Darkness

3 Capítulo 2


Notas iniciais
Espero que gostem, sério. Por que fiquei tão feliz ao fazer essa historia. (:

– Ainda não acredito que você deixou de ser popular para ser alguém como eu. – Insisti.

– Eu já disse, esse tipo de gente me dá nos nervos. Prefiro ficar sozinha a ficar nas “más companhias” como ela mesma disse, e chega desse assunto. – Falou séria.

– Okay. Fim de assunto, mas só pra constar, eu adorei o que você fez com ela, sou sua fã a partir de agora. – Comecei a rir, ela me olhou um pouco séria, mas depois riu junto.

– Então, como você me perguntou, eu sou de New York, meus pais se mudaram a trabalho para cá e claro, eu tive que vir junto. E você? – perguntou.

– Eu sou daqui mesmo, e já vou avisando, não fique comigo se não quiser ser zoada o tempo todo. – Alertei.

– Não ligo. Como eu já disse, eu que decido com quem falo ou deixo de falar. – falou novamente.

– Ok então. – Sorri. E o professor de geografia entrou na sala.

– Oi gente, como já me conhecem, eu sou o Marcos, professor de geografia, vejo algumas carinhas do ano passado – olhou para mim e sorriu. — vejo também que temos alunos novos este ano. – E olhando para Sidney perguntou. – Qual é o seu nome?

– Sidney. – Ela respondeu.

– De onde você veio Sidney? – Perguntou curioso.

– New York – Sorriu.

– Hum... Ok, então vou fazer a chamada, silencio povão. – Ele tinha 24 anos e era muito bonito, e sim, ele era bem divertido, um dos poucos professores que eu gostava naquela droga de escola.

Sidney olhou para trás e cochichou pra mim.

– Ele parece ser bem legal. – Falou ela empolgada.

– É sim, um dos poucos. – Confirmei, ela sorriu e tornou a olhar pra frente. Eu também até que de repente sinto tacarem alguma coisa em mim, olhei para ver o que era, era uma bola de papel e estava escrito: Por que voltou? Não se cansou do que aconteceu ano passado? – virei para os lados procurando quem seria, e dei de cara com os idiotas da minha sala que se achavam os melhores, mas na verdade era um bando de burros. Eles estavam rindo, e continuaram tacando papeis, borrachas e outras coisas em mim. Até que o professor viu.

– O que é isso senhor Caio e Cia? – Perguntou sério. Caio, esse era o nome do garoto que estava fazendo isso, ele era um idiota, sempre que podia me maltratava, mas como eu sou mais ainda, eu gosto dele. Idiota da minha parte, gostar de uma pessoa que só te maltrata. Eu sei.

– Nada não professor. Por quê? Algo errado? – Terminando de dizer isso toda a sala começou a rir.

– Sei... Então pare com esse NADA. – O professor deu ênfase ao NADA. — que esta fazendo agora mesmo, se não todos vocês vão pra direção logo no primeiro dia. Estamos entendidos?

– Sim senhor. – Caio pronunciou ainda rindo, mas cochichou pra mim entre os dentes– você me paga estranha.

– A claro me diga então o dia, a hora e o mês que eu quero estar bem preparada, — rebati irônica – idiota.

– Não gosto de coisas marcadas, no dia você saberá, e está muito perto.

– A ta. Legal. – Respondi entediada e virei pra frente. A aula de geografia passou rápido, e a terceira aula também, o sinal bateu anunciando o intervalo. Eu não iria sair da sala como sempre, para não ser mais humilhada, mas a Sidney quase suplicou, dizendo que não queria ficar na sala, mas também que não queria ficar sozinha no intervalo, então eu fui com ela.

Chegando ao intervalo, foi como se ao invés de vir uma pessoa junto a Sidney as pessoas pareciam ver um E.T. E foram comentários do tipo:

– Nossa. O que essa garota faz com essa estranha, acho que ela quer se sentir melhor andando com um trapo humano desses.

– Ai gente será que ela é cega? Não vê que essa garota é Melanny Gray, a esquisita da escola?

– Não liga pra eles, não importa o que eles falam você é melhor que tudo isso Mel. – Ela falou, tentando me confortar.

– Diz isso pra eles então. – falei irritada, quase chorando, mas de raiva.

– Calma, não chora, assim eles vão ter mais motivos pra continuar fazendo isso. Vem, vamos aos nossos armários pegar nosso lanche. – e saiu me puxando. Ao chegarmos lá, assim que abri meu armário, explodiu uma coisa bem no meu rosto. Eu não sabia ao certo o que era, mas parecia tinta. Sidney olhou para mim com uma cara de espanto. E todos começaram a rir de mim de novo, de repente apareceu o Caio, Murillo, Kaique e Pedro rindo da minha cara.

– Foram vocês seus idiotas. – Apontei para eles.

– Que coisa feia Mel, nos acusando sem provas. – Caio falou cínico, ainda rindo.

– Calma Mel, vem pro banheiro, eu te ajudo a se limpar. E vocês seus idiotas, estão olhando o que ainda? Não tem coisa melhor pra fazer do que ficar olhando as desgraças alheias? Cuidem das suas drogas de vida. – Falou com raiva nos olhos, e então o tumulto foi se dispersando. – Vamos Mel. – Chegando lá eu desatei a chorar, ainda bem que o banheiro estava vazio, então comecei a me limpar e a Sidney me ajudando. –Mel não chora. – ela falou aflita limpando as lagrimas que teimavam em cair.

– É fácil pra você falar uma coisa que não é com você. – Chorei ainda mais, mas não eram lagrimas de tristeza, eram de ódio. – Você não sabe o como é ter uma vida como a minha. Primeiro dia de aula e você já viu o que eles fazem? Imagina até o final do ano o quanto ainda vou sofrer.

– Pois é. Eu não sei mesmo. Mas não é por isso que você vai mostrar sua fraqueza para eles. Fazendo isso, eles só vão ter mais vontade de te machucar. – Ela falou.

– Você tem razão, pelo menos na frente deles eu tenho que ser forte. – Falei decidida. – Eu ainda vou acabar com eles, um a um. — Falei me olhando no espelho.

– Isso mesmo – ela sorriu – pronto já ta limpa, vamos sair daqui, levanta a cabeça e não ligue com o que eles vão falar agora ok? – falou olhando para mim que assenti com a cabeça. Assim que sai ainda tinha pessoas pelos corredores e quando me viram começaram a me olhar e rirem e algumas até comentavam sobre o ocorrido. Eu me senti muito envergonhada como sempre, mas como a Sidney falou, eu não vou mostrar minhas fraquezas para eles. Mas ainda vou acabar com eles, não importa como, mas isso eu sei que vou fazer, e vai ser da pior maneira possível. Sorri com esse pensamento. Continuamos andando até nossa sala, chegando lá sentamos e assistimos as ultimas aulas, mas sempre que dava aqueles idiotas me lembravam de como tinha sido desastroso o dia hoje. Ou seja, meu dia. Finalmente as aulas terminaram, me despedi de Sidney e fui para casa.

Assim que cheguei não tinha ninguém, como sempre, pelo fato de meus pais trabalharem e meu irmão estar na faculdade. Subi para meu quarto, joguei minha mochila longe e comecei a chorar descontroladamente.

E então por um surto de loucura eu comecei a derrubar e a quebrar tudo o que vinha na minha frente. Escutei alguma coisa no meu ouvido, algo como se fosse um grunhido. Parei imediatamente com medo do que quer que fosse os grunhidos estavam aumentando cada vez mais, e se tornavam gritos, gritos horríveis seguidos por gargalhadas ainda piores, que agora ecoavam pelo quarto inteiro. Eu pedia para que me ajudassem, mas não saia nenhum som da minha boca. Depois disso eu não me lembro de mais nada, pois acho que desmaiei tamanha aflição.

Acordei vendo tudo preto, mas depois minha visão começou a clarear e eu estava com outra roupa e deitada na minha cama, não entendi muito bem o que aconteceu aquela tarde, como pode eu desmaiar e acordar na cama? Fiquei pensando aquilo e de repente eu vejo alguém sentado numa cadeira onde não se podia ver o rosto. Assustei-me, mas consegui perguntar.

– Qu-quem é que está ai? – Gaguejei. E a pessoa assim que ouviu a minha voz se mexeu, mas continuou calada. – Não perguntarei novamente. – Eu já estava ficando nervosa. E então a pessoa se levanta e vai atá mim. Claro se eu já estava com medo imagina como eu fiquei. Chegou mais perto da luz e finalmente consegui vê-lo.

Notas finais
Então pessoal, o 2º capítulo ta aí. Quem será a pessoa que ela viu?!

Quero reviews para poder continuar e saber se estão gostando.
Acho que é só isso. Obrigada (: