Notas iniciais
Me desculpem a demora para postar este capitulo, mas com a semana de provas eu me enrolei e não tive tempo de postar. Decidi não revelar ainda a identidade da pessoa e nem os seus propósitos, então aguardem os próximos capítulos! Deixem os seus comentários por favor.

– Desculpe eu fiz isso para que vocês não se machucassem. – Dizia uma sombra no escuro, mas a voz era mais nítida e reconhecível. – Vocês precisam sair daqui logo, não poderei mais proteger vocês.

– Mostre a sua cara! – Disse Rick irritado, eu não podia fazer nada, falar, me mexer nem ao menos respirar, pois estava espantada. Não conseguia acreditar em quem estava por trás daquilo.

– Daiana, eu posso explicar.

– Explicar o que? – Se intrometeu Rick, sem ao menos perceber que a mulher sabia o meu nome.

– Rick! Chega! Vai embora. – Enfim falei, mas palavras que não queria falar.

– O que? Você não ira lutar sozinha.

– Eu já disse chega.

– Mas... – ele começou a falar, mas em um curto brilho sua boca estava coberta de algas.

– Assim esta melhor. – Disse a mulher que se escondia na sombra.

Olhei para Rick, apesar de ele estar se debatendo, tentando tirar aquilo de si, ele estava bem.

– Onde estão os outros?

– Jhynn e Roger estão bem.

– E Matilde? E os pais do Roger? E o meu professor? Eles estão bem?

– Daiana, vá embora, por favor.

– Se não o que, irá me matar também? Cadê o Roger e a Jhynn?

– Serão soltos em breve. – Disse a sombra com uma voz seca.

– Soltos? Quem está os prendendo? O que você quer com eles?

– Com eles não, com ele. E não sou eu que quero algo com ele.

– Com ele? Ah, Roger! – Só então percebi que tudo podia estar relacionado ao Roger.

– AGORA VÃO EMBORA! – Ordenou a sombra.

– Não antes de nos responder algumas perguntas! – Tentei gritar no mesmo tom, mas era impossível, não conseguia soar sombrio e firme.

A sombra começou a dar uma gargalhada seca, como se não tivesse vontade de rir e então em me joguei em direção à escuridão e firmei um soco. Senti um liquido percorrer o meu braço e ensopar o meu punho. “Sangue?”, eu pensei, será que eu tinha acertado ela? A gargalhada seca e engasgada ecoou novamente, não tinha chegado nem perto. Acertei um dos aquários e a água estava escorrendo para fora. – Vai ter que fazer melhor do que isso! — Disse a sombra. Fiquei com raiva e tirei minha mão dos cacos de vidro, só então percebi que tinha me cortado, mas não liguei. Vi um par de olhos brilharem na escuridão e enfiei meu braço com força. “EU ACERTEI!” Eu pensei comigo mesma, senti a pele... pele? Meu braço estava atravessando o corpo dela. Isso era possível? Eu tinha tanta força assim?

Ela deu alguns passos a frente, quase revelando o seu rosto, se não estivesse em uma forma escura. Sua mão passou pelo meu braço deslizando, me provocando arrepios de medo e pela mão ser extremamente gelada. Olhei para o meu braço e ele a atravessara como se fosse um holograma, enquanto fiquei distraída a mão dela correu em direção do meu rosto e me deu um tapa. Os músculos do meu rosto doeram tudo na mesma hora. Senti minha cara queimar, queria desmaiar, meus olhos doíam e pendiam, mas eu não podia cair. Assim que comecei a lutar para ficar em pé minha cabeça começou a latejar como um relógio cuco e notei que escorria algumas lágrimas no meu rosto. Revidei, usando a minha outra mão para dar um soco no rosto da sombra, mas em segundos eu estava caída de no chão.

– Você ainda tem que aprender muita coisa, jovem sereia. – Não dei muita bola para o que ela estava dizendo, precisava me levantar e estava preocupada com Rick, que ainda lutava para tentar tirar a alga da sua boca.

– Eu vou te pegar, cadela! – Resmunguei enquanto me levantava e escutava a risada dela. Levantei e me escorei em alguns aquários, e olhei por alguns instantes os peixes que aliam tinha. – Aargh! – Gemi e dei um soco no aquário e o mesmo rachou e a água começou a vazar. Corri em direção aos outros aquários cheios e soqueava os mesmo, os fazendo inundarem o chão. A sombra rio novamente, o fato dela não estar reagindo me ajudou, pois tinha diversos aquários vazios entre os cheios. Só tinha mais um aquário cheio, um enorme, quase do tamanho da parede. – Rick se protege! – Gritei e me atirei em cima do aquário, quebrando-o com o meu corpo. A água varreu o chão e misturou os cacos de vidros e os aquários vazios que eu não tinha quebrado estavam boiando ou quebrando. Olhei para o Rick enquanto me levantava toda molhada. Ele estava envolto de uma bolha de água, como um escudo, apesar de não ter tanta defesa assim. Fiquei de pé e notei que ainda escorria bastante água do enorme aquário. – Hei, vai um poraquê aí? – Assim que terminei de falar, senti meu corpo ser tomado por uma grande energia, que se continha em mim e precisava ser liberada. Olhei para o meu reflexo na água e percebi que meu cabelo estava arrepiado e minhas pupilas dilatas, enquanto se formava pequenos raios na minha pele. Fechei meus olhos e gritei de raiva, e senti toda a energia fluindo do meu corpo, assim como ouvia o som de energia elétrica, como raios se chocando. Abri meus olhos e eu possuía uma áurea envolta de mim, dominada por raios elétricos. Abri os meus braços e dissipei a energia, a deixando tocar a água com toda a sua força. Logo ouvi os gritos altos, roços e agonizantes. Eu a acertei!

Os gritos não paravam então eu não parava de mandar choques elétricos para a água. A água começou a se evaporar, assim como minha energia começou a ficar fraca e até cessar os raios. Assim como a água, ela havia sumido. Rick soltou a bolha de água que o protegia e eu fui até ele e arranquei a alga de sua boca. – Daiana, você conseguiu! Matou ela!

– Não, acho que ainda não. – Olhei para os lados e estávamos em uma sala vazia, totalmente seca e nem um dos aquários ou mobilha sobrou, tudo derreteu na água.

Notas finais
Poraquê é um peixe elétrico que habita rios, apesar de ser brasileiro ele é um dos que tem a voltagem mais alta, por isso usei ele.