Dastan & Tâmina
15 Conhecendo
Ah, a adolescência. Deixa os hormônios a flor da pele, e faz com que aconteça uns probleminhas de afiação no cérebro desses jovens.
Ryu e Tâmina eram grandes amigos na infância, e tiveram bons momentos juntos. Talvez, se não fosse a intromissão de um certo alguém, esses dois teriam se tornado melhores amigos.
Primeiro ano do ensino médio, Dastan está viajando com seu pai a negócios. Tâmina se candidata pra ser monitora de alguns alunos, e acaba sendo escolhida justamente por Ryu.
Desculpem-me, senhoras e senhores, mas apesar de termos um grande amor, todos nós já tivemos alguma paixão.
O AUTOR
–-----------------------------
A diretora Fett estava abrindo vagas para monitores, e Tâmina não perdeu tempo antes de se inscrever. Gostava de ajudar os outros, e isso seria uma grande oportunidade.
Os monitores eram requisitados pelos alunos que precisavam de assistência, e Tâmina era uma das monitoras que mais eram escolhidas.
Porém, certo dia, Tâmina se surpreendeu ao ser requisitada por Ryu. E não foi só porque ela sabia muito bem que ele podia se virar sozinho, ela ficou com certo receio por causa de coisas do passado, coisas que não gostava nem de lembrar.
– O que você quer, Ryu? — Tâmina perguntou ao encontrá-lo no refeitório.
– Bom dia pra você também, gatinha. — ele respondeu sarcasticamente.
Tâmina ficou toda vermelha de vergonha, e Ryu ficou com pena dela.
– Ei, ta tudo bem, relaxa. Eu sô... Só queria conversar com você. Mas você nunca pode. É uma loucura pensar que até o seu celular é gram... — Tâmina tampou a boca dele rapidamente, o interrompendo.
– Dá pra não tocar nesse assunto? — ela pediu, se sentando.
– Me desculpe. — ele pediu, sendo sincero. — É que tudo isso é bizarro, e injusto.
– É o certo. — ela disse, consultando seu relógio. — Olha, vou te dar vinte minutos de monitoria. Okay?
Ryu sorriu, esperançoso. Era mais do que ele poderia esperar.
– Tudo bem. — ele respondeu. — Pra começar, eu tenho algumas perguntas pra te fazer.
– Aposto que não são perguntas de história. — Tâmina comentou, tentando fazer graça da situação.
– Primeira pergunta : eu fui seu primeiro beijo? — ele perguntou, na lata. Tâmina voltou a ficar vermelha de tanto constrangimento. — Baby, se não quiser responder, tudo bem.
– Eu não quero. — ela disse, veemente.
– Tudo bem, próxima pergunta. Uma vez, você disse que era apaixonada por mim. Isso foi verdade?
– Mas é claro que foi! — ela afirmou, estarrecida. — está duvidando de mim agora? Sabe que eu sou sincera.
Os dois ficaram em silêncio, se encarando, até que ele resolver falar.
– Você disse que gostava de mim um dia depois de brigar com ele. E no dia seguinte, e não negue Tâmina, eu te vi beijando ele.
– Eu sinto muito. — Tâmina sussurrou. — Eu não sabia... Aquilo foi...
– Vai dizer que ele te beijou a força? — Ryu perguntou, dando risada. — Eu até hoje me lembro dessa cena. É sempre assim, ele estala os dedos, e você vai correndo.
Tâmina se levantou, irritada.
– Quer realmente falar disso? Lavar roupa suja? — ela perguntou, furiosa. — Quer realmente saber o motivo de eu sempre escolher ele?
Ryu se levantou também, e fez que sim com a cabeça. Tâmina rodeou a mesa, até ficar na frente dele. Olhou para alguma coisa por sob o ombro de Ryu, e o beijou.
Ryu ficou sem reação por alguns segundos, e depois correspondeu ao beijo. Quando Tâmina se afastou, ele a olhou, confuso, e ela parecia culpada.
– Se quiser ir adiante com o que vou pedir agora, você vai por sua própria conta e risco. Okay? Mas você finalmente vai poder entender. — Ryu acenou com a cabeça, e Tâmina suspirou. — Me beija, mas me beije a força.
Ryu não entendeu nada, mas puxou Tâmina para si.
– Eu vou pedir pra vocé parar, mas nâo pare. Entendeu? — ela sussurrou no ouvido dele e ele fez que sim com a cabeça. — Não importa o que eu diga ou o que eu faça, não pare.
Ryu a beijou, e nos primeiros segundos, ela corespondeu. Só que em seguinda, ela começou a pedir pra que ele parasse, e a tentar empurra-lo. Ryu quase a soltou, mas se lembrou do aviso dela. Mas não deu muito tempo pra pensar, pois logo ele foi puxado dela, e quase caiu pra trás.
Ele tentou entender o que estava acontecendo, e viu Dastan ali. Dastan tinha puxado ele pra trás. Dastan e Tâmina estavam se encarando, como se estivessem em uma conversa silenciosa.
– Você está bem? — ele perguntou, preocupado.
– Preciso que vá embora. Me espere no estacionamento. — Tâmina pediu a ele, e Dastan se afastou.
Quando Dastan saiu do refeitório, uma lágrima caiu do olho de Tâmina. Ela olhou pra Ryu, um Ryu que parecia transtornado.
– Ele me viu te beijando, e não fez nada. Ele te viu me beijando a força, e ele veio perguntar se eu estava bem. — ela explicou. — Não percebe? Você diz que eu sou uma submissa por seguir tudo o que ele manda. Mas eu vou te contar um segredo, Ryu, e espero que entenda. Dastan nunca faria uma coisa pra me machucar, nunca. Ele me protege constantemente, e faria tudo o que eu dissesse. Ele precisa de mim.
Tâmina saiu do refeitório, indo atrás se Dastan. Encontrou ele no estacionamento, apreensivo. Ela limpou as lágrimas e o abraçou.
– Sinto muito, Dastan, mas eu precisava fazer isso. — ela disse, quase chorando. — Sinto muito.
– Vai ficar tudo bem, Mina. Vai ficar tudo bem. — ele disse, dando um beijo na testa dela.
Ela sorriu, e resolveu provocá-lo.
– Chegou mais rápido do que eu pensei. Eu tinha dado trinta minutos.
– Eu estava na cidade quando me ligaram. — ele disse, olhando pra ela. — Às vezes, Tâmina, eu acho que você faz de propósito, só pra me irritar.
– Você me conhece. — ela disse, se soltando dele.
– Sim... Conheço.
Fale com o autor