Darkness
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Espero que estejam gostando.
Obrigada.
Chegamos e como sempre estava tudo muito silencioso, pois como sempre não havia ninguém em casa. Entramos e eu fechei a porta atrás de mim, Sidney ficou olhando toda a casa, me parecia admirada.
– Mel que casa linda você tem. – ela estava mesmo surpresa.
– Quem fez tudo isso foi minha mãe, ela adora esse tipo de coisa, sempre está mudando tudo, é meio chato às vezes. – Fiz uma careta e ela riu. — Enfim, está com fome? – ela me olhou sem graça e só assentiu com a cabeça. – ok, vamos ver o que tem na cozinha. – sai puxando ela. – Bom, a única coisa que tem aqui é, vejamos, macarronada, lasanha, torta, miojo. — ela riu com o ultimo e eu também. – O que vai querer senhorita? – fiz cara de deboche e começamos a rir.
– Vamos ver Alfredo, eu quero lasanha, já que não tem nenhuma comida saudável aqui nessa casa.
– Como é? Alfredo? Ta me chamando de empregada é isso que eu entendi? – me fingi de magoada.
– Acho que sim, magoa não amiga. – ela me deu um abraço e começamos a rir novamente.
– Aham. Agora põe logo o que você quer comer antes que eu te tire daqui a vassouradas e você não come mais nada.
– Você não faria isso. – me desafiou.
– Duvida? – ela negou e continuei. — É, não mesmo.
– Ta vendo, você me ama.
– Aham... Enquanto você fala, eu vou por o que comer, por que se você não esta com fome eu estou.
– Ai como você é chata, ta bom, já coloquei. Vamos para a sala. – saímos da cozinha e nos sentamos no sofá, ligamos a TV e estava passando meu desenho divo. Os Simpsons, eu já disse isso não é? Terminamos de comer e ficamos conversando e rindo de coisas idiotas. – Mel, sabe do que eu me lembrei?
– O que?
– Eu lembrei que você disse mais cedo que tinha uma coisa pra me falar, acabei esquecendo, mas agora que eu lembrei conta. – Sinceramente eu esqueci o que ia falar pra ela.
– Eu não lembro mais o que era Sidney, desculpa.
– A que droga, e eu falei pra você me contar logo, parecia que eu estava prevendo que isso ia acontecer. – ela me olhou com reprovação e eu ri. – não to rindo Mel.
– Se acalma garota, que quando eu lembrar te digo o que era. Vamos pro meu quarto, cansei de ver TV por enquanto. — e sai puxando ela para cima como se ela fosse uma boneca. Chegamos ao meu quarto Sidney viu a minha cama e saiu correndo subiu em cima e começou a pular, ela parecia uma criança brincando, eu estava de boca aberta olhando ela fazer isso, cheguei um pouco mais perto, peguei uma almofada e joguei na cabeça dela, ela caiu sentada em cima da cama me olhando sem entender e eu fiquei rindo da cara que ela fez.
– Não é justo parar minha brincadeira, sabia?!
– E é justo essa brincadeira ser na minha cama? – eu fiz uma careta e ela me olhou sem graça novamente.
– A é, desculpe, tinha esquecido.
– Deixe-me terminar. – ela me olhou curiosa. – Não é justo que você brinque sozinha. – Subi na cama e comecei a pular como ela a minutos atrás, então ela se juntou a mim e começou a pular comigo. Parecíamos duas loucas rindo a toa, ficamos pulando por mais alguns minutos até que abriram a porta para estragar nossa diversão, quando eu vi era o Pablo, ele nos olhava com uma cara assustada e rindo ao mesmo tempo.
– Mel, só passei aqui pra ver se você está melhor, mas pelo visto está sim e tem até companhia. — ele sorriu para Sidney.- Oi, bom pode voltar ao que estavam fazendo, só vim avisar também que cheguei. – ele sorriu novamente e se foi.
Quando voltei a olhar para Sidney ela ainda olhava para a porta com uma expressão engraçada, que dava muita vontade de rir. Cutuquei-a várias vezes até ela sair do seu “transe” e então ela me olhou.
– O que foi? – Perguntou.
– Você está quase babando pelo Pablo. – eu ria muito da cara que ela fazia.
– Quem é Pablo? Esse é o nome dele? Quem é ele? – ela me perguntava super empolgada.
– Ele é meu irmão, o nome dele é Pablo, ele é lindo não é mesmo?
– Lindo? Nem percebi. – ela tentava disfarçar.
– Ah claro, nem viu ele, ok então. – eu continuei rindo e ela continuava tentando disfarçar. Ficamos conversando um pouco mais até que Sidney me olhou com o rosto sério e falou.
– Agora me lembrei de uma coisa, o que aconteceu pra você dar aquele grito hoje mais cedo dentro da sala?
– Tive um pesadelo, nada de mais. – sorri pra ela e continuei como se aquilo não fosse nada de mais. — e bem, eles são meio freqüentes então já me acostumei com isso. — ela me olhou curiosa. Acho que já ate sabia o que ela iria perguntar, “Como eles eram”
– E como são esses pesadelos? – não disse?! – me conta vai. – deitou-se na minha cama apoiando a cabeça os braços.
– Nada fora do normal. Coisa normal como eu já disse, são apenas sonhos. – sorri para ela que me retornou com um sorriso de quem não acreditou muito. – Vamos mudar de assunto, não gosto de lembrar disso.
– Ok, mas depois eu quero saber mais sobre isso. – ela me olhou séria e eu só assenti com a cabeça pausadamente. Ficamos conversando a tarde inteira sobre diversas coisas, escola, músicas, filmes, etc. A conhecendo mais descobri que temos muitas coisas em comum, fora que ela é uma louca, parece que nem teve infância, mas eu gosto disso nela, não é igual aos outros. Quando já era de noite saímos do quarto e descemos até a sala, onde meu irmão estava deitado assistindo algo que passava na TV, assim que ele nos viu sorriu e disse.
– Eu me esqueci de perguntar seu nome. – Ele olhou para Sidney.
– A claro, como eu sou desligada, — ela sorriu um pouco. — Sidney.
– Gostei. Então Sidney, vai dormir aqui?
– Não sei. Para isso eu teria que ligar pra minha mãe. – ela sorriu para ele um pouco nervosa. Que ótima ideia Pablo, finalmente uma ideia boa. Sorri pra ele, e acho que ele entendeu, pois piscou para mim.
– Não seja por isso, vamos ligar pra ela.
– Mas seus pais nem estão em casa Mel, seria errado eu ficar pra dormir se nem se quer conheço eles. – franziu a testa e me lançou um olhar de duvida.
– Se o problema for esse, eu não tenho amigos, então minha mãe vai ficar muito feliz em saber que eu finalmente tenho uma amiga.
– Ok, mas e minhas roupas? Esqueceu que amanhã temos aula? Eu não posso dormir assim. – e olhou para si própria.
– Ai mulher, se o problema for esse, nós vamos ir buscar roupas na sua casa, para de tentar por pedra. – a olhei com cara de tédio. – Então, vai aceitar ou não? – ela me pareceu pensar, mas depois sorriu.
– Ok, vamos tentar então. – disse indo em direção ao telefone. – posso ligar daqui? – assenti e ela discou os números, um tanto preocupada. Não demoraram muito a atender o telefone pois ela já começou a falar.
– Oi mãe, sou eu. Ta tudo bem sim mãe. Eu to na casa de uma amiga minha. Sim mãe, eu já almocei. Aqui mãe. Ta. Me escuta agora. Será que eu posso dormir aqui na casa dela? – vi seu rosto ficar sério de repente. – Ta bom mãe. Eu já estou indo. Beijos – e desligou o telefone.
– Parece que ela não deixou, acertei? – Perguntei derrotada, parecia que não.
– Ela deixou sim. – Depois de falar ela começou a rir e pular como uma louca, o que me assustou, e eu comecei a estapear ela de leve.
– Ai sua idiota, pensei que sua mãe não tinha deixado.
– Deixou sim, ela só falou muito, como você viu. — revirou os olhos – ela só me mandou irem casa, pra ir buscar uma roupa, pois amanhã tem aula e blábláblá.
– Entendi. – ri da cara de tédio que ela fez. — então vamos à sua casa.
– Vamos sim, não é tão longe, da pra chegar rapidinho.
– Vamos então, espera um pouco, só vou avisar ao Pablo que vamos sair e já volto.
– Ta. — sai de lá e fui direto pra sala falar com meu irmão que ainda estava deitado, como ele consegue?
– Pablo, eu vou sair, vou à casa da Sidney pegar umas coisas na casa dela por que hoje ela dorme aqui, e obrigado pela ideia.
– De nada, vocês vão sozinhas a essa hora da noite? – Olhei as horas no relógio da parede e voltei a olhá-lo incrédula.
– Mas ainda são 07:30 da noite. – Eu fiz uma careta para ele.
– Vocês não vão sozinhas e ponto, não quero que quando a mãe chegar surte por que a pirralha dela ta na rua e eu em casa. – ele olhou como se imaginasse a cena. – eu vou com vocês. – eu não ia contestar sua decisão, pois acredito que se não tivesse aceitado, nem sairia na porta. Já vencida eu disse.
– Então vamos logo, levanta desse sofá sua coisa chata. – revirei os olhos e ele riu. – se pelo menos nos levasse de carro, mas não, indo com ou sem você vamos a pé mesmo. Vai logo. – ele levantou se arrastando, parecia que queria me ver irritada. Dei uma tapa na cabeça dele, e ele se apressou.
– Para com isso Mel, que saco, já estou indo. – levantou e foi em direção à porta. Sidney já nos esperava lá fora.
Notas finais
Gostaram? Espero que sim e como sempre, deixem suas reviews para me deixar feliz, e claro, para saber o que estão achando da fic (:
Boa Noite.
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