Notas iniciais
Espero que gostem ^^

Morgana tele transporta ela e Zelena para a casa da sobrinha, e Zelena ficou ainda mais assustada.

– Mas... Quem é você? – perguntou ela.

– Eu? Sou Morgana, irmã de Cora.

– Ir... Irmã de Cora? Mi... Minha mãe?

– Sim...

– Quer dizer então que você é minha...

– Tia? Sim.

Zelena ficou perplexa e se afastou.

– Acalme-se, eu tenho como provar isso.

Morgana pegou um copo de cristal e cortou sua mão, deixou derramar um pouco de sangue, e foi em direção a Zelena.

– Não se aproxime de mim.

Morgana, com muito sacrifício conseguiu cortar a mão de Zelena, e derramou o tanto que conseguiu de sangue no copo. Minutos depois, Morgana balançou o líquido vermelho e ele brilhou intensamente.

– Eis a sua prova.

– Não é possível, eu.... Não sabia que Cora tinha uma irmã.

– Agora você sente o que Regina sentiu quando você apareceu e disse a ela que era sua irmã, que se me lembro bem, foi duas vezes.

– Como sabe disso?

– Acha que não vou ficar vendo os que minhas sobrinhas faziam ao longo desses anos?

– Você viu tudo?

Morgana assentiu.

– Temos... Temos de contar à Regina.

***

Mary Margaret, Snow, David e Regina estavam em um quarto no Hotel da Vovó com Lancelot e Arthur, contando a eles tudo o que havia acontecido, desde a vinda deles para Storybrooke com a Maldição de Regina, até a Emma ter se tornado a Dark One.

Enquanto Lancelot e Arthur ficavam impressionados com tantas informações, Hook estava ao fundo do cômodo, sentando em uma cadeira, afastado de todos, absorto em seus pensamentos.

“Esse Rei Arthur, tenho a impressão... Que lhe conheço de algum lugar, mas não consigo lembrar-me de onde. Apesar de que, eu pareço muito com ele, os mesmos olhos, mesma cor de cabelo, mesma barba rala, mas... deve ser apenas coincidência”.

– Hook? – dizia David em sua frente.

Hook saiu de seus pensamentos e retornou à vida real.

– Sim?

– Está na hora de ir.

– Ah... Okay. Foi um prazer conhece-los.

Hook apertou a mão de Lancelot e em seguinte a de Arthur, ele e o rei paralisaram quando suas mãos se tocaram, olharam fundo um nos olhos do outro e ficaram ali, numa espécie de transe.

– Rei Arthur? – disse Lancelot.

– Hook? – disse Mary Margaret.

Os dois retornaram ao mundo real e se despediram. O grupo deixou o quarto e apenas Lancelot e Arthur ficou ali.

– Vossa Alteza...

– Não precisa disso Lancelot, apenas Arthur está de bom tamanho.

– Okay, Arthur, porque quando vai cumprimentar o pirata, ambos paralisam, parecem que os dois fogem da realidade, vão para um mundo distante...

– Isso Lancelot, ainda não estou pronto a lhe dizer, ainda não tenho certeza de minhas suspeitas...

– Conte-me de suas suspeitas então.

– Não... Não posso encher sua cabeça de bobagens, ainda mais bobagens consideradas por mim um pouco absurdas.

***

Emma e Henry estavam no gabinete de Regina há algumas horas conversando sobre tudo, como era Camelot, o que aconteceu depois que Emma virou Dark One, como estava Hook, Regina, seus pais, ou então como ela achou Merlin, ou como conseguiu sobreviver sozinha.

Henry olhou para o relógio de seu pulso e viu que estava na hora de ele ir para a escola. Emma percebeu o olhar ao relógio e já deduziu.

– Hora da escola, não é? – disse ela.

– Você nunca erra.

Os dois riram.

– Eu te levo.

Henry pegou sua bolsa e alguns pertences e logo em seguida saíram.

Ao chegar à porta da Prefeitura, Henry a trancou e começou a falar.

– Mãe, você... Você matou alguém em Camelot?

Emma ficou mexida com essa pergunta.

– Não... Merlin me ajudou nessa questão. É difícil controlar, muito difícil, mas eu, toda vez que tinha desejo de matar ou machucar algo ou alguém eu pensava naquilo em que me trazia mais paz e serenidade para dentro de mim, pensava naquilo que ativava meu lado da luz.

– E o que era o pensava?

– Você.

Henry estampou um sorriso envergonhado no rosto.

– Sério?

– Sério.

Henry abraçou a mãe e continuaram andando.

– Eu... Lembrava da Operação Cobra, ou até mesmo a Operação Mangusto. Lembrava-se de quando apareceu na minha porta, falando que era meu filho, confesso, eu achei que você era louco, mas a partir do momento em que entrei em Storybrooke, sabia que algo em mim pertencia aqui. Até que me tornei a Salvadora. E ajudei a todos conseguirem seus finais felizes muitas vezes perdendo os meus...

Emma parou abruptamente na calçada, perto do Hotel da Vovó.

– O que foi? – disse Henry.

Emma começava a ficar irritada, seus olhos começavam a ficar negros, e ela começava a flutuar.

E por causa disso, agora eu sou a Dark One – gritava ela com uma voz diferente.

Uma ventania forte tomou conta do local, penas negras voavam sem parar sobre o ar.

– Eu não sou uma heroína, e nunca fui. Eu sou uma vilã. Eu sou a Dark One.

– Mãe, por favor.

Eu não sou sua mãe. Se não, nunca havia lhe dado para a adoção.

Henry ficou com os olhos marejados.

– Mãe, por favor...

Henry caiu de joelhos e começou a chorar.

***

Lancelot e Arthur conversavam sobre a cidade, quando uma forte ventania abiu a janela do quarto e penas negras tomaram conta do local.

– O que é isso? – disse Arthur.

– Não sei.

Ambos ouviram fortes gritos.

Lancelot e Arthur foram até a janela e viram a Dark Emma flutuando, falando com uma voz grave, e com Henry ajoelhado à sua frente.·.

– Temos de ajuda-lo – disse Arthur.

Lancelot assentiu e pegou as espadas. Em alguns segundos já estavam fora do hotel. Os cavalheiros correram em direção à Emma, e Lancelot cortou seu braço, enquanto Arthur pegava Henry no colo e o tirava dali.

Cavalheiro tolo.

Lancelot golpeava Emma e ela se curava instantaneamente, e lhe jogava magias fatais, das quais Lancelot conseguia escapar.

Arthur levou Henry até o seu quarto no hotel e o deitou na cama.

– Você está bem?

Henry chorava com os olhos fechados, se recusava a acreditar que sua mãe havia se tornado naquilo e disse coisas horrorosas.

– Fique aqui, vou ajudar meu amigo.

Arthur saiu e foi em direção à Lancelot. Emma ria agudamente, parecia uma bruxa perversa, pior de que todos os vilões existentes em todos os mundos.

Arthur a golpeou com um corte na bochecha. Em troca, Emma jogou Lancelot ao longe, fazendo bater a cabeça em um poste e desmaiar.

– LANCELOT – gritou Arthur.

Emma riu e se tele transportou dali.

Mary Margaret, Belle, David e Hook chegaram ao local.

– O que aconteceu? – perguntou Belle.

– Lancelot! – disse Mary Margaret, levando as mãos à boca.

Lancelot estava com um corte profundo na testa, e queimaduras por toda a armadura.

– Foi a Dark One – disse Arthur, desesperado.

– Emma? Emma fez isso? – disse Hook.

Arthur olhou fundo nos olhos do pirata e assentiu.

– As trevas reagiram, tomaram conta dela. Ela não era ela.

– Com quem ela estava? – disse Belle.

– Um garoto, usava um casaco preto e um cachecol cinza e vermelho...

– Henry! – disse Mary Margaret.

– Onde ele está? – perguntou Belle.

– No meu quarto, no hotel. Por favor, me ajudem com Lancelot.

Arthur, David e Hook seguiam carregando Lancelot para o quarto com Mary Margaret e Belle atrás.·.

– Vou ligar para a Regina – disse Mary Margaret – Belle, por favor, cuide de Henry e Lancelot, por mim.

– Claro.

Notas finais
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