Notas iniciais
Segundo cap de hoje ^^

Emma abraça Henry por um longo período enquanto Regina e Mary ficaram com as bocas abertas.

Henry largou a mãe.

– Senti tantas saudades...

– Eu também.

– Como conseguiram vir para cá? Onde estavam? – disse David.

– Camelot – disse Emma.

– Mas como conseguiram? Pelo o que eu estudei existe uma seda protetora nos protegendo de teletransportes de fora para dentro! – exclamou Regina, ainda abalada com a chegada inesperada.

– Consegui quebrar a seda com meus poderes e de Emma – disse Merlin.

– E o senhor quem é? – disse Mary Margaret.

– Prazer Merlin.

Regina arregalou ainda mais os olhos como todos os presentes na sala. Henry ajoelhou em frente ao feiticeiro.

– Levante-se Autor, não mereço tamanha cerimônia – disse ele rindo baixamente.

Henry se levantou e estendeu a mão para Merlin.

– É uma honra conhecer o senhor.

Merlin apertou as mãos de Henry.

– A honra é toda minha de conhecer o Autor que teve a coragem de ter tanta ousadia de quebrar a pena mágica.

Regina arregalou ainda mais os olhos.

– Como assim? – disse Regina.

– Eu ia contar, eu quebrei a pena, pois ninguém deve ter tamanho poder.

– Foi muito nobre de sua parte garoto, vejo que finalmente achei a pessoa certa para o cargo.

– Para que vieram aqui? – disse Robin.

– Para impedir Regina de fazer outra Maldição das Trevas com o próprio coração – disse Emma.

– Quem lhe falou isso? – disse Regina.

– Eu fiquei observando vocês enquanto estava fora – disse Emma com um sorriso.

Regina sorriu e abaixou a cabeça.

– Eu estaria em Camelot e tudo seria em vão. – completou a loira.

– Bom, Emma, saímos tão apressados que esqueci algumas coisas em Camelot, preciso voltar – disse Merlin.

– Voltar? Vai me deixar sozinha aqui?

– Sim, confio que saberá lidar com seus poderes.

Emma ficou meio sem jeito.

– Conseguirá passar a seda Merlin? – perguntou Regina.

– Agora a seda foi desfeita, qualquer um pode passar, mas não em grande quantidade. Até mais tarde então pessoal.

Merlin moveu as mãos e uma fumaça azul o envolveu e ele desapareceu.

Emma olhava com olhos de compaixão e fatais aos outros.

– Amor, senti tanta a sua falta...

Hook a abraçou com os olhos marejados.

Emma ficava indecisa entre seus poderes de luz e trevas, ela sentia os dois aflorando e cada minuto um tomar conta de si.

***

Merlin chega a sua cabana e começa a juntar papeis e ervas mágicas, juntos com alguns tubos de ensaio e livros grossos de couro.

Alguém bate em sua porta e entra.

– Rei Arthur, a qual devo a honra?

Um homem aparentando ter uns pouco mais de trinta anos entra na cabana vestindo roupas de couro e com uma coroa de ouro brilhante em sua cabeça e sua capa com plumas pretas e brancas.

– Merlin, meu velho amigo, vim aqui de manhã e ninguém estava aqui, onde estava?

– Fui para outro mundo com a nova Dark One, Emma Swan.

– Emma Swan?

Merlin explicou toda a história de Storybrook e Emma para Arthur enquanto arrumava suas coisas.

– Interessante, posso ir com você nesta viagem?

– Creio que junto comigo não.

– Como assim?

Merlin explicou a história da seda protetora.

– Um feijão mágico então?

– Bom, com a seda quebrada, acredito que o muro entre os mundos também foi quebrado, acho que sim.

– E o senhor tem algum de imediato?

– Por sua sorte sim, minha plantação secreta ainda me dá vários feijões por dia.

Merlin foi a uma gaveta em sua escrivaninha e pegou um feijão transparente e entregou a Arthur.

– Obrigado.

Arthur pegou e saiu, quando fechou a porta pensou ter visto alguém, mas seguiu em frente.

Morgana então apareceu.

– Storybrook? Finalmente então poderei conhecer minhas sobrinhas, tenho de arranjar um jeito de ir para essa cidade junto com Arthur.

A feiticeira então teve uma ideia: se disfarçou de um dos guardas reais de Arthur e o seguiu até o castelo sem ele ver.

***

Arthur chegou à sala do trono e foi recebido com beijos por Guinevere.

– Arthur, senti sua falta, onde foi?

– Fui visitar Merlin- disse ele correspondendo aos beijos.

– De novo? – disse ela rindo – a amizade de vocês é forte mesmo.

– Querida, vou fazer uma viagem com ele.

– Para onde?

– Para outro mundo, chamado Storybrook.

– E quanto tempo ficará lá?

– Não sei.

– Ficarei sozinha?

– Infelizmente.

Morgana disfarçada de guarda real ouvia toda a conversa, finalmente, Arthur a chama.

– Guarda, por favor, você me acompanhará na viagem, aceita?

Ela assentiu.

– Então chame Lancelot, partiremos imediatamente.

– Mas já? – disse Guinevere.

– Sim Guinevere. – disse ele.

***

Lancelot, Arthur e Morgana se encontravam no meio de uma clareira na floresta.

– Prontos?

Eles assentiram.

– Okay, pensem em Storybrook.

Arthur jogou o feijão no chão e um buraco verde radiante se abriu.

Os três pularam dentro dele.

***

Os três chegam ao meio de Storybrook, em frente à torre do relógio.

Na sala da prefeitura, todos sentem o terremoto causado pelo feijão.

– O que é isso? – disse Regina.

– Veio do centro da cidade – disse David.

Alguns minutos depois, Mary, David, Regina, Hook e Hood chegaram ao local do incidente, deixando Emma e Henry na Prefeitura.

Uma multidão de pessoas cercava o local.

– O que está acontecendo? – gritava Regina, abrindo caminho entre as pessoas.

Finalmente chegaram ao centro da multidão e viram os três em pé.

– Quem são vocês? – disse David.

– Somos amigos de Merlin, sou Arthur e esses são...

– Lancelot? – disse Mary Margaret ao cavalheiro ao lado de Arthur.

– Snow?

Os dois se abraçaram e riram.

– Pensei que estivesse morto! – exclamou ela.

– Morto? De onde tirou tamanha asneira?

Mary Margaret contou de sua aventura e passagem por Cora há alguns anos atrás.

– Vivi em Camelot todo o tempo, nem sabia que a Rainha Má tinha lançado a maldição de Merlin, fiquei sabendo muitos anos depois.

– Maldição de Merlin? – disse David.

– Sim, Merlin que criou a Maldição das Trevas.

– Não, foi Rumpletiltskin – disse Regina.

– Bom, vejo que isso deveremos esclarecer com o próprio Merlin – disse Arthur – bom, viemos a mando de Merlin para conhecer a cidade, ficaremos um tempo, onde poderemos ficar?

– No hotel da Vovó, que tal? – disse Hook, saindo de trás de Regina – prazer, Killian Jones.

Hook estendeu a mão para Arthur e ele paralisou.

– Han... Arthur? – disse Lancelot.

Arthur se recobrou e apertou a mão de Hook.

– Prazer – o disse ainda meio atordoado – onde está o outro guarda real?

Morgana havia saído do local há algum tempo sem ninguém perceber.

– Não sei senhor. – respondeu Lancelot.

– Ótimo, um guarda a menos.

***

Morgana tirou o disfarce e foi para onde Zelena estava aprisionada, passou pela enfermeira que arregalou os olhos e pegou o telefone.

Ela chegou à cela onde Zelena estava trancada e abriu magicamente a porta.

Zelena acordou de um sono profundo e se assustou.

– Quem é você?

– Uma velha amiga, acho que está na hora de sair desse lugar deplorável.

Morgana foi até Zelena e tirou a pulseira mágica que a impedia de usar seus poderes.

Zelena sorriu e saiu com Morgana.

Notas finais
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