Dark Paradise

18 Capítulo 17


Notas iniciais
OLAAAAAASSS,
bom, eu avisei que ia esperar meu simulado (que foi ontem) passar pra postar, e ou, não foi frescura não kkk juro que tava com o tempo contado (tipo, literalmente!! tava ficando paranóica com cada minuto perdido que podia ser um minuto a mais estudando fisica, essas coisas kkkkk). mas, o lado bom é que valeu apena, pelo meu 8 em literatura eu acho que estou no caminho certo do resto das matérias tbm, se Deus quiser hahaha.
AAIIII GENTE! ontem foi a festa de despedida surpresa de uma das minhas melhires amigas que vai de inter 6 meses pro canadá sabado que vem! choro agora ou quando for levar ela no aero?? :(((
enfiiim, obrigada pela paciência e espero que gostem do capitulo.
ah, e a música da frase de inicio do cap é muito boa. pra quem quiser escutar eu vou deixar o link lá em baio as always hahaha

boa leitura!

What a thing, to believe in a dream

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EMILY’S P.O.V

- eu não estou entendendo... – Carrie disse entre uma garfada e outra de seu almoço – vocês brigaram, então?

- sim – eu disse sem dar muita importância.

- brigaram porque? – Anna parecia realmente arrasada.

- porque o Lucas é um inconveniente, idiota e babaca – disse dando de ombros.

- meu Deus, mas que mudança de atitude – Carrie disse – outro dia mesmo vocês estavam na maior lua de mel por causa do beijo...

- estamos mais pro divórcio agora... – eu disse dando uma garfada no meu espaguete.

- nossa, mas foi rápido em, acho que vocês quebraram o recorde de 72 dias da Kim Kardashian... – Anna disse naturalmente, dando de ombros, e nós duas paramos de comer e a olhamos por alguns segundos, antes de começar a rir.

- não acredito que você acabou de comparar minha vida com a da Kim – disse ainda rindo um pouco.

- foi uma boa comparação, vocês têm que concordar – ela disse rindo também.

- foi uma péssima comparação – Carr disse e então rimos mais.

Ainda estávamos rindo um pouco quando Finn chegou e colocou sua bandeja em cima da mesa, sentando-se ao meu lado logo depois.

- hm, podemos ajudar em alguma coisa? – Carr disse com a sobrancelha levantada.

- não posso me sentar aqui? – o garoto perguntou incrédulo.

- claro que pode – eu disse – é só que você nunca senta aqui...

- bom, é que eu tenho um recado pra você – ele disse sorridente e então olhou a palma de sua mão, onde pude ver alguma coisa escrita – o Lucas não veio na aula, mas me pediu pra te avisar que ele sente muito, e que não devia ter dito aquilo...

- eu sei que não – disse confiante.

Ele continuou.

- ele também pediu pra avisar que mesmo assim você sabe que ele estava certo...

- ele o quê? – eu arregalei os olhos.

- olha, foi só isso que ele disse, não me peça para interpretar suas palavras...

- fala com o seu amigo que ele é um cara de pau ridículo! – levantei da mesa nervosa e fui andando sozinha até a sala.

LUCAS’ P.O.V

Estava prestes a deitar para dormir quando escutei uma batida na porta.

Emily sorria para mim e eu fiz o mesmo.

- oi – disse baixinho

- ei – sorri.

O quarto estava escuro – já era noite – mas pude distinguir sua feição cansada. Estava usando uma jaqueta jeans e uma camisa que me parecia degrade, indo do branco para o vermelho, calças jeans e uma sandália, de maneira que me fez imaginar que estava vindo provavelmente de alguma saída com as meninas.

- sua mãe me deixou subir... – disse como que se desculpando – e ela pediu pra avisar que estava saindo com Jack e seu pai.

- ah, claro – sorri mais uma vez.

- eu... – deu uma risadinha seca – acho que vou direto ao ponto. Eu sinto muito – sorriu triste – desculpa por gritar com você aquele dia, eu... eu só fiquei um pouco nervosa porque ninguém sabia daquilo além da minha família, e bom, você ficou sabendo, logo... logo você – respirou fundo e passou a mão pelo cabelo – eu achei que você ficaria desapontado de saber que eu tinha feito alguma coisa assim, e fiquei sem reação, me desculpa.

- Emily, eu fui um idiota também, ok? Eu não tinha o direito de usar isso contra você...

- não, você... você só falou tudo aquilo para me proteger. Você só queria me mostrar como era perigoso e me proteger, Lucas, e eu sei agora que você estava certo, eu sei... – outro sorriso triste.

- eu só queria que você ficasse bem, Ems, me desculpa se eu disse coisa que eu não devia, mas eu estava desesperado.

- não tem problema – abriu um sorriso – é só que eu não estou acostumada com pessoas tentando me proteger...

- acho que é melhor você ir se acostumando então – disse sorrindo.

Ela respirou fundo, como se estivesse prendendo a respiração durante toda a conversa e abriu um sorriso singelo, vindo quase correndo em minha direção. Ficou na ponta dos pés e eu a abracei pela cintura, dando-lhe um beijo calmo.

- Lucas? – ela perguntou assim que apartamos o beijo – você pode fazer uma coisa por mim?

- qualquer coisa – disse sorrindo, juntando nossos lábios mais uma vez para um beijo rápido, e ela deu uma risadinha.

Beijou-me mais uma vez e então tirou a jaqueta, me fazendo olha-la de forma engraçada.

- o que você está fazendo, Emily? – perguntei com a sobrancelha levantada e ela abriu um sorriso galanteador.

- você disse qualquer coisa... – disse me puxou para baixo para mais um beijo.

- espera – segurei seu rosto em minhas mãos – você tem certeza? – ela revirou os olhos.

- sim, Lucas, eu tenho certeza... eu ia ter que fazer alguma vez antes de morrer mesmo, não é? – disse brincalhona – pelo menos quero fazer com a pessoa certa

Dei uma risadinha e voltei a beija-la. O beijo foi se tornaando cada vez mais intenso e apaixonado, e eu sentia que estava realmente fazendo a coisa certa. Em pouco tempo Emily já tinha tirado minha camisa e deitei-a na cama, repousando por cima dela logo após. Mordeu os lábios me olhando e abriu um meio sorriso que fez um arrepio correr toda minha espinha. Voltei a beijá-la mais avidamente do que antes e me perguntava como tinha conseguido viver sem ela até poucos meses atrás. Suas pequenas mãos percorriam toda a extensão de minhas costas e por mais que eu tentasse, exatamente por se tratar de Emily, controlar todos meus impulsos masculinos, cheguei ao ponto de, em algum lugar no meio do caminho entre os beijos que dava da ponta de seus ombros até seu pescoço, ignorar todo o bom senso que me restava. Deixei uma de minhas mãos escorregarem deliciosamente por toda a extensão lateral de seu corpo até altura de seu joelho, enquanto, com a outra, comecei a explorar (acanhadamente no início) por baixo de sua busa, sentindo sua pele quente e sedosa.

Até que senti algo molhado e um tanto quanto pegajoso que me fez apartar o beijo.

- Emily? – disse a olhando e ela respirou fundo – Emily, o que...

Levantei mais sua blusa, encarando sua barriga, que estava coberta com um líquido viscoso. Encarei-a mais uma vez e voltei a olhar sua barriga. Se eu não estava errado, aquilo só podia ser...

- sangue? Emily, porque você está sangrando? – perguntei aflito e alcancei a luz, deixando a marca vermelha de minha mão na parede assim que consegui apertar o apagador.

Emily me olhava triste, e eu podia ver, com mais clareza agora, sua barriga coberta de sangue. Sua blusa, que no escuro parecia uma espécie de degrade, agora estava claramente manchada com o mesmo líquido, assim como o lençol de minha cama.

- me desculpa... – disse baixinho, lágrimas caindo de seus olhos – você estava certo sobre o perigo no fim das contas...

- Emily, por favor me fala que você não... – fechei os olhos por um sengundo.

- ele tinha uma arma, Lucas. Como eu devia saber que ele tinha uma arma? – deu uma risadinha seca – eu sinto muito...

Procurei desesperado pelo telefone no meu quarto e disquei o número da emergência.

- Emily, você vai ficar bem, ok? – disse segurando sua mão – eu prometo que você vai... – ela começou a tossir e, ao tirar a mão da frente da boca, pude ver mais sange: na palma de sua mão, escorrendo pelos lábios e manchando o queixo. Larguei o telefone no chão – Emily? Emily, por favor! – eu estava gritando agora, e, no minuto seguinte estava chorando e segurando-a em meus braços – Emily, não, não, não, por favor não!

Abri os olhos assustado e olhei em volta. Estava sentado em minha cama, com a respiração ofegante. Minha camisa estava encharcada de suor, assim como o lençol. Estava sozinho em meu quarto escuro, tinha sido só um sonho.

- só um sonho, só um sonho. Foi só um sonho – sussurrava baixinho tentando me acalmar, mas eu não conseguia.

Procurei pelo meu celular no quarto e demorei alguns segundos para conseguir digitar o número certo com minhas mãos trêmulas.

Discou por algum tempo – tempo demais – até que escutei sua voz.

- eu espero que isso seja um pedido de desculpas, Lucas... – disse mal humorada e eu sorri.

- Emily... Emily, você está bem?

- Lucas, são quatro da manhã. Que tipo de pergunta é essa?

- então você está bem, não está machucada nem nada...

- isso é sua maneira de pedir desculpa, Lucas?

- o que? Não, eu só... – o telefone ficou mudo e eu respirei fundo – foi só um sonho...

Levantei e tirei o lençol da cama. Peguei outro pijama e fui até o banheiro tomar um banho gelado. Tinha sido apenas um sonho e eu não tinha que me preocupar.

*****

Acordei suando frio pela quarta noite seguida. O sonho era sempre o mesmo, o que mudava era a forma como Emily morria no final.

Tinha ligado para ela todas as vezes, e ela estava começando a ficar nervosa com aquilo. Metodicamente, eu sempre me levantava da cama logo após e trocava a roupa de cama, tomando um banho gelado e trocando de pijama logo depois, tentando dormir mais uma vez – coisa que não conseguia fazer.

E eu não aguentava mais, eu simplesmente não aguentava mais. E era por isso que na manhã de sábado eu estava indo conversar com a minha tia.

- tudo bem, tem essa minha amiga – eu disse para ela – a gente meio que brigou, e desde então eu tenho tido esses sonhos esquisitos. É sempre a mesma coisa: ela chega, diz que eu estava certo e pede desculpas, então ela me beija e então ela morre... – eu respirei fundo – e é sempre desesperador e eu não consigo chamar a ambulância a tempo e ela morre nos meus braços. E eu não consigo mais lidar com isso, então eu preciso da sua ajuda

Minha madrinha me olhou por alguns segundos.

- porque vocês brigaram?

- eu não pos... olha, eu estava ajudando ela com uma coisa e ai eu falei que a gente devia parar porque ela ia acabar se machucando no final das contas e, bom, vamos dizer que ela não lidou muito bem com... o jeito como eu argumentei isso... – encolhi os ombros.

- então você está preocupado com ela se machucar?

-exatamente

- então é esse o motivo de você estar tendo esses sonhos, Lucas.

- eu sei disso, mas eu preciso de um jeito pra parar isso...

- bom, você já pensou em se desculpar com ela?

- isso não é uma opção, tia. Ela é que está errada, eu sou só o mocinho da história, tentando proteger ela...

- mas você devia tentar se desculpar com ela, por ter sido rude ou seja lá como foi que você levou a ideia de desistir pra ela...

- mas isso não vai fazer ela parar as idiotices que ela está fazendo, o que vai continuar me deixando preocupado, o que vai fazer esses sonhos continuarem... – disse deitando a cabeça na mesa da cozinha.

- mas isso já é um começo, voltar a falar com ela pode te deixar mais tranquilo, para início de conversa...

- mas...

- Lucas – a mãe de Finn me olhou duramente – você não quer me contar a história toda, e eu já te falei que isso não dá certo entre nós dois por sermos tão próximos, então não reclama.

- mas você é a única psicóloga que eu conheço. Não é meio que seu dever me fazer parar de ter esses malditos sonhos?

- eu já te dei o primeiro passo, Lucas – deu um sorriso – porque não aproveita que Emily está lá em cima e pede desculpas para ela?

Levantei-me surpreso.

- ela está lá em cima e você me deixou ficar aqui falando sobre ela?

- eu tentei impedir, mas você já entrou falando sobre isso.

- mas... ei, espera, como você sabe que é sobre a Emily que eu estava falando? – ela deu de ombros.

- eu te falei que as sessões nunca dariam certo entre nós dois por sermos próximos.

- eu não posso pedir desculpas – disse depois de uma pausa – você não está entendendo. Eu só não posso ped...

Parei de falar quando escutei sua risada vindo da escada e devo ter feito uma cara idiota, porque minha tia começou a rir de mim.

- Lucas? – Emily disse entrando na cozinha e eu derrubei um copo na mesa com a surpresa, apesar de saber que ela ia entrar pela porta – você está bem?

- aham – concordei com a cabeça – você está bem? – perguntei dando mais ênfase que o necessário na palavra “você”.

- eu estou ótima – disse com um olhar desconfiado e foi até a geladeira pegar um copo de água – o que ele tem? – perguntou baixinho para minha tia, que deu de ombros.

- ele está aqui – disse e ela se virou para mim mais uma vez – e ele não tem nada...

- Lucas, é sério – ela disse com um ar preocupado – você está meio pálido e com olheiras enormes...

- é só que eu não estou conseguindo dormir direito esses dias... – dei de ombros.

- é por isso que você tem ligado? Porque eu não entendi o motivo das ligações até hoje...

Fiquei em silêncio e ela me olhou cansada.

- Lucas, é sério, você está me deixando preocupada. E eu não posso ter o luxo de ficar preocupada com você porque a gente tá brigado, lembra?

- eu... – olhei para minha tia, que formou as palavras “peça desculpa” com a boca – eu preciso dormir – disse de repente e as duas pareceram surpresas – eu vou deitar lá no quarto do Finn, ok? Ok, então – disse e saí da cozinha o mais rápido que consegui.

EMILY’S P.O.V.

Estava indo descer a escada da casa de Carrie para ir embora, quando escutei a voz de Lucas vindo do quarto de Finn.

- não, não, por favor não faz isso comigo!

Ele parecia um pouco desesperado de mais, então bati na porta e chamei pelo se nome, mas não tive resposta.

- não! – ele gritou mais uma vez e eu abri a porta.

Lucas estava deitado encolhido em um canto da cama. Sua blusa estava toda molhada e sua feição sofrida.

Corri até ele e sacudi seus ombros, chamando seu nome até que abrisse os olhos. Acordou tão assustado que fiquei sem ação por um momento.

- isso é outro sonho? – me perguntou aflito enquanto me examinava, como se procurasse alguma coisa.

- o que? Não, Lucas, não é outro sonho... – disse passando a mão por seu rosto, tentando fazer com que se concentrasse.

- bom... isso é bom – disse olhando atravez de mim – porque eu não consigo aguentar mais, Emily – balançou a cabeça negando, com uma cara de desgosto.

Não perguntei o que ele não aguentava mais. De alguma forma eu sabia que não devia perguntar. Não sei se esse sentimento era porque eu sabia que ele não ia me contar, ou se era porque, de alguma forma mais madura que não cnsegui entender, eu sabia que, na hora que ele se sentisse bem para falar sobre o que estava acontecendo, ele me contaria.

- me desculpa, eu... – disse se levantando – é melhor eu ir para casa tomar um banho e... – disse passando por mim e já saindo do quarto.

- ok... – disse ainda sentada na cama.

Finn me contou, mais tarde, que Lucas tinha faltado o treino dois dias seguidos, por estar cansado demais. Disse que sabia que o amigo não estava conseguindo dormir anoite, mas o motivo não tinha sido esclarecido por Lucas, e isso estava me deixando doida.

O pior de tudo, eu pensava no caminho de casa, era que eu ainda estava brava om ele, supostamente pelo menos. Era complicado. Ao mesmo tempo que uma (grande) parte de mim ainda estava nervosa por ele jogar bem na minha cara o assunto que eu fazia tanto esforço em termos de esconder, eu também estava preocupada com ele.

Tomei um banho quente e vesti meu pijama: uma calça xadrez vermelha e cinza e uma camisa de mangas compridas também cinza.

Deitei debaixo das cobertas e liguei o computador, já pensando em passar o resto do dia assistindo Grey`s Anatomy como uma tentativa de tirar Lucas de meus pensamentos.

Acordei com seu telefonema – era a quinta noite sgeuida – às três e meia da manhã. Coloquei o fone no ouvido ainda sonolenta.

- tudo bem, eu entendo. Esse negócio de ligar no meio da madrugada e não falar nada com nada está meio que virando nossa coisa...

- Ems? – Lucas disse, mas, diferente das outras noites, sua voz estava chorosa.

- Lucas? – sentei na cama, aflita – o que aconteceu?

- Ems – me ignorou – você acha que pode vir até aqui?

- hmm, claro, Lucas – disse assutada com seu tom de voz – estou indo ai pra sua casa agora, ok? – já estava me levantando e calçando meu all star.

- eu – limpou a garganta – eu não estou em casa. Vou te passar o endereço, ok?

Anotei a rua e o número que Lucas me disse pelo telefone.

- tudo bem, você quer que eu te busque ai? Esse é o endereço de alguma festa que você está?

- não. Não, esse é o endereço do hospital.

Notas finais
música do cap: http://www.youtube.com/watch?v=QyQjyzDwyyM

e aiiii? me contem o que acharam do cap e o que fizeram nessas duas semanas que eu me matei de estudar e não fiz nada kkkk