Darcanjo
20 Round 18 – Brincando com o inimigo
Notas iniciais
- Eu queria um W.O. – Reclamou Eric – Ei, Klaus, Elizabeth, deu certo aquele negócio que eu pensei?
- Sim, os professores disseram que não teria problema – Respondeu Klaus.
- Legal – Disse sorrindo.
Praticamente todos os professores estavam presentes nessa batalha, parece que ainda duvidavam se Eric era um fantasma ou não. Ele, no entanto, não parecia perceber esse detalhe ou nem mesmo ligava para isso.
- Eric, me diz o que houve contigo para de repente você poder fazer viagem astral a todo o momento. Isso pode ser o motivo de você não conseguir usar magia – Perguntou David.
- Hã, não se preocupe, eu vencerei – disse rindo e logo após ficando com uma faceta séria – E desculpa, mas não estou a fim de falar sobre isso, acho que vocês vão acabar descobrindo de uma forma ou de outra, mas até lá não falarei sobre isso.
- Vamos começar, os dois se dirijam ao local da luta – Disse o ex-professor de Eric.
- Oi – Cumprimentou Eric a distância.
Os números apareceram e ele começou a sorrir, não parecia que estava prestes a batalhar e sim a começar algum jogo interessante.
- Klaus, você acha que ele pode vencer? – Perguntou Karla.
- Não faço ideia, mas se ele lutar sério, acho que sim.
- Mas o que ele já consegue fazer? – Perguntou David.
- Que eu saiba, desvia muito bem e tem uns ataques fortes quando tem vontade de atacar.
- Como assim? – Perguntou Karla – Quando tem vontade de atacar?
- Sim, ele disse no começo do treinamento que eu tinha de acertá-lo uma vez para a gente avançar para a próxima etapa, desde então ficou desviando, me atacando ocasionalmente e passando dicas de golpes que podia utilizar.
- E como foi a segunda etapa? – Perguntou David.
- Eu não consegui acertá-lo. Nem uma única vez.
Os dois oponentes se olharam e ficaram um esperando o movimento um do outro. Como nenhum dos dois fez nada, o adversário de Eric resolver falar:
- Meu nome é Eduardo, não sei se você já ouviu falar a meu respeito, mas é melhor você desistir. Eu sou o líder do meu grupo.
- E por que eu faria isso?
- Líderes são fortes.
- Não obrigatoriamente. Há aqueles líderes representativos, que não decide nada por si só, quem decide são aqueles que estão por trás dele. Nesse o caso o líder tem de ser fraco, e as pessoas que estão por trás dele devem ser psicologicamente fortes. É claro, é preferível que ele seja forte e decida tudo por si mesmo, mas não é obrigatório, só preferível.
- Ei. Você gira bem da cabeça?
- Hã, tu tá longe, se eu giro bem a cabeça? Claro que eu giro, olha – Disse movimentando a cabeça para os lados.
- É cada doido que a pessoa encontra aqui, tsk.
- Espera, eu me lembro desse nome, Eduardo, não é aquele que estava sendo considerado o predileto para o cargo de guerreiro. Ouvi dizer que ele mostrou seu poder fora da área de treinamento somente para assustar os adversários – Disse Karla – Eric, toma cuidado com ele, ele é forte!
- Legal.
Eduardo começou a andar para esquerda e Eric fez o movimento contrário, quando aquele andou para frente, este andou para trás.
- Não dá para saber a força dele, ele não faz nenhuma questão de fazer o primeiro ataque, mas sabe que é perigoso ficar próximo. Dividirei minha mana para criar até sete armas, melhor não arriscar – Pensou Eduardo.
Eduardo criou uma lança roxa e fez alguns movimentos rápidos para testá-la antes de atacar.
- Roxo, já ouvi falar que essa é a cor que representa a morte – Comentou Eric.
- É? Então morra.
Eduardo usou uma estocagem, mas Eric desviou a tempo. Moveu sucessivamente a lâmina variando entre ataques laterais e estocadas, não dando tempo de seu adversário atacar.
- Ele tá perdendo – Afirmou David.
- Não, ele só está brincando. Putz, achava que ele lutaria sério pelo menos aqui – Resmungou Klaus.
- Brincando?
- Olha, ele ainda está rindo.
Os ataques continuaram e Eric não demonstrava sinais de cansaço. Num ataque direcionado aos seus pés, ele pulou tentando ir para trás do adversário, Eduardo aproveitou a chance para tentar acertá-lo com a parte de trás da lança. Assim que a mesma encostou em Eric, ele tomou uma posição séria, chuto-a com uma das pernas, se equilibrou com as duas mãos no chão e chutou a coluna de seu oponente com a outra perna. A lança quebrou e Eduardo foi empurrado para longe.
- Será que ele adivinhou que eu podia transformar a parte cega em uma lança? Não, acho que não.
- Haha, parece que vou ter de começar a atacar também – Disse Eric mostrando a língua e coçando a cabeça.
Eduardo criou outra lança e voltou aos seus ataques. Agora Eric desviava com mais fervor, dando espaço para alguns chutes e socos fracos e aleatórios. No momento que uma estocada ia atingi-lo deu um pulo para trás. Eduardo movimentou as mãos e liberou mais mana, fazendo sua lança crescer e lançar Eric contra os limites de campo. A arma quebrou e desapareceu, deixando-o com um pequeno buraco no peito.
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