Notas iniciais
Ciao! Voltei para terminar a maratona de atualizações! Agradeço a todos que comentaram nos capítulos passados, estou no processo de responder a todos eles ainda, mas eu vou terminar! Obrigada pelo apoio de sempre meninas! ♥ Minha estrelinha cadente de hoje é a Little Fairy que recomendeu a fic! Obrigada mana, este capitulo é todinho seu! (não me odeie, please) Boa Leitura!

Encarei William e Oliver de longe e sorri levemente com a cena.

Hoje era o dia de alta de William, a primeira vez que todos poderíamos realmente respirar fundo depois da semana conturbada e problemática que tivemos. Eu ri ao lembrar que no começo da semana, a minha gravidez era o maior dos meus problemas.

Observei superficialmente um folheto sobre uma campanha de doação de sangue que o hospital iria anfitriar no próximo mês para aumentar os números do banco de sangue que estavam quase entrando em estado de emergência e ouvi William rir de seu quarto. Levantei o olhar novamente e encontrei ele, Oliver e Isabel no quarto. Ela assinou a prontuário dele com floreio e ele sorriu para a médica parecendo aliviado. Eu conhecia aquela sensação como ninguém. Logo depois, Oliver assinou e William também.

— O garoto já está indo? — perguntou Sara aparecendo ao meu lado e eu assenti. — Eu vou sentir falta dele, mas não conte para ninguém.

— Meus lábios estão selados. — eu disse revirando os olhos. Não era segredo para ninguém que William era o paciente VIP de Sara e Oliver e ás vezes os dois nem tentavam esconder isso.

— A assistente social já entrou em contato com vocês sobre os papéis da guarda dele?

— Ainda não. William vai ficar na instituição por dois dias. O juiz aprovou, e Will vai poder continuar com as seções junto com Billy. — eu disse dando ombros levemente. — Até que os papéis cheguem em minhas mãos, ele não pode ficar conosco em casa dada a última experiência dele com Samantha.

— Eu ainda não acredito que no que ela fez, Lis. — ela suspirou baixinho e eu também.

— Eu também não, mas hey... Acho que tenho duas crianças para cuidar agora. — eu disse sorrindo levemente e Sara bufou uma risada. — Pelo menos com uma, eu passei a temporada de cólicas, fraldas sujas e noites mal-dormidas. Sorte á minha.

Voltei meu olhar para o quarto de William e o encontrei abraçando Isabel de leve o que emocionou bastante a doutora que tentou se recompor discretamente, mas não conseguiu. Oliver estava segurando sua mochila com as trocas de roupas necessárias para a breve estadia que ele iria passar na instituição e o aguardava com um sorriso pequeno.

Imagine a minha surpresa quando Billy cruzou o estacionamento correndo e me disse que Samantha Clayton havia se suicidado. Eu quase desmaiei pela segunda vez em um intervalo de horas muito curto, mas a preocupação com o futuro de William me fez ter uma descarga louca de ansiedade e adrenalina que não deviam ser bom para saúde de uma mulher grávida.

Voltamos para o hospital e Billy contou toda a história. Samantha havia deixado o hospital hoje de manhã e tinha ido trabalhar, mas saiu de repente e foi vista horas depois pelos vinhos indo para casa. Logo depois disso um tiro foi ouvido e depois mais um. O casal de velhinhos que havia socorrido William ontem, chamou a polícia e uma ambulância novamente, mas não teve como socorrer ninguém.

Samantha havia matado Colin e se suicidado em seguida.

Uma assistente social chegou no hospital naquela noite e notificou William que mal piscou os olhos ao ouvir a notícia e explicou os protocolos que deveríamos todos seguir dada a situação dele. Eu pensei que ele iria ser posto no sistema de adoção do estado, mas Nancy disse que não e me apresentou um documento que tinha o nome de Samantha, o nome de William e o meu nome ali.

Antes de morrer, Samantha havia transferido a guarda de William para mim.

Eu tinha pelo menos 72 horas para apresentar um partido sobre aquele documento antes que William fosse empurrado para dentro de um sistema de lares adotivos. Então, eu peguei o telefone pessoal de Nancy e fui para casa com Oliver.

Tomei um longo banho e tomei um taça cheia de vinho porque eu precisava desesperadamente dela e nem mesmo o olhar feio que Oliver me deu me fez parar desta vez. Ele suspirou e me acompanhou e bêbados traçamos o melhor plano do mundo que botamos em prática no dia seguinte.

O teste de DNA foi o primeiro exame feito pelo laboratório do hospital daquele dia e Oliver fez questão de manter toda a confidencialidade possível dada a situação que estávamos. Tivemos o horário de visitas onde Zoe, Dinah e René apareceram para ver Will seguidos por Curtis, Barry e Patty. Todos trouxeram presentes e comidas que tivemos que esconder de Helen, a chefe das enfermeiras e chefe de Sara, antes que ela visse e jogasse tudo fora.

Aquele pudim de chocolate valeu a pena todo o risco. O resultado do teste só sairia a tarde, então nesse meio tempo Oliver foi para mais uma consulta com Masseo e eu passei o dia com Will e Billy. O almoço foi com Robert que havia voltado de férias e com Thea que veio checar William e oferecer a instituição por quanto tempo ele precisasse e quisesse. Oliver se juntou á nós para sobremesa.

O resultado saiu e Oliver e eu voltamos para a sala de descanso da ala de urologia que estava mais uma vez, deserta e eu abri o envelope com o resultado que mudaria a vida de todos nós. E aí eu quase desmaiei pela terceira vez em poucas horas de novo, mas desta vez de felicidade? Existia algo assim? Desmaio de felicidade? Eu não sabia, mas era o que senti lendo que o resultado era negativo e que William e Oliver tinham exatamente 3,42% de compatibilidade. E isso era devido ao mesmo tipo sanguíneo que eles compartilhavam.

Eu conseguia ver um peso invisível sair dos ombros de Oliver quando eu disse o resultado em voz alta e depois mostrei a folha para ele. Nos abraçamos por pelo menos quinze minutos antes de irmos ver William novamente. O resto das decisões foram feitas facilmente depois disso, incluindo assumir a guarda de William.

Depois de entrevistas, revistas em casa, na empresa e no hospital, eu e Oliver fomos considerados aptos suficiente para cuidar de William. Assim como era o desejo de Samantha, mas oficialmente a guarda dele era minha agora. E tudo que era meu, era de Oliver também.

Hoje era dia de alta dele. Era um pouco chato não podermos levar ele para casa hoje, mas eu estava satisfeita com o fato que ele não iria para um lar adotivo ou qualquer outro lugar.

— Hey... — eu disse assim que vi os dois saindo do quarto e algumas meninas da equipe de Sara entrarem e começarem a trocar os lençóis para o próximo paciente que viria. — Vamos? Estão todos esperando para o brunch.

Eles assentiram e depois de William se despedir de Sara e Helen, nós fomos direto para instituição onde todos esperavam William como uma pequena festa de boas-vindas e brunch. Thea havia se certificado que tudo ocorreria bem e até já estava chamando William de sobrinho o que fazia o garoto corar feito tomate.

Sorri ao lembrar sobre o momento em que Nancy e eu fomos explicar a situação da guarda de William para ele mesmo e ele foi o que levou mais na boa possível, e aceitou sem reservas ou debates entrar no plano de saúde maravilhoso que Oliver e eu tínhamos em conjunto o que fez sua conta no hospital sair pela metade do preço. Estamos falando de seis dígitos irem para cinco, o que era ótimo.

Quanto aos arranjos de moradia, William já recuava um pouco. Eu não deixaria ele voltar para sua antiga casa e mesmo que fosse muito atraente, ele não poderia morar na instituição por mais de quinze dias. Então, Oliver e eu arrumamos um dos quartos de hóspedes do nosso apartamento para William.

O garoto poderia decorar do jeito que quisesse depois. Will não parecia ser muito fã da ideia, mas antes que minhas paranoias tomassem conta do volante, ele me explicou que se sentia quase que uma imposição na minha vida e na de Oliver. Absurdo. E eu deixei Oliver explicar essa para ele.

A atitude do garoto melhorou depois da conversa com meu marido.

— A que horas é o jantar hoje? — perguntou William do banco de trás assim que entramos na avenida em direção a instituição.

— Ás 20h. Se você quiser, pode chamar Zoey para ir. Dinah disse que ela e René iriam passar a noite na instituição com ela para acampar e estudar algumas estrelas. — eu ofereci e ele assentiu sorrindo um pouco. Ele e Zoey haviam se aproximado ainda mais depois de tudo o que aconteceu. — E René vai dar uma olhada no encanamento de um dos banheiros, uma das crianças tentou dar descarga em uma bola de slime aparentemente...

Quando chegamos ao estacionamento, eu tirei meu cinto de segurança e me virei para William. Ele estava parado no lugar ainda com o seu próprio cinto, enquanto olhava para o prédio da instituição meio que nostálgico? Não sabia ao certo, mas seus olhos deixavam escapar que sua mente estava longe.

Me vire para Oliver que também estava observando ele e notei o mesmo olhar

— Hey... Estamos prontos? Porque eu quero pelo menos uns três cachorros-quentes. — eu disse pegando minha bolsa aos meus pés e despertando os dois daquele transe estranho e melancólico.

Eles assentiram e saíram do carro logo depois de mim. Prometi a mim mesma que nunca deixaria os dois vagarem por muito tempo demais em memórias dolorosas, o que estava feito, estava feito. Não poderíamos mudar.

Agora o que fazemos com tudo o que aconteceu é o que realmente importa.

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No dia no funeral de Samantha, Oliver se refugiou no hospital. Nossas rotinas haviam voltado ao normal na medida do possível e ele usou essa desculpa para pular o evento e não magoar William. O cemitério estava vazio, e na cerimônia de Samantha só havia eu, Will e o padre que rezou pela alma de Samantha.

Ninguém além de nós apareceu.

William não falou nada o enterro inteiro, mas seguiu o roteiro. Foi o primeiro á pegar a pá e jogar o primeiro monte de terra em cima do caixão e depois foi o primeiro á colocar flores em sua lápide. "Samantha Clayton". Era tudo que a pedra dizia. William não quis adicionar mais nada, e eu não o culpei. Apenas fiquei ao seu lado durante o negócio inteiro.

Depois disso deixei ele na instituição para arrumar suas malas e corri até a empresa para pegar o envelope pardo que deixei na mesa do meu escritório. A minha vida profissional foi a única que não foi abalada por toda série de eventos, Curtis e eu conseguimos entregar todos os projetos nas datas corretas e a maioria deles foi aprovado pela diretoria e o conselho. O ano que vem seria cheio de lançamentos e eu estava animada para isso, por mais que ano que vem eu também teria uma criança explodindo para fora da minha vagina.

Pousei minha mão em minha barriga que tinha dois centímetros de ondulação agora. Eu havia completado um mês á poucos dias e já havia notado algumas sutis diferenças como seios levemente doloridos, a minha pele ficando um pouco mais oleosa e aqueles dois centímetros de ondulação na região do meu ventre. Eu não estava louca porque eu ainda tinha minhas medições para o vestido do casamento. A ideia desses dois centímetros serem o meu filho era bem mais agradável do que dois centímetros de quilos á mais que ganhei durante todo o tempo-espaço entre as datas. E eu vomitei muito durante alguns dias, qual é, era o bebê.

Lógico que era.

— Você quer ficar aqui um pouquinho enquanto eu vou para minha consulta ou quer vir comigo? Sara ainda sente sua falta, sabia? — eu perguntei balançando minhas sobrancelhas o que fez Zoey rir levemente e William revirar os olhos.

Ele parecia bem mais leve depois do funeral.

— Acho que vou ficar por aqui, toda vez que eu entro naquele hospital eu sou espetado. — ele disse defensivamente e foi a minha vez de revirar os olhos.

— Volto em no máximo uma hora. Depois vamos pegar uma pizza para a noite de cinema. — eu disse balançando seu cabelo e ele assentiu. — Qualquer coisa, me ligue ou grite por Thea, okay? Não se divirtam muito sem mim!

Fui direto para o hospital. Precisava checar Oliver e nosso bebê hoje. A primeira consulta marcada por Sara com a Dra. Makenna Hall foi remarcada duas vezes até eu decidir esperar a poeira baixar um pouquinho para ter a febre de bebê com calma. E sim, eu marquei para hoje especialmente porque não queria que Oliver ficasse ranzinza pelo resto do dia. Nem Samantha iria atrapalhar isso de seu túmulo.

O pessoal do hospital já estavam acostumados com a minha presença agora, e eu conhecia a equipe que trabalhava com Oliver por nome e ainda recebia vários convites para churrascos e jantares. Eu fiz meu marido aceitar um em especial de Ray em que ele convidou todos os atendentes para um churrasco em sua casa e Oliver não quis ir, mas eu fiz ele ir.

E adivinha quem se divertiu mais do que ninguém? Aham, meu marido.

Passei por Helen e Sara que discutiam observando uma escala de horários que eu não conseguiria entender nem pela minha vida e fui direto para o escritório de Robert que Oliver monopolizava pela maior parte do tempo. Os dois trabalhavam juntos em vários casos e eu sempre os achava empoleirados sobre chapas de raio-X e tomografias com diferentes cabeças.

Hoje não foi exceção.

— Okay, eu sinto muito acabar com a diversão de vocês, mas eu vim resgatar o Jr. porque precisamos ir conhecer o nosso Jr. — eu disse entrando no escritório e encontrando os dois desenhando em um quadro branco.

Epifania Sheppard era o que eu chamava isso.

Robert riu levemente e continuou desenhando o que parecia ser uma coluna cervical com vértebras e tudo mais. Oliver largou os canetões coloridos sorrindo levemente e tirou o jaleco. Ele havia prometido que seria marido e pai hoje, deixando o doutor do lado de fora do consultório de Makenna.

— Me traga uma foto do meu neto quando terminarem, por favor. — pediu Robert e eu assenti com um leve sorriso. — Eu mal posso esperar para o jantar de hoje. Moira, talvez, desmaie.

Oliver riu maneando a cabeça e deixamos Robert e seus desenhos.

Meu marido foi parado no corredor algumas vezes, mas eu havia calculado isso no meu itinerário também para que não nos atrasássemos e notei como ele foi paciente com cada um dos internos que vinha pedir sua assinatura ou permissão para fazer alguma coisa. Alex era o meu preferido, ele era o que mais ia em casa e até comemos comida chinesa todos juntos uma vez enquanto eles estudavam um caso impossível. E essa coisa de "impossível" não existia no vocabulário de Oliver.

Makenna nos recepcionou com um sorriso caloroso e nos direcionou até a sua sala de consultório. Era bem aconchegante, levemente menor do que a sala de Robert, mas ela com certeza tinha mais decorações ao redor do lugar. Nós conversamos um pouco, ela me perguntou sobre os enjoos e outros sintomas que eu estava sentindo e ela me deu opções de como montar meu pré-natal e os tipos diferentes de parto.

Olhei ao redor e vi uma porta anexada. Fomos para lá em seguida. Era um espaço quase igual ao seu escritório, porém tinha vários tipos de aparelhos encostados na parede ao lado de uma maca que parecia bem mais confortável do que qualquer outra do hospital. E um banheiro na direção oposta.

Eu entreguei meus exames para ela e fui me trocar. Conseguia ouvir eles debaterem sobre meus níveis de ferro e cálcio enquanto chutava os sapatos de lado e escorregava o casaco pelos braços. Tirei o vestido preto tubinho que havia escolhido para hoje e vesti o pijama hospitalar que tinha uma fenda bem em cima da minha barriga. Sorri ao ver uma pequena faixa de pele ali e deixei minhas roupas penduradas em um cabide em um gancho atrás da porta. Peguei meu celular e tirei uma foto no espelho. Eu iria fazer um baby book e ninguém iria me impedir.

Ressurgi no consultório e Oliver sorriu ao me ver. Ele me ajudou a subir na maca super confortável e ficou ao meu lado. Makenna checou todos os meus sinais, me mediu e me pesou. E depois fomos em direção ás maquinas dela. Vários eletrodos foram grudados em mim e na minha barriga, eu não estava entendendo bulhufas, mas Makenna e Oliver pareciam gostar do que viam ali.

— Okay. Vamos ver o bebê. Podemos ouvir o batimento cardíaco dele e dar uma espiada no que ele anda aprontando dentro da sua barriga. — ela disse e eu assenti sorrindo tranquila.

Aquele famoso gel foi posto na minha pele e não era gelado como todos os filmes e séries falavam que era. Era morno e azul. O controle foi posto contra minha pele e vibrou levemente fazendo cócegas. Oliver sorriu sabendo disso e beijou uma de minhas mãos com carinho.

— Prontos?

Eu assenti em resposta sem tirar os olhos do meu marido e assisti ele ficar surpreso e com os olhos cheio de emoção assim que um barulhinho ritmado e alto soou pela sala. A curiosidade me venceu e eu olhei para a tela onde duas linhas subiam e desciam enquanto o barulhinho soava.

— É normal soar como uma metralhadora? — eu perguntei levemente preocupada e Makenna riu e Oliver bufou ao meu lado.

— Sim.

— Ok. Legal.

— Essa pequena metralhadora está ótima pelo que eu consigo ver, agora vamos dar uma espiadinha no que está acontecendo dentro da sua barriga... — ela disse e voltou a mexer o controle sob minha pele aplicando um pouco mais de pressão.

As cócegas foram esquecidas quando eu comecei a refletir sobre o ultrassom. Será que isso fazia algo para o bebê? Porque eu não sei o que fazer se ele sair de mim radioativo. Com certeza iria dar uma festa com temas de super-heróis, mas depois o que? Dançar macarena com meu filho verde?

Dei um leve suspiro e tentei calar as paranoias da minha mente. Makenna então fez aparecer na pequena televisão com várias telinhas em preto e branco. Oito no total, todas elas de um ângulo diferente, eu acho. Não tinha certeza. Para mim parecia tudo igual e nem parecia que tinha um bebê ali.

— Pessoal... — eu comecei e apertei a mão de Oliver.

— O que?

— Cadê o bebê? — perguntei preocupada e os dois riram de mim.

— O seu bebê está do tamanho de uma uva agora, Felicity. E ele ou ela está bem aqui... — ela disse apontando para um borrinho pequeno perto da curva do meu abdômen, acho que perto do meu umbigo também. Novamente, eu não tinha certeza.

— Oh...

Foi tudo que eu disse em resposta e reação. Não estava com vontade de chorar ou fazer qualquer outra coisa dramática, pensei que iria, mas não, porque o meu mundo se tornou do tamanho de uma uva e eu estava processando isso ainda e quase me borrando nas calças. Tem realmente alguém crescendo dentro de mim. Bom... Caralho. Olhei para Oliver e o encontrei já me observando. Ele parecia sereno e feliz.

Ele franziu as sobrancelhas para mim em uma clara pergunta se eu estava bem e eu assenti levemente.

— Vou dar para vocês uma chapa e duas impressões, okay? Mas ninguém aqui ouviu falar em tratamento especial, capitche? — perguntou Makenna erguendo uma sobrancelhas para nós dois e nós assentimos sorrindo. — Oliver, consegue fazer um favor para mim?

Meu marido assentiu levemente.

— A Zoe está no posto de enfermagem, pode pedir para ela um plano de pré-natal novo e um bloco de receituário para mim? — pediu a doutora e ele assentiu beijando minha testa.

— Já volto.

Assim que ele saiu pela porta, Makenna limpou minha barriga com um lenço umedecido e sorriu para mim. Ela colocou sua impressora para funcionar e se virou para mim em seu banquinho com rodinhas.

— Eu sei que parece assustador agora, Felicity. O negócio todo de ter a ficha caindo, mas saiba que seu bebê está saudável, bem, e vai ter os melhores pais do mundo e não só porque um é médico e o outro é um gênio certificado, mas simplesmente pelo fato de amarem ele com seus seres inteiros. — ela disse pegando minha mão levemente e apertando em seguida. — Não se culpe por não ter chorado como a maioria das outras mães fazem, confie em mim quando eu digo que até esse bebê sair, você vai fazer isso muito ainda...

Bufei uma risada e permiti que suas palavras me confortassem.

— Se deixe curar de todo o estresse que vocês estão passando e comece a curtir sua gravidez. Suas emoções ainda irão te fazer subir pelas paredes e fazer Oliver chorar em posição fetal... — ela disse sorrindo e eu ri mais um pouco. — Eu vou te passar as vitaminas que você precisa começar a tomar e eu tenho certeza que Oliver vai te manter na linha.

— Oh, você não tem ideia de como ele consegue ficar paranoico. — eu resmunguei me sentando mais ereta e ela riu. — Falando em manter a linha, eu realmente vou ter que ficar sem café e sem vinho durante nove meses?

— Cafeína e álcool não são proibidos durante a gravidez, isso é um mito, mas também não são hábitos interessantes para se cultivar durante a gestação. Oliver comentou comigo que você é movida por café, então se você conseguir converter para o descafeinado e em menor quantidade não vejo problema algum. — ela disse e eu assenti levemente. Descafeinado não era tão ruim assim. — Vamos manter quatro vezes na semana? E o vinho duas vez na semana? Se você começar a tomar suco de uva natural, não vai sentir falta do álcool. Pode confiar.

Eu assenti levemente e guardei essas informações novas.

— Tente ficar longe de alimentos crus e produtos não-pasteurizados, esses são proibidos. Não pense nem em imaginar chegar perto destes, okay? — ela perguntou me dando um olhar intenso e eu assenti. — Diminua seu tempo na academia se você frequentar e não faça muita musculação com pesos a cima de dez quilos. Quanto a atividade sexual, se for recorrente, aconselho a se voltarem para as posições que não coloquem muito peso sobre o seu quadril ou barriga a partir do sexto mês...

Eu poderia ser nomeada a Sra. Cabeça de Tomate agora.

— Oliver provavelmente sabe disso, mas achei melhor falar só nós duas porque muitas mães ficam constrangidas. — ela disse sorrindo levemente e deu ombros levemente como se fosse algo natural. E talvez fosse. — Aí, mais para frente, dependendo de como sua barriga crescer, nós voltamos nesse tópico, okay?

Assenti tentando me concentrar em qualquer outra coisa. Era um truque meu para fazer o meu rubor passar mais rápido. E eu escolhi o meu bebê. Porque Makenna me entregou as impressões, a chapa do ultrassom e um CD em seguida e eu sorri um pouco mais.

Oliver voltou logo em seguida e eu me recusei a voltar a corar.

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— Não que eu não esteja feliz com meu trabalho, porque eu estou, mas eu quero minhas férias. — resmungou Tommy e eu revirei os olhos. — Uma praia deserta em Bali tem o meu nome e está me esperando.

— Literalmente. — disse Caitlin revirando os olhos.

— Você comprou uma ilha? — perguntou Oliver ao meu lado e Tommy assentiu. — Na Indonésia?

— Sim. Ela remota o suficiente para eu fazer tudo que eu quero fazer. — ele disse e cruzou as mãos atrás de sua cabeça. — Principalmente, as coisas sujas.

Eu queria vinho. Desesperadamente. Foi um dia horrível com um final muito bom. Conheci meu bebê e estava jantando com a minha família, mas eu queria muito uma taça de vinho. Algo que eu não receberia, por mais que Makenna tivesse me liberado, eu não iria arriscar.

Olhei ao redor com um suspiro satisfeito. Estávamos na Mansão Queen onde havíamos jantado. Thea, Roy, Tommy e Caitlin dominavam um dos sofás. Robert e Moira estavam empoleirados em um poltrona perto da lareira. Eu e Oliver estávamos em outro sofá enquanto William e Zoe estavam no chão aos nossos pés tentando descobrir a resposta para um enigma que Robert havia passado aos dois assim que chegamos. Dinah e René tiveram um encontro hoje, então trouxemos Zoe conosco. Eu admito que até tive um pouco de dificuldade, mas eu já sabia a resposta o que deixou os dois pré-adolescentes irritados.

— Muito bem, eu gostaria de falar algumas palavras, se vocês não se importam. — disse Robert se levantando da poltrona com Moira ao seu lado. Ele tinha a atenção de todos agora. — Nós sabemos que a vida não é fácil, temos que penar algumas vezes para valorizarmos o que realmente temos e o que não é passageiro. Meu casamento com Moira já passou por algumas lombadas, mas eu acho que falo por nós dois quando digo que o maior e melhor trabalho que fizemos foi criar vocês dois.

— Eu tomei quatro doses de uísque, pai. Não me faça chorar. — disse Thea quando Robert apontou para ela e Oliver.

Todos nós rimos e ela revirou os olhos.

— A verdade é que por mais que as coisas possam dar errado e tudo parece um caos, nós precisamos ter algo que nos puxe para terra firme. Uma âncora. — disse Moira e sua mão entrelaçou com a de Robert. — E temos que saber a hora certa de lançar ela ao mar e a hora certa de resgatá-la da água também. Meu maior orgulho são meus filhos. Meu lindo menino que se tornou alguém muito melhor do que eu poderia imaginar.

— Acho que eu vou chorar agora... — disse Oliver e todos riram.

Eu entrelacei meus dedos com os dele e deitei minha cabeça em seu ombro.

— Nós vimos você atingir seus objetivos, se apaixonar por uma mulher mais do que excepcional e ser feliz. E tudo que queremos para você é uma vida inteira de felicidade, querido. — disse Moira erguendo sua taça de licor em direção ao meu marido que sorriu levemente. — Mas também tivemos você, Thea.

— Oh não...

Bufei uma risada com o tom de medo na voz de Thea.

— Você salvou o nosso casamento, Speedy. Se não tivesse sido por você, não estaríamos aproveitando um belo jantar como uma família. O seu nascimento trouxe todos nós de volta. Você ainda é a cola que nos prende. — disse Robert e eu vi os olhos de Thea ficarem marejados. — Eu sei que não somos os melhores pais do mundo o tempo inteiro, mas saiba que sempre estaremos aqui. Você se tornou uma mulher maravilhosa, e eu tive o imenso prazer se assistir você se tornar ela de camarote.

— Nossa família não estaria completa sem vocês... — disse Moira olhando para Tommy, Cait e para mim. — Vocês são parte dela também. Não podemos celebrar nada se não estiverem aqui conosco, porque tudo iria parecer incompleto. E agora com a chegada do meu primeiro neto, eu quero dar alguns presentes.

Eu gelei. Oliver apertou minha mão. Olhei para Robert e ele negou discretamente.

— William? Você nos aceitaria como seus avós?

Will olhou para Moira que oferecia uma caixinha preta com um laço vermelho para ele. Oh meu Deus. Senti meu coração querer explodir com tanto amor que eu estava sentindo agora. O garoto parecia estar sem palavras. Ele apenas assentiu levemente e aceitou a caixinha das mãos de Moira. O laço foi desfeito e um relógio foi apresentado á todos. Não era nada extravagante como ouro, ponteiros em número romanos ou qualquer outra coisa. Era pequeno, preto com pulseiras de couro combinando.

— Meu pai sempre disse que o primeiro relógio de um filho teria que ser um de seu pai... Eu dei o meu primeiro relógio para o meu filho, mas ele não cuidou muito bem dele. Essa pequena rachadura é a prova viva disso. — disse Robert se abaixando um pouco na frente de William para mostrar um arranhãozinho de nada e Oliver revirou os olhos dramaticamente. — Algo me diz que você será melhor. Posso confiar ele á você?

William assentiu com firmeza agarrando o relógio como se fosse algo extremamente valioso. Talvez fosse. Robert bagunçou o cabelo de William e o garoto riu e colocou o relógio no pulso, e até que combinou com ele.

— Você quer lenços?

Me virei para Roy que estava esfregando o braço de Thea e ela estava chorando. Ela assentiu fracamente e Roy se levantou do sofá e pegou alguns lenços perto da lareia para Thea que aceitou e culpou a bebida. Enquanto ela enxugava as lágrimas e tentava limpar o rímel melado, Roy ficou de joelhos e tirou uma caixinha de veludo do bolso da calça.

— Oh meu...

Faço as palavras de Caitlin, as minhas. Na verdade, as de todo mundo ali.

— Eu sei que você já tem tudo que pode querer ou desejar, mas eu não. Na nossa maior briga você me disse para decidir o que eu queria do meu futuro e ele se resume a você... — ele disse e eu prendi minha respiração.

— Sim! Sim! — ela exclamou e todos riram.

— Merda, foi mais fácil do que você disse que seria, cara. — disse Roy para Oliver que deu ombros sorrindo. O anel com um diamante bem grande e bem vermelho foi deslizado para o dedo anelar da minha cunhada e nós o atacamos com felicitações.

— Minha vez! — eu disse me levantando. Fui até o hall de entrada onde havia deixado minha sacola misteriosa e voltei a tempo de ver William no final de um abraço com Moira e Robert. — Isso é para você.

— Felicity...

— Você acabou de ganhar um presente caro e vai reclamar de um que eu não paguei nem quarenta dólares? — eu perguntei quando vi ele hesitando em pegar a sacola de minhas mãos.

Ele suspirou e aceitou a sacola. Tirou todo o papel que tinha ali e puxou um moleton verde escuro dali. Ele riu e depois me encarou tentando parecer irritado e depois virou a estampa para todos nós. "Eu não fui planejado!". Todos riram e ele sorriu levemente e vestiu o moletom, caiu como uma luva ao redor dele.

— Tem mais... — Oliver disse quando eu voltei a me sentar ao seu lado.

William voltou a mexer na sacola e arrancou mais papel de lá e depois puxou o tecido verde escuro que combinava com seu moletom. Ele abriu e virou para nós dois boquiaberto. Chocado seria apenas o começo para descrever sua reação. Eu ri levemente e Oliver também.

— O que é? — perguntou Tommy.

William expôs o pequeno body para todos verem, na frente dizia: "Eu também não!".

Foi um inferno depois disso. Do melhor jeito possível.

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William conseguia ser um merdinha quando ele queria. Especialmente em relação ao seu quarto. Depois de darmos carta branca para ele reformar e decorar do jeito que ele quisesse, fora quase um parto escolher uma cor nova para as paredes e depois mais um parto para pintá-las já que ele queria fazer tudo ele mesmo. Os móveis foram as únicas coisas das quais ele pediu alguma opinião e Oliver e ele foram até a IKEA mais próxima para resolver isso e me deixaram em casa dizendo algo sobre pouco senso de profundidade e obsessão por colchões. Eu não levei para o pessoa no entanto.

Entrei no quarto de William e olhei ao redor. Suas paredes que uma vez foram brancas e azuis, agora eram verdes escuras, dois tons abaixo do verde abacate e um tom acima do verde musgo. Ele e Oliver haviam montado suas estantes ontem que estavam recheadas com livros de física, ficção e os da escola também. Ele tinha uma escrivaninha que eu havia montado sozinha com alguns cadernos e sua própria estação. Thea e Roy haviam dado para ele, depois de algumas dicas minhas, sua própria estação de monitores. Dois monitores grandes na parede em cima da mesa e três embaixo se você contasse o notebook principal que ele havia ganhado de Dinah, René e Zoe de aniversário atrasado. Nós havíamos perdido o deste ano, mas ele ainda estava ganhando presentes.

O quarto ficava vazio sem a cama de casal que havíamos doado para uma das famílias atendida pela instituição junto com outros móveis que William não queria. Ele disse que era estranho dormir em uma cama tão grande, por isso ele e Oliver voltaram para a IKEA atrás de uma cama nova porque ele não iria dormir no sofá mais uma semana, por mais que ele gostasse de ter a televisão só para ele durante a noite inteira.

A minha parte favorita de tudo isso era o seu closet. Ainda era menor do que o meu e o de Oliver, mas era grande suficiente e estava abarrotado de roupas. William era um garoto com um senso de estilo muito básico e depois de eu, não tão acidentalmente, tingir suas roupas de rosa com um sutiã vermelho meu, ele aceitou ir as compras. Ele tinha mais roupas do que Oliver agora, e isso já dizia muito.

Fui espiar seu banheiro e notei que ele havia lavado o mesmo como eu pedi ontem. No começo, ele também não gostou muito da janela do chão ao teto, mas havia superado isso como eu. Ele não quis mudar nada no banheiro, mas disse que não sabia o que fazer com a banheira. Naquele dia eu dei uma bomba de sais de banho para ele e na manhã seguinte ele disse que havia descoberto um novo propósito para a banheira, mas que havia entupido a coisa inteira. Eu resolvi o problema, mas deixei a bagunça para ele limpar.

Fui até o outro quarto de hóspedes que estava sob reforma também e sorri.

Não era nada além de um quarto vazio com paredes azuis claras que me lembravam um céu limpo de outono. Estávamos começando aqui ainda, mas William e Oliver eram os mais envolvidos. Depois de pintarem o quarto de William, eles foram para o quarto do bebê com os pincéis e rolos.

— Okay... Parou.

Voltei para o corredor a tempo de ver Oliver e William tirando três caixas e um rolo de alguma coisa do elevador. Eles tiraram uma a uma e as encostaram no hall de entrada.

— Isso é mais de uma cama... — eu disse rindo e me aproximando.

— Isso é a cama. Isso é o colchão. E esses dois são as prateleiras que você encomendou do bebê. — disse Oliver apontando para cada uma das caixas. — O prazo de entrega era longo demais, então retiramos lá.

Assenti levemente.

— Okay. Vocês vão montar tudo agora, ou já vamos sair? — perguntei.

— Estou com fome. — admitiu William.

Fui pegar um casaco e voltamos todos para o carro que cheirava a IKEA.

Acabamos no restaurante em que Oliver e eu tivemos nosso primeiro encontro por assim dizer e nos divertimos bastante. E foi onde William declarou que comida italiana era a melhor do mundo, o que horrorizou Oliver sendo que ele tinha um fraco por comida chinesa.

— Ahm, nós temos que ir para o hospital. — disse Oliver olhando algo na tela de seu celular. Seu cenho estava franzido e ele até tinha parado de comer sua sobremesa.

— Por que? — perguntei abaixando meu garfo.

— Vocês já notaram que a maioria das vezes que saímos acabamos indo lá também? — perguntou William com a boca cheia de brownie.

— Meu pai não disse o porquê, só disse que precisava de nós dois lá urgentemente. — ele respondeu e me mostrou a tela de seu celular.

"Pai: Consegue vir até o hospital com Felicity ainda hoje?"

"Pai: É urgente, não pode esperar."

Foi a minha vez de ficar preocupada. Isso era estranho e muito aleatório.

— Okay. Vamos terminar aqui e vamos até lá. — eu disse e comi o resto da minha banana split mais rápido do que eu normalmente faria. Oliver e William também.

Assim que voltamos para o carro dava para cortar uma fatia de climão.

Nada que fosse desconfortável, mas as mensagens de Robert me preocupavam mais do que eu queria admitir. William passou o tempo inteiro colado ao meu banco com o rosto sob o meu ombro, mas sem falar nada. Agradeci o consolo mudo que vinha dele e apertei a coxa de Oliver. Quando ele trocou de marcha, retribuiu o carinho.

O estacionamento do hospital estava vazio, e a maior parte das ambulâncias estavam ali. Não tinha ninguém correndo para entrar ou sair, então acho que era um bom sinal. Assim que entramos pela porto do pronto socorro, nada no mundo poderia estar mais calmo do que aqui. Sara estava de folga, então quem nos recepcionou fora Helen que disse que Robert e o diretor Jones estavam em uma das salas nos aguardando.

— Você quer entrar junto ou quer ficar aqui? — perguntei para William que apenas apertou minha mão. — Okay, vamos lá então.

Nosso relacionamento inteiro fora na base da honestidade e confiança, então eu confiava que o que for que Robert tinha a dizer junto com o diretor do hospital, Will poderia ouvir também.

Oliver abriu a porta para nós e entramos. Robert estava sem seu jaleco ou uniforme, vestido em roupas casuais assim como o homem ao seu lado. O estranho era mais velho, e tinha um ar de sabedoria o rondando, como um tipo de Yoda. Eles nos cumprimentaram e gesticularam as cadeiras para nós sentarmos. Eu o reconhecia de algum lugar, mas não sabia de onde.

— Muito bem, eu pedi para vocês virem aqui porque temos dois assuntos muito sérios para tratar. Eu sou o Dr. Finn Jones e dirijo o hospital, nós nos conhecemos brevemente na Festa de Natal dos Queen ano passado. — ele disse e eu sorri levemente apertando sua mão.

— Sim sim, eu me lembro. Prazer em revê-lo. — eu disse e me sentei ao lado de Oliver.

— Bom, o primeiro assunto em pauta é que Oliver está sendo acusado de conduta indevida por um de meus outros funcionários. — ele disse e eu senti o choque do meu marido vir até mim e voltar.

— O que?!

Essa pergunta soou como um coro pela sala.

— A acusação afirma que você usou o privilégio de sua posição para atacar e seduzir a sua esposa quando ela era ainda paciente aqui. — ele disse e vi Robert revirar os olhos para isso como eu também fiz.

— Dr. Jones, o senhor mesmo sabe que isso é mentira e que até a Festa de Natal dos Queen retrasada, Oliver e eu não estávamos juntos ainda. Confie em mim, se isso fosse verdade teria me poupado bastante tempo. — eu disse e o Dr. Jones bufou uma risada. — E metade desse hospital estava lá como testemunha.

— Eu sei, Sra. Queen. Só estou fazendo o meu trabalho de notificar, mas todos sabemos que essa acusação não irá para frente. — ele disse tirando os óculos meia-lua e jogando nos papéis a sua frente.

— Okay. Então qual é o segundo assunto? — perguntou Oliver.

— Tivemos outra acusação de conduta indevida e cuidados negligenciados com alguns pacientes e estamos analisando todos os casos deste doutor em especial. Felicity, brevemente, foi uma deles. — Dr. Jones disse e virou algumas folhas e mostrou para nós, mas eu não entendia bulhufas do que estava ali, mas reconheci minha assinatura. — Eu preciso que a senhora ateste que recebeu todo o cuidado que está descrito aqui.

— Querido, traduz? — pedi a Oliver pelo ombro e senti ele se aproximar.

— São as prescrições que passamos depois da sua cirurgia, e o cuidado pós-operatório. — ele disse e eu assenti. — Esses são os nomes dos remédios.

Ele começou a nomear um por um e eu ia checando com uma caneta vermelha ao lado para o Dr. Jones, mas parei quatro linhas antes da lista terminar. Isso fez a sala inteira ficar tensa para dizer o mínimo. E eu estava com 59% de chance de ter um ataque de pânico e subindo.

— Estes foram os últimos que eu tomei. — eu disse. — O que são estes?

— Seus anti-coagulantes, Felicity. Aqui diz que na sua última visita, foi prescrito que você continuasse o tratamento por mais quinze dias junto com a prescrição do Dr. Ramirez. — disse o Dr. Jones.

— Espere aí, espere aí. Eu sei que não fui a melhor paciente do mundo, mas eu segui esse tratamento a risca porque Oliver ficava insuportável quando eu esquecia de tomar meus remédios, mas eu aprendi meus horários! Quando voltei aqui da última vez sem ele, o Dr. Darkh me liberou sem receita alguma. Então eu só continuei com os remédios para a fisioterapia. — eu disse e aí minha ficha caiu. — Oh não... Isso é negligencia médica, não é?

Robert assentiu com os olhos fechados e eu me virei para Oliver que estava na mesma posição. William nos encarava e eu sabia que estava entendendo tudo porque tinha medo em seus olhos que eu tinha certeza que refletiam os meus.

— Dr. Jones, o que isso significa? — eu perguntei.

Ele coçou a garganta.

— Temos que fazer uma bateria de exames novos em você para saber ao certo, mas é de se esperar complicações e sequelas. — ele disse coçando uma das têmporas claramente desconfortável.

— Sequelas do tipo o meu coágulo voltar? — perguntei e Oliver endureceu ao meu lado, mas eu não tinha terminado ainda. — O que isso pode significar comigo estando grávida?

O silêncio foi a minha resposta e aí assim, aí sim eu entrei em pânico.

Notas finais
Eu tinha que testar o coração de vocês uma última vez nesta fic, não me matem! Próximo capítulo vai ser o último e depois o epílogo! Minha lista de agradecimentos já está pronta, mas EU não me sinto pronta para dar adeus ainda, e vocês? Eu odeio essa parte para ser sincera, foi quase um parto para me despedir de Extreme Love e estou vendo que aqui não vai ser diferente... EU AMO VOCÊS ♥ Não se esqueçam de mim, okay? :( Nos vemos no próximo capítulo! Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (Atualizada!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics lá também, viu? ♥ PS²: Vamos bater #1075 comentários? Ou mais uma recomendação?