Dark Paradise
17 Capítulo 16
Notas iniciais
desculpa a demorinha, mas é que esse fds eu nao tava aqui na minha cidade, eu viajei pra cidade da minha amga pra ir em uma exposição e ôoo fds bom viu, noooossa mãe hahahahha
ai ai, mas enfim, é isso, não deu pra postar. por favor leiam lá em baixo please :)
espero que gostem, boa leitura :)
EMILY´S P.O.V.
- eu não acredito que Finn te contou – disse deixando minha cabeça tombar para dentro do armário e ela me empurrou mais ainda para dentro dele.
- ainda bem, né! Porque pelo jeito você não ia contar!
- É porque não tem nada pra contar! – disse tirando a cabeça de dentre do escaninho – foi só um beijo! – sussurrei – nada de mais! – dei de ombros.
- só um beijo? Só um beijo? Não foi só um beijo, foi mais do que isso e você sabe! – ela apontou o dedo para mim e eu não aguentei e comecei a rir
- tudo o que eu tô pedindo é que você me conte! Por favor! – arrastou praticamente todas as sílabas da frase e eu bufei.
- tá, tá... – ela deu alguns pulinhos animada – mas já disse que não foi nada de mais, em...
Sentamo-nos em uma mesa no refeitório e eu contei sobre a noite de sábado – com um tom mais apaixonado do que eu pretendia – e Carrie e Anna ficavam sorrindo e fazendo aqueles barulhinhos com a boca para expressar fofura.
- então vocês estão namorando? – Anna perguntou com os olhos brilhando.
- claro que não, gente – disse rindo e tomando um gole de suco logo em seguida – não sabia que trocar um beijo com alguém classificava os dois como namorado e namorada... – revirei os olhos.
- meu amor – Carr revirou os olhos dramaticamente enquanto falava com a boca cheia de sanduíche de frango – você tem que se valorizar! Se continuar ai nesse discursinho de “não vou correr atrás desse homem” você vai terminar sozinha em...
- ah, muito obrigada – dei um sorriso irônico – dei um beijo no menino e você já tá acabando com o que pode vir a virar um relacionamento...
- shh, shh! – Anna disse de repente – caladas as duas, porque o assunto da conversa tá vindo pra cá... é claro que ela dormiu com o mascarado, gente! – disse, agora um pouco mais alto e percebi que era porque Lucas já estava perto demais.
Ele levantou as sobrancelhas com uma cara engraçada e eu sorri.
- oi – disse parando ao meu lado e enfiando as mãos nos bolsos do casaco.
- oi – eu disse sorrindo.
- eu... – coçou a cabeça sem me olhar direito e hesitou por alguns segundos – eu preciso falar com você. Me encontra na pracinha depois do treino?
- claro... – eu disse estranhando e então ele saiu.
- hmm, alguém quer conversar... – Carr trocou olhares com Anna e elas riram.
- não, não é o que vocês estão pensando. Esse jeito dele de falar... é alguma coisa séria... – divaguei baixinho e elas me olharam esquisito.
O sinal ainda demorou alguns minutos para bater e minha cabeça estava a mil, tentando descobrir o que Lucas queria comigo.
Esperei um tanto quanto impaciente até que o último sinal do dia batesse, já pensando em alguma coisa que me distrairia em casa.
Assim que saí da sala, encontrei com Anna no corredor e fomos até a biblioteca pegar um livro que ela precisaria, antes de ir embora.
Anna andava tão rápido por meio das estantes, que me perdi dela, incapaz de responder uma mensagem de Carr e andar muito rápido igual a loira ao mesmo tempo.
Bufei e resolvi voltar à porta da biblioteca e a esperar por lá. Parei perto da mesa da bibliotecária e continuei conversando com Carrie pelo celular.
Um grupo de garotos perto de mim chamou minha atenção e comecei a pescar a conversa deles discretamente.
- eu tô falando, cara! – um deles, com uma voz esganiçada disse – aconteceu a mesma coisa com Tim. A fantasia chegou na casa dele e o dinheiro foi entregue na festa.
- eu achei que tinha sido só comigo – outro, com cara de bobão, disse.
- o que eu achei foi esquisito... – o que tinha cara de ser o mais sensato do grupo disse com a mão no queixo e eu desviei o olhar quando percebi que ele me olhava – quer dizer – começou a falar mais baixo – porque alguém mandaria fantasias do curinga para todos nós e nos pagaria para usá-los em uma festa?
Meu coração gelou.
Os coringas. Os meus coringas. Eles tinham sido... fabricados.
- cara, eu não sei o motivo – o primeiro se pronunciou mais uma vez – só sei que eu não ia recusar grana fácil assim... quer dizer, o cara só pediu pra gente se vestir assim e ir na festa, dizendo que chegar lá ele pagaria a gente... foi fácil até de mais.
- e se ele não pagasse? – um deles disse, encolhendo os ombros.
- bom, então teríamos recebido uma fantasia de graça, já que nem o aluguel tivemos que pagar...
Ele. Os garotos só se referiam ao possível assassino como “ele”. Tive que me segurar para não ir até eles, sacudi-los pelos ombros e perguntar quem era ele. Vi Anna vindo de um dos corredores de estante da biblioteca e rezei para que ela demorasse; eu precisava de tempo para terminar de escutar aquela conversa.
- eu nem sei quem esse cara é... porque vocês acham que ele pediria alguma coisa assim? – o sensato sussurrou para os outros e um pedacinho de mim murchou com a descoberta de que eles também não sabiam quem era.
- olha, eu já disse que não sei, mas fiquei feliz em cumprir a tarefa que ele deu. Posso até ter ficado curioso, mas pelo menos faturei alguma coisa... – eles ficaram em silêncio por poucos segundos – e eu acho melhor a gente esquecer essa história, porque eu não sei vocês, mas eu acreditei quando ele disse no bilhete que iria descobrir se contássemos para alguém...
- fui só eu que percebi uma mensagem subliminar aí? Do tipo “se você contar à alguém, vai haver consequências...”
- é sobre isso que eu estou falando – o outro voltou a dizer – então acho melhor fecharmos o bico. Não entendi também o motivo, mas deve ter sido alguma brincadeira boba... – deu de ombros
- essa história morre aqui! – o com cara de bobão disse e os três saíram andando, cada um para um lado.
Fiquei parada durante algum tempo, tentando absorver aquela história toda. Estava tão perdida em pensamentos que não percebi Anna parada à minha frente conversando comigo, até que ela me segurou pelos ombros e perguntou se estava tudo bem.
Dei um sorriso chocho e falei que só estava com sono. Ela pareceu comprar a desculpa, então saímos da biblioteca e seguimos para casa.
*****
Ocupei minha cabeça com qualquer coisa durante a tarde e esperei dar a hora de término do treino de Lucas para sair de casa e ir até a pracinha encontra-lo.
Encostei-me no murinho em frente à sorveteria e esperei (pouco) paciente durante dezessete minutos, até que ele chegasse.
- olá – disse chegando mais perto e dando um beijo suave em minha bochecha, o que, apesar de ser um gesto adorável, me deixou um pouco decepcionada.
- oi – sorri mesmo assim, e ele coçou a cabeça – não vai pegar um sorvete? – perguntei e ele olhou para dentro da loja durante alguns instantes.
- acho que não – deu de ombros e me olhou com um pequeno sorriso nos lábios – vamos dar uma volta... – apontou a praça com a cabeça e atravessamos a rua, adentrando-a.
Andamos durante algum tempo sem dizer nada.
- você está calada... — soltou me olhando de soslaio
- você também... – eu disse com um pequeno sorriso.
- eu sei, mas você está com cara de quem está escondendo alguma coisa... – também abriu um sorriso brincalhão.
- bom, e você me chamou aqui para conversar, então converse... – dei de ombros.
- porque você terminou com ele? – eu o olhei confusa – porque você terminou com seu namorado?
- como você sabe sobre o meu ex? – disse rindo um pouco e ele deu uma risadinha seca.
- Sarah comentou sobre ele uma vez, dizendo que ele era um babaca, então eu fiquei curioso – deu de ombros.
- ok... – disse com uma risada e ele sorriu para mim – ele. Hm, ele me forçava de mais a fazer as coisas. Não, não as coisas, a coisa. Quer dizer, eu gostava dele, mas não tanta pra acabar abrindo minhas pernas pra ele fácil como ele queria, o que era aparentemente o único motivo de ele estar comigo – dei uma risadinha seca – nós tentamos, e quase chegamos lá umas mil vezes, mas... eu estava com medo, sabe? E ele forçava a barra...
- ele fez alguma coisa que você não queria? – perguntou com a feição preocupada.
- não. Não foi esse o motivo do término. O motivo foi pegar ele na cama com outra – dei de ombros – e pra piorar a desculpa dele foi que ele não aguentava mais a abstinência – dei uma gargalhada – que babaca!
- eu sinto muito...
- eu não – sorri e ele segurou um sorrisinho – era sobre isso que você queria conversar? – dei uma risadinha
- não – voltou a olhar para frente – só estou tentando pensar em como conversar – soltou uma risadinha seca – então você fala primeiro o motivo dessa sua cara de quem descobriu uma coisa incrível...
Respirei fundo.
- tudo bem... – dei de ombros – você não vai acreditar no que eu ouvi hoje... – ele me olhou com uma cara de interrogação, me perguntando silenciosamente o que era e eu continuei – lembra dos coringas da festa? – não esperei que respondesse – eles foram fabricados, comprados... – me olhou confuso – eu escutei uns garotos conversando e eles estavam falando que alguém pagou eles para usar a fantasia de coringa naquela festa! Eram três garotos, e ainda mencionaram um quarto, o que me fez pensar que o quinto deve ser quem matou Sarah! Você tem ideia do que isso significa, Lucas? De onde isso pode nos levar e...
- não vai nos levar em lugar nenhum, Emily – disse ríspido e parou de andar, fazendo-me parar também – nós combinamos que isso tinha acabado – disse sério.
- eu sei que combinamos, Lucas, mas não é como se a gente pudesse ignorar uma pista dessa... – disse ainda animada, sorrindo para ele.
- nós vamos ignorar, Emily
- Lucas, o que você tem? – perguntei confusa
- o que eu tenho? Você é que está quebrando a promessa Emily. Você que é a louca aqui, ainda querendo achar um assassino – disse um pouco mais alto e eu o olhei incrédula.
- Desculpa, Lucas, mas eu não achei que a gente devesse mais desistir depois da conversa que eu escutei hoje...
- a gente não deve, Emily. A gente vai – disse extremamente sério.
- Lucas, se você não quiser continuar, não tem problema, eu posso tentar sozinha e...
- não, Emily. Você não pode fazer isso sozinha. Não pode fazer comigo. Não pode fazer com ninguém. É perigoso e eu achei que você tivesse finalmente descoberto isso!
Fiquei alguns segundos olhando incrédula para ele.
- não tem e nunca teve ninguém te obrigando a fazer isso junto comigo, Lucas.
- eu nunca disse que tinha...
- mas é o que está parecendo.
- escuta – respirou fundo – eu só não quero que você se machuque...
Ficamos em silêncio durante algum tempo, apenas encarando um ao outro, como se tentássemos decidir o que falar em seguida.
- eu tenho que fazer isso, Lucas. Tenho que fazer pela Sarah – disse mais baixo.
- para de dizer que tem que fazer isso pela Sarah, Emily! – ele explodiu – ela não está aqui mais, não é como se fosse ganhar a desaprovação dela se não fizesse isso!
LUCAS P.O.V.
- é exatamente por isso que eu estou fazendo, Lucas! Porque ela não está mais aqui. Alguém tem que defender ela!
- isso não é um jogo, ok? Não é só porque você quer que o assassino apareça magicamente pra você que ele vai aparecer, Emily! Para de ser essa garota mimada que acha que vai ter tudo que quiser na hora que quiser! – estava gritando agora e ela passou a usar o mesmo tom que eu.
- eu não sou mimada! Eu só quero justiça pela minha amiga!
- ah, por favor! Francamente, você acha que se nem a polícia achou o cara nós dois vamos achar? Que você sozinha vai achar?
- pelo menos eu estou tentando, Lucas! É isso que ela faria por mim!
- e você acha que vai vim de graça assim? Eu não sei se você lembra da festa de sábado, mas o cara praticamente disse que vai te matar se você continuar nesse joguinho estúpido que você está fazendo! E pior, Emily: e se você não encontrar a porra do assassino da sua melhor amiga? O que você vai fazer? Vai se sentir culpada, beber todas, tomar algumas pílulas e se afogar na banheira? – soltei sem querer e então ela me olhou confusa por alguns segundos.
- o quê? Como você... – deixou a pergunta no ar e eu passei a mão pelo rosto.
- Emily, me desculpa eu não quis...
- você conversou com a minha mãe, não foi? – disse baixinho e eu não respondi – não foi, Lucas? – disse mais alto agora e eu movi a cabeça dizendo que sim.
- ela não tinha o direito... você não tinha o direito de saber disso! E, pior, ainda fica usando pra cima de mim?
- Emily...
- não vem com Emily pra cima de mim, Lucas! – ela gritou e eu respirei fundo – foi ela que te contou sobre o Brad também, não foi? – deu uma risada seca – você quer saber porque eu me afundei naquela banheira, Lucas? – ela falava calmamente agora, mas eu podia ver em seus olhos sua raiva — Minha amiga tinha se matado. Minha melhor amiga tinha se matado. – deu uma risada – isso é o que eu chamo de pior nível de má sorte que alguém pode suportar. E ai, bom, eu comecei a ter de ver um psicólogo quatro vezes na semana, por que eu fui capaz de me trancar no quarto e ficar sem comer nada por três dias depois do que aconteceu. Provavelmente eu teria ficado mais, mas meu pai arrombou a porta... – deu de ombros – as minhas notas começaram a cair, não era como se eu tivesse tempo para estudar, e então os resultados começaram a aparecer. Eu peguei meu namorado com outra na cama por que eu não queria abrir as minhas pernas para ele. Eu fui tirada do time de vôlei do colégio porque eu estava sofrendo de distúrbios psicológicos, e com isso minha treinadora queria dizer que eu não era capaz de dar um toque simples mais. Então, sim, Lucas – começou a subir a voz mais uma vez – me desculpa se a minha vida estava um inferno e eu não aguentava mais um dia sequer sem a menina que passava os dias comigo desde que eu nasci. Desculpa se eu bebi demais uma noite e pensei que, talvez, a Sarah estivesse certa e seria melhor a vida do outro lado do que a que eu andava vivendo. Você me desculpa...
Vi uma lágrima escorrer de seus olhos e então ela se virou para ir embora.
- Emily – segurei seu braço – me desculpa eu não...
- você é um babaca, Lucas – disse já com mais lágrimas no rosto – é isso que você é. E eu não vou pedir pra você mudar, porque, afinal de contas, eu sou só uma menininha mimada que não pode ter tudo na hora que quiser... – virou as costas mais uma vez.
Fiquei olhando enquanto se afastava, e então se virou para mim mais uma vez.
- e só pra você saber, eu vou conseguir fazer isso sem você. E nunca mais fale comigo sobre minha tentativa de suicídio, nunca mais, Skylar.
Notas finais
mas enfim, nã era isso que eu queri falar não hahah,é só que eu tenho uma prova muito importante sabado queque vem, di 24, e é tipo, de todas as matérias, e eu to querendo tirar dez em tudo pr já garantir minha terceira etapa se Deus quiser! hahahaha. o que eu to querendo dizer é que nessas prox duas semanas meu nome vai se tornar Estudo e eu não vou ter tempo de postar, até durante feriado e domingos vou estudar, me invejem hahahahah ainda fico rindo da minha propria desgraça, ó céus hahaha.
então, é isso, so pra pedir pra vcs terem um pouquinho de pasciecia cmg nas proximas duas semanas, e assm que passr a prova eu posto o prx cap :)
bejinhos.
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