Dark Angel
20 Capítulo XIX - Intimidade
Rachel sentia a massagem nos pés enquanto estava deitada no sofá lendo o livro que tinha colocado na bagagem. Quinn havia acendido a lareira e aberto uma garrafa de vinho para que elas pudessem relaxar um pouco.
Deslizou os dedos pelas panturrilhas lisas de Rachel invadindo a perna do moletom que a morena usava. Rachel deixou o livro cair sobre o próprio tronco e olhou para Quinn com um sorriso suave.
– Como se sente? — A morena perguntou. — Sei que... avançamos um pouco hoje cedo e não queria te fazer desconfortável.
– Não estou nem um pouco. — Quinn garantiu voltando a massagear os pés de Rachel. — Eu poderia ter te impedido se estivesse. Quer sair para jantar, posso fazer reservas.
– Eu adoraria. — Rachel sussurrou deixando o corpo descer um pouco para recostar a nuca contra o braço do sofá.
Quinn se esticou para pegar o telefone que estava na base, Rachel fechou os olhos ouvindo a voz suave de Quinn antes dela desligar.
– Reserva as 19. — Quinn sussurrou antes de colocar um dos pés de Rachel no chão e com cuidado se deitar sobre a morena a fazendo abrir os olhos. — Está bom para você?
– Perfeito. — Rachel sussurrou deslizando um dos dedos pelas costas de Quinn.
Quinn beijou o queixo de Rachel o mordendo em seguida, sua mão descansou contra a cintura fina da morena deixando o polegar roçar no inicio do seio. Rachel suspirou sentindo os lábios macios deslizarem para o seu pescoço e os beijos delicados que eram espalhados pela epiderme. Os dentes brancos morderam a pele a sugando em seguida.
– Não me marque. — Rachel gemeu baixo.
Quinn lambeu a pele para acalma-la, se moveu roçando a ponta do nariz pela garganta. Sentiu Rachel engolir a saliva que estava em sua boca e ofegar quando seus lábios começaram a beijar o colo por cima da camisa de malha que Rachel usava.
– Querida. — Rachel ronronou. — Venha aqui.
Quinn subiu, seus olhos verdes estavam escuros e famintos, Rachel soltou um gemido no fundo da garganta. A loira tomou os lábios grossos da cantora para si, mordendo o lábio inferior antes de suga-lo. Rachel a segurou pelo rosto afastando Quinn apenas um pouco, acariciou a pele clara da mulher traçando os contornos com a ponta dos dedos, Quinn sorriu com os lábios vermelhos.
– Você é um anjo de verdade, sabia? — Rachel sussurrou. — O anjo da tentação.
– Um anjo negro. — Quinn sussurrou de volta. — E você é o meu puro anjo branco, aquela que me causa tanta confusão, porque eu a quero tanto, mas não quero corrompe-la.
Rachel sorriu mordendo o próprio lábio.
– É assim que me enxerga? — Rachel sussurrou, suas unhas se cravaram na nuca, logo abaixo da linha dos cabelos e foi descendo pelo trapézio arrastando a gola do suéter para baixo. — Por que querida... tudo o que eu mais quero... — Ergueu o rosto roçando seus lábios nos de Quinn enquanto mantinha os olhos presos nos olhos escuros da loira. — É que você me corrompa.
Quinn desceu a cabeça tomando a boca de Rachel com uma fome que até então a morena não tinha sentido, a maneira como as mãos firmes apertavam seu corpo lhe incendiava. Suas próprias mãos caçaram as costas de Quinn por baixo do suéter fazendo um bom uso de suas unhas, mordeu o lábio inferior da Fabray com força ao mesmo tempo que descia as unhas pela linha da coluna arrancando um gemido de prazer rouco.
*
Rachel apoiou a cabeça no braço enquanto olhava Quinn de olhos fechados, deslizou o dedo indicador pelo pescoço pálido da mulher.
– Você é tão linda. — Sussurrou vendo a caixa torácica subir e descer coberta pelo lençol fino que protegia a nudez da mulher. — Meu Deus, Quinn... como você consegue? Como consegue ser uma mulher doce, inteligente, prestativa e parecer tão frágil? Para minutos depois... ser forte, sensual, inquebrável e altruísta?
Quinn permaneceu em seu sono enquanto Rachel a admirava, a morena respirou fundo antes de beija-la na testa e sair da cama sem esconder a própria nudez.
Seus pés tocavam a madeira enquanto descia as escadas, procurou uma garrafa d'água na geladeira. Se virou olhando as montanhas nevadas que a janela exibia orgulhosamente, seus seios nus eriçados só com a imagem. Deixou a garrafa sobre a bancada de granito e se adiantou para a porta onde a loira havia dito ser a piscina.
A luz suave meio azulada preencheu o lugar assim que ligou as luzes, regulou a temperatura da água e se aproximou da borda deixando a ponta dos dedos resvalarem sobre a superfície. Assim que a água estava agradável o suficiente ela mergulhou.
Nadou algumas voltas antes de apoiar os braços na borda da piscina e apoiar a cabeça sobre eles. Deixou o corpo leve para que ele pudesse flutuar e fechou os olhos respirando fundo.
– Bela visão. — A voz de Quinn a fez abrir os olhos, a loira estava em pé usando apenas um roupão.
– Eu diria o mesmo se você não estivesse coberta. — Rachel a provocou com um sorriso.
Quinn se agachou revelando o corpo nu por baixo do roupão, sorriu olhando para o pedaço das costas da morena que estava acima da água e logo para as nádegas expostas. Se levantou retirando o roupão o jogando sobre uma cadeira que tinha ali por perto, mergulhou.
A loira jogou os cabelos para trás enquanto se aproximava de Rachel que estava em pé, suas costas apoiadas na parede da piscina.
– Acordei e você não estava lá. — Apoiou as mãos contra a borda da piscina prendendo Rachel. — Achei que tivesse te decepcionado.
– De maneira alguma. — Rachel a envolveu pelo pescoço, olhou para os lábios de Quinn. — Apenas estava sem sono e você estava dormindo tão gostoso que fiquei com pena de te acordar.
Quinn a olhou por um instante, deixando seus olhos devorarem todo o rosto de Rachel indo repousar nos lábios gordos. A morena sorriu travessa antes de se esticar e tocar os lábios da loira com os seus lentamente.
– Oi. — Sussurrou abraçando Quinn mais forte.
Quinn se arrepiou sentindo os seios da morena pressionados ao seu corpo, suas mãos deslizaram pelas costas morenas agarrando-se as nádegas. Sentindo seus dedos se afundarem na carne macia, Rachel mordeu o lábio sorrindo.
Quinn a beijou erguendo o corpo da morena um pouco, Rachel envolveu as próprias pernas nas pernas de Quinn um pouco sem jeito, apenas o suficiente para ficar acima da loira.
– Oi. — Quinn sussurrou de volta.
Rachel deslizou os dedos pelas costelas de Quinn traçando as palavras que a loira tinha gravado na pele.
– Eu não imaginei que você tivesse uma tatuagem. — A morena sorriu.
Quinn revirou os olhos.
– Você também tem. — Tocou o ombro da morena com o indicador.
– Mas você é a mulher venerada pela cidade, é a certinha...
– Que pula pelos prédios em roupa de couro e mata sem pensar duas vezes. — Quinn arqueou a sobrancelha.
Foi a vez de Rachel revirar os olhos, passou os braços ao redor.
– Quando você fez? — Perguntou acariciando os cabelos loiros, deslizou a ponta do polegar pela nuca.
– Quando tinha 17 anos. — Quinn respondeu. — Me parecia apropriado na época. É um poema.
– Hnnn... — Rachel se inclinou mordendo o pescoço de pálido.
– Do fundo da noite que me envolve. Escura como o inferno de ponta a ponta. Agradeço a qualquer Deus que seja. Pela minha alma inconquistável. — Sussurrou no ouvido da morena enquanto sentia os beijos em seu pescoço. — Nas garras dos destino. Eu não vacilei nem chorei... sob as pancadas do acaso. Minha cabeça está sangrenta, mas ereta... Além deste lugar tenebroso. Só se percebe o horror das trevas... — Suspirou sentindo a mordida em sua garganta. — E ainda assim, o tempo, encontra, e há de encontrar-me, destemido...
– Não importa quão estreito o portão. Nem quão pesado os ensinamentos... eu sou o mestre do meu destino. Eu sou o comandante da minha alma. — Rachel se juntou a ela no sussurro, traçou as palavras que havia acabado de falar com os dedos. — Sim, muito apropriado.
Quinn a olhou deixando a fome chegar aos seus olhos.
– É um poema sobre estar no inferno, sobre sentir dor e mesmo assim ser superior a tudo. — Segurou o queixo de Rachel a apoiando contra a parede da piscina. — É sobre como você pode enfrentar tudo com graça e integridade.
– É como você. — Rachel sussurrou sentindo o corpo esquentar diante do olhar de Quinn, era escuro e faminto. — É sobre você.
– Difícil acreditar que um poema de 1875 seria sobre mim. — Quinn se inclinou a beijando na curva do pescoço, subindo até a orelha a mordendo. — Mas posso te dizer uma coisa sobre mim.
– O que? — Rachel sussurrou de olhos fechados.
– Minha loucura. — Quinn sussurrou com a voz rouca. — Está se tornando uma loucura por você.
Rachel suspirou a puxando pelos cabelos da nuca, o beijo esfomeado arrancou suspiros de ambas. Quinn segurou um dos seios da morena o massageando com força, bebendo do gemido que Rachel soltou.
A segurou pela cintura a suspendendo para que a morena se sentasse na borda da piscina. A Berry olhou para ela com um sorriso arteiro, suspirou sentindo o beijo na barriga e a língua que deslizava pela pele canelada. Acariciou os cabelos molhados sentindo as mordidinhas pela coxa esquerda antes a língua deslizar para a parte interna. Abriu as pernas antes de apoiar o corpo nos antebraços, sentiu Quinn puxar o quadril na direção dela. A língua deslizou de baixo para cima na virilha, Rachel suspirou mordendo o lábio. O chupão suave lhe deixou um pouco mais melada, respirou fundo esperando ansiosa.
Quinn se demorou o quanto conseguiu pelas coxas da morena, deixou algumas marcas fracas e uma ou duas mais fortes, sentiu o puxão impaciente em sua nuca e sorriu. Rachel estava como ela queria, túrgida e sensível. Lambeu a abertura estreita sentindo o gosto salgado da morena, o cheiro que ela exalava lhe deixou mais excitada. A provocou com a ponta da língua colocando apenas um pouco e tirando, Rachel gemeu baixo apoiando os pés no ladrilho com mais força.
– Querida você é deliciosa. — Quinn sussurrou antes de sugar a entrada, sentindo a excitação de Rachel escorrer pelo próprio queixo.
Rachel gemeu mais alto fechando os olhos com força, mordeu a palma da mão para tentar abafar os gemidos. Sentiu a língua lhe invadir em um vai e vem rápido, rolou os olhos os fechando com mais força, a pressão no ventre ia aumentando gradualmente. Arfou quando os músculos contraíram e nem assim Quinn parou. Um. Dois. Três. Rachel tinha a mente anuviada e simplesmente não tinha noção de quantos orgasmos havia tido, apenas sentiu Quinn se afastar e içar o corpo para deitar ao seu lado. A loira a subiu com cuidado para que ambas pudessem deitar no chão sem precisar ficar desconfortável.
Rachel se arrepiou sentindo o corpo nu de Quinn junto ao seu.
– Shhh... — A loira sussurrou com a voz rouca. — Ainda temos algumas horas antes do jantar.
Rachel se acomodou contra Quinn murmurando.
– Você é minha sobremesa.
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