“No céu cinza, o vento ecoava e um suspiro se ouvia.

No meio da terra devastada uma vida se via se via e seus cabelos castanhos voavam junto com o vento, completando a sinfonia.”

Uma mulher andava, no meio da cidade com seus passos rígidos e frios e sua respiração gelada sem vida. Num momento de paz ela olha para o céu, o céu negro onde não ha esperança, o céu negro sem fim e espelhada no céu havia a cidade, a cidade negra onde os passos árduos dos habitantes ecoam uma sensação aflita de dor e desespero. Mais mesmo assim a mulher andava como nada estivesse acontecido igual as almas a sua volta, num misero pedaço de tempo um dos passos para e como o efeito domino todos param.

Um beco, um lugar dominado pela a escuridão, mesmo assim uma escuridão mais sincera e inocente, um gemido é ouvido a escuridão se apaga dando a luz um espaço.

A Mulher faz um sorriso sarcástico e com uma voz baixa quebra o silencio.

"Finalmente, pelo menos essa é boa"

Um garoto deitado no chão frio aparece na frente de seus olhos, seu tamanho dizia que ele tinha no maximo uns 8 anos, mais seus olhos já pareciam cansados da vida. A Mulher abaixou para ficar da altura do garoto, que seus olhos famintos a encaravam, mas a mulher apenas ignorando fazia um sorriso leve enquanto seus olhos cor de esmeralda refletiam no garoto e suas mãos suaves o tocavam no seu cabelo seco como palha.

"Então esta com fome, venha comigo pelo menos é bem melhor do que ficar ai parado no frio sofrendo"

Seu tom de voz tinha mudado para um mais calmo e suave como uma pétala de flor.

Os olhos ofuscados do garoto começaram a brilhar, com uma luz linda, uma luz de esperança. Enquanto ele levantava com seus membros frágeis, a mulher estendeu seu braço rapidamente no ar tirando uma lamina negra que lembrava uma foice, a aura envolta dela ficou escura, mais escura que a própria escuridão e simultaneamente ela deu um breve suspiro.

"É irônico como as pessoas são cegas"

E a escuridão voltou a dominar o lugar.

"Como sera que é o Paraiso ou na pior das hipoteses o Inferno? Isso meu caro é um dos misterios da vida."

A Mulher falou com tom frio.

"Mais bem você não perguntou nada."

Ela fez um sorriso virando a cabeça e começou a olhar para a pequena criança no seu lado.

"Tudo vai ficar melhor agora"

Ela começou a olhar para frente. Eles estavam na escuridão, um preto vazio preenchia o lugar. A respiração do garoto ecoava no ambiente, ele suava e tremia seu corpo estava gelado mesmo que o lugar estivesse quente.

A mulher começou a o encarar com seu olhar gelado.

"Você sabe o que significa isso, mesmo que você não saiba logo vai descobrir."

Junto com aquelas palavras o menino caiu de joelhos no chão negro, sua respiração ficou gelada e seu corpo pálido, o chão começou a tremar cor ele, seus braços finos começaram a se mecher junto com eles sua frágil mão começou a arranhar seu crânio como o que estivesse causando aquilo estivesse dentro, seus olhos que antes estavam brilhantes e cheios esperança, agora estavam ofuscados de puro medo.

A mulher apenas olhava para frente, sem nenhuma emoção ela apenas falou.

"Certo"

Um Raio de luz surgiu na frente deles.

O Garoto que estava no chão deitado parou de tremer, um corredor tinha surgido na frente dele, sua face estava pasma.

Um Tapete vermelho o aguardava na entrada como ele fosse o convidado principal, Pilares seguravam as grossas paredes com decorações folhadas a ouro e contornando o corredor havia um abismo banhando a fogo, um fogo negro que queimava em base de desespero.

No meio do corredor havia a Mulher la parada, o menino nunca tinha notado quão longos e brilhantes seus cabelos eram.

"Então você vai ficar ai parado"

O Garoto acordou daquele sonho e correu em direção a mulher, ele tinha um sorriso no rosto parecendo que tinha esquecido tudo que antes.

Ela o levou ate na frente de uma porta e em menos de um minuto o temperamento da sala mudou drasticamente.

"Você vai me ajudar muito"

Ela falou numa voz baixa e com um movimento rápido ela pegou grossamente o menino pela sua blusa fina e o jogou dentro da sala.

Logo se ouviu a porta se trancando e as luzes se acendem, o garoto ouve os passos da mulher cada vez mais fortes.

Ainda deitado no chão o garoto rapidamente tenta levantar, mais a mulher mais rápida coloca seu pé direto no seu torso frágil.

"Hm? Pensava que você queria ir para um lugar melhor"

Ela fala com uma voz sarcástica.

O Garoto tenta lutar com todas as suas forças.

"Isso não vai adiantar nada e mesmo se funcionar, você não vai escapar de mim.

Estamos em suprimentos baixos o rei vai ficar bravo se não conseguimos algumas dúzias essa semana e aposto que a Agatha já ta cheia de trabalho"

A Mulher pegou a criança pelo o cabelo e o elevou para a altura dela.

"Pronto"

Uma foice surgiu na sua mão e ela jogou o garoto no chão e antes dela poder se levantar direito a lamina já estava no pescoço dele.

"Ah, uma coisa antes disso acabar qual é a graça de você me ajudar sem quiser saber o nome da pobre pessoa que você deu a mão, Gabriela prazer.

Antes que o garoto pudesse responder a lamina negra atravessou sua garganta. A sala negra ficou vermelha.

Seu sangue tinha uma linda cor, um vermelho vivo que formava um lindo traço por onde passava. Sua cabeça não tinha nenhuma emoção e seus olhos amarelos esbugalhados gritavam dor, seus cabelos sugavam intensamente o sangue com esperança que ele recupere seu brilho original. O Corpo procurava com fúria sua parte perdida e as unhas arranhavam o chão manchado de sangue.

"E o mundo continua a se mover como se nada estivesse acontecido"

Disse ela com uma voz de conclusão.