando com olhos gentis – eu preciso de tempo de tudo isso aqui, sair um pouco da aba dos meus pais e fora que se formos pra lá teremos mais liberdade e podemos morar juntos – eu sabia que ela ia apelar;
— Eu queria tanto entender o seu problema com Konoha – tentei manter meu tom de voz estável – a vida aqui é tão boa, você tem tudo aqui... eu realmente queria entender;
— Justamente por isso, aqui todo mundo me conhece, mas ao mesmo tempo não – ela dizia como se fosse óbvio, mas pra mim não era – ninguém vê Sakura, as pessoas vêm a princesinha de Mebuki-sama e Kizashi-sama, a herdeira dos Haruno e eu sou muito mais do que isso. Eu quero ser mais que isso, quero conseguir as coisas pelos meus esforços e não por ser filha de pessoas importantes, eu quero ser apenas Sakura;
— Você indo pra Tóquio não vai mudar o fato de você ser filha de quem você é ou o fato de que um dia herdará o hospital... Cedo ou tarde você terá de aceitar isso, não dá pra apagar uma história assim – por mais que o motivos dela sejam relevantes, ela precisa entender que certas coisas não dão pra mudar.
— Eu não quero apagar história nenhuma, eu amo meus pais, mas eu não quero isso pra mim. Tô cansada de ser julgada dessa forma... Cansada das pessoas esperarem aquilo que eu não sou.
— E desde quando você liga para o que os outros pensam? — isso não combinava com ela;
— A partir do momento em que meu pai começou a pensar igual a todos eles – suspirou – e às vezes até você, eu sei que você não gosta desse meu jeito bruto... — ela não conseguia me encarar mais;
— Sakura, jamais repita isso – puxei seu queixo fazendo seus olhos focarem os meus – eu amo você do jeito que você é, nunca te pedi pra mudar e nem quero isso. Você que tenta ser algo diferente do que você é, achando que eu vou gostar mais de você por isso – puxei-a contra meu peito e lhe dei um abraço – eu amo você minha brutinha irritante;
— Desculpa por descontar em você – senti lágrimas escorrerem por meu peito, eu odiava que ela ficasse desse jeito – mas essa situação com meu pai está insuportável;
— Eu sei, mas você precisa enfrentá-lo e mostrar quem manda na sua vida é você – disse enquanto limpava suas lágrimas – eu nunca vi minha Sakura fugir de uma batalha – lhe dei uma piscadela;
— Tudo bem, eu farei isso – ela não chorava mais – eu e papai somos extremamente orgulhosos e dificilmente damos o braço a torcer;
— Nem notei isso – disse em sinal de deboche e ela bufou;
— Mas eu posso te pedir uma coisa?
— O que você quiser – não sei bem se deveria responder isso conhecendo minha namorada como ela é;
— Eu também me inscrevo na Universidade de Konoha e você também se inscreve na Universidade de Tóquio – suspirou– por favor?! — disse unindo as mãos como se implorasse por isso;
— Tudo bem – não queria brigar e não custava nada;
— Promete? — ela indagou
— Prometo – disse a abraçando;
— Tô esperando... — ela disse impaciente;
— Eu já disse que prometo;
— Nada disso mocinho, você tem que tocar com os dois dedos na minha testa pra promessa ser válida – me deu língua e eu revirei os olhos;
— Eu prometo, brutinha e irritante – falei tocando sua testa e depois selei os nossos lábios;
— Obrigada – me dizia com olhos gentis – Te amo;
— Olha, como ela fofa – falei apertando seu nariz;
— Idiota – mas é muito irritante mesmo;
— Não elogio mais – depois disso ela me mostrou os dois dedos do meio e eu lhe dei um beijo.
Ficamos agarradinhos, Sakura pegou no sono e eu fiquei admirando sua beleza mais uma vez, poderia passar a eternidade fazendo isso e seria o homem mais feliz do mundo. Mas eu realmente estava preocupado com toda aquela situação, espero que Sakura mude de ideia e fique aqui. Não sei como lidaríamos com um namoro à distância, mas por ela e por nós dois, se fosse preciso eu tentaria.
Coloquei meu rosto em seu pescoço e com aquele delicioso cheiro eu peguei no sono e dormi como se não houvesse amanhã.
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