Dark Light - As Sete Chaves
6 Capítulo 3 - Acontecimento inesperado
Notas iniciais
E aqui está o terceiro capítulo, espero que realmente gostem :D
(The Black Keys - Little Black Submarines | Capítulo O3: Theme Song)
(The Black Keys - Little Black Submarines | Capítulo O3: Theme Song)
Levantei do sofá às pressas, peguei as chaves de casa para tranca-la quando saísse. Fui ao quintal, subi em cima de minha bicicleta e fui até o centro da cidade na loja de meu pai.
Fui me aproximando do estabelecimento e, de longe, tudo parecia estar normal. Como sempre.Parei a bicicleta em frente a loja, desci com passos duros e ligeiros e adentrei ao “Bang!”— Filho… — meu pai deu um sorriso ao me ver, mas sua felicidade se transformou em preocupação quando viu minha cara de desespero — que cara é essa, Mike?— Er… — pensei bem antes de falar —, nada não. Só vim ver se estava tudo bem aqui… Estava sem fazer nada lá em casa, então.–—Você não me engana, Mike. Com o que você sonhou dessa vez?— Nada não, pai. Relaxa. — Olhei para os lados pra evitar contato com ele.— Sei… — disse desconfiado. — Bom, eu já estava de saída, então já que você está aqui, me ajude a fechar a loja.— Tudo bem.Quando comecei a andar em direção à porta de entrada, feita de vidro fumê, um vento frio e forte fez com que ela abrisse um pouco. E no exato momento em que botei a mão direita na maçaneta, às luzes nas ruas e na loja começaram a piscar freneticamente.Olhei por cima do ombro meu pai saindo do fundo da loja e me olhando com uma cara de: “Sabia que isso iria acontecer um dia”.— Mike… — ele disse meu nome como quem diz o nome de alguém pela ultima vez.Olhei de volta para a rua lá fora e vi algo vindo em nossa direção em uma velocidade extrema. A única coisa que consegui fazer foi gritar para meu pai se abaixar bem no momento em que a porta se quebrou em pedacinhos e todas as luzes se apagaram.— Filho? Filho, você está ai?— Estou, estou.Ouço alguém se arrastando pelo chão, deve ser meu pai. Pensei.Me aproximo do balcão de armas calmamente, para pegar uma delas para me proteger do que estiver lá.De repente as luzes se ascendem novamente , vejo que meu pai estava atrás do balcão. Iria fazer a mesma coisa que eu, quebra-lo e pegar as armas. Mas somos surpreendidos por uma pessoa com vestimentas negras, como: botas do tipo exército, calças, camisa e um sobretudo por cima. Estava de costas, mas virou lentamente com um sorriso torto e uma maça verde próximo a boca.— Assustei vocês? — Ele deu uma mordida na fruta e soltou mais um sorriso em seguida – Desculpem-me pela chegada inesperada.— Quem é você? — Perguntou meu pai, com o maxilar cerrado.— Eu não me apresentei? — ele fez cara de desentendido — Desculpem-me de novo, pela indelicadeza. Meu nome é Vincent.— E o quê você quer conosco? — Perguntei.— Apenas… — ele começou a andar calmamente em minha direção — fui mandado para te buscar. Mas como eu gosto de causar alguns estragos…Sem pestanejar, meu pai pegou sua espingarda calibre doze de cano duplo e deu um tiro bem no peito de Vincent, fazendo-o cair com um grande baque no chão.— Morto? — Perguntei enquanto dava um pequeno chute para analisa-lo.— Não. Filho, ele não é normal. Vamos dar o fora daqui enquanto podemos.Sem entender nada, corri para fora como mandado, enquanto ele pegava balas e outras coisas necessárias.— Toma — ele esticou o braço esquerdo onde havia uma “Magnum 500” em sua mão. — Pegue, aqui estão às balas.— Mas o que está acontecendo, pai?— Sem perguntas, Mike. Vamos embora agora.Entramos em sua caminhonete e partimos rua adentro. Não sabia para onde iriamos e se eu o perguntasse ele me mandaria calar a boca ou algo do tipo. Durante o percurso ele olhava o tempo todo, para o retrovisor interno. Comecei a ficar nervoso, mais uma vez ele estava me levando para algum lugar sem me dizer o porquê.— Pai, podemos conversar sobre o que está havendo?— Mike… — ele começou, mas eu o interrompi.—DÁ PRA ME FALAR OU NÃO?Quando ele abriu a boca para me dizer algo, alguma coisa bate na lataria do teto da caminhonete. E por reflexo, ele pisou forte no freio. Dei de cara no porta luvas e ele no volante.— O senhor está bem?— Sim… Só esta doendo. E você está com um pequeno corte no supercílio direito.Passei a mão no rosto e vi que realmente estava sangrando. Alguns minutos de silêncio depois, meu pai agarrou em sua espingarda e me mandou pegar uma carta no porta luvas. Fui abri-la quando a peguei, mas ele me interrompeu dizendo para eu abrir só quando estiver seguro na casa de minha avó.— Então era para lá que estávamos indo?— Sim, lá será seguro para você.Para mim?, pensei.— Como assim, para mim? Não seria para nós?— Talvez eu não consiga ir junto com você, tenho que protegê-lo. Para você chegar seguro lá.— “Talvez?”… Gostaria muito que você me expli… — mal terminei a frase e fui interrompido por um puxão junto com a porta do carona.—MIKE!!— Gritou meu pai.Fui jogado a alguns metros longe da caminhonete, quase adentrei a floresta. Vincent estava lá, intacto. Nem parecia que havia levado um tiro de uma doze bem no peito.
Me levantei, com a arma em punho. Fui atirar, mas meu pai foi mais ágil que eu.— Até quando você vai continuar fazendo isso, Adam? — Ele disse, olhando para o ombro ferido. — Será que você não percebeu que sou imortal?Como ele sabe o nome do meu pai?, pensei.— Não se eu quebrar seu pescoço — dito isso, meu pai correu e voou para cima de Vincent.Os dois caíram rolando no asfalto frio. Eles pareciam vultos negros brigando na estrada. Aquele Vincent não é normal, pensei.Em um de seus golpes, meu pai conseguiu segurá-lo com uma chave de pescoço. Fazendo o se debater.— E agora, hein? — Perguntou meu pai.Vincent havia parado de tentar se safar do golpe, sendo assim, ele começou a me encarar. As pupilas de seus olhos começaram a tremer, e de segundos, seus olhos ficaram negros. Ele soltou mais um de seus sorrisos, cheio de sarcasmo.Com um golpe ligeiro, tão rápido quanto o normal. Vincent some e reaparece enfiando uma estaca no peito de meu pai, pelas costas.—PAI!— Gritei.Corro em direção dele, mas Vincent entrou na frente do mesmo e me encarou. Vi meu pai caído no chão, tentando me dizer alguma coisa. Por sorte, me lembrei da conversa, comecei a dar passos para trás. Vincent percebeu meus movimentos, mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa. Peguei a arma e atirei em sua cabeça, fazendo-o cair no chão e deixando tempo para conseguir correr até a casa de minha avó.A casa ficava poucos metros de onde estávamos, sorte, pois não sou bom corredor.Adentrei ao caminho feito na floresta para ir em direção a casa da minha avó, parei um pouco para respirar. Nesses poucos segundos, tenho a impressão de ver alguém passando no meu lado esquerdo. Viro-me, mas não vejo nada. Estava de noite, e a única luz que eu via, eram as luzes da cabana.Continuei correndo, até que vi minha avó sentada na varanda, lendo um livro.—VÓ!— Gritei.Ela me olhou, soltou um sorriso e quando se levantou para vir ao meu encontro ela foi sugada com estranha rapidez para dentro da cabana.— Merda — apertei os passos.Botei o pé na porta e vi Vincent em cima de minha avó, mordendo o pescoço dela.Arregalei os olhos, assustado. Mas quando virei às costas para fugir, ele me atacou e voamos para floresta adentro.Dava chutes, socos, pontapés… Mas ele era realmente forte.— Não tem mais saída, Angelo! — Ele afirmou, com convicção.— Do que você está falando? — Disse, tentando distrai-lo.— Bobinho…Depois de dito isso, ele me levantou pelo pescoço e ficou admirando meu desespero a procura de ar.— É só questão de tempo… — Ele disse, secamente.É muito ruim a sensação de ficar sem ar, o desespero a procura do mesmo é em vão. Comecei a sentir tudo ficar lento e embaçado, não havia mais forças em meus braços e pernas. Senti minhas pálpebras se abaixarem lentamente. E a última coisa que vi foi Vincent rindo, e depois me senti caindo.
Notas finais
Espero que gostem. Críticas, comentários, elegios, alerta de erros... serão sempre bem recebidos :D
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