Dark Days
6 The Stars Behind Us
Notas iniciais
Mas enfim, como já disse, não vou shippar ninguém. Beijos, amo vocês, boa leitura!
Desire e Luis se escoraram na parede pra descansar os pés.
– Deh, vamos olhar no banheiro, de novo. Talvez ela tenha se perdido e voltado pra lá.
– Eu duvido que ela esteja lá, mas vamos.
Os dois andavam juntos, tentando não se perder na escuridão, por que enfim, o lampião que levaram não dava conta de todo o caminho.
– Olha lá, to vendo a porta do banheiro. – Luis apontou pra porta e Desire assentiu.
Ao se aproximar, conseguiram ver (pela minúscula janela) uma luz lá dentro. Bateram na porta por dez vezes, mas nada aconteceu. Luis teve a genial ideia de abrir a porta, mas para sua infelicidade, a mesma estava trancada. Os dois bufaram. Desire, observadora nata, notou um banco de madeira atrás dela.
– Luis, me ajude com isso. – A garota falou, enquanto fazia força pra erguer um dos lados do banco.
Ele prontamente se posicionou ao lado do banco e o ergueu. Largaram o banco em frente a porta, esperaram alguns segundos... O bateram contra a porta. Repetiram o movimento por cinco vezes, a porta parecia estar cedendo. Pegaram ar, esticaram os músculos, e novamente bateram o banco contra a porta: Dessa vez, o trinque caiu sobre o solo e a porta se abriu. Dentro do pequeno banheiro estava Emanoelle, deitada no chão (provavelmente desmaiada, mas não a tinham examinado para poder afirmar tal coisa).
– Emanoelle, acorde!
Luis havia se sentado ao lado de Emanoelle, e dava fracos tapas em seu rosto.
– Manu, precisamos ir. Você está segura agora.
E nada foi respondido. A primeira reação de Desire foi pegar um pano molhado e despejar na cabeça de Emanoelle, que se contraiu e foi abrindo os olhos.
– Ema! O que houve?
A garota não pôde responder, demorou um tempo para entender que estava acordada novamente. Quando se lembrou do acontecido, seus olhos mudaram de profundidade e uma nova expressão tomou conta de seu rosto.
– Deh, Lu, não se pode confiar em ninguém!
Os dois arregalaram os olhos e se entreolharam.
– Eu estava lavando as minhas mãos, quando alguém fechou a porta. Eu tentei abrir a janela, mas o vidro tinha sido fechado. Comecei a socar a porta, então ouvi risadas. Eram risadas que eu conhecia e aquilo me deu um tremendo medo. Eu me encolhi e olhei pelo trinque da porta, era a professora Carla acompanhada do Sr. Duters, eles falavam que eu ia morrer sufocada, não adiantava resistir. Ouvi eles cochichando sobre o apagão. O apagão foi planejado pela escola para cortar gastos e pra realizar uma tal profecia.
– Que profecia? – Indagou Desire, surpresa.
– Eu não me lembro direito, mas eu ouvi eles falando que Winterspott é a única escola que está sem luz. Precisamos escapar disso aqui. Como? Não sei. Estamos num lugar isolado do resto da sociedade e estamos cada vez mais vulneráveis ao mal.
– Precisamos nos encontrar com os outros, pra já. Precisamos de um plano de fuga.
[..]
Eduardo apontou para o lugar onde viu algo se movendo, todos acompanharam o olhar.
– Se vocês ficarem bem quietos, vão escutar os passos.
E então, todos ficaram quietos. As sombras foram fincando maiores e maiores, até que puderam ver um formato. Eram três enormes criaturas.
– Afastem-se, terráqueos! Eu tenho uma arma e sei usar ela! – Wonka gritou.
Quando viram o que realmente era, suspiraram aliviados. Emanoelle se apoiava sobre Luis e Deh mancava.
– EMAAAAAAAAAAAA! – Jade gritou e abraçou a amiga.
Os três se sentaram no sofá, ninguém falava nada, até Angela acabar com o silêncio:
– O que houve com seu pé, Deh?
– Eu o torci na escada do terceiro andar.
– Oh, sinto muito! Mas sente-se aí, a Thay sabe enfaixar pés. – Angela falou e ajudou Desire a se sentar. Thayná pegou a caixa de primeiros socorros que eles mesmos haviam preparado e começou a enfaixar.
– Então, como conseguiram achar a Manu? – Eduardo perguntou curioso.
– Manu, é melhor que você conte. – Disse Luis.
– Gente, a professora Carla e o diretor da escola me trancaram no banheiro. A falta de luz é proposital, eles querem realizar uma antiga profecia da qual não me lembro de ter ouvido. A nossa escola é a única que está sem luz. Precisamos escapar e escapar rápido!
– Certo. Isso quer dizer que não precisamos mais ir até o quarto escuro? – Perguntou Adrielly.
– Não, Dri, vocês precisam ir agora. Procurem pegar o máximo de água que conseguirem. Os professores vão repor o estoque de comida na quinta feira, e vai ser o dia que vamos furtar seus alimentos. Eu e os meninos vamos bolar um plano de fuga, não se preocupem.
– Luis, deixe de ser machista. As meninas sabem claramente sobre planos e como bola-los.
– Certo, Carol. Vamos fazer um comitê então. – Luis riu, mas falava sério.
– Isso quer dizer que a nossa hora chegou, certo? – Carolina perguntou para a sua “equipe”.
– É isso mesmo. – Responderam os outros três.
As tarefas entre eles ficaram dividas como: Carolina carregaria as garrafas de água necessárias até o lugar. Eduardo levaria a mochila que continha cordas, oito velas e fósforos, uma lanterna, cobertores, papéis, toalhas, entre outras coisas. Adrielly levaria outra bolsa com alimentos e Wonka ficaria encarregada da arma.
Millena pegou uma mochila e tirou oito armas de paintball.
– Vou emprestar elas para vocês. Uma arma pra cada um, cuidem bem dos meus bebês. Não são grandes coisas, mas ajudam na hora do perigo. As cargas estão na mochila do Edu, eu já tinha preparado. As outras quatro armas vão ficar conosco no “acampamento”, caso algum problema aconteça.
– Obrigada, Mi. – Os quatro falaram e se juntaram para um abraço em grupo.
– Boa sorte, voltem vivos! – Todos falaram e riram.
– Nossa comida depende de vocês! – Angela brincou.
Os quatro corajosos se juntaram e olharam a última vez pra trás. Edu acendeu o pequeno lampião para iluminar o caminho e saíram do pátio interno. Lá fora estava mais frio e não tão escuro, pois a Lua fazia seu trabalho iluminado a terra e o céu. Assim como em Nárnia, as coisas em Londres tinham um pouco da beleza natural, afinal, quem não gosta de uma noite estrelada?
– Espero que as estrelas nos ajudem. — Comentou Carol.
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