Dark Paradise

19 Capítulo 18


Notas iniciais
OLASSSS, desculpa a demorinha, mas aí está o cap novo.
espero que gostem, tá bem fofinho hahaha.

boa leitura :)

EMILY`S P.O.V.

Entrei no hospital e hesitei por alguns segundos, procurando onde poderia pedir informações.

Tinha acordado meu pai minutos antes e pedido para me levar ao hospital em que Lucas estava, depois de ele me explicar rapida e confusamente o motivo de estar lá. Depois de assegurar a meu pai de que não precisava entrar comigo, passei pelas portas do hospital, nem lembrando de como estava vestida, nem do frio que estava sentindo.

Finalmente achei onde poderia perguntar pelo quarto 368 e andei até lá.

Dei as informações que a secretária pediu e segui pelo corredor, pegando o elevador a esquerda, assim como ela tinha me dito para fazer.

Assim que saí do elevador encontrei o pai de Lucas, que me olhou surpreso por um momento.

- Emily – sorriu – eu devia ter imaginado que ele ligaria para você.

- ah, oi Sr. Skylar – eu disse forçando um sorriso – mas o que foi que aconteceu? Lucas explicou no telefone, mas eu não entendi direito...

- foi uma crise de asma – balançou a cabeça negativamente, como se não acreditasse – fazia anos que ele não tinha nada e de repente... – deixou a frase no ar e ficamos em silêncio por alguns segundos – ele acordou no meio da noite sem ar e ligamos pra ambulância na mesma hora.

Meu irmão também tinha tido asma quando era menor, mas, mais ou menos, aos dez anos suas crises pararam e até hoje não tinha tido mais nada. Provavelmente os pais de Lucas também imaginavam que nada mais iria acontecer com seu filho.

- o Lucas está um pouco em choque – seu pai disse e eu concordei com a cabeça

- eu pude perceber pelo tom da voz dele quando me ligou.

- é, eu posso ver que ele te colocou mesmo assustada – disse com um risinho se referindo ao pijama que eu ainda usava. Abri um sorrisinho.

- mas está tudo bem, não é? – perguntei insegura e ele abriu um sorriso.

- sim, Emily, está tudo bem. Com os dois – acrescentou e seu sorriso cresceu. Parecia muito com o filho, percebi distraída, a forma como o sorriso crescia à medida que falava, e não de uma só vez – ele vai passar a noite em observação e provavelmente o dia de amanhã, já que ainda estão fazendo alguns exames com ele – concordei com a cabeça – é só seguir o corredor e virar lá na frente – respondeu à minha pergunta interna e apontou para o longo corredor branco atrás de si.

- obrigada – sorri agradecida e passei por ele, seguindo pelo caminho indicado.

Andava um pouco depressa de mais, não a ponto de correr, mas um passo acelerado, que fazia as pessoas que passavam no corredor me olharem um pouco assustadas, mas compreensivas, como se compreendessem o sentimento de angústia que eu estava sentido.

Assim que virei no corredor, avistei-o. Estava sentado no chão, com as costas encostadas na parede branca e as penas esticadas à sua frente. Vestia, assim como eu, seu pijama – calças de moletom cinza e uma blusa branca puida, com um furo em um dos ombros. Seus cabelos estavam bagunçados e seus óculos um pouco tortos sobre o nariz, escondendo por trás das lentes brilhantes, olhos vermelhos cansados, como eu veria assim que chegasse mais perto.

Meu passo diminuiu de ritmo na mesma hora, como se o simples fato de ver que estava bem melhor do que sua voz ao telefone me fez acreditar já bastasse para que meu coração parasse de tentar pular de meu peito.

Andei até ele – o quarto era o último do corrredor – e escorreguei pela parede até que estivesse sentada ao seu lado no chão gelado.

Ficamos em silêncio por bons minutos, apenas olhando para a paede clara à nossa frente e escutando a respiração um do outro, até que Lucas abriu a boca lentamente, como se ponderasse mentalmente sobre dizer algo ou não.

- eu achei que fosse perder ele de verdade dessa vez... – sua voz saiu baixa e em uma rouquidão que me pegou um pouco de surpresa.

- mas ele já está bem, Lucas – disse entrelaçando minha mão a sua e estudando seu rosto, que ainda encarava a parede – quer dizer, é o Jack, ele já lutou e ganhou de monstros espaciais, não é como se uma asminha qualquer fosse pegar ele... – disse em tom brincahão e pude ver o canto de sua boca subir um pouco, o que me fez sorrir – ele vai superar essa, Lucas. E você também – levei sua mão entrelaçada à minha até a boca e deixei um beijinho carinhoso nela. Ele fechou os olhos e seus lábios se curvaram um pouco.

Voltamos ao silêncio de antes e eu apertei levemente sua mão, como que para dizer que eu ainda estava lá, e não iria embora.

Mais alguns minutos passaram, até que Lucas passou o braço por cima de meus ombros, me puxando para mais perto. Encaixei minha cabeça em seu ombro e passei minha mão livre sobre sua barriga, agarrando sua blusa. Lucas depositou um beijo no alto de minha cabeça e depois repousou a sua própria ali, me apertando mais contra seu peito.

- obrigado por vir – disse baixinho

- sempre que você precisar – disse com um sorrriso.

*****

Acordei com a voz baixa de minha mãe me chamando e abri os olhos confusa.

Ainda estava no chão do hospital, encolhida e abraçada à Lucas, que ainda estava com as mãos protetoramente ao redor de meus ombros.

Mexi-me lentamente e ele reclamou, também se mexendo na intenção de acordar. Assim que abri os olhos direito, vi que sua mãe estava do outro lado, mexendo no cabelo do filho e chamando-o para acordar.

- Emily, filha – minha mãe chamou mais uma vez, com um sorriso.

Esfreguei os olhos e tentei me mexer, fazendo a mão de Lucas deslizar para minha cintura, como se não pretendesse me soltar tão cedo. Olhei para cima e vi sua cara amassada da noite mal dormida. Não consegui segurar um risinho e ele me olhou debochado.

- não precisa rir que você também ta toda amassada – disse e seus lábios curvaram um pouco.

- filha – minha mãe disse com outro sorriso e eu me virei para ela – eu vim ver como Jack estava e acho que é bom aproveitar pra te levar para casa. Até porque o Lucas deve estar querendo ficar um pouco com a família – ela disse naquele tom de voz típico de mãe que basicamente te diz para não discordar dela.

- é, hm, claro, você tá certa mãe. Eu não quero atrapalhar vocês – disse olhando de Lucas para sua mãe, que sorriu.

Alguns segundos de silêncio seguiram, até que as duas se entreolharam e levantaram.

- nós... – minha sua mãe limpou a garganta – nós vamos até a lanchonete pegar um suco que Jack pediu e já voltamos, ok?

Assim que elas se viraram e seguiram pelo corredor nós dois nos olhamos e levantamo-nos.

- obrigado por vir, mais uma vez – Lucas disse coçando a cabeça e eu sorri – e desculpa por te acordar no meio da noite e fazer você dormir mal... – disse um pouco sem graça.

- não tem problema nenhum, Lucas – meu sorriso aumentou – e eu não dormi mal... – disse sentindo minha bochecha queimar um pouco – me liga qualquer coisa? – perguntei e ele concordou com a cabeça.

Cheguei mais perto e fiquei na ponta dos pés, dando um beijo demorado em sua bochecha.

Ele sorriu para mim, assim como fiz para ele e então virei as costas para ir de encontro à nossas mães na cafeteria.

- e, Emily? – escutei-o chamar e me virei mais uma vez, já no meio do corredor – feliz aniversário – abriu um sorriso que fez alguma coisa dentro de mim pular e eu sorri de volta.

*****

Estava rindo de alguma piada idiota que Finn contava na sala de casa – ele já tinha me xingado por eu ter sido a escolhida de Lucas na noite anterior e não ele. “Ele ainda teve a cara de pau de me falar que me ligou depois de ter ligado pra você! Desde quando eu virei sua segunda opção?” tinha dito em um tom afetado que me obrigou a soltar uma risada na hora – quando a campainha tocou.

Minha avó se levantou para atender e eu ainda estava rindo de Finn quando ela voltou e tocou em meu ombro.

- tem alguém lá fora querendo falar com você – abriu um sorriso singelo e eu me levantei, deixando os poucos convidados que eu tinha chamado para comer um bolo e cantar parabéns em minha casa enquanto ia até a porta.

Encontrei Lucas na varanda, com os olhos baixos e as mãos atrás das costas. Segurei um sorriso e pigarreei, fazendo-o olhar para cima.

- olá, aniversariante – disse com um sorriso e alguma coisa em seu modo de falar me fez dar um passo para fora da casa e fechar a porta atrás de mim.

- olá – disse baixinho – você não quer entrar? – perguntei mesmo já sabendo qual seria sua resposta.

- não posso. Na verdade, só vim dar uma passadinha rápida porque prometi para Jack que seria a noite dos garotos hoje – deu de ombros.

Parecendo se lembrar de alguma coisa, estendeu uma sacola de papel vermelho para mim e eu peguei sem graça.

- não precisava se preocupar, Lucas... – ele deu de ombros mais uma vez.

- eu vi na loja há algumas semanas e comprei pra você, mas achei que seria melhor esperar seu aniversário para te dar – sorriu – eu achei a sua cara – disse com uma feição debochada, daquelas quando a pessoa já sabe que você vai amar o presente, e eu abri a embalagem curiosa.

Assim que botei os olhos na polaroide azul bebê que estava dentro da sacola meu queixo caiu e eu lutei para achar palavras para agradecê-lo em um misto de “hms” e “er’s” que o fizeram dar uma risadinha.

- Lucas! – eu disse com um sorriso de orelha à orelha – eu... eu nem sei o que dizer! – disse rindo e passando a mão na pequena câmera em minhas mãos.

- não precisa dizer nada – ele disse com um sorriso – eu sei que você sempre quis uma, então... – deu de ombros como se não fosse nada de mais e eu quase pulei em cima dele, dando-lhe um abraço apertado.

- obrigada, obrigada, obrigada – eu disse quase pulando e ele riu.

- não foi nada – disse colocando as mãos dentros dos bolços da calça jeans.

O silêncio nos rondou mais uma vez por alguns segundos e então Lucas franziu a testa.

- desculpa – disse um pouco baixo e eu me encostei na parede da casa – nossa, meu Deus, me desculpa, eu fui um completo idiota – disse e pareceu surpreso consigo mesmo – eu não tinha nenhum direito de usar aquilo contra você!

- Lucas... – eu disse prestes a dizer que não importava, mas ele continuou.

- eu fui um babaca de falar aquilo com você, Emily. Eu não estava lá. Eu não sabia o seu lado da história. Eu não sabia como você estava se sentindo ou o que estava pensando. Eu... eu não podia ter dito aquelas coisas pra conseguir te convencer a fazer o que eu queria. Me desculpa...

- eu não devia ter feito aquele escândulo também... – disse balançando a cabeça e continuei a falar rapidamente, antes que ele me interrompesse – é só que eu acho que uma parte de mim sabia que você estava certo e a outra parte... a outra parte só estava nervosa por você descobrir – dei uma risadinha sem humor e olhei para baixo – acho que eu fiquei com vergonha de você descobrir uma das minhas partes feias tão rápido.

- nenhuma parte de você é feia, Emily – Lucas disse baixinho e eu levantei os olhos corando – me descupa de qualquer jeito – ele disse depois de uma pausa. Abri a boca para confortá-lo, mas ele foi mais rápido – Emily, não tem problema dizer a verdade, que no caso é que eu fui um babaca... – deu de ombros.

- tá bom, você foi mesmo um pouco babaca – disse séria, mas logo depois soltei uma risada, pela cara que ele fez, o que o fez dar uma risadinha sem graça – mas eu te perdôo – completei com um sorrisinho – sabe, foi por isso que minha mãe chamou meu médico da outra cidade quando teve aquele acidente na festa, quando o quarto pegou fogo... – dei de ombros – minha mãe achou que eu estava fazendo de novo. Ela anda preocupada comigo de novo, acho que foi por isso que ela foi falar com você...

- foi – abriu um pequeno sorriso – me desculpa de qualquer jeito.

- já falei que te perdoei, seu idiota – disse com um sorrisinho e ele fez o mesmo.

Lucas olhou para o chão durante alguns poucos segundos, mas gastou tempo suficiente para que eu chegasse à conclusão de que nunca o tinha visto tão calado como agora.

- me desculpa por não ter falado nada sobre seu aniversário hoje de manhã – disse me olhando nos olhos mais uma vez.

- Lucas, pelo amor de Deus. Não precisava falar nada...

- não, eu... eu lembrei que era seu aniversário, eu até mesmo tentei te dar parabéns, mas toda vez que eu tentava parecia que minha voz não saia...

- eu não ligo, Lucas, de verdade, não é como se fosse um dia qualquer na escola e... – deixei a frase no ar.

- os médicos falaram que ele teve sorte – disse depois de uma pausa – ele estava dormindo comigo e essa foi a sorte dele – deu uma risadinha seca – eu nem queria deixar ele dormir lá – mordeu o canto da boca antes de continuar – eu fiquei com medo de acordar com outro pesadelo de novo e ele estar lá e... eu só não queria que ele dormisse lá no meu quarto. E por uma ironia cruel do destino, essa foi a sorte dele – eu o olhava atenta enquanto falava, como se ver seus olhos se enchendo de lágrimas fosse um sinal para esperar até que ele explodisse e começasse a chorar – disseram que se ele estivesse sozinho no quarto dele, teria uma chance enorme de ninguém escutá-lo e ele ter... – não conseguiu terminar a frase e tomou alguns segundos para respirar fundo e piscar os olhos, como de tentasse tirar as lágrimas de lá – e tudo o que eu fico pensando é em como eu acordei assustado com a aperto das suas mãozinhas tentando me chamar – outra risadinha seca completou a frase – eu nunca fiz uma ligaçao tão rápidamente igual aquela para a ambulância – fungou – isso e em como se eu não tivesse deixado... – deixou a frase no ar e eu deixei a sacolhinha do presente no chão, dando um passo para frente e pegando suas mãos nas minhas.

Ele desviou o olhar.

- ei – chamei e esperei que olhasse em meus olhos; os seus estavam levemente avermelhados e com um brilho extra devido as lágrimas que teimavam a subir – não vamos pensar nos “e se” – balancei a cabeça lentamente – os “e se” costumam dar um tom amargo em tudo o que a gente fala. Então não vamos pensar nos talzes, ok? Vamos pensar no que realmente aconteceu. Só isso importa – dei um sorrisinho – você acabou deixando Jack dormir com você, e isso fez alguém ajudá-lo a tempo. É só isso que importa.

- mesmo assim, e se el... – começou teimoso e eu tampei sua boca com uma das mãos.

- qual a parte do sem “e se” você não entendeu? – eu disse mandona e pude ver um pequeno sorriso se formar, pelo modo como suas bochechas arquearam abaixo de minha mão – “e” e “se” são duas palavras tão inofensicas quanto qualquer outra palavra. Mas coloque-as juntas, lado a lado, e elas têm o poder de assombrá-lo pelo resto da vida. “E se?”

Sua sobrancelha se arqueou.

- eu não acredito que está citando Cartas Para Julieta para mim – disse; o som de sua voz abafado pela minha mão ainda cobrindo seus lábios. Um sorriso brincalhão se formou ali assim que a abaixei.

- eu não acredito que você sabe que essa citação é de Cartas Para Julieta

- você me fez prestar atenção no filme, e teho que dizer que é uma frase marcante... – deu de ombros, ainda sorrindo torto e eu sorri também. Aquele pequeno momento sem tristeza em seus olhos tinha valido totalmente à pena

Ele deu uma risadinha e enfiou as mãos fundo nos bolços mais uma vez.

- como estragar uma visita de aniversário com um relato, uma história por Lucas Skylar – disse de modo enrgraçado e eu soltei uma risada.

- você não estragou nada – disse sorrindo – fez bem de vir para falar a verdade. Tem certeza que não quer entrar? – ele balançou a cabeça, negando.

- se eu entrar você vai fazer com que eu não queira ir embora... – seus lábios se comprimiram em uma linha fina.

- você está muito convencido, Nadador, quem disse que eu vou querer te manter aqui pro resto da noite? – levantei uma sobrancelha, mas falhei em esconder um sorriso. Ele balançou a cabeça negativamente mais uma vez, mas agora um sorriso torto teimava em brincar em seus lábios.

- você não precisa querer que eu fique para me fazer querer ficar, Ems – disse olhando tão firmemente para mim que por um segundo achei que ele conseguisse ver dentro de mim. Não daquele jeito das aulas de biologia, mas do outro, como se pudesse ver tudo que estava sentindo.

Ficamos presos naquele olhar por alguns segundos, minutos ou horas – eu não saberia dizer ao certo.

- acho que é melhor eu ir antes que fique muito tarde – ele disse quebrando o encanto.

Tive que piscar algumas vezes para recobrar os sentidos e conseguir dar uma resposta decente, que no caso foi:

- hmm, é... – foi o máximo de decência que consegui; no momento me pareceu o bastante.

Lucas teve que dar alguns passos para chegar até mim, e foi só nesse momento que percebi a distância um pouco exagerada em que nos encontrávamos.

Colocou a mão em minha bochecha e puxou meu rosto delicadamente para que desse um beijo em minha testa. Fechei os olhos enquanto sentia sua pele em contato com a minha e então a sensão se foi, à medida que Lucas se afastava e sorria para mim.

Desceu os degrais e me deu as costas, indo pelo caminho que levava ao passeio.

Deu poucos passos, porém, antes de parar e respirar fundo.

- quer saber? – disse se virando para mim mais uma vez – dane-se.

Lucas deu passos largos em minha direção e me alcançou rapidamente.

Ainda no mesmo rítmo aflito, uma de suas mãos agarrou e puxou minha cintura de encontro com a sua enquanto a outra segurava meu rosto com ternura, também aproximando-o do seu, para um beijo surpreendentemente calmo, apesar de toda sua agitação.

Assim que senti sua boca na minha alguma coisa acendeu dentro de mim, como se eu não percebesse o tanto que tinha sentindo sua falta nos últimos dias até aquele momento. Minhas mãos subram instintivamente por seus braços alcançando rapidamente seus ombros largos à medida que a urgência do beijo aumentava.

Suas mãos passaram a dançar em minhas costas, traçando todo o caminho dos ombros à base, deixando um rastro de fogo por onde passavam.

O ritmo do beijo foi diminuindo aos poucos, até que se tornasse mais uma vez um beijo calmo, no qual Lucas parecia me segurar como se eu estivesse prestes a quebrar, tal a sutileza que usava. Peguei-me pensando, por um momento, em como era incrível que, mesmo com a delicadeza de seus movimentos, eu ainda podia sentir aquele mesmo rastro flamejante em todos os lugares de minha pele e a dele se tocavam.

Lucas levantou meu corpo, tirando meus pés do chão e me rodou no ar, enquanto ainda mantinha sua boca colada à minha, me fazendo soltar uma risadinha e seus lábios se curvarem em um sorriso.

Meu coração batia tão forte quando o beijo cessou e Lucas me prendeu apenas em seus braços, olhando-me com um sorriso aliviado, que imaginei se ele poderia ouví-lo tão bem como eu estava conseguindo ouvir.

Não consegui segurar um sorriso de satisfação ao olhar em seus olhos e ele fez o mesmo.

Abraçou-me fortemente e deu um beijo demorado em minha bochecha.

- Feliz aniversário, Loirinha – o apelido soou doce em seus lábios, que roçaram minha orelha ao sussurar a frase próximo à ela.

Me soltou lentamente e deu um passo para trás.

- não – disse manhosa, deslisando minnha mão por seu braço até alcançar sua mão, ao mesmo tempo em que ele se afastava lentamente – não vai... – fiz um biquinho e uma careta triste e ele soltou uma risadinha.

- não faz isso, Ems, já está sendo difícil o bastante ir embora sem você me pedir para ficar – disse com um sorriso trsite e eu mordi o lábio em um sorriso.

- fala com um Jack que amanhã eu vou ver ele e que eu mandei um beijão – disse escorando na pilastra da varanda enquanto ele se afastava, andando de costas, de modo que ficava virado de frente para mim.

- você podia me mandar um beijão... – disse abrindo os braços.

- eu acabei de te dar um beijão – disse brincalhona e ele riu.

Pegou o skate, que tinha deixado quase na saída e sorriu para mim uma última vez antes de subir nele e sair pela rua já escura.

Fiquei parada na varanda por um momento, observando-o até que desaparecesse, misturando-se com as sombras do anoitecer.

Entrei em casa ainda sorrindo com a lembraça de seu beijo e toquei meus lábios inconscientemente enquanto andava até a sala de estar. Assim que cheguei lá (e me joguei, diga-se de passagem, em cima de Carrie, que estava sentada na poltrona no canto do aposento), Finn me olhou com um sorriso idiota no rosto.

- hm, mas o que foi que essa garotinha ganhou de presente de aniversário, posso saber? – subiu e desceu as sobrancelhas vezes incontáveis e Anna riu.

- Finn, é o meu aniversário, você não pode me encher hoje

- tudo bem – ele disse com um sorriso e se encostou no encosto da cadeira mais uma vez – eu consigo esperar até amanhã...

Notas finais
e ai? me contem o que acharam!
:)