Dark Paradise
10 Capítulo 9
Notas iniciais
na verdade eu ia até postar na sexta, mas ai fui no cinema com as minhas amigas ver se beber não case 3 (kkkkkk super recomendo!! tirando que, se vc não gostar, pelo menos vc vai ficar 1 hora e 45 min encarando o Bradley Cooper, o que já vale o ingresso ne, vamos combinaaaaaarr!) e quando voltei para casa fiquei vendo (e chorando com os ep, mas isso não vem ao caso) Greys Anatomy até trÊs da manhã. é, essa é a minha vida, passar a noite de sexta-feira vendo um programa de tv......... hahahaha.
ah, enfim, tudo isso foi pra explicar que sexta não deu pra postar e ontem também não, por motivos de muita preguiça (o que vai fazer vcs me julgarem mais ainda kkk).
E N F I M! boa leitura, espero que gostem e POR FAVOR deixem um comentário falando o que acharam kkk
ok, vou parar de falar :)
Hollywood infected you brain,
You want kissing in the rain...
LUCAS’ P.O.V.
Meu celular vibrou no bolço da calça e freei um pouco o skate para pegá-lo rapidamente com a mão. Abri um sorriso ao ver o visor e coloquei o aparelho na orelha.
- já está com saudades de mim? – perguntei no tom mais galanteador que consegui e escutei a garota bufar do outro lado da linha. Finn me olhou curioso.
- eu não vou nem perder meu tempo pensando em alguma resposta pra isso – disse e eu sorri mais ainda – onde você tá?
- acabei de sair do treino, estou indo pra casa do Finn...
- ótimo, você pode passar aqui depois então?
- depende... você assume que esse desespero todo é saudade minha? – perguntei em um tom brincalhão.
- é impressão minha ou você está mais presunçoso do que da ultima vez que conversamos? – imaginei sua feição irritada e soltei um risinho.
- tudo bem, eu passo ai mais tarde
- ótimo, isso foi mais fácil do que eu esperava. Te vejo mais tarde – disse e desligou.
Finn estava rodando em volta de mim com seu skate e me olhava com um olhar acusador/brincalhão. Aquele tipo de olhar que faz você já imaginar a merda que a pessoa vai falar e pensar em qual o melhor jeito de dar um soco nela.
- o que é? – perguntei jogando a cabeça para trás.
- ah, nada de Emily – disse e fez uma cara assustada dramaticamente horrível que me fez imaginar mais uma vez que Finn nunca poderia ser um ator – quer dizer, nada de mais...
- pelo amor de Deus, Finn – olhei para ele, mas não conseguia conter o riso – o que tem a Emily?
- nada – deu de ombros – e você está sorrindo – abriu outro sorriso – quer dizer que ela está ligada ao seu coração – disse com uma voz afetada e usou os dedos indicadores para fazer um coração no ar.
- cara, larga de ser gay. Definitivamente ser gêmeo de uma mulher afetou seu cérebro de algum jeito quando você estava na barriga da sua mãe... – disse entre risos que não consegui conter ao ver aquela cena e ele riu também.
- eu só estou comentando o fato de você não desgrudar mais dela agora... – disse como quem não quer nada.
- eu estou ajudando ela com física – dei de ombros – já te disse isso.
- sério? Achei que você tinha dito biologia da ultima vez, você sabe... – fez um beicinho ridículo e passou o dedo por ele, fazendo uma pose e uma cara ainda mais ridícula (sim, isso era possível, e, também, um dos muitos motivos de aquele idiota ser meu melhor amigo desde o jardim de infância).
- você é a pessoa mais ridícula que eu conheço – disse balançando a cabeça negativamente, depois que consegui parar de rir.
- eu sou, tipo, a única pessoa que você conhece
- isso não é verdade, eu conheço muita gente...
- tudo bem, mas eu sou uma das poucas que gosta de você...
- e eu não ligaria nenhum pouco se você caísse em frente a um ônibus agora...
- pelo menos concordamos em algum ponto – sorriu para mim e acelerou sobre o skate, me pegando desprevenido e me fazendo correr atrás dele.
****
A casa de Finn ficava a cinquenta e três passos da casa de Emily, fiz questão de contar, e não demorou muito eu estava batendo em sua porta.
Demorou alguns segundos, mas finalmente a porta se abriu, revelando um garoto atrás dela.
Tudo bem, um garoto não, praticamente um homem. Tinha os mesmos cabelos castanhos escuros de Ems e seus mesmos olhos verdes. Ombros largos e um olhar bruto completavam o look “irmão mais velho” que ele parecia vestir com prazer.
- o que está fazendo aqui? – perguntou em um tom longe do amigável que eu imaginava e eu forcei um sorriso.
- meu nome é Lucas Skylar...
- eu sei quem é você – me cortou e se escorou no batente da porta – eu perguntei o que está fazendo aqui, e não o seu nome – cruzou os braços e senti como se estivesse encolhendo aos poucos.
- eu... – hesitei por um segundo, as palavras fugindo de minha boca – sua irmã me ligou? Pedindo que eu viesse ajudar no trabalho de geografia que estamos fazendo? – sim, em tom de pergunta, pois me peguei pensando se era aquela resposta que ele queria, ou se faria como em um desenho animado e fecharia a porta em minha cara, fazendo meu nariz entortar.
- A Emily não está aqui, pode voltar para casa... – disse ainda firme e eu confesso que já ia fazer um sinal com a cabeça, dizer “sim, senhor” virar as costas e ir , quando escutei a voz de Emily.
- Peter! Sai! – disse empurrando seus ombros para longe da passagem da porta. A cena se assemelhava a uma tartaruga tentando mover um cachorro, mas depois de alguns beliscões Ems finalmente o tirou de lá e tomou seu lugar – oi, Lucas, desculpa por isso – suas bochechas enrubesceram um pouco – Pete acha que é meu pai durante umas vinte horas do dia – sorriu amarelo.
- eu só estou tentando cuidar de você! Já conversamos sobre sua amizade com esse garoto – cuspiu as palavras nervosamente de dentro da casa e cogitei mais uma vez ir embora.
- e eu já te falei que não tem que se preocupar com Lucas – a garota disse se virando para dentro da casa – ele não me tiraria de um quarto pegando fogo se fosse perigoso para mim – se virou para mim e fechou os olhos por alguns segundos – desculpa, de novo...
- não tem problema – abri um sorrisinho sem graça.
- entra... – disse parecendo finalmente perceber que eu continuava parado fora da casa – vamos lá em cima – sorriu se dirigindo para a escada.
- há há – seu irmão estava parado no batente da porta da cozinha – você e um garoto sozinhos no seu quarto? Só por cima do meu cadáver, Ems – sorriu sem humor nenhum, e a garota a minha frente rolou os olhos.
- nós só vamos pegar uma coisa lá em cima e já vamos sair. Não é como se eu fosse te dar o prazer de fazer o trabalho aqui pra você ficar escutando por detrás da porta a minha conversa...
Passou por trás de mim e empurrou meus ombros me forçando a subir a escada e, logo depois, virar em uma das portas abertas do segundo andar.
- só... ignora meu irmão, ok? Ele costuma ser mais legal com as pessoas – disse com um sorriso amarelo depois de fechar a porta do quarto e eu relaxei um pouco.
- de boa... – disse com o melhor sorriso que consegui dar e ela apontou para o armário
- só vou pegar o diário e jogar o que eu preciso em uma bolsa e nós vamos ok? – concordei com a cabeça – eu só não queria te deixar lá em baixo com ele, que provavelmente te amarraria em uma cadeira e obrigaria você a responder tudo o que perguntasse – disse brincando, deu uma risadinha e eu a acompanhei, apesar de não descartar aquela hipótese da mente.
Emily abriu o armário para pegar o diário e eu dei uma volta, observando seu quarto. Dizem que se pode dizer muito de uma pessoa só de olhar seu quarto e era exatamente o que eu estava fazendo: tentando coletar pedacinhos da vida de Emily a julgar pelo o que se encontrava dentro daquelas quatro paredes.
Uma parede completamente cheia de fotos chamou minha atenção e andei até ela, observando as fotografias e sorrindo para algumas delas: Sarah e Emily rindo sem parar, um pôr-do-sol maravilhoso, Ems e seu irmão vestidos de Mickey e Minnie e fazendo caras e bocas para a lente, um garotinho pequeno de cachinhos, Emily apagando as velas de um bolo, Sarah fazendo careta, sorrindo, mandando beijos; seus pais... Tinha de tudo ali e eu tive uma vontade enorme de passar o dia lá, observando e perguntando sobre cada uma das fotos pregadas ali.
- foi você que tirou? – perguntei me lembrando do dia no parque e Emily me olhou do armário – são muito boas – disse sorrindo, as fotos pareciam mesmo profissionais, afinal de contas.
- obrigada – sorriu sem graça – é meu sonho, você sabe, ser fotógrafa – deu de ombros.
- você leva jeito – disse antes de me virar mais uma vez – é o seu escape não é? – eu não olhava para ela, mas podia sentir seu olhar queimando em minhas costas – quando as coisas estão ruins...
- é. É o que me acalma – disse baixinho – é o que eu gosto de fazer... – sorri ao ver uma foto em que a versão criança de Ems olhava divertida para a câmera, ao ser pega passando maquiagem em sue irmão, que dormia em baixo dela – as pessoas mudam, crescem, perdem a essência.... as fotos não, as fotos guardam as lembranças e isso nem a pessoa mais mudada do mundo consegue mudar – disse e eu me virei mais uma vez, olhando-a nos olhos – eu gosto desse sentimento, de poder viver as coisas novamente só de bater os olhos nessa parede – sorriu singelamente e eu fiz o mesmo. Sabia que estava se referindo a Sarah em algum lugar ali no meio, e ela se virou de costas, como que para que eu não percebesse.
Percebi que estava entrando em uma zona pessoal demais e me afastei relutante da parede, chegando perto da cama e jogando minha mochila sobre os ombros mais uma vez.
- vamos? – perguntou me olhando um pouco mais animada e concordei com a cabeça.
Descemos a escada, mas Peter não apareceu para nos perturbar dessa vez.
EMILY’S P.O.V.
Sentamos em baixo de uma árvore do parque e Lucas encostou no tronco, enquanto eu fazia pernas de índio à sua frente e abria o diário de Sarah, procurando pela passagem que tinha lido mais cedo, a mesma que me chamou a atenção suficiente para decidir ligar para Lucas.
Olhei para cima quando achei, pronta para lê-la, e sorri. Lucas estava com a cabeça apoiada na árvore, seus olhos estavam fechados e sua boca levemente aberta. Seu rosto pareceu de repente tão cansado que me perguntei como não tinha percebido isso antes. Na verdade, eu nunca tinha parado para pensar em como duas horas de braçadas e pernadas sem cessar podiam deixa-lo cansado.
Talvez Lucas nunca demonstrasse isso, ou talvez eu só estivesse ocupada demais com meus problemas para perceber uma coisa tão óbvia.
Mordi o lábio, tentando decidir entre acordá-lo ou não, e então sentei ao seu lado, apoiando as costas na árvore e puxando seu caderno de física de dentro da mochila, pronta para copiar a matéria que tinha perdido em uma folha e esperar até que acordasse, o que não demorou muito.
Uns trinta minutos depois, Lucas acordou assustado e coçou os olhos (ainda mais vermelhos agora) se desculpando mil vezes por ter caído no sono e me xingando levemente por não tê-lo acordado.
Fazia três dias que tínhamos descoberto sobre Nick e seus vídeos de segurança, e eu tinha passado as ultimas 72 horas dividindo meu tempo entre estudar para a semana de provas e ler as páginas do diário de Sarah.
- e então, o que achou? – disse colocando os óculos (que, comecei a perceber há alguns dias, o deixava ainda mais charmoso) e estendeu a mão para o caderno.
- na verdade, não sei se vai ajudar em alguma coisa... – disse apreensiva, grudando o caderno em meu corpo e ele revirou os olhos.
- tá, bom, deixa eu ver, então... – levantou as sobrancelhas.
- não me xinga se não tiver nada a ver, tá? – passei o diário para ele da forma mais lenta que consegui.
Lucas ajeitou os óculos e eu tentei reprimir um sorriso; ele sempre ficava irritado quando eu fazia isso.
- o que acha? – perguntei mordendo o lábio, nervosa – eu fiquei em dúvida se tinha alguma coisa a ver ou se era só algum casinho de Sarah...
- se você tá falando da parte em que ela diz que “ele pode até ser o nadador mais rápido da temporada, mas isso não quer dizer que é esperto. Quanto mais eu ligo, mais ele parece ignorar minhas ligações, talvez tenha perdido uma das minhas melhores chances de convencê-la” eu também acho que pode nos levar a algum lugar...
Sorri e levantei as sobrancelhas.
- e eu imagino que você saiba quem era o nadador mais rápido da temporada...
- na verdade, não – fez uma cara culpada e eu joguei minha cabeça para trás – o quê? – perguntou abrindo os braços – eu estava no meio de brigas com a minha namorada, afundando em química mais que o Titanic e preocupado com o meu tempo para as competições... Não era como se eu estivesse preocupado com quem era o mais rápido da temporada!
- você é um inútil – disse rindo e ele jogou a borracha (que eu estava usando segundos atrás) em mim.
- eu não disse que não tínhamos como descobrir quem é...
- por favor, me fala que isso não vai envolver invadir nenhum computador do seu treinador... – disse levantando as mãos e cruzando os dedos e ele riu.
- não, isso inclui um idiota de primeira, que eu também gosto de chamar de Finn... – sorriu e se levantou.
- onde você vai? – já estava começando a ficar irritada com essa mania chata de sair do nada.
- vou perguntar pro Finn... – disse se virando para mim.
- e vai me deixar aqui sozinha? – perguntei e ele fez uma careta.
- sabe, Loirinha, eu estava tentando ser sutil quanto a não querer mais a sua companhia... – deu de ombros e eu rolei os olhos.
Levantei desajeitadamente e tive de dar uma corridinha para alcançá-lo. Péssima ideia: tropecei no meio fio que corria em volta do parque e caí de joelhos no chão, sentindo uma dor enorme em um deles.
Era assim que aconteceu na minha cabeça: como em todos os clichês cinemáticos de romance, Lucas me olharia preocupado, correria até onde eu estava e se agacharia à minha frente, verificando se estava bem e tiraria o cabelo de meus olhos. Então, ao ver meu joelho completamente ralado e sangrando, ele me pegaria nos braços e me levaria até o banco mais próximo, esperando que melhorasse. Um beijo apaixonante no final séria opcional, à gosto do diretor.
A realidade, porém, foi escutar a risada do garoto antes mesmo de conseguir recuperar os sentidos e me sentar desajeitadamente no asfalto do meio fio.
Dobrei meu joelho machucado – essa parte não tinha sido maquiagem hollywoodiana inventada pela minha cabeça – e dei uma boa olhada no corte.
- para de rir! – disse, já sem conseguir conter meu próprio riso, para Lucas, que finalmente se aproximava.
- desculpa, mas não dá! – disse estendendo a mão para mim – você não viu a cena.
Olhei para minhas mãos, que ardiam por terem sido meus freios na queda, e finalmente estendi uma à Lucas, que ainda ria um pouco.
Fiquei em pé com dificuldade e assim que coloquei o pé da perna machucada no chão soltei um gemido de dor.
- caralho – disse baixinho e fiquei em um pé só, me equilibrando em Lucas.
- para de drama... – disse e eu o olhei boquiaberta.
- não é drama – disse tentando ficar em pé direito mais uma vez, e sentindo ainda mais dor, agora que a adrenalina estava passando – tá doendo muito, seu idiota
- a culpa não é minha se você tem dois pés esquerdos! – disse olhando para meu joelho.
- mas se você não tivesse feito a gracinha de sair na frente, eu não teria que sair correndo atrás e não ia cair... – disse passando a mão próximo ao machucado e tentando localizar um banco em que pudesse me sentar.
Lucas revirou os olhos e suspirou, logo depois, tirou o skate da mochila, colocou-o à minha frente e me ajudou a subir nele, de modo que a perna de meu joelho machucado não encostasse nem no skate e nem no chão.
- onde vamos? – perguntei assim que ele começou a me empurrar rua a fora.
- minha casa está mais perto daqui do que a sua. Temos que dar um jeito nessa hemorragia ai... – disse imitando meu suposto tom dramático e continuamos pelos dois quarteirões que marcavam o espaço entre o parque a casa dele.
Entramos pela porta da cozinha e então, em um movimento rápido, que me pegou desprevenida e fez minhas bochechas corarem, Lucas passou o braço por baixo de meus joelhos, e o outro por baixo de minhas costas e me segurou no ar, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
Sentou-me em cima da bancada da cozinha e saiu pela casa, voltando com um pano branco e uma caixinha de primeiros-socorros.
- o que você está fazendo? – sorri e ele só soltou um “shh” de forma divertida.
Passou água no pano e limpou cuidadosamente o ralado e então se virou por alguns segundos, pegando um pote em uma das prateleiras altas da cozinha. Assim que se virou com o pó branco na mão, senti meus olhos se arregalarem.
- não! – quase gritei e levantei a mão, como se pudesse impedi-lo de chegar perto de mim.
- Emily, pelo amor de Deus, até meu irmão passa sal nos machucados sem reclamar...
- não vou passar, Lucas, isso arde demais – disse ainda alarmada, e ele continuava a chegar perto
- vai ajudar a cicatrizar mais rápido – disse calmo.
- eu estou falando sério, Lucas...
- larga de frescura, Loirinha, nem vai arder direito – eu já ia descer da bancada e planejar uma rota de fuga, mas era tarde de mais: Lucas virou o sal de sua mão em meu joelho e meus olhos encheram instantaneamente de água.
Tudo bem, ele tinha razão: o sal não fez meu joelho arder, fez ele queimar mesmo...
Fechei os olhos com força e tapei a boa com a mão, enquanto eu sentia as lágrimas querendo pular para minha bochecha afora.
Apesar de minha respiração irregular, por causa da tentativa de segurar o choro, escutei Lucas respirar fundo, e então senti sua mão afagando minha bochecha.
- ei, desculpa, tá bom. Esqueci que você não é macho que nem eu, Peter e Finn pra aguentar sal em machucado sem chorar – abri os olhos, sentindo algumas lágrimas rolarem e ele fechou os dele por alguns segundos.
Deu um beijo em minha testa e então pegou pano mais uma vez, tirando o excesso de sal e jogando água logo em cima.
- não vai doer mais, eu prometo, ok? Só não chora... – disse e percebi que ele não olhava para mim durante todo aquele tempo, o que me fez lembrar da sua espécie de fobia de choro.
Respirei fundo e tentei engolir todas as lágrimas que queriam sair.
Lucas acabou de limpar – o joelho já parecia com um joelho de novo – e então tirou uma faixa de dentro da caixinha de primeiros-socorros.
Enrolou-a em meu joelho – ainda mais cauteloso agora – e prendeu com esparadrapo. Deu uma boa olhada no seu curativo e então voltou a olhar para mim, dando um sorriso amarelo.
- obrigada – disse sorrindo torto, fungando algumas vezes, e ele colocou as mãos os bolsos.
- é que eu estou tão acostumado com isso que já nem acho que arde tanto, esqueci que você é toda mulherzinha, toda meiguinha – disse rindo.
- eu não sou toda mulherzinha, tá? – disse dando uma risadinha também.
Ele levantou a barra da blusa e apontou para uma cicatriz que ficava perto da bainha da calça.
- primeiro tombo grave de skate – disse e então apontou perto do colarinho da blusa: outra cicatriz – tentando minha primeira manobra radical com Finn – sorriu e levantou o cotovelo, mostrando mais algumas – a gente meio que acostuma com o Senhor Cloreto de Sódio... – disse dando de ombros.
- tudo bem, eu acho que não vou me acostumar nunca, então talvez eu seja mulherzinha... — disse e ele riu.
Notas finais
e aí e ai?? me contem o que acharam :)
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