Dark Savior
5 Camelot in Storybrooke - Part 2
Notas iniciais
Morgana tele transporta ela e Zelena para a casa da sobrinha, e Zelena ficou ainda mais assustada.
– Mas... Quem é você? – perguntou ela.
– Eu? Sou Morgana, irmã de Cora.
– Ir... Irmã de Cora? Mi... Minha mãe?
– Sim...
– Quer dizer então que você é minha...
– Tia? Sim.
Zelena ficou perplexa e se afastou.
– Acalme-se, eu tenho como provar isso.
Morgana pegou um copo de cristal e cortou sua mão, deixou derramar um pouco de sangue, e foi em direção a Zelena.
– Não se aproxime de mim.
Morgana, com muito sacrifício conseguiu cortar a mão de Zelena, e derramou o tanto que conseguiu de sangue no copo. Minutos depois, Morgana balançou o líquido vermelho e ele brilhou intensamente.
– Eis a sua prova.
– Não é possível, eu.... Não sabia que Cora tinha uma irmã.
– Agora você sente o que Regina sentiu quando você apareceu e disse a ela que era sua irmã, que se me lembro bem, foi duas vezes.
– Como sabe disso?
– Acha que não vou ficar vendo os que minhas sobrinhas faziam ao longo desses anos?
– Você viu tudo?
Morgana assentiu.
– Temos... Temos de contar à Regina.
***
Mary Margaret, Snow, David e Regina estavam em um quarto no Hotel da Vovó com Lancelot e Arthur, contando a eles tudo o que havia acontecido, desde a vinda deles para Storybrooke com a Maldição de Regina, até a Emma ter se tornado a Dark One.
Enquanto Lancelot e Arthur ficavam impressionados com tantas informações, Hook estava ao fundo do cômodo, sentando em uma cadeira, afastado de todos, absorto em seus pensamentos.
“Esse Rei Arthur, tenho a impressão... Que lhe conheço de algum lugar, mas não consigo lembrar-me de onde. Apesar de que, eu pareço muito com ele, os mesmos olhos, mesma cor de cabelo, mesma barba rala, mas... deve ser apenas coincidência”.
– Hook? – dizia David em sua frente.
Hook saiu de seus pensamentos e retornou à vida real.
– Sim?
– Está na hora de ir.
– Ah... Okay. Foi um prazer conhece-los.
Hook apertou a mão de Lancelot e em seguinte a de Arthur, ele e o rei paralisaram quando suas mãos se tocaram, olharam fundo um nos olhos do outro e ficaram ali, numa espécie de transe.
– Rei Arthur? – disse Lancelot.
– Hook? – disse Mary Margaret.
Os dois retornaram ao mundo real e se despediram. O grupo deixou o quarto e apenas Lancelot e Arthur ficou ali.
– Vossa Alteza...
– Não precisa disso Lancelot, apenas Arthur está de bom tamanho.
– Okay, Arthur, porque quando vai cumprimentar o pirata, ambos paralisam, parecem que os dois fogem da realidade, vão para um mundo distante...
– Isso Lancelot, ainda não estou pronto a lhe dizer, ainda não tenho certeza de minhas suspeitas...
– Conte-me de suas suspeitas então.
– Não... Não posso encher sua cabeça de bobagens, ainda mais bobagens consideradas por mim um pouco absurdas.
***
Emma e Henry estavam no gabinete de Regina há algumas horas conversando sobre tudo, como era Camelot, o que aconteceu depois que Emma virou Dark One, como estava Hook, Regina, seus pais, ou então como ela achou Merlin, ou como conseguiu sobreviver sozinha.
Henry olhou para o relógio de seu pulso e viu que estava na hora de ele ir para a escola. Emma percebeu o olhar ao relógio e já deduziu.
– Hora da escola, não é? – disse ela.
– Você nunca erra.
Os dois riram.
– Eu te levo.
Henry pegou sua bolsa e alguns pertences e logo em seguida saíram.
Ao chegar à porta da Prefeitura, Henry a trancou e começou a falar.
– Mãe, você... Você matou alguém em Camelot?
Emma ficou mexida com essa pergunta.
– Não... Merlin me ajudou nessa questão. É difícil controlar, muito difícil, mas eu, toda vez que tinha desejo de matar ou machucar algo ou alguém eu pensava naquilo em que me trazia mais paz e serenidade para dentro de mim, pensava naquilo que ativava meu lado da luz.
– E o que era o pensava?
– Você.
Henry estampou um sorriso envergonhado no rosto.
– Sério?
– Sério.
Henry abraçou a mãe e continuaram andando.
– Eu... Lembrava da Operação Cobra, ou até mesmo a Operação Mangusto. Lembrava-se de quando apareceu na minha porta, falando que era meu filho, confesso, eu achei que você era louco, mas a partir do momento em que entrei em Storybrooke, sabia que algo em mim pertencia aqui. Até que me tornei a Salvadora. E ajudei a todos conseguirem seus finais felizes muitas vezes perdendo os meus...
Emma parou abruptamente na calçada, perto do Hotel da Vovó.
– O que foi? – disse Henry.
Emma começava a ficar irritada, seus olhos começavam a ficar negros, e ela começava a flutuar.
– E por causa disso, agora eu sou a Dark One – gritava ela com uma voz diferente.
Uma ventania forte tomou conta do local, penas negras voavam sem parar sobre o ar.
– Eu não sou uma heroína, e nunca fui. Eu sou uma vilã. Eu sou a Dark One.
– Mãe, por favor.
– Eu não sou sua mãe. Se não, nunca havia lhe dado para a adoção.
Henry ficou com os olhos marejados.
– Mãe, por favor...
Henry caiu de joelhos e começou a chorar.
***
Lancelot e Arthur conversavam sobre a cidade, quando uma forte ventania abiu a janela do quarto e penas negras tomaram conta do local.
– O que é isso? – disse Arthur.
– Não sei.
Ambos ouviram fortes gritos.
Lancelot e Arthur foram até a janela e viram a Dark Emma flutuando, falando com uma voz grave, e com Henry ajoelhado à sua frente.·.
– Temos de ajuda-lo – disse Arthur.
Lancelot assentiu e pegou as espadas. Em alguns segundos já estavam fora do hotel. Os cavalheiros correram em direção à Emma, e Lancelot cortou seu braço, enquanto Arthur pegava Henry no colo e o tirava dali.
– Cavalheiro tolo.
Lancelot golpeava Emma e ela se curava instantaneamente, e lhe jogava magias fatais, das quais Lancelot conseguia escapar.
Arthur levou Henry até o seu quarto no hotel e o deitou na cama.
– Você está bem?
Henry chorava com os olhos fechados, se recusava a acreditar que sua mãe havia se tornado naquilo e disse coisas horrorosas.
– Fique aqui, vou ajudar meu amigo.
Arthur saiu e foi em direção à Lancelot. Emma ria agudamente, parecia uma bruxa perversa, pior de que todos os vilões existentes em todos os mundos.
Arthur a golpeou com um corte na bochecha. Em troca, Emma jogou Lancelot ao longe, fazendo bater a cabeça em um poste e desmaiar.
– LANCELOT – gritou Arthur.
Emma riu e se tele transportou dali.
Mary Margaret, Belle, David e Hook chegaram ao local.
– O que aconteceu? – perguntou Belle.
– Lancelot! – disse Mary Margaret, levando as mãos à boca.
Lancelot estava com um corte profundo na testa, e queimaduras por toda a armadura.
– Foi a Dark One – disse Arthur, desesperado.
– Emma? Emma fez isso? – disse Hook.
Arthur olhou fundo nos olhos do pirata e assentiu.
– As trevas reagiram, tomaram conta dela. Ela não era ela.
– Com quem ela estava? – disse Belle.
– Um garoto, usava um casaco preto e um cachecol cinza e vermelho...
– Henry! – disse Mary Margaret.
– Onde ele está? – perguntou Belle.
– No meu quarto, no hotel. Por favor, me ajudem com Lancelot.
Arthur, David e Hook seguiam carregando Lancelot para o quarto com Mary Margaret e Belle atrás.·.
– Vou ligar para a Regina – disse Mary Margaret – Belle, por favor, cuide de Henry e Lancelot, por mim.
– Claro.
Fale com o autor