Dark Moon

46 Capítulo 46


Notas iniciais
Boa leitura.

Renesmee capitulo 46

“Tudo bem, então, vamos conversar” eu disse, olhando para ele e ainda sentada em minha cama.

“Eu. Me desculpe, eu não deveria ter agido daquele jeito” ele disse, depois de hesitar por alguns segundos.

“Você não contou para eles, não é?” eu disse, me preocupando com isso.

“Não, mas você tem que parar com isso” ele disse, sofrendo.

“Jake, por favor, não pensa nisso agora, tenho certeza que meu pai tá ouvindo tudo.” Eu lhe implorei.

“Tudo bem, eu não vou pensar” ele disse, chegando mais perto de mim. “Mas por favor, me desculpa” ele disse.

“Você ia me contar?” eu disse, enquanto passava meu olhar do chão para seu rosto. “Ia me contar que tinha me visto?” eu perguntei, sinceramente.

“Eu.. eu ia, mas no momento certo.” Ele disse, abaixando a cabeça.

“No momento certo?” eu tornei a repetir. “Tá” concordei.

Me levantei da cama. E andei para perto dele. Mesmo contra minha vontade, eu não toquei nele, com medo dele recusar. Deixei de olhar para baixo e levantei minha cabeça, olhando nos olhos negros e meigos dele.

“Eu acho que quem tem que se desculpar aqui sou eu” eu disse, enquanto ainda continuava a encará-lo. “Eu sempre faço todas as coisas erradas, e eu nunca peço desculpas, eu sempre acho que você que é o errado e sempre me pede desculpa, eu não sei o motivo. Eu nunca faço as coisas certas, vivo errando e você sempre tenta concertar meus erros. Sempre me ajuda com tudo que eu preciso e faz quase tudo que eu peço.” Eu continuo. “E se eu te agradeci?” eu disse, eu disse fazendo um sinal de indiferença com a mão. “Não” eu disse, com a voz bem fraca, pelo nó em minha garganta, e as lágrimas escorrendo pela minha bochecha.

“Me desculpa, Jake” eu disse, no final, depois de tentar me restabelecer. Cheguei mais perto dele e o abracei. Ele hesitou, com as mãos no mesmo lugar, e com seus braços retos. Mas depois ele me envolveu com seu calor. Encostei minha cabeça em seu peito e por uma questão de poucos minutos eu fiquei nessa mesma posição.

Até que a dor me atingiu novamente. Me separei de Jacob rapidamente e caí em minha cama, em posição fetal. Abraçando os meus joelhos com força e soltando alguns gemidos. Parecia que tinha um monstro me comendo por dentro. Será que eu estava morrendo? Será que essa era a dor da morte? Mas não pode ser, doía tanto.

“O que foi?” Jacob perguntou, assustado, ele estava chegando mais perto da cama devagar. Com medo. “O que está acontecendo?” Jacob perguntou, apavorado e preocupado.

“O que foi, Renesmee?” escutei a voz do meu pai vindo da minha porta. “Carlisle...” a voz do meu pai foi sumindo. E eu fui me perdendo dentro da escuridão sem fim. A última imagem que eu vi antes de cair na inconsciência foi o rosto preocupado e assustado do Jacob. Meu lobinho.

“Que dia vai ser?” perguntava Jane.

“Vamos pegá-la dia 2 de junho” decidia um vampiro alto de cabelos negros e olhos vermelhos cor de sangue.

“Quem decidiu isso?” Jane perguntou novamente.

“A decisão é nossa, o futuro de Aro está sendo vigiado. Por tanto temos que tomar as decisões.” Seu irmão lhe respondeu.

“Tudo bem. Como vamos atraí-la?” O vampiro alto perguntou.

“Não sabemos ainda, mas decidiremos em breve.” O vampiro loiro perguntou. Acho que seu nome era Alec.

“Renesmee estará sobre nossos cuidados agora.” Jane disse, sorrindo.

Eu estava escondida perto de três cadeiras gigantes, parecia dentro de um castelo. Onde três reis se sentavam em uma sala rústica de pedras.

Abri meus olhos devagar e olhei para o teto branco. Olhei ao redor da sala. Eu estava no laboratório/hospital improvisado do meu vô Carlisle. E Jacob estava do meu lado, sentado em uma cadeira perto da cama de hospital branca, onde eu estava deitada.

“Jacob?” eu chamei, minha voz estava fraca e fina, como se eu estivesse realmente doente.

“Tá acordada?” ele perguntou, olhando para meu rosto, e sorrindo.

“Tô” eu respondi.

“Por que estou aqui?” eu continuei olhando para o Jacob.

“Você. Hm. Passou mal.” ele hesitou em dizer.

“O que eu tenho?” eu perguntei, confusa do que possa ter acontecido.

“Eu acho que sua mãe vai querer te explicar. Hm. Melhor.” Jacob disse, parecia com vergonha. Ele dizia enquanto minha mãe entrava no recinto pela porta de madeira do canto. Estávamos no terceiro andar. Jacob foi se levantando e dando lugar para minha mãe na cadeira.

“O que eu tenho de tão ruim que Jacob não quer me dizer, mamãe?” eu perguntei a ela quando Jacob já tinha saído e ela já tinha sentado na mesma cadeira que antes ele estava.

“Renesmee, o que mais seu vô pesquisava, está descoberto, ele conseguiu obter a resposta por meio de você mesma.” Ela disse, me olhando, parecia séria e concentrada.

“O que?” eu pensei um pouco, será que ele descobriu se eu poderei engravidar? Ou será que é outra coisa? “Vovô Carlisle descobriu se eu irei conseguir engravidar?” eu perguntei depois de raciocinar um pouquinho.

“Sim.” Minha mãe disse.

“E qual foi a resposta?” eu perguntei. Com os olhos fechados a força, torcendo para que a resposta seja sim.

“A resposta é sim, Renesmee.” Minha mãe disse, enquanto eu sorria e dava gritinhos de felicidade. “Porém, você só poderá engravidar enquanto ainda está crescendo. Quando atingir sua idade adulta não poderá mais engravidar, pois seu corpo irá parar de se modificar e você vai parar no tempo.” Ela terminou, me fazendo estremecer e temer que o tempo que eu tenho seja curto demais.

“E com quantos anos irei completar essa idade?” eu perguntei para ela, torcendo para que ainda tenha mais que o suficiente.

“Até mais ou menos oito anos de idade” minha mãe declarou.

“E esse ano eu completo sete anos” eu pensei alto.

“Isso” minha mãe concordou.

“Então quer dizer que estou menstruada?” perguntei, com vergonha. Corando quase meu rosto inteiro.

“Uhum” minha mãe concordou, levantando da cadeira. “Jacob vai voltar aqui para falar com você” minha mãe disse, enquanto já passava pela porta e o Jacob entrava.

Eu estava tão feliz, que era capaz de escorregar em um arco-íris e cair em um pote de ouro. Estava nas nuvens. Não acreditava ainda que eu poderia ter o(a) filho(a) que eu desejava. Mas eu tenho que pensar em quando eu vou precisar fazer isso. Temo que não dê tempo.

“Então, tá tudo bem?” Jacob disse, enquanto acabava de se sentar na cadeira de onde minha mãe saiu.

“Tudo bem” eu repeti. “Quero sair daqui” eu pedi.

“Quer ajuda?” Jacob perguntou.

“Não sei” eu disse.

Tentei me levantar, mas estava um pouco fraca. Jacob veio ao meu lado e segurou em minha mão enquanto andávamos para o meu quarto. Eu vou trocar de roupa. E depois passar um tempo a mais com Jacob.

“Como está indo na escola?” Jacob tentou puxar assunto.

“Péssima” eu disse.

“Ah, é?” ele me perguntou. “Por quê?” completou.

“Não sei. Minhas notas estão horríveis.” Eu disse. “Jake, eu odeio a escola” eu disse olhando para ele.

“Eu sempre achei que não era uma boa idéia ir na escola, me anjo” Jacob me avisou cuidadosamente.

“Eu sei, mas eu achei que seria legal” eu anunciei.

“Eu nunca achei a escola legal.” Ele disse.

“Me desculpe” eu pedi perdão.

“Tudo bem, faço tudo por você, minha perfeição” Jacob disse, me olhando calorosamente.

“Jake, posso te fazer uma pergunta?” eu lhe disse, olhando no fundo de seus olhos. Os olhos que eu tanto amo ver, que eu tanto amo mergulhar, me perder e me achar.

“Qualquer uma, meu amor” Jacob disse.

“Por que você é tão bom assim comigo? Eu nunca fiz bem a você” eu revelo.

“Porque..” ele demorou um pouco a responder. “Porque eu te amo.” Jacob disse, e dessa vez olhou para mim. “Muito, muito mesmo.” Ele continuou.

“Eu também te amo, muito” eu disse, enquanto passávamos pela porta do meu quarto.

Entrei no meu quarto, e sentei em minha cama, encostada no apoio da cama. Sinalizei para que Jacob sente ao meu lado. Ele veio andando de vagar e hesitando em ficar ao meu lado na cama. Jacob é cheio de mistérios. Até que ele se sentou na mesma posição que eu ao meu lado.

“Eu quero ganhar um beijo. Só um beijo” eu disse, enquanto olhava para seus lindos e pequenos lábios rosas.

“Mas só um.” Jacob disse.

“Só unzinho.” Eu repeti.

Me aproximei dele, coloquei minha mão em seu peito e encostei meus lábios aos dele, no começo suavemente. Até que me debrucei em cima dele. E comecei a beijá-lo de verdade. Coloquei uma mão minha do lado esquerdo e outra do lado direito do corpo dele. E ele colocou suas mãos quentes em minha cintura, bem abaixo.

“Eu. Te. Amo” eu disse entre alguns beijinhos.

“Eu te amo muito mais” ele disse, sorrindo.

“Mentira” eu disse.

Ficamos um tempo assim, eu estava sentada na barriga do Jacob, mexendo em seu cabelo.

“Jacob, o que você acha de termos lobinhos?” eu perguntei, deixando ele impressionado.

Notas finais
Melhor?
Mandem Reviews, por favor.