Dark Moon

45 Capítulo 45


Notas iniciais
Boa leitura.

Renesmee Capitulo 45

"É difícil." eu acabei dizendo e balançando a cabeça em sinal de não. As lágrimas estavam quase caindo dos meus olhos.

"Não precisa chorar. Se não quiser falar disso, tudo bem." ele disse, passando sua mão carinhosamente no meu rosto.

"Eu não mereço o que você faz por mim" eu falo, olhando dentro dos olhos dele.

"Eu te amo" ele declara.

Damos um selinho no meio de todos, mas estava uma bagunça tão grande que eu acho que ninguém viu. Meu cabelo estava todo despenteado. Ru mal me arrumei hoje.

"Nossa, eu devo estar um horror" falo, passando a mão pelo cabelo.

"Você está linda como sempre, minha querida" ele disse. Senti minhas bochechas enrubescerem.

Uma dor aguda me atingiu na barriga bem na hora. Levo a mao à barriga e me encolho.

"Acho que o professor não vem hoje" fala Zack. "O que foi?" ele perguntou, preocupado.

"Eu não sei, eu.." eu tentei terminar, mas a dor me atingiu mais uma vez.

"Quer que eu te leve para a enfermaria?" ele perguntou, um pouco desesperado para me ajudar.

"Não, só, por favor, me tire daqui." eu falei.

"Tudo bem" ele concordou.

Ele me ajudou a levantar e pegar nossas coisas e saímos da sala, ficamos sentados no degrau mais perto da sala. Me enrolei em posição fetal e fiquei imóvel.

"O que foi?" ele perguntou.

“Não sei, eu nunca tive isso, nem sinto muita dor." eu disse, achando estranho. Eu não sou acostumada a sentir dores assim.

"Hm" ele acabou dizendo.

Encostei minha cabeça no meu joelho e fiquei sentada assim, com Zack ao meu lado, preocupado com o que possa estar havendo.

"Não se preocupe, está melhorando." eu disse, finalmente, ele relaxou um pouco.

"Quer que eu te leve na enfermaria?" ele perguntou novamente.

"Não, não precisa, eu juro." eu confirmei.

Estava parando de doer aos poucos. Até que a dor de extinguiu totalmente. Dei um sorriso confiante para Zack, mesmo achando estar amarela.

"Tudo bem, melhorou" eu disse, me levantando. "Podemos ir agora" eu disse.

"Ok" ele se levantou e entrelaçou sua mão na minha.

"Obrigada" agradeci. "Você é o máximo" eu o elogiei. Ele deu um beijo em minha bochecha. Corei.

Assim, voltamos para sala, e sentamos já mesma carteira, ninguém reparou em nossa saída. Melhor assim. Mas que dor foi aquela? O que será que era aquilo? Estranho. Não pode ser fome.

“E então, o que você acha que foi aquilo?” ele perguntou, depois de um tempo que ficamos sentados.

“Eu não sei, não faço a menos idéia do que possa ter sido.” Eu disse, Zack ficou me olhando, como se eu soubesse de alguma coisa que eu não sei. Um olhar estranho. “O que foi?” Você sabe o que era?”perguntei, desconfiada.

“Eu não sei, eu..” ele começou a dizer.

“Então, por que está me olhando assim?” perguntei logo, com medo de que ele ache que eu estou com uma doença contagiosa.

“Nada, me desculpe.” ele disse, abaixando a cabeça, parecendo arrependido.

“Tudo bem.” eu disse, por fim.

Passei minhas mãos pelo meu rosto. Como se eu quisesse renová-lo, quando vi minhas mãos, tinha um pouco de sangue nelas, mas a maior parte das feridas estava quase acabando de cicatrizar, mesmo sendo feitas ontem.

“Ai, meu Deus.” Eu lamentei, olhando para minhas mãos.

“Vai ficar tudo bem.” ele tentou me reconfortar.

“Eu não sei o que eu vou fazer. Meus pais acham que eu sou louca. Meu vô tenta não tirar conclusões de mim, minha vó me ama acima de tudo. Minha prima não conta mais nada para mim, porque não sabe se eu sou a mesma Renesmee de antes” eu soltei tudo de uma vez, enquanto uma lágrima escorria sobre minha bochecha quente.

“Não precisa chorar, vai dar tudo certo.” Ele disse. Eu abaixei a cabeça. “Ei, olha para mim.” ele disse, enquanto levantava meu queixo. “Você pode sempre contar comigo” ele terminou e eu abracei ele.

Fiquei junto dele, com seus braços ao redor da minha cintura.

“Eu nunca vou me esquecer de você” eu disse, me apertando mais junto dele.

“Nem eu de você” ele disse.

E ficamos abraçados no meio daquela bagunça, com pessoas em pé conversando no meio da sala. Quando a dor me atingiu novamente. Forte. Minhas mãos foram direto para a minha barriga. E eu fiquei imóvel por alguns segundos, doía demais, só que eu não sei se doía muito porque realmente a dor era forte, ou se era porque eu não sou acostumada a ficar sentindo dores assim.

“Ai, tá.. doendo” eu consegui dizer. Logo o sinal tocou e eu e Zack saímos da sala, e ficamos sentados naquela mesma escada, até que a dor foi passando devagar. Zack estava preocupado comigo. Mas eu tentei, sem sucesso, tentar tranqüilizar ele.

O resto das aulas estava normal, as vezes Jacob passava por mim nos corredores, eu abaixava a cabeça e seguia em frente mais rápido. Algumas aulas, Zack me acompanhou, outras não.

Nos encontramos no carro, quando eu me despedi de Zack e voltei a sentar no banco de trás. Quando chegamos em casa, nem me forcei a olhar para Jacob. Claire e eu entramos em casa. E fomos recebidas por todos, menos pelo meu avô que estava provavelmente em seu laboratório improvisado. Minha mãe veio em minha direção.

”Como foi a aula de hoje, querida?” ela me perguntou, passando a mão pelo meu cabelo desgrenhado.

“Foi ótima, tudo bem.” eu respondi.

“Quer conversar?” ela perguntou, me guiando com sua mão em minhas costas.

“Eu não sei, eu..” eu tentei dizer, mas ela foi logo me puxando para meu quarto.

“Querida, Jacob está preocupado com você.” Ela disse, enquanto sentava na minha cama, e me olhava nos olhos.

“Agora ele se preocupa.” Eu disse.

“Filha, eu não sei o que aconteceu entre vocês dois, mas ele quer seriamente conversar com você.” Minha mãe disse. Quando que ela conversou com o Jacob?

“Pois, eu não quero falar com ele” eu disse, decidida.

“E depois ele disse que se você não falar com ele, ele vai precisar contar alguma coisa, que ele preferiu não dizer para mim, sobre você, para o seu pai.” Minha mãe disse, em duvida, se deveria ou não falar isso. O medo me consumiu, junto com o pânico, tentei controlar minhas expressões, ele estava falando de como ele me viu lá na floresta. Ele seria capaz de contar isso?

“Tu-tudo bem. Mas mande ele vim aqui, eu não quero ir para La Push hoje.” Eu disse, enquanto sentava na cama e minha mãe se levantava.

“Pode deixar que eu falo com ele” ela sorriu para mim, e me abraçou, o que eu não sentia a muito tempo, o abraço da minha mãe. “Você pode me contar tudo, ta bom?” ela disse, depois que acabou de me abraçar. “Jacob deve estar aqui por perto, acho que vai ser fácil achá-lo” ela terminou.

“Ok” eu respondi, enquanto ela já saía do meu quarto.

Eu me preparei para a visita do Jacob. Troquei de roupa, e coloquei um short jeans, pela primeira vez em algum tempo, uma blusa de seda azul escura, e uma sapatilha. Sentei em minha cama e esperei um pouco. O que eu ia dizer para o Jacob? Que eu iria parar? Que eu não fiz por mal? Que era a primeira vez que eu fazia aquilo? Não, eu não posso mentir para ele.

A campainha tocou. Eu esperei, e sabia que não iria demorar muito para que ele chegue no meu quarto. Logo escutei os passos já perto da minha porta, e fechei meus olhos com força, quando escutei a porta se abrir, eu voltei a abri-los.

“Pode entrar” eu disse, quando eu vi que ele hesitava.

Então ele entrou.

“Renesmee, eu.. preciso falar com você..” ele disse, fiquei quieta esperando ele terminar de falar o que queria. “..Sobre nós.” Ele disse.

Notas finais
Agora, eu só vou postar mais amanhã.
Gostaram?
Agora vão voltar a se entenderem.