Darkness
29 Capítulo 28
Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem, foi por preguiça mesmo, admito. T.T kkkkkkk
Mas hoje criei coragem e editei mais um capítulo Õ/ kkk
Não vou dar um dia para postar novamente, pois não sei... Mas não me abandonem, por favor (:
Ah é, Paty, eu já falei e agradeço novamente, muito obrigada pela recomendação. Sério mesmo (:
Obrigada a todos os reviews, e bem vindas as novas leitoras. Espero que continuem comigo até o final.
Enfim, vou parar de falar e boa leitura.
– O que você está fazendo aqui? – Perguntei revoltada.
– Você sumiu, eu te procurei, e bem achei, legal não é? E sua cama estava assim: Vem Gabriel, vem. Como eu iria recusar uma oferta dessas e ainda mais com um brinde desses.
– Primeiro me solta, por favor. – Sim, ele ainda estava grudado a minha cintura. E então me soltou. – Obrigada. Segundo, eu não mandei você deitar aqui comigo, seu atrevido.
– Não precisa pedir, eu faço esse favor a você. – Que idiota. Levantei-me da cama e me sentei olhando revoltada para ele. Mas ele continuou do jeito que estava, todo esticado na minha cama com a cabeça apoiada no braço olhando para mim.
– Fala sério Gabriel, isso já está passando das contas. Por favor, não faz isso.
– Por que você é assim comigo? Falando sério, o que eu te fiz? Para que essa ignorância toda. – Pensando bem, ele não tinha me feito nada, eu simplesmente não gostava dele, isso era fato, mas agora, ficar longe dele, estava virando questão de sobrevivência, cada vez que ele chegava perto de mim era como se meu coração pulasse a ponto de sair pela boca ou até mesmo explodir, como eu havia dito antes, é uma coisa inexplicável, mas eu sinto que não podemos ficar juntos, como naquele pesadelo, eu não queria perde-lo, não suportaria se começasse a gostar dele, e de repente por minha causa ele morrer. – Melanny, me responde. – Ele me chamou pelo nome e eu saí do meu estado de transe e o encarei, agora ele estava sentado, com a expressão séria.
– Eu não sei, tenho medo de gostar de você de mais a ponto de se te perder não suportar. – Falei olhando em seus olhos e sendo sincera pela primeira vez, pelo menos com ele.
– Por que isso aconteceria? Você não acha que se fosse outro já teria desistido? Não percebeu que eu gosto realmente de você?
– Por que você gostaria de uma garota como eu se você pode ter uma melhor? Eu ainda sou uma criança, muito infantil e olha só você.
– Tudo bem, hoje eu estou calmo, eu explico, mas vai ser uma única vez, então preste atenção. Eu gosto de você pelo que você é. Não adianta eu procurar uma pessoa que seja da minha idade, e procure nela o que certamente só encontrarei em você, garota, se toca eu estou falando com você, presta atenção no que eu estou falando. – Falou estalando os dedos no meu rosto, por que parecia que eu estava viajando, mas na verdade eu só estava imóvel por que estava muito atenta ao que ele dizia, e estava tentando absorver cada palavra sua.
– Eu estou prestando atenção.
– Então, você entendeu? Não tem como você me perder se você não tiver, eu quero você, não deu para perceber? – Eu estava sem reação, meu coração estava num ritmo descompassado, meus pensamentos estavam a mil, a única coisa que eu podia pensar era. “Como isso poderia acontecer?”, eu estava daquele jeito e no outro segundo eu já o estava beijando, agora com todo o cuidado, para não machucar o seu braço, e novamente eu estava em cima dele, não passaria daquilo, eu não deixaria, eu não queria, partimos o beijo por que novamente o fôlego nos faltou, maldito oxigênio, e então ele me pegou de surpresa mais uma vez. – Você quer namorar comigo?
– O que? – Perguntei surpresa e comecei a sair de cima dele, mas ele agarrou minha cintura me fazendo ficar no mesmo lugar que estava. Sentada no abdômen dele, diga-se de passagem. – Eu namorar com você? Não acha que está indo rápido de mais?
– Não, não acho nem um pouco, é que desde que eu comecei a gostar de você, eu penso nisso, nesse momento, e sei lá, eu quero mostrar pra todo mundo que você é minha namorada.
– Ah que fofo, mas eu não quero namorar agora, por favor, me entende, começamos a ficar ontem e você já me vem com essa de namorar, vamos mais devagar sim? – Propus acariciando seu rosto com as costas das mãos.
– Tudo bem, se você quer assim. – Fez um bico, que eu logo desfiz dando um selinho, e ele deu uma risadinha baixa.
– Obrigada. – Falei apertando suas bochechas e trazendo-o para perto de mim, vocês já devem saber para que né? Então não preciso dizer. Ficamos ali no meu quarto nos amassando e conversando sobre varias coisas por horas, não sei exatamente quanto tempo ficamos ali. Estávamos nos beijos e abraços quando alguém abriu a porta. Mais que droga, não se pode ficar com a porta fechada em nenhum lugar que já vem alguém atrapalhar, eu ainda não tinha percebido que tinha alguém ali, até que o Gabriel me cutucou e partiu o beijo. Olhei imediatamente na direção em que ele estava olhando e que ótimo, era a Sidney, só poderia ser para estragar meu prazer.
– Que coisa linda, eu me preocupando com você e você ai no maior amasso com essa peste, parabéns. – Falou sarcástica, batendo palmas.
– Não o chame de peste. – Falei dando um beijo nele e ela faz uma careta engraçada. –E a propósito, como você entrou?
– Tenho as chaves esqueceu? – Ela ergueu a mão mostrando as chaves da minha casa, eu dei essa cópia para que quando ela estivesse em casa poder sair ou entrar quando quisesse.
– Que droga, esqueci de pegar elas. – Brinquei.
– Ainda bem. Mel, podemos conversar?
– Já estamos conversando. – Falei confusa.
– A sós. – Falou olhando para Gabriel, que logo se tocou.
– Tudo bem, eu saio, que droga Sidney. Da licença Mel. – Ele falou me tirando de cima do seu colo. E assim que se levantou saiu do quarto, Sidney foi atrás dele, acho que para se certificar de que ele não nos ouviria, logo voltou desconfiada.
– Não acredito que você fez isso, vocês estavam sozinhos aqui, mancada Mel. – Começou dando sermão.
– A culpa não foi minha, ele veio me deixar aqui, e bem, você viu o resto.
– Ontem mesmo você disse que não queria ver ele nem pintado, e agora eu chego e vejo vocês dois assim, será que aquilo era verdade mesmo?
– Senta aqui. – Bati na cama e ela sentou. – Acho que no fundo, eu sempre gostei dele sabe, ele é tão fofinho, não consegui resistir, e ontem quando eu fui procurar você, o encontrei no parque e bem, nós ficamos, e hoje de novo, e agora a pouco ele me pediu em namoro, minha cabeça está a mil até agora. – A cada palavra que eu dizia, ela arregalava os olhos.
– Esperai que eu acho que não entendi, você disse que ele te pediu em namoro? – Perguntou com os olhos arregalados, foi muito engraçado. – E você aceitou claro, do jeito que vocês dois estavam.
– Ai menina, para de me lembrar, já é a segunda vez que somos pegos no flagra, em dias seguidos, e não, eu não aceitei.
– COMO É? – Ela gritou e eu tapei a boca dela com uma de minhas mãos.
– Cala a boca criatura.
– Desculpe, mas você está louca? Ele te pede em namoro e você não aceita, tem o que na cabeça?
– Eu pedi para esperar, não quero me precipitar Sidney.
– Tudo bem, você está certa, mas eu achei um erro isso.
– O que? De eu não ter aceitado?
– Não, de você não ter me contado, sua cachorra. Nunca mais me esconda nada que eu te mato ok?
– Desculpe, não tive tempo, não se lembra do que aconteceu ontem? Nem voltei para casa à noite.
– O QUE? – Gritou novamente, o povinho que acha que eu sou surda.
– Para criatura, quer me deixar surda sua escandalosa. E não, eu não dormi em casa.
– Dormiu aonde? – Perguntou confusa.
– No hospital com ele.
– Naquele sofazinho desconfortável? – Neguei. – No chão então? – Neguei novamente. – Meu Meus, acho que estou pensando uma coisa, não, não pode ser, você não faria isso. – Assenti. – VOCÊ DORMIU NA CAMA COM ELE?
– Para de gritar caramba. Dormi sim, mas não fizemos nada, apenas dormimos. – Ela pareceu se acalmar. – Não queria ir embora aquela hora sozinha, e ele não deixou.
– Como é fofinho esse menino, da até vontade de apertar.
– Da sim, mas é meu. – Falei e ela deu de ombros rindo.
– Não ligo em dividir. – Lancei um olhar mortal para ela e ela riu. – estou brincando Mel, agora deixa eu te contar uma coisa.
– Diz, o que eu perdi? – Perguntei curiosa.
– Lembra de quando nos encontramos e eu estava com seu irmão?
– Sim, o que tem?
– Então, eu estava te procurando, e então o achei, e resumindo, nós ficamos de novo. – Falou ficando vermelha.
– Está apoiada cunhadinha. – Falei fazendo uma voz nojenta e rindo muito. – Pegou ele de jeito?
– Mel, por favor, né. – Falou envergonhada.
– Então quer dizer que você pode saber do que eu faço com o Gabriel e eu não posso saber o que você faz com meu irmão? Ok então, não te conto mais nada.
– Está bem, eu conto. Foi tão bom, ele é tão fofo.
– Eu sei, não quero mais saber, mas seja bem vinda à família cunhadinha. – Ela bateu no meu braço e eu ri. – O que? Vai dizer que não ia gostar? – Revirei os olhos e ri.
– Tudo bem, eu iria adorar, mas não conte nada ainda, por favor.
– Tá, vamos descer?
– Por quê? Já começou a sentir saudades? Já estou vendo tudo, ai que grude que vai ser. – Falou rindo. E começou a levantar junto comigo. – Mas, por favor, não faz isso de ficar com ele na minha frente, não quero segurar vela.
– Ok, vamos. – Falei puxando-a para baixo.
Notas finais
Boa noite e até a próxima. (:
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