Dark Angels
3 Capítulo 3
Notas iniciais
E um começo ué.
- um...o que?
O garoto percebeu o quanto ela estava assustada e a soltou. Eles se olharam por uns estantes e ela falou:
- voce tem certeza de que nao esta me confundindo com outra pessoa?..
Por algum motivo a historia nao lhe parecia assim tao esquisita.
- seu nome é Helena, seus pais nao estao mais presentes, e ah, voce tem um sinal na coxa esquerda.
Por algum motivo ela nao gostou do comentario.
- escuta, o que voce faz aqui e por que esta me contando essas coisas, quer dizer, eu nao sei! Voce precisaria de algum motivo pra inventar essas coisas, mas o que?
- Helena, me escute — disse tranquilamente a acompanhando — nao a com o que se preocupar. A linhagem da sua familia, seus avos, seus pais todos eles nasceram com o mesmo sangue que o seu, e o que voce vai passar a partir de agora e tudo que eles passaram e... por que voce esta me olhando assim?
Helena olhava fixa pra ele.
- ah nada nao. E que tem uma coisa me intrigando muito, se meus pais passaram por isso, quer dizer, eles tambem tiveram...conselheiro?
- ah, claro. Cada anjo iniciante tem seu conselheiro. Sao eles que ajudam os querubins a cumprirem sua tarefa do jeito certo, e se der alguma coisa errada, eles se responsabilizam.
- mas...eu nao sou um querubim!
- claro que nao. Na verdade, era pra ser, mas seus pais se foram antes de lhe matricularem na escola dos mensageiros. E por isso que voce nao sabe de nada Helena.
Helena ficou chocada quando ouviu isso. Era um ser...ainda nao definido... descobriu na vespera do seu aniversario ser uma criatura que seus pais deveriam lhe contar, mas por algum motivo foram antes da hora, e estava sendo abordada por um completo desconhecido gostosao, mas sem muita experiencia feminina. Seria tudo um sonho? Uma brincadeira sem graça, mas por que nao admitir, por que!?
- calma, uma hora tudo passa e voce fica legal — disse com um sorriso que nao resolvia em nada.
- ue. Voce le pensamentos tambem?
- nao, e voce que fala muito. Olhe desculpe, mas ocupei demais do seu tempo, e do meu tambem. Eu prometo lhe contar tudo amanha.
- mas...espera! Eu so tenho mais duas perguntas....
- diga. Estou preparado!
- por que meus pais morreram?... — perguntou quase num sussurro e viu uma leve desespreçao no seu rosto. Acho que ele nao estava preparado pra aquela pergunta.
- quer dizer — continuou — eles nao poderiam morrer por um imples acidente de carro! Eles deviam receber alguma proteçao especial, nao e? Eles nao poderiam...
- escute Helena — disse me segurando pelos ombros, me olhando serio — eu posso e devo lhe contar, ate mesmo por que e seu direito de filha. Mas so se voce prometer ser a ultima pergunta da noite.
- ta.
- eles sao...quem matou seus pais... foram anjos caidos, anjos que foram expulsos la de cima com sede de vingança, e cada vez mais tem sede de sangue, e mais sangue, querendo os direitos que eles nao tem.
Foi um momento muito tenso. Ele a olhava fixamente, como se alguma coisa fosse lhe acontecer se a larga-se. Ele estava serio pela primeira vez na noite, e nao parecia que ia mudar de humor tao cedo.
- t-ta. — de repente ele ficou normal, menos tenso e falou.
- vou te levar pra casa, a gente resolve tudo amanha.
A andada de poucos quarteiroes foi silensiosa, mas intrigante. No fim, os dois chegaram na porta da casa, um pra frente do outro.
- me desculpa por alguma coisa.
- ah, que isso — disse Helena — acho que amanha as coisas vao estar mais calmas e vamos resolver tudo, ate assinar esse tal contrato com o chefao que voce falou...
Ele riu
— entao ta, a gente se ve.
- tchau, ah mais uma coisa!
- sim?
- q-qual seu nome?
- Lucas.
- so Lucas?
-so. nao tenho parentes.
- ok entao
- ok
E ele foi andando, pra algum lugar, nao sei. Por motivos inesplicaveis, essa foi a melhor noite da minha vida
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