“A Vida e a Morte duas irmas gemeas conectadas entre si, nós apenas não conseguimos viver com só uma"

"Provavelmente isso vai se tornar verdade agora"

Falou um homem ao meu lado com uma voz grossa, estávamos em uma sala escura a única luz que restava na sala fugia rapidamente pela a única janela semi aberta.

"Vida é a vida, coisas inesperadas podem acontecer qualquer hora"

Falei enquanto andava em direção a janela.

"Aonde você quer chegar"

Ele retrucou enquanto levantava da cadeira.

"Simples, tudo isso pode ser apenas uma maré de azar, já estivemos em piores situações"

Dei um sorriso, enquanto abria a janela, um banho de luz invadiu a sala.

"Otimismo, odeio isso"

Ele deu uma pausa e continuou a falar.

"Tenha em mente que a crise esta ficando pior e se continuar assim não vai melhorar"

Seu cabelo vermelho começou a refletiu com a luz que começou a entrar.

"Eu sei, eu sei, isso é meio obvio, só temos que esperar o grande dia chegar para ver isso tudo explodir"

Ele começou a me encarar com um olhar frio.

"Então se for assim esse grande dia vai chegar em menos de uma ou duas semanas, mais o problema não é esse e eu nem estou me importando com isso — Seu rosto tinha mudado ele estava mais serio e frio — Gabriela, pessoas estão morrendo e deuses não morrem tão facilmente, sabe o significa uma pessoa morrer depois de séculos, não apenas não podemos esconder esse fato da população, essa informação vai escapar das nossas mãos algum dia e o mundo vai entrar em pânico"

Ele virou a cabeça para o lado e suspirou.

"Também não precisava ser tão grosso, Amber"

Falei sem palavras, realmente tinha ficado sem palavras.

"Sou grosso quando eu quero, viva com isso"

Surgiu um sorriso no seu rosto, uma coisa rara de se ver.

"Ahh quase ia me esquecendo, 4 horas, portão"

O Sorriso no seu rosto desapareceu rapidamente.

Sai da sala e ele continuou la parado, e eu imaginando o que passava na cabeça dele.

Olhei para cima e com um suspiro falei

"Vida como te odeio, algo bom mas injusto, não sei qual sua razão de existir, um punimento ou algo divino"

Tinha me esquecido de como la em cima era tão pacifico, o que eu estou fazendo aqui em baixo mesmo, neste inferno de lugar.

Mas como dizem o que é bom dura pouco, em menos de um minuto vi um menino em cima de mim.

"D-des-c-culpa"

Ele falou gaguejando, não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo ali parecia que a minha cabeça estava dando voltas em voltas no mesmo lugar.

"E-eh-h, você esta-a be-"

No meio na frase dele, recuperei um pouco da minha consciência e como reflexo dei um soco bem no nariz dele, pelo menos acho.

"Puta merda quem é você"

Gritei sem pensar duas vezes.

"Car-r-r-teir-ro"

Ele estava gaguejando ainda mais, e com uma olhada maior notei o seu uniforme, ele estava segurando seu nariz quebrado tentando estancar o sangue.

"Não sabia que carteiros poderiam entrar em terreno real"

"E não podem mesmo"

"Então o que você esta fazendo aqui?"

"Uma carta da princesa"

"Agatha, por que será que ela não veio aqui pessoalmente"

Comecei a me questionar, e o garoto rapidamente respondeu.

"Ela disse que não gostaria pelo um tal de Amber"

"Não acredito que ela ainda tem medo dele, então cadê a carta"

"A-hh-h sim, aqui"

Peguei a carta da mão tremida dele.

"E desculpa pelo o nariz"

Virei para o outro lado e sai andando calmamente enquanto o carteiro corria para o lado ao contrario provavelmente de medo.

Olhei para a carta o selo estava quebrado, só imagino quem fez isso, mas continuei a abri-la como nada estivesse acontecido, mas ela estava vazia sem nem um grão de poeira dentro.

"Super protetor"

Suspirei para o lado, minha mente ficou vazia por um tempo. Começei a sentir uma respiração gelada no meu pescoço.

"O que foi meu deus?"

"Sabe que horas são"

"Falta uma hora ainda apressado"

"Mudança de planos"

Virei para trás, la estava ele com seu típico olhar gelado.

Começei a andar pelo o corredor como estivesse ignorado sua presença la parada. O corredor era longo, infinito e no seu fim havia uma porta de uns 4 metros com decorações folhadas a ouro, ao andar pelo o corredor você podia ouvir os gritos das almas de dor enquanto elas queimavam no desespero, seus gritos criavam uma melodia única e maravilhosa, como eu amo isso.

Ao abrir a porta outro corredor surgia na sua frente, ele era incrivelmente menor e sua porta se abria para a liberdade.

Um vento soprava, levando as flores caídas do outono pelo os ares.

Aleluia ar fresco, la dentro era muito abafado.

Estava no jardim real, um dos mais belos jardins do mundo, só de estar aqui já me da lembranças da minha infância.

"Madame, a princesa deseja falar com você"

Um velho careca e alto me cumprimentou, ele era um dos milhões de empregados que o rei tinha.

Seguindo suas ordens o segui até o castelo, só andando assim pelo o jardim você consegue notar como ele é grande é belo.

"Consigo me virar agora"

Falei para o senhor ao meu lado, estava na frente do castelo e antes mesmo de eu conseguir abrir o portão.

"Gabriela, precisamos falar. AGORA"

Agatha surgiu atrás de mim.

Virei para trás rapidamente, senti o vento quente contra meu corpo.

Comecei a ouvir passos delicados, mais leves do que a maioria, enquanto a sinfonia de sons começou a parar. Depois só ouvi um sussurro na minha frente.

“Vamos entrar odeio esse vento.”

O sussurro tinha virado uma voz leve e doce.

Virei de novo para o lado contrario, minha visão foi bloqueada por longos cabelos prateados, que voavam ao vento.

O portão na nossa frente começou a se abrir, lento como sempre seu ranger enferrujado se juntava com os sons do jardim.

Ao passar o portão me deparei com um jardim mais belo do que o anterior, o chão era banhado do flores de todas as cores e decorado com fontes e cerejeiras criando um aroma doce maravilhoso.

“Gabi...”

A voz de Agatha ecoou nós meus ouvidos, ela estava mais baixa e inocente do que sua voz normal.

“Quanto tempo.”

Respondi com uma voz mais suave.

“Sim – ela respondeu calmamente – A situação aqui esta meio confusa.

Ela não estava com seu humor de sempre, conclui.

“Não vamos conseguir segurar a informação por muito tempo.”

Ela continuou a falar com sua cabeça cada vez mais baixa e sua voz mais depressiva.

Mesmo naquele lindo e florido jardim a situação só estava mais tensa.

“Então porque você me chamou?”

Falei sem pensar duas vezes apenas para mudar o assunto.

“Ahh isso – ela deu um sorrisinho – Depois eu te falo”

Sua voz parecia mais animada, quebrando um pouco a atmosfera tensa.

Continuamos a andar pelo o longo jardim florido até chegarmos na porta que levava ao corredor principal do castelo. A porta era incrivelmente menor comparada ao portão principal.

“Já estava me sentindo solitária sem você aqui”

Agatha falou enquanto abria a porta, seu humor já havia mudado bruscamente desde a conversa no jardim.

Entramos no castelo, o hall de entrada estava limpo como sempre, as paredes refletiam no chão branco de tão limpos e quadros feito por pintores famosos decoravam as paredes.

“Eu também senti.”

Respondi ela com um sorriso.

“Sabia!”

Ela falou com um sorriso maior ainda enquanto parou de andar e virou para minha direção.

“Quero te contar algo, vamos mais para dentro.”

Agatha continuou a falar enquanto andávamos. O Corredor estava vazio, com apenas o som de nossos passos. Agatha parou de andar, outros passos podiam ser ouvidos, logo depois uma silhueta surgiu na nossa frente.

“Não, vocês não vão para nenhum lugar.”

Amber falou enquanto surgia das sombras.

“Porque – exclamou Agatha – Você não manda em mim, eu que mando em você, esqueceu?”

Agatha começou a protestar com um tom confiante, apesar de parecer meio infantil e continuou ignorando tudo que tinha acontecido.

“Simples, ordens do seu pai.”

Ele pegou Agatha pela a gola do seu vestido e continuou a andar arrastando ela pelo chão.

“Isso é meio ridículo”

Falei com a voz baixa para mim mesma.

“E você, o que esta fazendo ai.”

Ele virou para minha direção enquanto gritava.

Como posso dizer levei um belo susto com isso e sai correndo para sua direção sem pensar duas vezes. Continuamos a andar ate chegar a bifurcação, havia três corredores, sendo dois menos e um maior que levava a sala do rei.

Comecei a ouvir um baralho atrás de mim que parecia mais um gemido, me virei e vi Agatha se levantando, estiquei meu braço para ajudá-la a levantar, depois calmamente tentei ir em direção ao corredor maior, mas Amber me impediu.

“Espere.”

Ele falou sem se quer olhar para mim, comecei a ouvir passos vindo de la, pelo seu tom a pessoa deveria estar correndo, depois de um tempo os passos pararam e só se podia se ouvir uma respiração profunda de cansaço. Amber seguiu a respiração, as luzes do corredor escuro se acenderam, na sua frente estava Davis, o conselheiro real.

“O que aconteceu de tão urgente.”

A voz grossa de Amber ecoou pelo todo corredor.

“Depois dizem que ele não se importa.”

Agatha cochichou no meu ouvido.

Davis se levantou, e logo depois pegou sua mão e arrumou seus cabelos negros que já estavam na altura do ombro.

“Não tenho a mínima idéia – ele falou num tom calmo – e acho que não deve ser nada diferente do que aconteceu recentemente.

Era incrível como ela falava de um assunto tão importante de um jeito tão calmo.

Davis começou a andar, só deu uma pausa para encarar por uns segundos Amber.

Amber começou a olhar para gente com seu olhar típico, estávamos na frente da sala real.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.