Dark Savior
2 Emma and Merlin
Notas iniciais
Na clareira coberta de neve, o cofre do Dark One esquentava sua superfície, derretendo a neve. Finalmente, ele se abriu.
Uma gosma preta se esvaia pela neve e começa a tomar a forma de alguma coisa. Ou alguém.
As trevas se formavam como massinha, depois de alguns segundos, as trevas cessam e uma mulher loira, com um vestido verde marinho brilhante e cabelos bagunçados estava em pé na neve.
Ela sentiu a cabeça girar e caiu.
– Onde estou?
Ela passa a mão na neve e eleva para sua cabeça, no toque, ela sente uma pontada aguda e acontecem flashes de memórias.
– Emma, não. – dizia um homem.
–Hook – falou ela.
– Você não lutou tanto por seu final feliz para ser estragado.
– Regina.
Emma vê tudo o que aconteceu a ela algum tempo atrás. A loira tenta se levantar, mas, sem sucesso, tende a desmaiar.
***
Um velho feiticeiro está sentado em sua escrivaninha estudando seus livros, quando sente uma magia forte e poderosa, logo associa a magia negra.
Ele se levanta e passa a mão em seu espelho e vê imagens aparecem lentamente. Ele vê o cofre do Dark One e sua abertura. Vê também as trevas formando o corpo de uma mulher.
A mulher se materializa completa e cai. Ele se vira e teletransporta para lá.
***
O feiticeiro chega a tempo de segurar Emma para não bater a cabeça no selo pré-aquecido do cofre. Ele a deita gentilmente na neve.
Ele toca sua testa e vê o seu passado, mas por algum motivo, não consegue ver seu futuro. Ele também consegue sentir seus poderes de Salvadora e das Trevas lutando entre si dentro dela, ambos tentam tomar completamente seu coração.
– Ainda tem salvação – ele diz.
O velho teletransporta os dois para sua casa rústica de madeira na floresta.
Em sua casa, o velho acomoda a nova Dark One e a coloca em uma cama, vê que está muito quente, e coloca um pano úmido gelado em sua testa, e prepara alguns chás com ervas mágicas e coloca em sua boca.
***
Passado um dia, Emma acorda e se vê em outro lugar estranho.
– Onde estou?
Ela se levanta e se sente forte, porém, confusa. Ela não vê ninguém e começa a ficar assustada.
A loira então, vê alguém surgir pela porta, um senhor negro, mais ou menos de sua altura, com vestes azuis, com estrelas amarelas como adorno, ele tinha uma barba branca imensa e cabelos brancos.
Ao ver o senhor, as mãos de Emma, automaticamente, começam a esquentar. Ela olha para suas mãos e as vê brilhando, fazendo assim, se assustar ainda mais, e, consequentemente, fazendo uma bola de fogo disparar para o teto, colocando fogo na casa de madeira.
– Acalme-se.
– Quem é você? Onde estou? – dizia ela como uma louca.
– Vou lhe explicar tudo, apenas se acalme.
Ela, descontroladamente, começa a quebrar jarros e a espalhar papeis no ar.
– Emma, acalme-se.
Ela para e respira ofegante.
– Como sabe meu nome?
Uma bola de fogo surge em cada mão e ela as atira em direção ao senhor. Ele, em um movimento rápido com as mãos, faz o fogo se dissipar, tanto o do teto, quanto o do ataque.
– Maluco, como eu paro isso?
– Se você se acalmar eu explico tudo isso.
– O que você fez comigo?
– Eu não fiz nada, apenas acalme-se.
Emma olha fundo nos olhos do feiticeiro e ele transmite calma para seu coração aflito. Ela, mais calma, se senta na cama.
– Me.... Me.... Me desculpe.
– Não tem nenhum problema, eu queria reformar mesmo.
– Quem.... Quem é você?
– Sou Merlin.
Emma arregala os olhos.
– Merlin? O Feiticeiro?
– Prazer em conhece-la Emma Swan.
– Como sabe meu nome?
– Venho te observando desde que nasceu. Não esperava que você absorvesse as trevas, mas vejo que tem um coração mais puro do que eu imaginava.
– Han.... Obrigada.... Eu acho.... Onde estamos?
– Oras, em minha casa é claro, onde mais estaríamos?
– Han.... Sim.... Mas onde estamos? Em que mundo?
– Ah sim, estamos em Camelot.
– Camelot?
Merlin assentiu.
– Mas onde eu estava quando me achou? Você me achou não é?
Merlin deu penas risadas.
– Claro que te achei boba. Você desmaiou quando saiu do cofre do Dark One, na Floresta Encantada.
– Eu.... Eu.... Estava na Floresta Encantada?
– Sim.
– Então...
– Sim, eu posso sim viajar entre mundos.
– Então pode me levar de volta a Storybrooke?
– Lamento dizer que não.
– Oras, mas porque?
– Storybrooke está protegida pela proteção da Maldição das Trevas, mesmo quebrada a maldição deixa uma “seda” em que nenhum mago pode entrar por teletransporte externo.
– Mas você é Merlin!
– Sim eu sou, mas tudo tem limites. Até meu poder.
– Mas.... Como eu voltarei?
– Não sei.... Eu mesmo criei a Maldição das Trevas e....
Emma o interrompeu.
– Espera, você criou a maldição? Não foi o Rumpletiltskin?
– Não, eu criei, mas deixei ele levar o crédito, eu havia a escondido em uma caverna com diversos obstáculos, inclusive o Chernabog, mas ele conseguiu passar por todos com Cruella, Maleficent e Úrsula.
– Chernabog?
– Sim, o monstro que Regina libertou de meu chapéu, aliás, foi Rumpletiltskin que enviou o feitiço a Belle e libertou junto com as fadas esse monstro.
– Mas.... Como sabe de tudo isso?
– Como eu te disse, eu te observo desde que você nasceu Emma.
– Como?
– Oras, do mesmo jeito com qual te encontrei, com meu espelho.
Ele aponta para o espelho na parede. Emma se espanta.
– Mas.... Como ficará meus amigos? Meu filho? Meus pais? Hook?
– Veja você mesma.
Merlin se levanta e leva Emma até o espelho, ele balança as mãos e o espelho fica negro.
– Não estou vendo nada.
– Aguarde um instante.
A imagem ia aparecendo aos poucos.... Emma podia ver o que aconteceu assim que ela saiu....
– Hook...
Ela o via ajoelhado a adaga e chorando. Seus olhos marejavam e ela começou a chorar.
Merlin sumiu com a imagem do espelho e a abraçou.
– Aquiete seu coração. Eles estão bem.
– Quando os verei novamente?
– Em breve....
– Em breve quando?
– Vai ter que esperar, primeiro temos que resolver o seu problema de poder.
– Problema de poder?
– Sim, você tem poderes das trevas e da luz ao mesmo tempo, ambos estão lutando entre si, dentro de si, para tomarem completamente seu coração.
– Mas você pode destruir as trevas, o seu Aprendiz me disse.
– Mas preciso do meu chapéu.
– Que está em Storybrooke.
– Exatamente.
Emma senta na cama novamente e começa a chorar.
Merlin se senta ao seu lado.
– Daremos um jeito.... Eu prometo....
– Por favor não me prometa nada.... Não quero me iludir com esperanças fantasiosas.... Isso é pior que um coração partido, o que eu já tenho....
– Coração partido? Não.... Você ainda verá Hook de novo.
– Como?
– Isso.... Só o destino e o tempo juntos nos dirá....
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