Darkness

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Espero que gostem do primeiro capitulo (:

06:30 sou acordada com minha mãe me chamando à porta, levanto e vou me arrastando para o banheiro, hoje seria o primeiro dia de aula do ano. Ótimo, tudo de novo, cochichos, humilhações, xingamentos. Mas eu já estava acostumada com isso, escovei meus dentes lavei meu rosto e vesti uma roupa qualquer, peguei meu material e desci para a cozinha, peguei uma maçã e sai de casa.

Rumei à escola, na rua foi o mesmo de sempre, as poucas pessoas que passavam por mim me olhavam cochichavam e/ou riam. Eu sentia vergonha é claro mais nunca conseguia mudar, já tentei admito, mais ficou bem pior que antes. Cheguei à escola e começou tudo de novo, as meninas bonitas passando por mim e rindo, os garotos idiotas que pensavam que eram melhores que os outros sempre soltavam piadinhas. Tudo como esperado por mim, então nem liguei.

Estava na sétima serie com 13 anos, mas desde que eu entrei nessa escola foi assim. Sem amigos, sem alegria, torturas psicológicas todos os dias, etc, etc. Não gosto de lembrar disso.

– Olha só gente não é ela apareceu. Pensei que tinha ficado em casa trancada ou até mesmo morrido durante essas ferias, nos pouparia de ver... -e me olhou de cima a baixo. Já tinha entendido o que ela quis dizer, mas fiquei quieta. — Por que você pelo menos não penteia esses cabelos? Acho que assim fica menos feia queridinha. tagarelou ela mais uma vez.

– Obrigada por falar. Mas eu não to afim, então... Da licença, por favor. Falei impaciente. Mas as três não saiam da minha frente.

– Ah Patty para de perder seu tempo amiga, ela não serve pra nada, poderíamos estar fazendo coisas bem melhores do que estar com essa coisinha toda descabelada. falou a amiga dela, acho que era Pâmela, estava essa e mais outra que se chamava Lindsay, a qual eu não entendia do por que ela não mexia comigo ate hoje, acho que ela não era igual às outras cobras, mas andava com elas, então era.

– É amiga, vamos sair daqui. – Falou Lindsay.

– Ai ta bom. e olhou pra mim Mas eu ainda não terminei com você. – E saiu sendo puxada pelas suas duas seguidoras, deve ser horrível ser capacho de uma cobra como essas duas são.

– A claro, querida, volte sempre que quiser. gritei para que ela pudesse ouvir. – Fiz uma careta e continuei a andar, dessa vez, sem interrupções.

Bateu o sinal e eu fui a primeira a entrar, não queria ser o alvo de todos aqueles idiotas. Fui para minha sala e sentei na ultima cadeira da fileira da parede e abaixei a cabeça, sempre isolada e sozinha. Cinco minutos depois todos começaram a entrar na sala, era aquela falação, afinal todos tinham novidades para contar sobre as férias e blábláblá. A professora logo chegou sentou e se apresentou.

– Oi pessoal, meu nome é Ângela e sou professora de matemática, por que como sabem a professora Marta foi para outra escola. — Ela começou a falar algumas das regras dela, exemplo, não ficar no celular durante a aula, não ouvir musicas, não conversar, como sempre, o básico de todos os professores. Bom, quero que vocês se apresentem, qual seu nome, idade, desde quando estuda aqui, etc, etc, etc. todos falaram e quando chegou à minha vez ela me olhou curiosa e perguntou. – E você querida? de repente me vejo com todos olhando para mim e rindo.

– Melanny, 13, sempre estudei aqui. — e voltei a baixar a cabeça. Acredito que depois disso, ela ficou um pouco desconfortável, mas não me importo.

– A claro, agora que nos conhecemos vou passar algumas coisas do ano passado para recapitular com vocês. — E virou-se, quando ia começar a escrever é interrompida com batidas na porta. Levantei minha cabeça e pude ver que era a diretora com uma garota ao seu lado.

– Olá dona Ângela, desculpe atrapalhar é que eu vim deixar mais uma aluna nova aqui. – Disse ela.

– Imagina dona Lidia, pode entrar. — Ela olhou para a menina. A garota entrou, a porta se fechou e ela falou. — Qual é o seu nome querida?

– Sidney, fui transferida a pouco de outra escola, e tenho 13 anos. – Ela sorriu sem graça.

– A claro pode sentar ali na penúltima cadeira. – A professora apontou para a cadeira a minha frente, ela sempre ficava vazia, pois ninguém se atrevia a sentar perto de mim, o porquê eu não sei, mais enfim. A menina assentiu com a cabeça e foi sentar-se ao seu lugar. O sinal logo bateu anunciando o término da primeira aula e começo da segunda, e como só era uma aula de matemática a professora se foi. Então a tal menina virou-se para mim e com sorriso no rosto disse.

– Oi sou Sidney, prazer. – Sorriu. – Seu nome é?!

– Melanny, mas prefiro Mel.

– Ok então Mel, desculpe ser curiosa, mas por que estava aqui na ultima cadeira sozinha? – Ela perguntou.

– Sei lá, acho que as pessoas têm medo de mim. – Sorri e ela começou a rir.

– Acho que não, você parece ser tão legal, estranho estar sozinha. — ela sorriu também.

– Obrigada, mas eu acho que é mesmo por causa da minha aparência.

– Como essas pessoas são idiotas, parece que aqui como no meu antigo colégio são todos iguais ela fez uma cara de tédio. Os detesto. – Eu realmente não estava entendendo, uma menina linda, e legal como ela, falando com alguém como eu? Estranho, ela deve ser uma das amigas da Patrícia, só de pronunciar esse nome já me da enjôo.

– E de onde você veio? – Perguntei, ela ia começar a responder, mas foi interrompida pela cobra. Incrível, pensar nela e ela aparece.

– Oi querida, Sidney não?! – Sidney fez que sim com a cabeça. – Então, eu sou a Patrícia, prazer, mas todos aqui me conhecem por Patty. – Sorriu com aquela cara de jararaca. – E essas são Pâmela e Lindsay. apontou para as meninas que estavam ao seu lado, e as mesmas sorriram.

– Oh sim, prazer. — Sidney sorriu.

– Então, eu vim aqui avisar a você a não se juntar a essa ai, ela não é uma boa companhia pra você, se quiser pode se juntar a nós. – Patrícia falou e sorriu inocente.

– Claro querida. E quem decide quem é a melhor companhia pra mim? Você? Não obrigada, de gente como você eu já estou cheia, e não quero virar um capacho seu como essas duas ai atrás apontou para as meninas Obrigado. — sorriu e voltou a falar comigo. – Então Mel, do que estávamos falando mesmo?

– Você vai se arrepender de não ter aceitado ficar longe dela, arque com as consequências depois. – E saiu pisando fundo com as suas seguidoras atrás. E eu. É claro que eu fiquei boquiaberta com o que acabara de presenciar, a menina preferiu continuar comigo a com as mais populares. Não me contive, tive que perguntar.

– Não acredito que você as dispensou. — falei em tom de surpresa elas não vão esquecer isso, e ainda mais serem trocadas por mim, que sou uma insignificante.

– Bom... Não ligo se elas são populares ou não, não ligo se elas vão se esquecer disso ou não, não sou obrigada a me tornar uma capacho dela. São muito superficiais e me da nojo ficar perto delas, não tem nada na cabeça. Prefiro ficar com alguém que não é conhecida do que ser rotulada como puta, por que, já olhou o jeito que elas se vestem e com quem andam? E olha que elas têm a mesma idade que nós duas. – Assenti. – Então, não sou assim e não vou mudar meu jeito por qualquer porcaria. – Eu ainda estava surpresa com aquilo, parece que realmente ela não se importava com quem andava ou com quem falava. Gostei muito dela por isso.

Notas finais
O que acharam? Quero todas as opiniões, por favor.Amanhã postarei o segundo capitulo. Espero mesmo que gostem, e claro, deixem reviews,e me deixem feliz por poder continuar a postar. Obrigada (: