Dark Water - Herdeiros De Netuno (hiatus)
6 Triangulo De Neptune
Notas iniciais
Águas profundas e negras dominam um oceano gélido. Naga, a serpente marinha que aterrorizou muitos povos, hoje nada tranquilamente ao encontro de seu aliado. Nada se enxerga, apenas o par de olhos vermelhos, desejando sangue. Ao se aproximar da gruta de rochas um segundo par de olhos aparece, olhos azuis. Vitalidade e longevidade, os olhos de Netuno. Os dois olhos não se trocam olhares até aparecer o terceiro par de olhos, Nereida, a sereia negra de olhos amarelos, representando o medo e o desespero. Netuno, Naga e Nereida, o Triangulo de Neptune.
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– O povo marinho já suspeita de sua morte, afinal nenhum corpo foi encontrado. – Disse Nereida a Naga.
– Não se preocupe cara amiga, em breve as sereias, as fadas, os centauros, os bárbaros e todas as outras criaturas verão a minha face.
– As nossas faces. – Riu Netuno, com uma risada seca e calma. – Inclusive os humanos.
– E os relatos de hoje mais cedo?
– Ainda estamos com Roger e Jhynn Maicoom, algumas sereias estão os interrogando para saber o que sabem de nós. As duas sereias, Daiana e Rick foram soltos junto com a humana. – Respondeu Nereida, sem emoção alguma a voz.
– Por que eles foram soltos ao invés de mortos? – Perguntou Naga, degustando o próprio veneno na boca.
– Eles ainda podem ser úteis para nós. Tudo há o seu tempo, serpente.
– Vamos logo com isso, eu tenho mais coisas para fazer.
– Então começaremos. – Netuno deu as mãos para suas aliadas.
– Eu, Hedite Rothwar, a Naga, juro diante ao Triangulo de Neptune dar toda a minha magia e desgastar toda a minha alma pelos propósitos do Triangulo. Não deixarei nada ficar no caminho das águas negras, e glorificarei a Ascensão da Besta.
– Eu, Vona Maicoom, a Nereida, juro diante ao Triangulo de Neptune dar toda a minha magia e desgastar toda a minha alma pelos propósitos do Triangulo. Não deixarei nada ficar no caminho das águas negras, e glorificarei a Ascensão da Besta.
– Eu, Netuno, Deus dos Mares, juro diante ao Triangulo de Neptune dar toda a minha magia e desgastar toda a minha alma pelos propósitos do Triangulo. Não deixarei nada ficar no caminho das águas negras, e glorificarei a Ascensão da Besta.
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O Triangulo se inicia, e a magia de Netuno, Nereida e Naga se unem em uma só, se tomando forma e realizando a magia mais poderosa, a vida. Dando vida às águas, suas magias se tornam a água negra e que voa pelo oceano como uma pena flutua no céu. A água negra encontra um coral, uma grande comunidade onde vivem diversas espécies de peixes, sereias, gárgulas marinhas e outras criaturas. Alguns guardas sereias avistam a água negra se aproximando, extremamente visível sobre o oceano azul, mas o toque de alarme foi dado tarde de mais. Usando um trompete encantado, um dos guardas avisa a população do coral, deixando todos alarmados. Alguns peixes menores fogem rapidamente pelo oceano e o resto da população espera a cavalaria de hipocampos chegarem.
Os hipocampos, metade cavalo e metade peixe, são ótimos nadadores, e a tropa logo chega ao coral e os moradores os usam como método de fuga. Uma jovem sereia olha para trás e vê uma onda negra, ela tenta usar magia para congelar a água, mas a magia alimenta a água negra, deixando-a maior e mais violenta. Logo a onda atinge a sereia, arrancando sua magia e sua alma. Outras sereias chamam a sereia atingida, mas sem respostas fogem as pressas do coral, mas a água negra esta cada vez mais perto. A corrente marítima se move com rapidez, dificultando a movimentação dos hipocampos, até que percebem que vem se formando um redemoinho logo a baixo deles. Como uma maquina de lavar, a água se movimenta com rapidez em forma circular, absorvendo toda a água envolta e puxando os seres.
Alguns hipocampos ficam sem força para lutar contra a correnteza e se deixam ser levados pela água até o redemoinho, onde são destroçados pela força da água, junto com as criaturas que levava nas costas. Mais da metade da população do coral morre sugados pelo redemoinho, sobrando menos de 10 hipocampos e criaturas marinhas vivas. O coral não existe mais, apenas um buraco no solo. Os sobreviventes, tristes pelos amigos, mas aliviados pelo terror ter passado, nadam pelo grandioso oceano, em direção ao coral ou cidadela mais próxima, para avisar do perigo e para descansarem.
Em meio de alguns peixes, uma sereia avista uma amiga nadando perdida. Grita o seu nome, mas ela não escuta. A sereia se solta do hipocampo e nada apenas alguns metros até a sereia, a jovem sereia que se perdeu na onda negra. Ela sobreviveu! Ela exclamou e os outros sobreviventes se aproximaram. A sereia tocou a jovem sobrevivente e ela se virou. Sim era ela, mas estava apenas em pele e ossos, mais ossos do que pele. Sem olhos na cavidade ocular, e com a boca costurada, ela ainda estava vida! A outra sereia arrancou as algas que estavam costuradas nos lábios da amiga, revelando uma boca cheia de dentes afiados que não havia antes. A sereia sem olhos ataca sua amiga, devorando-a com seus dentes mais fortes do que de tubarão. As outras criaturas atacam aquela espécie de sereia-zumbi, mas nada funciona, pois ela já estava morta. Devorando um a um, não apenas a carne, mas também a magia. Só sobrou um jovem cavalo marinho assustado que implora pela vida, mas a sereia-zumbi agarra o cavalo-marinho e antes de devorá-lo essa sussurra: – O mar não é mais seguro.
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Netuno, Nereida e Naga se sentem revitalizados. Toda a magia roubada naquele dia foi para eles, entupindo-os de poder e almas. Toda aquela magia atordoa a cabeça dos três, os deixa insanos, ao mesmo tempo que eles possuem um propósito, um plano, uma linha para seguir. O tão disposto que eles estão para seguir seus propósitos se comprova pelos seus próprios sacrifícios, matar o seu próprio povo não é algo fácil, ainda mais matar membros da família.
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