Dança das Espadas
1 Prólogo
Há muitos anos, o mundo era e continua sendo de pura injustiça, mas houve uma época em que a única coisa que importava era a honra.
Honra, a única coisa que importava a uma pessoa comum, uma pessoa sem muitos privilégios.
Vamos chamar essa época de idade dos espadachins, já que nessa época, a espada era a arma mais letal, a mais temida e que deveria ser sinal de sua honra.
Espadas ao alto e no tórax dos inimigos, desafios, pelejas, crianças com seus heróis de guerra. Reinos inteiros com seus cavalheiros, escudeiros, arqueiros, todos unidos contra seus inimigos.
Porém, nem tudo é um mar de rosas. Depois de anos, décadas, séculos, nasceu um inimigo, ele era tão poderoso, que aconteceu um massacre.
O inimigo usava um tipo de arma desconhecida, que não era arco, nem espada, nem escudo, mas sim, algo chamado rifles, que faziam as espadas inúteis, as balas atingiam os soldados no peito e os matava na hora com horror nos olhos.
Depois de anos, essas armas ficaram disponíveis para o uso do povo, que deixou a espada de lado para usar as armas. Com o tempo, essas armas começaram a ficar mais avançadas e perigosas, ainda para piorar um rei malvado no comando de sua fabricação e exército com seus três magos das trevas. O rei fez um acordo com esses magos para que eles melhorassem essas armas em troca de lhes conceder um desejo. Os magos depois de algum tempo, aceitaram a proposta do rei, mas o desejo deles era que todos os espadachins e o que eles chamavam de atrasados devia ser aprisionados num objeto mágico criado por eles, que ficou conhecido como o poderoso santo graal. Eles deram o cálice mágico ao rei, que após ter sua parte do acordo cumprida, ordenou ao seu exército com armas evoluídas atrás do povo e com o cálice amaldiçoado, o rei fez o combinado. Povos inteiros foram aprisionados dentro do objeto que era uma chave para uma dimensão onde o tempo não andava, era parado, as pessoas eram condenadas a viverem para sempre ali, apenas observando seu mundo ser destruído, mas sempre na escuridão tem um feixe de luz.
Uma mulher com um bebê no meio da luz de magia negra que puxava todos para dentro do cálice, conseguiu fugir para uma casa isolada no meio da floresta onde um homem morava sozinho. A mulher deixou o bebê na porta desse homem com um bilhete dizendo:
“As espadas estão mortas”
A mulher era uma grande guerreira, deixou seu filho na porta do homem, empunhou a espada e voltou para o raio de luz do objeto negro. Sabendo que nunca voltaria
No dia seguinte, o homem que morava na casa acordou com um choro de criança em sua porta, assim que abriu a porta, o Sol iluminou seu rosto com marcas do tempo, olhos castanhos claros, uma boca com um sorriso chamativo, um homem alto e guerreiro aposentado.
O homem olhou para o chão e viu a criança se mexendo desamparada em meio a panos, pegou o neném em seus braços, achou o bilhete em suas vestes, o leu, levantou seu olhar ao bebê e pensou: “Pobre criança”.
O homem se chamava Aedan, casado com uma mulher jovem chamada Jane, que ao ver o bebê perguntou:
– De quem é?
– Das espadas – respondeu ele, com preocupação.
– Tire ele daqui agora! – respondeu ela com desprezo – Você sabe o que eles fazem com os espadachins e ainda mais com quem cuida deles?
– Eu sei – respondeu ele – Por isso, eu irei cuidar dele. Se lembra do que eu te disse quando nos casamos sobre a vida queríamos ter.
– Lembro – respondeu ela – Você queria uma vida feita de riscos... Espera, nem pense nisso!
– Assim serei feliz – disse ele olhando para ele com a criança agora calma em seus braços – Ele poderá ser nosso filho, se quiser.
Jane olhou para a criança e sentiu pena da mãe dela que aquela altura poderia estar morta.
– Está bem – respondeu ela com um sorriso, então Aedan sorriu mais ainda – Mas eu decido o nome dele.
– Como quiser amor – respondeu com alegria nas palavras. – Então como será o nome dele?
– Vou pensar ainda — disse ela se retirando e indo para a cozinha. Aedan olhou para o menino e fiz uma promessa ao neném.
– Você é o último dos espadachins, garoto. Vou treiná-lo para vingar sua família, daqueles que os levaram para sabe Deus onde. Você merece saber isso sempre.
Assim se passaram os anos, o garoto cresceu, sabendo de tudo, de sua mãe, de tudo e isso alimentou seu ódio pelos que a levaram e jurou vinga-la, mas longe dali, em uma caverna afastada dentro do Santo Graal estava sua mãe viva, vendo tudo aquilo e não podendo fazer nada para conter sua fúria.
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