Dark Light - As Sete Chaves
5 Capítulo 2 - Novas perspectivas
Notas iniciais
Espero que gostem :D
(Panic! At The Disco - New Perspective | Capítulo O2: Theme Song)
(Panic! At The Disco - New Perspective | Capítulo O2: Theme Song)
Eu estava encolhido em minha coberta e de segundos, ouço o despertador berrar em meu ouvido. Me viro e bato com a mão nele para que o mesmo pare com o barulho irritante.
Alguns segundos depois, ouço meu pai gritando:— MIKE, ACORDE! VOCÊ IRA SE ATRASAR PARA O COLÉGIO! Solto um gemido e me viro para o outro lado da cama, mas por curiosidade, eu me viro para o relógio e vejo que estava realmente atrasado. O despertador deve ter tocado duas vezes, na primeira não ouvi, só ouvi a segunda. Levantei desesperado, procurei pela minha calça jeans, peguei uma camiseta, tateei pela minha camisa xadrez em cima do monte de roupa localizado por cima do meu pufe azul-escuro. Calcei meus tênis de qualquer jeito, voei para o banheiro, escovei os dentes, voltei para o quarto e catei minha mochila. Desci a escada gritando:— CADÊ A CHAVE DO CARRO, PAI?! Cheguei na sala e vi ele encostado na porta de entrada.— Eu dirijo!— Mas pai…— Mas nada, vamos… Entrei no carro e já liguei o rádio, estava tocando New Perspective do Panic! At The Disco, me afundei no banco do carona e fiquei olhando pela janela o movimento da cidade. E mais um dia como todos os outros começa na pequena cidade de Wings, em Maine. Wings fica localizado no norte de Maine, onde temos um clima temperado. Com verões com calor dos infernos e invernos do polo norte. Tendo, aproximadamente, três mil duzentos e quarenta e cinco habitantes. É, eu disse que aqui é pequeno. Entrei correndo no colégio, fui até meu armário, peguei os materiais necessários e fui pra sala.— Ainda bem que o Sr. Leveck não chegou ainda — comentou Jenny, após eu me sentar.— Como sempre eu dormi mais que a cama, se é que isso é possível. Ela riu.O Sr. Leveck, meu professor de Física, chegou e já começou a falar de Potência e Energia. Juro, juro que tentei prestar a atenção, mas eu estava com muito sono. Tudo bem que ele é um bom professor, super legal, mas é a matéria que faz ele ser um tédio total. Batia com a caneta na mesa, rabiscava o caderno, estalava os dedos… tentava de tudo pra ficar acordado, mas não aguentei e quando me vi, já estava debruçado em cima da mesa dormindo.— Bom turma, a aula termina por aqui — ouço os passos apressados do pessoal saindo da sala. — Jenny, minha querida. Poderia entregar as provas para mim, por favor?— Claro, Sr. Leveck.— E mais uma coisa antes, acorde o Sr. Dalery ali.— Tá.Ouço ela vindo na minha direção, mas eu a interrompo antes.— Eu já estou acordado, não precisa gastar seus gritos comigo! — Mas eu continuava debruçado na mesa e com a cara deitada sobre os braços.— Então levante a cabeça — ela mandou.Levantei um pouco a cara, mostrando metade do meu rosto. Eu a olhei com meu olho direito e disse:— Ta ficando “marrentinha”, hein?— Vamos, levante — ela deu com as provas na minha cabeça.— Tá bom, tá bom.Saímos da sala e começamos a caminhar pelos corredores de Nightfall. Nossa escola não é a lá grandes coisas, mas é a mais concorrida da pequena cidade de Wings. Foi uma das primeiras a ser construída aqui, possui esse nome por causa da lenda que aconteceu com o antigo prefeito da cidade — que hoje é um mendigo louco que fica gritando nas esquinas: O FIM ESTÁ PRÓXIMO! O FIM ESTÁ PRÓXIMO! —. Diz ele, que após fazer um de seus exames de rotina e ter descoberto que tinha um câncer no cérebro ele saiu às pressas do hospital, atordoado. Dirigindo feito um louco, foi quando bateu o carro em uma arvore. Mas não havia ocorrido nada de grave com ele, tanto que ele saiu cambaleando do carro e começou a andar a pé até sua casa. Durante seu trajeto, com as roupas rasgadas e o rosto com alguns cortes, começou a anoitecer ele parou e adentrou a uma das florestas que rodam Wings. Se sentou na grama e encostou suas costas numa arvore. Quando de repente ele viu que uma luz saia de dentro da floresta, e como a curiosidade mata, ele foi ao encontro dessa luz. Cada vez que ele chegava mais próximo da luz, ela ia ficando mais forte.Quando finalmente se aproximou ele viu que não era apenas uma luz, e sim, uma pessoa que produzia luz própria. Essa tal pessoa se levantou e ficou olhando para ele. E ele a olhava de volta. Por um momento ele pensou em sair correndo, mas ficou ali, esperando a reação desse ser. Foi ai que essa “pessoa” deu um passo à frente e posicionou a mão em sua cabeça, fazendo com que ele começasse a gritar de dor e dar vários empurrões nesse ser, mas nada acontecia. Alguns minutos depois, ele desmaiou e mais tarde ele se viu deitado no meio da floresta. No dia seguinte ele disse que tinha visto Deus e que o câncer sumiu, e sumiu mesmo, os médicos ficaram chocados com o que havia acontecido. Foi quando ninguém começou a acreditar e falaram que ele estava enlouquecendo. E ele enlouqueceu. Surtou tanto que mudou o nome da cidade para Wings, mas eu não sei qual era o antigo nome. E ficou, ele só não mudou mais nomes de lugares aqui porque a mulher dele havia colocado-o em uma clinica psiquiátrica. Senão… já viu, né.
Entregamos as provas para os outros alunos, só faltava encontrar o mala do Kyle.— Onde é que aquele garoto se meteu? — Disse Jenny, já ficando nervosa.— Sei lá, deve estar dando em cima de alguma garota ai.Ela revira os olhos.Resolvemos procura-lo no patio, não deu outra. Ele estava lá sentado na arquibancada, com uma garota em seu lado. Ele estava se aproximando da mesma e de um momento para o outro eles estavam lá, se agarrando loucamente.—KYLE WOLLERMI!! — Jenny berrou.— O quê você está fazendo, sua doida? — Perguntei.Os dois pararam se se beijar e o Kyle nos olhou com ódio nos olhos.—JÁ ESTOU CANSADA DE SER TRAÍDA POR VOCÊ!! ESSA É A DÉCIMA VEZ QUE VOCÊ DIZ QUE NÃO IRIA MAIS ACONTECER… MAS OLHA VOCÊ AI, SEU TARADO!!Todos que estavam por lá, começaram a nos olhar. Se eu tivesse a capa da invisibilidade do Harry, esse era o momento ótimo para ser usada. Percebi que a garota que estava com ele ficou brava e eles começaram a discutir. Depois do desentendimento, ela apenas deu um tapa em seu rosto, virou as costas e foi embora. Nos aproximamos e quase fomos recebidos por um de seus braços desengonçados.— Cuidado! — Alertei.— Desculpa… quer dizer, desculpo nada. Essa já é a quinta vez que você faz isso comigo, Jenny! — Ele a encarou.— Não adianta fazer essa cara de Bad Boy que eu não tenho medo. E outra, você tem que ser homem e parar de fazer isso.— E isso não é ser homem?— Não, é ser cafajeste!Ele revirou os olhos, tirou seus óculos Ray Ban Aviator da gola de sua camisa e botou no rosto.— Toma sua prova! — Disse, esticando o braço direito.— Putz, um “F”!— Novidade. — Dissemos eu e Jenny, juntos. O sinal tocou e voltamos para os corredores novamente. Pegamos os materiais necessários e fomos para nossa próxima aula, Química.
Notas finais
Espero que gostem. Críticas, comentários, elegios, alerta de erros... serão sempre bem recebidos :D
Fale com o autor