Dark - Segunda Temporada
8 Capitulo 6
Notas iniciais
*leiam a nota acima*

CAPITULO VI
Não havia aula alguma que me fizesse deixar de pensar no Andrew. Pensar nele era um trabalho constante e gradual, o que não evitava de sofrer com as consequências de tê-lo em minta mente. Depois que retornei para o primeiro andar, com os pensamentos desordenados e a mesma sensação de sempre, como se nunca fosse o suficiente, como se a saudade fosse piorar e crescer a cada dia, encontrei Caleb perambulando atrás de mim.
– Você deveria avisar quando fosse sumir. – ele disse enquanto me acompanhava, e dessa vez Clarice não estava com ele.
– Onde está sua irmã?
– Por aí. – deu de ombros. – Conhecendo, desvendando pensamentos, coisas da Clarice que eu nunca vou entender.
Assenti. Se havia algo que me deixava menos frustrada, era ter alguém que tirasse da minha mente o Andrew. E Caleb era um deles.
– Olhei seu horário de aulas, escolhemos o mesmo período da manhã. – ele disse animadamente. – Ou seja, teremos as tardes livres.
– Não gosta dessa sua animação. – murmurei. – Isso sempre acontece quando vou ganhar alguns hematomas novos.
Caleb riu.
– Dessa vez eu deixo você escolher. – ele observou minha expressão. – Por que está me olhando assim?
– Confesso que estou surpresa com a sua boa vontade. Clarice deveria ter se mudado para cá há uns três meses atrás. Eu aprovaria.
Ele revirou os olhos.
– Ok, eu escolho a biblioteca então. – respondi. – Langdon deve ter algum horário livre.
– Certo, se você prefere atividades que envolvam leitura, poera e muito chatice, tudo bem, a escolha é sua. Não vou intervir.
– Você está doido para intervir. – completei. – Está se roendo por dentro, quer descontar a minha vitória em cima de você.
– Sua vitória? – Caleb se sentiu um pouco ofendido. – Ainda estou pensando seriamente naquele assunto.
– Caleb, você é um péssimo perdedor.
– Quem é um péssimo perdedor? – Suzanna apareceu numa animação fora do comum. – Ah, nem precisa dizer quem é.
Ela olhou de soslaio para Caleb que engoliu firmemente todos seus xingamentos e preferiu ignorá-la. Acho que nunca ia me acostumar com isso, todo esse ódio mútuo entre os dois, desde a primeira vista, eles nunca conseguiram evitar que sentiam repúdio um pelo o outro. Será algo que eu nunca vou compreender.
– Está empolgada. As aulas foram boas? – perguntei, segurando o braço livre de Suzanna e caminhando ao seu lado.
Caleb se distanciou um pouco, mas nos seguia.
– Foram fantásticas, mas não é sobre isso. – seu sorriso aumentou. – Matt me ligou. Um tanto antes de vocês aparecerem.
– Sério? – pareci surpresa de mais. – Ele finalmente deu sinal de vida?
– Não apenas deu sinal de vida, como vamos sair nesse final de semana.
– Bem, isso é ótimo. – fiquei feliz por ela. – Vocês vão a um jantar romântico como um encontro?
– Ah, Deus. – ela pousou as mãos nos lábios. – Não pensei nisso. Ele disse que era um jantar. O que eu vou vestir? Por Deus Nina!
Conti a risada para respondê-la.
– Você tem um vestido preto com costas nuas maravilhoso, você deveria usá-lo.
Ela pensou no assunto.
– Com um salto escandaloso e um batom vermelho. – disse-me em entusiasmo.
– E faça um penteado para o lado, deixando suas costas livres, Matt não vai conseguir parar em pé, ele não vai conseguir manter as mãos longe de voc...
– Hmf. – Caleb fungou, fingindo uma tosse de repente, aparentemente incomodado.
Nós duas o olhamos com curiosidade.
– Tenho intolerância a friagem. – explicou.
Talvez essa fosse a desculpa certa para Suzanna acreditar, se ela não soubesse do segredo. Caleb não tem tolerância a friagem, afinal, ele não sente alterações climáticas, ou melhor, o frio e o vento gélido são bem mais aceitos.
– Enfim. – Suzanna o ignorou. – Eu tenho que estar maravilhosa no final de semana, não sei quando irei vê-lo de novo.
– Matt não vai voltar para a faculdade?
– Eu não sei. – sua expressão sorridente se foi. – Ele está trabalhando num negócio bem legal em Fairbanks, disse-me que não teria certeza se abandonaria essa chance.
– Se ele prefere assim... – espontaneamente, olhei para Caleb e havia uma expressão apreensiva tomando de conta da sua face.
– Vocês viram Lauren? – Suzanna me perguntou interrompendo meus pensamentos sobre a confusão da expressão do Caleb.
– Na verdade não. Ela sumiu. – prestei atenção no assunto. Onde estaria Lauren? – É mesmo... Não havia pensado nisso, ela de repente desapareceu.
– Que estranho. – Suzanna murmurou.
– Vou tentar ligar para ela. – tirei do bolso da calça meu celular e procurei na discagem rápida o numero de Lauren
– Acho que não é preciso.
Suzanna me cutucou com o dedo e olhou para frente. Lá estava Lauren não muito diferente como estava de manhã, ou seja, animadamente anestesiada com a chegada do Damian, se não fosse o fato de que ele estava ali, ao lado dela, enquanto circulavam de mãos dadas e sorrisos intimos. Não havia nada para se fazer, não tinha como eu e Suzanna simplesmente aparecer e interrompe-los, era só esperar que eles nos notassem e talvez isso demorasse um longo tempo para acontecer.
– Devemos interrompe-los? – Caleb me perguntou.
– Óbvio que não.
Ele ficou quieto e ao invés de parar e esperar como o restante de nós, ele dobrou a esquerda e entrou em outro corredor sem dizer mais nenhuma palavra, nem se despedir.
– Para onde ele foi? – Suzanna perguntou na minha direção.
– Eu não sei.
– Talvez ele tenha ido atrás da garota. A mesma de mais cedo. – disse pensativa, roendo o canto da unha. – Quer saber? Quanto mais longe ele estiver, melhor para minha pessoa.
Eu concordei, mesmo duvidando por dentro do real de suas palavras. Mesmo que os dois jurassem ódio eterno sempre que se encontravam, eu não podia negar que havia pensamentos perambulantes de que havia mais do que ódio, talvez uma atração, algo mínimo, porque não havia explicações para eles terem tido na primeira vista repulsão. Então decidi apenas ignorar e tentar bolar planos para Lauren nos perceber, porque eu estava aflita por dentro para descobrir o que Damian estava fazendo naquele lugar.
– Será que o irmão dele está aqui?
– Não sei. – assim que respondi, tentei procurar pelos lados se podia existir a chance de Daniel estar aqui, mesmo que fosse em qualquer lugar. – Pelo jeito, acho que se trata apenas do Damien.
– Então o que faremos? Ficamos olhando e esperando morrer de curiosidade ou vamos até lá?
Esperei um longo segundo para responder até meu celular tocar em sinal de mensagem. Sem me preocupar muito com isso, eu vejo que se trata de um chamado do Caleb, ele está na biblioteca.
Langdon está aqui e parece que temos assuntos pendentes. Venha urgentemente para a biblioteca, estarei esperando.
Caleb
– O que foi? – Suze se virou para mim. – Urgencia?
– Ah não, é só Megan perguntando como está sendo meu dia. – eu minto.
– Diga a ela que a paisagem é muito atraente. – disse. – Uma decoração belíssima inspirada na Grécia.
– Na Grécia? – enrugo a testa.
– Sim, você não está vendo esses deuses gregos caminhando por aí? – Suzanna arquea a sobrancelha, meio surpresa. – Por Deus Nathalie, abra os olhos e babe tudo isto.
Ela olha em volta. E eu reviro os olhos.
– Uma outra hora, Suze. Neste momento tenho que pegar uns livros na biblioteca, se importa de eu ir logo?
Ela dá de ombros.
– Definitivamente não, mas não consigo acreditar que vai sobrar apenas eu para descobrir a aparição do Damian.
– Chame o Caleb nessa aventura então.
– Prefiro engolir sapos. – diz sorrindo de tal forma que parece posar para uma foto.
– Vou acreditar nessa, — dou de ombros. – então vou indo, te encontro depois.
Dou um breve abraço em Suzanna antes de sair de encontro ao mesmo corredor que Caleb havia pego. Ando tranquilamente, mas não consigo tirar da cabeça a ideia de Langdon possuir noticias seja sobre qualquer que fosse, eu ainda irita ter esperança sobre a estranha maneira de me conectar com Andrew. Dobro a direita e subo as escadas, no segundo andar onde a biblioteca se encontra. Sou pega pelos pensamentos de algumas horas atrás, quando a alguns metros acima dali, eu tinha estado romanticamente ligada ao Andrew, suas mãos passeando fervorosamente por minha pele, seus lábios produzindo choques devotados, carinhosos, meus pensamentos não mais organizados do que antes, todos embaralhados na ternura de finalmente que estado em seus braços, mesmo que de uma forma nunca vista antes, nunca comprovada pela lógica. Como ele podia estar comigo, como eu podia sentir seu toque, se haviamos nos conectado por uma força divina estando a milhares de quilometros de distância?
Talvez eu consiga a resposta agora.
Parei alguns centimetros antes da porta da livraria e entrei. Aqui é bem mais refrigerado, porém, o frio é suportável e desejado, os corredores estavam abafados pela quantidade de alunos que o frequentava segundo por segundo, sem contar as obras que aconteciam no andar de cima. Depois de ultrapassar o balcão com a Sra. Palmer, uma mulher de cinquenta anos e cabelos tingidos de loiro branco feito trigo e óculos redondos na ponta do nariz, passei por mais algumas sessões e procurei a entrada proibida para a maioria dos alunos, exceto para mim e para o Caleb. A Sra. Palmer nunca desconfiaria o real motivo para essas reuniões secretas, porque graças aos encantos de Caleb, um dos terriveis poderes que eu nunca cheguei a perguntar. É como se a Sra. Palmer confiasse cegamente no que dizemos, por exemplo, a naturalidade da minha entrada na área proibida da biblioteca. Ela sempre acena para mim com um sorriso pequeno e educado, sem fazer perguntas e questionamentos, e isso deve estar envolvido a maneira como Caleb pode convencer as pessoas quando quer, espero que ele nunca tenha tentado fazer isso comigo ou com ninguém da minha família.
Puxei as chaves quais Langdon, Caleb e eu tinhamos cópias do bolso da minha calça e a inseri na fechadura, não demorou muito para que eu fechasse a porta vermelha atrás de mim. Um corredor branco gelo se seguiu como se fosse mais uma continuação da livraria, até que uma abertura dá espaço para uma sala enorme, com paredes geométricas, ásperas e com elevações, batentes grandes, grossos iguais aos que se encontra nas grandes esculturas da Grécia. Anjos e algumas criaturas indiferentes, como cobras, estampam as colunas que se prendem do piso até o chão. Enconstra-se uma voluta parecida com a arquitetura da Grécia em cada capitel nas extremidades das colunas, o piso parece ter luz própria, brilhantes, um porcelanato de cor bege, parecidissimo com as tonalidades das paredes e das colunas, tendo poucos tons mais escuros que o restante da decoração. Grandes prateleiras de livros se estedem tão alto quanto onde ficam as volutas, livros proibidios se encontram em sua maioria escondido aqui, aos trabalhos de cuidado de Langdon, o único pesquisador história, além do meu pai, na cidade. E que saiba da existências de criaturas sobrenaturais, como Caleb, ou até mesmo como eu. Cortinas grandes, de seis ou sete metros estendem-se magicamente pelas janelas enormes, cobrindo a incidência de luz vindo lá de fora, suas tonalidades é sempre mantida ao mesmo tom da sala, talvez um pouco mais escura para dar contraste. Unindo toda a decoração da biblioteca, parece que estou em uma daquelas salas mágicas de Harry Potter, esperando ansiosamente Hermione sair de uma das sessões proibidas, quais ela vai com muia frequência.
– Bem na hora, Srta. O’Connel. – Langdon apareceu com seus usuais óculos quadrados, sua vestimenta normal, um cardigâ um pouco surrado e calças que combinem com ele, formais e de tonalidade cinza.
Ele parece um pouco diferente desde a ultima vez que o vi, sua barba está maior não propositalmente, mas pelo modo como vem se ocupando com pesquisas sobre emissários, e seus cabelos estão mais castanhos que o normal. Porém, Langdon ainda guarda os mesmos olhos azuis que me acostumara.
– Estava fazendo o Caleb pesquisar algumas coisas para mim. – vi no se rosto sua animação, desde que levamos nossos problemas a ele, percebo que Langdon está cada vez mais jovial e animado, um pouco controverso.
Não era de se estranhar, não era casado e sua familía – o pai, o único que lhe restou – se casou e foi morar na capital, então eu podia acreidtar que ele estivesse sempre em disposição para termos como companhia, já que não lhe sobrava ninguém.
– Sério? Onde ele está?
Claro que havia surpresa na minha voz, Caleb estava sempre espirrando quando abria algum desses livros empoeirado ou vez ou outra passeando de um lado a outro tediosamente odiando tudo isso aqui,
– Bem ali. – Langdon apontou para o alto de uma das prateleiras, a mais distante cuja que não havia percebido.
Caleb estava em uma daquelas escadas gigantescas que se movem na vertical, direita ou esquerda. Ele parece estar realmente ocupado e concentrado, pois nem sequer se vira para soltar alguma piada rotineira. Eu o olho por mais alguns segundos e depois desvio. Vou na direção de Langdon e o ajudo a organizar alguns livros. Mesas rusticas, pesadas, de maestria, uma coloração vinho e de perfeição nos detalhes. Além das mesas que se espalham, poltronas royals espalham-se pelo comodo decorando o salão. Langdon está separando alguns livros de capas grossas que se diferenciam apenas pelas cores, pois os nomes, em linguas que eu não reconheço, talvez alemã ou noruegês. Grandes livros desses de coloração entre, vinho, verde, vermelho ou capas negras, estão dispersos na mesa de madeira, enquanto outros estão abertos em páginas propositais.
– O que é que estava procurando?
Langdon roça os dedos no queixo, mais precisamente na sua barba crescente.
– Eu estava pesquisando sobre a tribo que deu origem a Vinum. – ele me responde. – A que diretamente deu origem a sua família e a dos McDowell.
Encaro-o mais curiosa.
– O que espera encontrar?
– Arvores genealógicas. – diz-me enquanto me encara. – Estou certo de que além da relação entre uma bruxa O’Connel e um dampir McDowell, creio que exista outras combinações.
– Por exemplo, emissários? – suspeito.
– Emissários, Banshees, Druidas, essas criaturas mágicas, mas com aspectos humanos. – ele recolhe uns papéis amarelados, suponho que seja por causa do tempo, de tão velhos que são.
– O que isso tem a ver comigo? Você acha que isso pode interferir na minha colocação? Qualidade de criatura que eu seja? – há uma pouco sarcasmo no meu modo dizer, porque não consigo entender o por quê de ser tão dificil descobrir o que eu sou, para o que sirvo.
– Você é diferente Nathalie, já chegamos a essa conclusão. – Langdon se vira completamente para mim ao me responder. – Não tem caracteristicas fieis aos emissários, outras vezes se parece com bruxas e tem a leve sensibilidade para situações tenebrosas, como mortes. As vezes você, sem se dar conta, percebe quando algo ruim está prestes a acontecer.
Enrugo a testa e encaro meus dedos que circulam na madeira lisa da mesa. Estou um pouco pensativa, por mais que isso me deixe confusa e irritada, não saber o que sou, não saber se é algo bom ou algo ruim, tenho que concordar com Langdon que eu não estou definitivamente enquadrada numa categoria.
– E Meredith? – minha pergunta pega ele de surpresa. – Ela não era igual a mim? Não sou uma cópia legitima dela?
– De acordo com a arvore genealógica que Maison me deu, vocês são parecidas, mas não é como se fossem a mesma pessoa, uma reencarnação. Meredith não é sua linhagem pura, e sim a de sua mãe, você é difinitivamente ligada a Tansy O’Connel, bruxa original da irmandade. Ela deu sequencias a outras vidas até onde você se encontra e sua família, precisamente a família do seu pai.
Tamborilo os dedos na mesa novamente.
– Mas todos se dirigem a mim como se fosse a ordem pura de Meredith, se não é por esse fato, então por que todos esperam e agem como se eu fosse a copia dela? – pergunto.
Langdon ajeita o óculos.
– Não é diretamente por você ser parecida com ela ou da mesma família, mas sim porque é sua linhagem que manifestou a ligação entre uma O’Connel e um McDowell, puro de Meredith e Edmund. É por isso que você é importante.
– E ainda mais agora. – Caleb aparece atrás de Langdon como se estivesse ali desde o principio, pois não revelou barulho algum ao descer da escada e caminhar até nós.
– O que você quer dizer com isso? – ignoro a rapidez como ele apareceu.
– Quero dizer que você é uma icógnita a maior parte da população sobrenatural que sabe sobre você. – Caleb me diz, sem parecer tenso. – Você faz coisas que nunca pode ser visto antes. E isso é um perigo.
– Um perigo? – quase rio, se minha mente não tivesse conturbada. – Um perigo para quem, se normalmente estou sempre sendo atacada?
– É verdade, mas para o triarco você é. – Caleb coloca os livros que havia tirado para Langdon sobre a mesa e segura minha mão, me levando para o outro lado da sala, onde algumas montanhas de livros se formam. – Você já deve ter ouvido falar da maldição.
Cruzo os braços, sentindo a temperatura um pouco mais fria. Talvez isso seja coisa da minha cabeça, o clima não iria mudar drasticamente assim, afinal, as janelas estavam bem trincadas e protegidas pelas cortinas grossas e espessas, nenhuma rajada de vento ousava passar por ali, por esse motivo elas mantinham-se eretas, apenas leves ondulações do modelo proprio da cortina, tirando esse fato, não tinha como ter algo diferente na sala. Mas eu senti e isso me deixou confusa.
– Maison mencionou algo sobre isso. – digo baixinho. Não sei se eles podem perceber, mas o clima está mesmo diferente, então chego a pensar que parece combinar com a intesidade que se mudou a nossa conversa.
– Ótimo. Porque agora vou lhe contar toda a verdade que se tem sobre a maldição.
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