Notas iniciais
BABYSSSSS como estou muito criativa esses ultimos dias, conseguir escrever dois capitulos de ontem para hoje e estou tão feliz para comemorar isso, resolvi postar um capitulo hoje se continuar assim, volto aos dias normais, que é segunda-feira e sexta-feira como eu fazia com Light estou com uns problemas porque perdi o site que me ajudava a entender mais sobre os druidas, as bruxas e as feitiçeiras, por isso estou tentando usar toda a minha a memoria para definir que tipo de criatura Nathalie é, talvez ela seja realmente uma bruxa com conhecimentos de um druida, mas ainda não sei ESTE É MEU CAPITULO FAVORITO ATÉ AGORA depois dele é um que a Nathalie descobre mais sobre o Meredith e ela luta contra um vampiro (estou deixando Nathalie muito mais warrior, sabe, não aquela mocinha sonsa, porque estou lendo legend/prodigy e estou recebendo inflencias da June, falando nisso, recomendo esse livro) espero que gostem agradeço a minhas leitoras fieis, como a "Yas e Dé" e Bruna Stilinski (meu deus assiste teen wolf que lindaaaa) e pra carla minha empresária, fã numero 1 e minha vida claro, melhor amiga.

CAPITULO V

Alguem tocou a campainha. Tive que piscar algumas vezes para estar definitivamente acordada. Mesmo sabendo que até então Suzanna e Laurem dormiam tão pesadamente quanto eu, elas tinham sido mais espertas e despertado primeiro por isso as camas estavam vazias. Espreguicei-me e tentei me lembrar que horas fui dormir na noite anterior.

Depois que Daniel me chamou para dançar, tive meus momentos divertidos, embora estes tenham sido interrompidos a uma da manhã quando Suzanna não acreditava que Matt havia simplesmente furado com ela. Damian prometeu que levaria Lauren para casa e já que eu havia simpatizado com ele e seu irmão, pedi a Caleb que nos levasse para casa, era a única coisa a se fazer antes de Suzanna ter um ataque. Lembro que fiquei acordada até tarde ouvindo suas reclamações sendo que tudo que eu queria era poder me conectar com Andrew novamente. Essa noite não consegui nada. Entretanto, também não havia tido os sonhos estranhos, tinha sido a primeira noite em semanas que finalmente eu dormia a noite toda.

– Vocês sabem que horas são? – Caleb entrou na sala do apartamento assim que Suzanna lhe abriu a porta e eu apareci. – As aulas começam em menos de uma hora, vocês deveriam estar vestida.

Ele ignorou nossos estados e andou até a cozinha.

– Vocês tem alguma bebida? Wisky? – ele foi sujestivo.

– Mas que diabos você está fazendo aqui, Caleb? – Suzanna esbranvejou com as mãos no quadril.

– Eu sou a carona de vocês desde que o carro da Nathalie está em manutenção. Então se não quer ir a pé até o campus entre Sponvilly e North Pole, me trate bem.

Ela revirou os olhos.

– Eu me arrumo em vinte minutos. – ela disse virando as costas.

Tinha sido a primeira vez que Suzanna preferiu dar as costas ao invés de começar seus xingamentos com Caleb. Era um avanço. Fizemos fila no banheiro, enquanto eu tomava banho, Suzanna escovava os dentes e Lauren lavava o rosto para tirar a maquigem.

– Ele só te levou ontem? – eu perguntei embaixo do chuveiro.

– Ela quis dizer: vocês se beijaram?

Lauren pareceu quase se afogar com a agua pelo barulho que ouvi.

– Por favor Lauren, nos diga alguma coisa. – Suzanna implorou com a boca livre.

– Ok, tudo bem? – ela ergueu as mãos em sinal de desistência. – Ele deixou o irmão no hotel em que eles estão e me levou para casa. – ela disse lentamente. – Ficamos em silencio por alguns minutos, meio bobos. Eu não conseguia parar de sorrir e acho que ele também não. Então trocamos algumas palavras e ele me beijou.

– E como foi?

– Maginifico. Incrivel. Perfeito. – e um suspiro.

– Oh, santo Deus. Isso foi realmente um suspiro? – Suzanna empurrou ela pelo ombro enquanto eu me enrolava na toalha.

– Vocês vão sair hoje?

– Ele disse que me ligaria. – ela falou trocando de lugar comigo.

– Meia hora meninas! – Caleb gritou da sala interrompendo qualquer contato entre eu e as garotas.

Revirei os olhos e ao lado de Suzanna fomos para o quarto. Vesti-me apressadamente com uma calça jeans preta e uma blusa roxa fina e um casaco preto por cima, ajeitei meu cabelo negro em um rabo de cavalo e passei os ultimos segundos me perfumando. Lauren estava um pouca atrasada com a roupa quando Suzanna e eu terminamos, mas não levou mais do que cinco minutos.

– Finalmente. – Caleb suspirou abrindo a porta do carro para nós.

A Universidade dos Jones ficava no encontro das duas cidades entre arvores enormes e grandes campos verdes. Quatro prédios enormes circundavam o pátio onde uma fonte de ladrilhos decorava a união de ambos. Um jardim de miosótis abrilhantava os centros, com vasos coloridos e grandes arvores pontudas. A entrada era mais magnifica do que as salas, portões medievais altos e largos, anjos esculpidos entre as grades e leões de marmore grudavam-se nas paredes de tijolo como se nos desejasse boas-vindas, samambaias dançavam entre os espaços dos muros umidos por toda a extensão, cameras guardavam a entrada juntamente com seguranças de ternos pretos e pontos nos ouvidos. Parecia uma fortaleza a ser guardada.

Caleb estacinou seu jipe prata no estacionamento da universidade e esperou por nós. A movimentação estava mais cheia do que da ultima vez que vim visitar. O tempo estava ligeiramente quente do que na maior parte do ano, mas mesmo assim fazia frio se você não tivesse devidamente vestido. Alunos ocupavam o campus, o gramado e alguns bancos de cimento que decoravam o pátio verde atrás do estacionamento. A ida de Sponvilly até aqui não levaria mais do que quinze minutos e parecia que era sempre uma nova viagem.

Observei Emily com suas amigas passearem até a entrada, Johnny estava encostado na parede marrom cor de terra e conversava com seu grupo de amigos, e eu podia perceber que mesmo que fosse um novo ano, mesmo que isso quisesse dizer que eu havia dado mais um passo importante na minha vida, algumas coisas não tinham mudado.

– Vamos, Nina. – Suzanna me chamou depois de um segundo quieto.

Caleb andava tranquilamente ao nosso lado e quando ultrapassamos as grades do estacionamentos e entramos no pátio com a fonte central, ele se distanciou e foi se encontrar com uma garota de físico escultural, alta por causa do salto alto invejável, sem contar do longo cabelo loiro e encaracolado que se estendia até a curva das costas. Eles trocaram gestos intimos, como um abraço e sorrisos invejaveis de tão brancos enquanto parecia realmente envolvidos numa conversa que para uma emissária iniciante como eu não conseguia escutar.

– Quem é ela?- Suzanna curvou o tronco na minha direção e percebi enquanto seguiamos no corredor aberto com grandes sustentações de elevações que ela olhava a mesma imagem que eu.

– Eu não sei. Deve ser alguma conhecida do Caleb. Na verdade, quem o Caleb não flerta? – dessa vez eu a encarei.

– Eu.

Pausei. Dessa vez ela tinha razão. Ignorei o Caleb e não pude deixar de notar que houve relutância para Suzanna fazer o mesmo, mas assim que sua expressão se suavizou, percebi que ela olhava um pouco com desdém. Nada como um ódio mutuo neste começo de manhã.

– Eu amaldiçou essa universidade por não terem quartos triplos, sabe. – Lauren retrucou de repente.

– Pelo menos temos privacidade.

– Não quero privacidade, quero minhas amigas. – Lauren olhou na minha direção.

– Alguém está com o horário em mãos? – Suzanna perguntou.

Rapidamente esvaziei os bolsos do meu casaco e me lembrei que havia deixado o papel ali.

– Eu tenho, mas não sei se serve para você.

– Tudo bem. Só me diga o horário da sua primeira aula porque eu sei que temos o mesmo horário.

Peguei o papel e observei.

– Nove horas. Faltam quinze minutos. – disse-lhe depois de checar o relógio.

– Ah, então isso quer dizer que iremos nos separar. – ela completou.

No mesmo segundo, Caleb apareceu como se não tivesse acabado de conversar com uma garota que para mim era desconhecida, mas para ele, um recém chegado, era conhecida.

– Temos geografia física. – ele disse surgindo entre mim e Suzanna. – Um ótimo dia para começar.

– Se eu não amasse tanto a engenharia ambiental, eu realmente desistiria por sua causa, Caleb.

– As portas ainda estão abertas. Uma concorrente a menos. – ele sorriu provocativo, o que não ajudava em nada com a raiva e impulsividade dela.

– Seu filho...

– Ok, Suze, nós já sabemos o que você quis dizer. – surgi entre eles. – Agora restam dez minutos. Como somos de corredores diferentes, eu acho que vou seguindo com Lauren, espero que não se matem até lá. – eu disse como método de ocupar sua cabeça explosiva.

– E eu espero que ele fique no lugar dele. Ou seja, longe de mim.

– Ah, por favor, todo mundo pode ver que é de você que partem as implicações. – houve um olhar obscuro ali.

– Você é tão...

– Continue.

– Imbecil. Idiota. Impossível. Extramamente irritante. Um projeto ruim de britânico. – ela o provocou sem medo algum.

– Você é tão doce Suzanna, ainda não consigo acreditar como uma alma tão fria como a sua pode amar alguém.

Ela abriu bem os olhos com fúria.

– Mas não é esse o seu trabalho? Amar qualquer uma como um verdadeiro mentiroso. Você não devia falar de alma, nem deve saber como é uma. – ela não mediu as palavras. Por um momento achei que Suzanna poderia estar mais perto do segredo dele do que qualquer pessoa.

Estavam tão perto um do outro e fungavam de raiva que eu decidi não me meter. Essa seria uma briga que eu não teria como sair.

– Apenas... – eu disse depois do pequeno silencio que Caleb deixou. – Não se matem. – e me afastei.

Segurei firme o braço de Lauren e a puxei dali. Eu não teria chance alguma com aquelas duas cabeças duras. Eu perderia de qualquer forma.

– Se Suzanna não odiasse tanto o Caleb e não fosse tão apaixonada pelo Matt, eu juraria que eles estavam se declarando um para o outro naquele momento.

– Eu já pensei nessa possibilidade. – eu disse, longe o suficiente deles. – Mas qualquer um pode perceber o ódio mutuo ali, então descartei rapidamente essa opção.

– Ou o amor esteja apenas fluindo. – disse-me sujestivamente.

– Essa é uma boa definição.

Surgimos no corredor das nossas salas. Lauren iria ficar umas três portas depois da minha e bem ali nos despedimos. Eu não sabia qual era a sensação que se passava dentro de mim, mas eu estava em extase. E nervosa também, ao ponto explodir a qualquer momento. A um ano atrás eu estava em Anchorage formando planos, nenhum deles envolvia eu voltar para Sponvilly e me tornar aluna da universidade fundada pelos Jones. Logo os Jones. Ou melhor, logo a familia do Lewis. Há um ano eu estaria pensando em alguma maneira de escolher uma faculdade comum para mim e David. Agora era apenas eu. David não manteu contato, ele me ligou algumas vezes depois da formatura, não nos vimos depois disso, e era quase como perder um elo forte, David e eu nunca tivemos tão afastados como estávamos agora.

Procurei uma cadeira não perto o bastante da porta, mas não no alto da grande sala de cadeiras íngremes, formando uma plateia como se eu estivesse dentro do teatro. Apesar de rostos conhecidos, não mantive contato com ninguém, sentei-me tranquilamente no meu mais novo lugar e esperei. O professor poderia estar atrasado ou estava adiantada demais. Alguns minutos se passaram e juntamente com a entrada de alguns alunos, uma garota de cabelo loiro na altura da cintura adentrou no cômodo. Ela estava impecavelmente bem em um vestido florido com um salto baixo, tinha a pele pálida e lúcida, os olhos negros bem abertos enquanto examinava o lugar. Eu não sabia sobre ela, não sabia seu nome, mas tinha a certeza de que a conhecia de algum lugar. Ouvimos um sinal logo atrás dela, o professor se apresentava em sala, foi nesse momento que ela decidiu se mover sinuosamente e se sentou exatamente ao meu lado.

Enquanto os alunos se acomodavam ao nosso redor, eu tentava buscar nas minhas memórias lembranças de que a conhecia ou se já havia visto ela em algum lugar, como na TV ou em um catálogo de moda. Todas as alternativas eram falhas. Eu não a conhecia nessa casualidade, comecei a acreditar que era coisa da minha cabeça. Mais um longo minuto se passou, e tomei a teoria de que talvez ela me lembrasse alguém, somente, uma coincidência, um traço ali ou outro que se parecia com alguém que eu conhecia.

– Bom dia turma. – disse-nos o professor altamente empolgado. Ele tinha uma cabeleira escura, deveria ter trinta e cinco anos além de um ótimo físico para um professor de universidade. – Sejam bem-vindo a Universidade. Sou o professor de Teoria de Comunicação e nos veremos muito no decorrer desse primeiro semestre. Para quem não me conhece, me chamo Charles Hall.

– No fim da aula ele irá passar um trabalho textual. – disse-me baixinho a loira do meu lado.

Surpreendi-me com a doçura da sua voz e o jeito como se aproximou.

– O quê?

– Ele gosta de trabalho textual e testes surpresas. Ele já tem tudo planejado, na sua sétima aula com essa turma, ele passará um teste de conhecimento cívico e humano. – encarou-me fixamente, sem problema algum.

– Como você sabe disso?

– É o que ele está pensando agora. – ela se voltou para o seu lugar.

Eu a olhei entre a reação pasma e surpresa.

– Por que está me olhando como se eu tivesse desvendado seu segredo? – a garota me encarou com divertimento. – Sim, sou Clarice. Clarice Blackwood.

Quase me engasguei.

– V-você é a irmã do Caleb? Ele disse que você viria, mas... mas você se matriculou aqui? Já?

– Sou sobrinha do Langdon, lembra? – ela piscou. – Ele me falou de você, como vamos fazer o mesmo curso, achei legal me apresentar diretamente sem precisar do Caleb. Você é Nathalie O’Connel, certo?

Enquanto o Sr. Hall disseminava um discurso sobre algo que deveria ser interessante, eu não consegui não me sentir curiosa a respeito de Clarice.

– Então você lê mentes? – perguntei.

Ela hesitou um pouco.

– Não teoricamente. Tenho pistas, não ouço a voz do seu pensamento, vejo imagens, é quase como um quebra cabeça, na verdade sou muito boa em dedução. Caleb deve ter te ensinado a bloquear seus pensamentos, então tirando você, vejo milhares de imagens se formando na mente de cada estudante dessa sala, só preciso de um pouco de esforço e atenção para montar o pensamento completo.

– É muito subjetivo. – completei.

– Está mais para dor de cabeça. – Clarice franziu o cenho. – Não é como o Caleb, ele pode ouvir os pensamentos sem precisar ter que desvendá-los, lhe é entregue de bandeja.

– Entendi. – assenti com a cabeça. – Ele sabe que você está aqui?

– Acho que sim, não tem muitos vampiros exalando seu cheiro por aqui, ele deve ter reconhecido o meu rapidamente.

– Vampiros? – abri bem os olhos. – Tem mais? Circulando por aqui?

– Um clã inteiro, pelo jeito. – Clarice olhava para frente fingindo prestar atenção.

– Um clã de vampiros? Vagando? – se ela percebeu que eu estava pirando com a ideia de existir mais vampiros em Sponvilly, ela ignorou bem.

– Todos são inofensivos, se juntam para serem mais fortes, não fazem mal a ninguém, se alimentam de estoques cheios dos hospitais, mas sem quebrar as regras. Eles estão apenas “vagando”, como você disse. – Clarice tirou de dentro de sua bolsa uma caneta dourada com as iniciais JB.

Então despertei para a aula e percebi que o Sr. Hall já estava preparando sua explicação, escrevendo na extensa lousa enquanto dialogava conosco. Procurei meu caderno e uma caneta rapidamente para anotar, sem esquecer nenhuma palavra.

– Andrew também me falou de você. – Clarice disse-me baixinho de repente.

– Andrew? – eu a olhei ignorando completamente a explicação.

– Eu quase vi o Andrew crescer, somo como dois irmãos. Caleb tem até um pouco de ciume por eu ser a melhor amiga dele, porque Andrew me conta tudo. – Clarice não me olhou. – Sempre há ternura no modo como ele te descreve, há uma paixão intensa.

Enrubueço, mas não posso desfazer do sorriso enorme que cresce na minha cara.

– Você já deve ter percebido isso. – dessa vez ela repara em mim. – Igual a você agora, olhos bem abertos, brilhantes, como uma lustruosa costelação de estrelas faíscantes. Exatamente como você. É um amor raro, Nathalie, esse tipo de amor deve ser cuidado e protegido.

Deixo de olhá-la por um instante, tentando pensar no que ela me disse. Não tinha certeza se podia existir alguém que amasse tanto quanto eu amasse o Andrew, não poderia haver, porque iria se tornar todo esse sentimento em irreal. Era irreal pensar na possibilidade de perder a esperança de nunca mais vê-lo.

– Eu sinto muita fala dele. – disse de repente e me assustei por ter sido sincera com ela.

– Eu imagino. – ela ainda me olhava, seu olhar era condolente, ela me entendia e queria fazer com que a tristeza repentina que estava na minha expressão sumisse.

– Você tem alguma noiticia sobre ele?

– A ultima vez que o vi, estava trabalhando para um triarco, Michael Ischovick.

– Isso não é perigoso, ou é?

– Está tudo bem Nathalie. – ela não tentou me convencer, ela disse porque acreditava e se convencia disso. – Ele quer que sejamos amigas, disse-me que eu iria gostar muito de você. Estou montando minhas próprias imagens agora e parece que temos nossos destinos cruzados. Vou te ajudar com alguma descoberta.

– Você acabou de prever?

– Não nesse sentido. Acho que apenas... senti. Você é uma pessoa boa, existe apenas a fatalidade de coisas ruins acontecerem com você, mas não para sempre.

Eu não tinha como respondê-la agora.

Havia alguém a mais para me contar a história de Andrew, partes dele que eu não sabia que existia e não tinha a ideia de quão secretas pareciam. E aqui estava Clarice, e eu podia sentir algo realmente puro vindo dela, uma ligação externa. Isso não era natural, mas de certo modo também não era ruim. Pela primeira vez, senti que podia finalmente obervsar os planetas voltando a se alinhar. Tinha alguns desvios ali, como a distância de Andrew, mas eu podia acreditar que isso não duraria por muito tempo.

Quando finalmente a aula do Sr. Halls chegou ao fim, ele encontrou uma maneira mais simples de falar que na próxima aula queria uma pesquisa de sete páginas em sua mesa com total perfeição. Nós iríamos falar sobre a ligação de North Pole, Sponvilly e Fort Wainwright. Como Clarice havia bem adivinhado, o Sr. Halls gosta muito de trabalhos e testes surpresas.

– Você tem mantido contato com ele? – Clarice me seguiu pelos corredores.

– Não da forma como eu queria. – respondi, tirando o fato de que havia me conectado com ele através de um sonho, mas não concordei de contar esse detalhe intimo para ela.

– Ele está ocupado. Geralmente ocupa um quarto no centro da cidade para não ter que ouvir as reclamações de Rebecca.

– Cuja me odeia.

Clarice ficou sentida.

– Por que acha isso?

– Caleb me contou. – disse.

Ela franziu o nariz em descontentamento.

– Caleb é meu irmão, mas as vezes ele pode ser um imbecil. – murmurou. – Talvez Rebecca use esse sonoro conjuto de palavras, como culpar você, odiar você, mas normalmente seus pensamentos formam imagens muito mais complexas. Ela não te odeia, Nathalie. Só não consegue superar a ideia de Andrew ter encontrado alguém para amar e sair definitivamente dos seus cuidados.

Apertei meus braços no corpo, sentindo suas palavras me penetrarem. Eu não tinha certeza sobre a sua resposta, mas de um certo jeito, Clarice poderia estar certa. Rebecca nunca me conheceu e eu estava roubando seu filho, e seu estivesse no seu lugar, colocaria todos esses desastres em cima de mim.

– Rebecca pode ser doce como Estenio, mas algumas vezes ela parece o Adam falando. – Clarice tremeu os ombros.

– Então já imagino o quão ruim isso é.

– Você também odeia o Adam? – ela me olhou com um sorriso grande.

– Acho que odiar não é essa a palavra.

– Que tal repugnar? Adam é explicitamente irritante, se há como declarar que exista alguém tão estupido e arrogante, eu declararia o Adam.

– Gostei mais dessa segunda opção.

Atravessamos o próximo corredor e avistamos Caleb, apoiado no batente entre o corredor e o pátio esverdeado. Ele estava aparentemente imerso em pensamentos, mas nos encontrou ligeiramente como se nos pressentisse. Estava ali os traços que reconheci em Clarice. Caleb abriu um sorriso tranquilo, mas podia observar o quanto ele estava feliz por ver sua irmã ali. Ela se aproximou rapidamente e passou os braços por debaixo dos dele, abraçando-o forte. Mantive uma distância singela, esperando que eles pudessem ter pelo menos alguns minutos particulares enquanto murmuravam algumas palavras e riam.

Seus olhares eram tão intensos e havia um traço familiar neles, que pensei no meu pai, de como seria a minha reação se ele aparecesse pela porta da universidade para me desejar os parabéns que me devia, por eu realizar o nosso sonho. Firme, tentei segurar qualquer vestigo de lágrima, não podia chorar pelo pai sempre, deveria sorrir pelas lembranças que me deixou e repudiar a tristeza de não tê-lo mais. É quase impossível, mas eu conseguia lembrar dele como se não fosse doloroso lembrar de sua perda. Trágica e espontânea.

Não podia negar o quanto que eu queria poder dividir o abraço do Andrew nesse momento, ele certamente me reconfortaria, diria palavras que iriam me fazer parar de chorar e soluçar, acalmaria meu coração e espantaria a dor, apenas iria deixar as melhores sensações que dividi com meu pai, com a nossa família unida. Observei de longe Clarice e Caleb, estavam tão ocupados com si mesmo, que me afastei, era um momento que eu não iria interferir.

Logo mais, aproximando-me do corredor, uma silhueita preta apareceu. Achei que fosse uma miragem ou algum aluno, até que entre as entradas turvas dos corredores, uma extensa escada se formou onde a mesma figura apareceu e despareceu. Pisquei algumas vezes e perguntei a mim mesma se isso era alguma alucinação.

“Nathalie...”

A voz veio até meu subconsciente e mesmo que eu não conhecesse esse tom de voz, deixei as duvidas para trás e subi a escada lentamente até ganhar folego e acelerar os passos. Dobrei a direita segurando firme no corremão, a figura apareceu da mesma forma como desapareceu.

– Quem é você? – perguntei sem resposta.

Dei mais alguns passos, vacilando enquanto corria e tentava manter minha cabeça tranquila. Cheguei até o segundo andar, não havia nada ali, a não ser os alunos cujos eu demorei a notar depois que percebi que estava apenas tentando encontrar a pessoa de vestimenta negra. Alguns estudantes surgiram por trás me fazendo encostar na parede ao lado, enquanto segurava firme minha bolsa e observava por todos os lugares se a figura ainda estava ali.

Era mais uma alucinação, dessa vez um tanto mais sombria.

“Nathalie!”

Mexi a cabeça astusta, olhei para os lados e a figura se formou no outro lado do corredor, uma escada se seguia até o terceiro andar. A movimentação de alunos diminuiu e isso facilitou para que eu caminhasse cuidadosamente até lá sem ninguém me perceber. Andei pelos primeiros degraus sem a aparição espontanea da figura. Não poderia ser só uma miragem, não havia como ser, era tão real.

Suspirei exausta até chegar em outro corredor, escuro, obscuro e sombrio, uma placa pousada no chão avisada: canteiro em obras.

Era até aqui que figura queria me levar? No alto mais sombrio do prédio? Não tinha como surgir algo bom daqui, tudo parecia ter sido retirado de um filme de terror, um cenário horrendo num silêncio profundo e assustador. Eu tinha a mão agarrada no corremão, suando como se estivesse nervosa, o que eu realmente estava. A repiração tinha acalmado, mas nada havia mudado, a figura que eu havia observado tinha sumido, não havia vestigios de ninguém aqui, nada humano, nada se mexia e cada vez mais me convencia que minha mente sobrenatural me pregava peças.

“Nathalie. Nathalie”

Chamou-me outra vez, mais nitido, alto e claro, alguém me procurava, alguém clamava meu nome, não se tratava de alguém me levando a este lugar, se tratava de um chamado. Alguém estava atrás de mim e não o contrário. Deixei o corremão para trás e ignorei o aviso, caminhei para dentro do corredor e a única iluminação vinha das enormes janelas de vidro no fim das duas extremidades do corredor, nada além disso.

– Quem é você? – tentei outra vez. – Onde você está? O que você quer?

Não houve resposta. Caminhei um pouco mais, a temperatura caiu mais alguns graus e senti falta do meu casaco. Ignorei a temperatura e continuei andando, havia uma entrada na próxima extremidade, por onde segui até chegar.

Estava impecável, um paletó negro lhe cobria o corpo, se prendia detalhadamente nos musculos torneados, o cabelo da mesma forma como me lembrava da ultima vez, mas com a falta de iluminação, parecia mais negro que o normal. Suas feições eram tensas, linhas retas se encontravam na sua testa, sua pele pálida e firme como marmore era a mesma que sempre me acostumei, como alguém que nunca poderia envelhecer. Seus lábios estavam curvados em sensações tão tensas quanto o que pensei perceber. Como se pressentisse minha presença, seus olhos se abriram.

– Você me ouviu? – Andrew vacilou um pouco, meio tonto.

– Você está bem, você está pálido!

Ele piscou algumas vezes e eu corri para segurar seus braços, e mesmo cambaleando um pouco consegui segurar firme seus ombros e uma parte de sua cintura, sentindo o pano macio de sua vestimenta negra na minha pele.

– Isso é horrivel. – ele murmurou recuperando seu equilibrio e me encarando. – De acordo com o Michael, eu tinha que usar a nossa ligação para falar com você.

– Michael? – pisquei, ainda com os pensamentos no seu vacilo de segundos atrás.

– É um triarco, e nas horas vagas cientista e pesquisador.

Andrew se equilibra e ficamos frente a frente.

– Isso não é perigoso Andrew? Você está realmente bem? Está enjoado? Você parece muito pálido.

Toquei-lhe o rosto para verificar algo diferente. Vi seus olhos se apertarem, espontaneamente em resposta aos meus toques.

– Todos os vampiros são pálidos, Nathalie. – e ele expôe seu sorriso maroto, e leve protoberâncias nos dentes caninos, cujo dificilmente eu observava.

Claro que eu não observava esses detalhes, Andrew nunca esteve tão longe de mim, não mais que alguns dias e já era o suficiente para observar coisas que eu não havia visto antes. Como agora. Andrew tem um sinal no pescoço do lado direito, é pequeno, porém, agora, perto o suficiente dele, consigo vê-lo melhor. Seu cabelo está mais preto e cresceu desde a ultima vez, agora passa das orelhas e toca sua pele livre, sem precisar de muito esforço para que os fios balançem. Ele continua divinamente lindo. E meu coração ainda vacila toda vez que inalo seu cheiro de canela, umidade e creme de barbear, agora sem o aroma de gardênias.

– Todos os vampiros não me importam. Apenas você. Só você. – murmurei. – Você anda se alimentando bem? Você está diferente Andrew.

Seus olhos são doces e tocam delicadamente meu rosto.

– Estou bem. Melhor do que jamais estive, agora com a chance de poder te ver.

Enrubeço e não consigo desfarçar, encaro os botões do seu paletó. Eu sei que ele está sorrindo para mim agora.

– Não faça isso.

– O quê? – pergunta-me inocentemente.

Ergo o olhar para ele.

– Sorrir assim. – aponto para sua expressão. – Você consegue ser mais estupidamente lindo do que o normal.

Andrew pisca.

– Achei que isso fosse mérito seu, mas... – ele acaricia meu rosto. – É bom ouvir isso.

Ele beija lentamente o topo da minha cabeça.

– Você disse que Michael acha que a nossa ligação que o traz aqui, é isso?

– Bem, acho que sim. – encara-me.

– Então você fez isso tudo? Me trouxe até você por causa da nossa ligação?

– Na verdade não. Eu não podia fazer nada disso, eu só teria que me esforçar bastante para você me ouvir, e facilitaria se você já estivesse pensando em mim. Quando isso acontecesse, você faria sem perceber todo o caminho para me trazer aqui. – Andrew sorriu. – Somos uma bela supla.

Respondi com o sorriso.

– Eu estava pensando em você, estava pensando em poder te abraçar e agora eu posso. – segurei a manga de seu paletó e o abraçei, sentindo seus braços envolvendo minhas costas e me aninhando.

– Eu te amo. – sussurrou.

Agarrei mais firme seu corpo e torci para que não fossemos levados, que não nos separassem de novo. Nada aconteceu e pode perdurar esse momento.

– Onde você estava? – perguntei, suficientemente longe dele. – Está totalmente... formal.

Ele sorriu.

– É assim que os anciões se vestem por aqui. Apenas não ria. – Andrew franziu o cenho. – Circulo o dia inteiro dessa forma.

– Sério? – ergui as sobrancelhas. – Eu poderia sobreviver vendo você assim todos os dias.

– Tem certeza? Porque eu acho que você iria gostar mais do que há por trás de todo esse pano.

Minhas bochechas queimam.

– Não core.

– Você não ajuda. – murmurei timidamente.

– Ok, me desculpe, não pude evitar. – apesar das suas palavras, ele ainda estava sorrindo. – Como está indo? É seu primeiro dia.

– Acho que bem.

– Seja mais convicente que isso, baby.

– Ok. Eu conheci a Clarice.

– Clarice? – Andrew franziu a testa.

– Irmã do Caleb. Ela é da minha turma.

Ele pareceu bem surpreso.

– Então ela estava falando a verdade. – ele cruzou os braços falando consigo mesmo. – Ela me avisou que estava indo visitar o Caleb e isso queria dizer que existia uma possibilidade de ficar.

– Parece que ela quer ficar, está até na minha turma.

Ele balançou a cabeça em concordância.

– Clarice deve ter falado sobre mim. – ele franze a testa pensativo. – Tudo que ela declarar sobre mim, é mentira.

– Tudo? – perguntei sarcastica. – Ela disse que quando você fala sobre mim, é cheio de ternura e paixão.

Ele ficou aparentemente surpreso. E animado logo em seguida.

– Exceto isso. Porque é verdade. – Andrew acaricia meu queixo. – É tão frustrante não poder te ver todos os dias. Não estar na mesma cidade.

– Eu sei. – toquei seu peito, dedilhando cada textura da sua camisa por baixo. – Eu senti sua falta, todos os dias.

Andrew observou meus dedos indo e vindo pela sua gravata.

– Seria estúpido demais poder te tocar um pouco mais profundo?

– O-o quê?

– Eu quero te beijar. – aproximou-se. – Queria fazer outros tipos de coisas, mas só em apenas poder sentir a maciez dos seus lábios, é o suficiente.

Meu coração entrou e descompasso quando eu me perdia no seu olhar preto, como orbitas escuras aprofundando-se num mar negro. Andrew era essa condunção de ondas, enquanto eu me tornava a naufragar nelas, esperando e ansiando sempre poder chegar no fundo.

– Me beije.

Segurou-me os ombros e me beijou. Sentiu o toque suave dos meus lábios, mas estávamos tenso, nervosos, a ultima vez não tinha sido tão boa como esperávamos. Mas nada aconteceu e isso me confortou. Andrew tocou seu peito no meu e me abraço forte, sua lingua desenhou as curvas dos meus lábios e eu cedi a abertura deles. O próximo toque me fez perder a desenvoltura, porém, eu ainda tinha os braços dele me envolvendo com muita força.

Agarrei seu cabelo e aprofundei o beijo. Andrew suspirou anestesiado e eu gemi na sua boca, sentindo o prazer de poder tocá-lo novamente. Soltei os dedos lentamente do seu cabelo macio enquanto numa aventura selvagem nossos lábios se tornavam um só, nossas linguas brincando em um beijo intenso. Desci os dedos pela sua roupa e abri os botões do seu paletó. Andrew sorriu com o meu movimento. Encolheu os ombros e vi o tecido preto escorregar pelos seus braços mais lento do que eu queria, estava apressada. Tão rápido quanto o tecido caiu, Andrew voltou a me beijar ao mesmo tempo que afrochava sua gravata e eu percorria os dedos pelos botões de sua camisa. Abri bem os olhos e pude resgatar uma chama iluminando seu olhar, um desejo intenso.

Pude avistar os ultimos segundos da gravata intacta até ela cair no chão em seguida, o próximo foi sua camisa escorrendo pelo seu físicio escultural enquanto meus dedos passeavem pela sua barriga definida. Andrew segurou minhas mãos e as levou até seus pescoço, agarrou-me pelo quadril e me ergueu nos braços, enquanto eu envolvia as pernas em volta da sua cintura e sentia ao mesmo tempo a parede nas minhas costas, sentindo seu corpo pressionar no meu.

– Eu menti. – ele sussurrou enquanto beijava a pele do meu pescoço. – Eu disse que iria apenas te beijar, Nathalie.

Eu suspirei, sem equilibrio para respondê-lo.

– Mas agora estou pensando seriamente em fazer amor com você.

Sua voz parecia canto aos meus ouvidos, relaxei as mãos em torno dele sem pensar em mais nada. Eu também queria fazer amor com ele naquele momento. Agarrei firme seu cabelo e puxei seus lábios até os meus. Sem respirar, só podia sentir sua mão caminhando firme pela minha blusa, acariciando minha pele por detrás dela.

Eu não podia mais esperar, eu o queria tão depressa. Andrew me ajustou no chão e me encarou firme, o olhar tenue e tudo que eu esperava era ele arrancar esse silencio com um outro beijo.

Mas para minha frustrante cabeça, sua expressão ficou séria de repente.

– Algum problema? – perguntei, confusa. – Andrew!

Levou alguns segundos para que ele retornasse de um transe suspeito e absoluto.

– Eu tenho que voltar. – ele sussurrou decepcionado. – Ah, merda.

– O que foi, o que foi?

– Acho que Michael está preocupado com a demora. – ele suspirou. – É como se eu pudesse ouvir alguém me puxando de volta.

O sonho tinha sido rasgado ao meio, doloroso e absolutamente rápido, para que pudéssemos acordar para a realidade. Era essa a realidade, não podiamos ficar juntos o tempo todo.

– Eu voltarei, prometo.

– Tudo bem. – deixei uma lágrima descer.

– Não chore, baby.

– Eu só quero que isso termine logo, Andrew, quero você de volta. – suspirei, sentindo minha base tremer.

– Nós vamos conseguir, Nathalie, nós vamos. – beijou-me lentamente e se afastou.

Antes que ele fosse embora, eu o beijei novamente.

– Eu te amo. – disse, antes dele partir como uma rajada de vento.

Notas finais
O QUE ACHARAMMM???