Dark Savior
4 Storybrooke in Camelot - Part 1
Notas iniciais
Emma abraça Henry por um longo período enquanto Regina e Mary ficaram com as bocas abertas.
Henry largou a mãe.
– Senti tantas saudades...
– Eu também.
– Como conseguiram vir para cá? Onde estavam? – disse David.
– Camelot – disse Emma.
– Mas como conseguiram? Pelo o que eu estudei existe uma seda protetora nos protegendo de teletransportes de fora para dentro! – exclamou Regina, ainda abalada com a chegada inesperada.
– Consegui quebrar a seda com meus poderes e de Emma – disse Merlin.
– E o senhor quem é? – disse Mary Margaret.
– Prazer Merlin.
Regina arregalou ainda mais os olhos como todos os presentes na sala. Henry ajoelhou em frente ao feiticeiro.
– Levante-se Autor, não mereço tamanha cerimônia – disse ele rindo baixamente.
Henry se levantou e estendeu a mão para Merlin.
– É uma honra conhecer o senhor.
Merlin apertou as mãos de Henry.
– A honra é toda minha de conhecer o Autor que teve a coragem de ter tanta ousadia de quebrar a pena mágica.
Regina arregalou ainda mais os olhos.
– Como assim? – disse Regina.
– Eu ia contar, eu quebrei a pena, pois ninguém deve ter tamanho poder.
– Foi muito nobre de sua parte garoto, vejo que finalmente achei a pessoa certa para o cargo.
– Para que vieram aqui? – disse Robin.
– Para impedir Regina de fazer outra Maldição das Trevas com o próprio coração – disse Emma.
– Quem lhe falou isso? – disse Regina.
– Eu fiquei observando vocês enquanto estava fora – disse Emma com um sorriso.
Regina sorriu e abaixou a cabeça.
– Eu estaria em Camelot e tudo seria em vão. – completou a loira.
– Bom, Emma, saímos tão apressados que esqueci algumas coisas em Camelot, preciso voltar – disse Merlin.
– Voltar? Vai me deixar sozinha aqui?
– Sim, confio que saberá lidar com seus poderes.
Emma ficou meio sem jeito.
– Conseguirá passar a seda Merlin? – perguntou Regina.
– Agora a seda foi desfeita, qualquer um pode passar, mas não em grande quantidade. Até mais tarde então pessoal.
Merlin moveu as mãos e uma fumaça azul o envolveu e ele desapareceu.
Emma olhava com olhos de compaixão e fatais aos outros.
– Amor, senti tanta a sua falta...
Hook a abraçou com os olhos marejados.
Emma ficava indecisa entre seus poderes de luz e trevas, ela sentia os dois aflorando e cada minuto um tomar conta de si.
***
Merlin chega a sua cabana e começa a juntar papeis e ervas mágicas, juntos com alguns tubos de ensaio e livros grossos de couro.
Alguém bate em sua porta e entra.
– Rei Arthur, a qual devo a honra?
Um homem aparentando ter uns pouco mais de trinta anos entra na cabana vestindo roupas de couro e com uma coroa de ouro brilhante em sua cabeça e sua capa com plumas pretas e brancas.
– Merlin, meu velho amigo, vim aqui de manhã e ninguém estava aqui, onde estava?
– Fui para outro mundo com a nova Dark One, Emma Swan.
– Emma Swan?
Merlin explicou toda a história de Storybrook e Emma para Arthur enquanto arrumava suas coisas.
– Interessante, posso ir com você nesta viagem?
– Creio que junto comigo não.
– Como assim?
Merlin explicou a história da seda protetora.
– Um feijão mágico então?
– Bom, com a seda quebrada, acredito que o muro entre os mundos também foi quebrado, acho que sim.
– E o senhor tem algum de imediato?
– Por sua sorte sim, minha plantação secreta ainda me dá vários feijões por dia.
Merlin foi a uma gaveta em sua escrivaninha e pegou um feijão transparente e entregou a Arthur.
– Obrigado.
Arthur pegou e saiu, quando fechou a porta pensou ter visto alguém, mas seguiu em frente.
Morgana então apareceu.
– Storybrook? Finalmente então poderei conhecer minhas sobrinhas, tenho de arranjar um jeito de ir para essa cidade junto com Arthur.
A feiticeira então teve uma ideia: se disfarçou de um dos guardas reais de Arthur e o seguiu até o castelo sem ele ver.
***
Arthur chegou à sala do trono e foi recebido com beijos por Guinevere.
– Arthur, senti sua falta, onde foi?
– Fui visitar Merlin- disse ele correspondendo aos beijos.
– De novo? – disse ela rindo – a amizade de vocês é forte mesmo.
– Querida, vou fazer uma viagem com ele.
– Para onde?
– Para outro mundo, chamado Storybrook.
– E quanto tempo ficará lá?
– Não sei.
– Ficarei sozinha?
– Infelizmente.
Morgana disfarçada de guarda real ouvia toda a conversa, finalmente, Arthur a chama.
– Guarda, por favor, você me acompanhará na viagem, aceita?
Ela assentiu.
– Então chame Lancelot, partiremos imediatamente.
– Mas já? – disse Guinevere.
– Sim Guinevere. – disse ele.
***
Lancelot, Arthur e Morgana se encontravam no meio de uma clareira na floresta.
– Prontos?
Eles assentiram.
– Okay, pensem em Storybrook.
Arthur jogou o feijão no chão e um buraco verde radiante se abriu.
Os três pularam dentro dele.
***
Os três chegam ao meio de Storybrook, em frente à torre do relógio.
Na sala da prefeitura, todos sentem o terremoto causado pelo feijão.
– O que é isso? – disse Regina.
– Veio do centro da cidade – disse David.
Alguns minutos depois, Mary, David, Regina, Hook e Hood chegaram ao local do incidente, deixando Emma e Henry na Prefeitura.
Uma multidão de pessoas cercava o local.
– O que está acontecendo? – gritava Regina, abrindo caminho entre as pessoas.
Finalmente chegaram ao centro da multidão e viram os três em pé.
– Quem são vocês? – disse David.
– Somos amigos de Merlin, sou Arthur e esses são...
– Lancelot? – disse Mary Margaret ao cavalheiro ao lado de Arthur.
– Snow?
Os dois se abraçaram e riram.
– Pensei que estivesse morto! – exclamou ela.
– Morto? De onde tirou tamanha asneira?
Mary Margaret contou de sua aventura e passagem por Cora há alguns anos atrás.
– Vivi em Camelot todo o tempo, nem sabia que a Rainha Má tinha lançado a maldição de Merlin, fiquei sabendo muitos anos depois.
– Maldição de Merlin? – disse David.
– Sim, Merlin que criou a Maldição das Trevas.
– Não, foi Rumpletiltskin – disse Regina.
– Bom, vejo que isso deveremos esclarecer com o próprio Merlin – disse Arthur – bom, viemos a mando de Merlin para conhecer a cidade, ficaremos um tempo, onde poderemos ficar?
– No hotel da Vovó, que tal? – disse Hook, saindo de trás de Regina – prazer, Killian Jones.
Hook estendeu a mão para Arthur e ele paralisou.
– Han... Arthur? – disse Lancelot.
Arthur se recobrou e apertou a mão de Hook.
– Prazer – o disse ainda meio atordoado – onde está o outro guarda real?
Morgana havia saído do local há algum tempo sem ninguém perceber.
– Não sei senhor. – respondeu Lancelot.
– Ótimo, um guarda a menos.
***
Morgana tirou o disfarce e foi para onde Zelena estava aprisionada, passou pela enfermeira que arregalou os olhos e pegou o telefone.
Ela chegou à cela onde Zelena estava trancada e abriu magicamente a porta.
Zelena acordou de um sono profundo e se assustou.
– Quem é você?
– Uma velha amiga, acho que está na hora de sair desse lugar deplorável.
Morgana foi até Zelena e tirou a pulseira mágica que a impedia de usar seus poderes.
Zelena sorriu e saiu com Morgana.
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