Notas iniciais
Ciao! Olá pessoal! Tudo bem? Espero que todos estejam bem, em quarentena, e lavando as mãozinhas ♥ Obrigada á todos que comentaram no capítulo passado, ainda estou na luta de responder todos os meus comentários e eles são muitos! hahahah Agradeço o apoio de cada um! Vocês são demais! ♥ Boa Leitura!

— Okay... Eu amo a sua irmã! — eu sussurrei baixinho assim que entramos em um dos pontos turísticos mais famosos de toda a Itália. — Eu acho que vou surtar mais cedo que antecipei.

— Por que? — ele perguntou se virando para mim levemente e ao ver minha cara, ele riu. — Okay. Surte, mas de modo respeitoso. Não queremos ser presos.

Revirei os olhos para ele e ele riu novamente.

— Deus, ás vezes esqueço que casei com uma nerd.

— Oliver... Apenas aceite.

Ignorei ele e comecei a tirar as fotos de todas as estátuas que vi. A praça de São Pedro era um monumento histórico da história da humanidade. Sim, eu sou judia, mas qual é... Eu li todos os livros de Dan Brown e tinha cópias autografadas também.

— Você quer reencenar as cenas? Eu posso ser Vittoria... — ofereceu Oliver e não tinha um nível existente ainda para descrever o quanto eu fiquei tentada, mas neguei com a cabeça e continuei tirando fotos.

Eu gostaria de preservar as últimas gotas da minha dignidade.

Paramos em frente á fonte e depois de um selfie, Oliver ativou seu modo analítico e escaneou cada pedaço da fonte. Ela não estava ligada, algo que era reservado apenas para noite onde a movimentação era maior assim como o número de turistas e fiéis.

— Eu admito, é lindo sem o papa sangrando na frente da criança. — Oliver disse e eu ri.

Seguimos para a Fontana Di Trevi e estava abarratada de gente, isso porque nem era alta temporada! Nos esprememos entre grupos turísticos, tiramos fotos, algumas selfies com muitas pessoas avulsas aparecendo, mas eu não tirava os olhos de nossos sorrisos nas fotos.

— Okay, você sabia que a Itália é o país mais visitado no mundo inteiro? — Oliver perguntou assim que saímos de perto da fonte mais famosa do mundo. — E sim, estou incluindo os Estados Unidos. 2 bilhões de pessoas visitam este lugar por ano. É o melhor lugar do mundo para começar motins, ou doenças. E quando a epidemia do T-Virus começou a atingir o mundo em grande escala, começou aqui.

Eu parei no meio da rua e Oliver olhou confuso para mim.

— E depois eu sou a nerd?! — exclamei e ele riu. — Mas não, eu não sabia. Porém eu entendi a sua referência a Resident Evil, é um dos jogos favoritos de Thea.

Ele assentiu concordando e decidimos mudar nosso trajeto para algumas ruas mais pitorescas e menos abarrotadas de gente. Ruas com tijolos aparentes e de paredes coloridas. Janelas de madeira e um número absurdo de scooters de várias cores e tamanhos.

— Eu pensei que a Itália iria cheirar á molho ou massas, mas estou sentindo um leve cheiro de... — eu disse enrugando o nariz com o cheiro.

— Xixi? Eu também. — Oliver completou e nós rimos juntos.

— Você sabe para onde estamos indo, certo? Você é o guia aqui. — eu disse assim que fizemos curvas e descemos uma escadaria colorida.

— Sim, Roy me deu dicas sobre o itinerário que Thea planejou para nós e eu sabia que Itália estaria no meio, foi a última viagem que fizemos em família. — ele disse e eu abracei seu braço levemente. — Eu estudei o guia um pouquinho.

— Tradução: Você engoliu o guia. Eu não notei em Londres, mas eu conheço seu modo de operação agora, Sr. Queen. — eu disse balançando meu indicador na direção de seu rosto. — Você é um amante de viagens.

Fomos parar em uma pequena ponte que tinham um monte de cadeados. Eu sabia a história deles graças á Caitlin e nossas maratonas de filmes de água com açúcar e comédias românticas. Os cadeados de amor, supostamente, eram para ser um símbolo de eternidade e amor, ou talvez os dois juntos.

— Você tem a letra mais bonita. — disse Oliver tirando uma caneta sharpie do bolso de trás da calça e me oferecendo ela com um cadeado rosa pink de tamanho médio.

— Você é tão... Ugh. — eu disse sorrindo e pegando a caneta e o cadeado de suas mãos com um sorriso.

Escrevi nossas iniciais dentro de um coração meio torto, tirei uma foto e devolvi para Oliver que se abaixou em seus calcanhares e enfrentou uma onda de cadeados e prendeu o nosso na base de ferro que fazia parte da grade com padrões florais que ladeava a ponte.

Fomos almoçar em um bistrô de rua e é claro que pedimos uma lasanha.
Os dias seguintes caímos em um rotina cultural deliciosa. Itália era um dos países com mais história, perdendo acho que apenas para Alemanha e França neste assunto. Oliver era um nerd quando falávamos em história clássica, acho que Moira tinha um pouco de culpa disso, mas achava super fofo quando ele via algo que gostava ou apontava alguma curiosidade que sabia.

Visitamos a Capela Sistina, o Forúm Romano, Coliseu, Vaticano, Castelo de Sant Âgelo, Panteão, Jardins da Villa Borghese e todos os pontos turísticos que eu tinha marcado no mapa como Roteiro Langdon. Eu fiz meu próprio RPG e Oliver nem notou porque estava ocupado demais com sua máquina fotográfica que havia comprado em uma das nossas saídas até o centro de Roma.

Depois de cinco dias em Roma, fomos para Veneza e revivemos os anos de glória de Leonardo Da Vinci e como ele havia projetado a cidade que algum dia iria afundar e deixar uma história de tirar o fôlego para trás.

— Minha avó sempre me disse que eu tinha que visitar Veneza antes que afundasse... — disse para Oliver assim que ele me ajudou a sair da barco no qual fizemos um passeio cruzando por pontes e tendo a melhor visão panorâmica da cidade pelo Grande Canal da cidade.

Oliver riu e entrelaçou nossos dedos. Caminhamos um pouco e depois voltamos para o hotel com uma ressaca literária enorme. Eu não aguentaria mais nenhum fato histórico no meu cérebro e isso já dizia o suficiente. A noite participamos de uma degustação de queijo e vinhos que o hotel anfitriou e inaugurou sua adega própria assim como seu primeiro vinho. Nós até ganhamos uma garrafa!

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— Quando você disse que isso era impagável, não pensei que era do tipo: Isso é algo que você talvez possa ver apenas uma vez na vida tipo de impagável. — eu disse olhando para o céu.

— É considerado um dos céus mais lindos do mundo. — disse Oliver colocando o braço atravessado em minhas pernas.

Estávamos sentados nas escadarias da Basílica Sacré-Couer assistindo o Sol nascer e éramos um dos poucos a fazer essa façanha. Oliver e eu havíamos pousado em Paris á seis horas atrás. Eu consegui dormir bem no avião, mas Oliver precisou de um soneca assim que chegamos no Hotel de Paris. Sim, esse era o nome do hotel.

Suspirei apaixonada e encarei as nuvens que se mesclavam em tons de rosa, roxo e laranja. Era de tirar o fôlego. Me aconcheguei mais á Oliver e beijei seu ombro levemente. Depois de uma semana na Itália, Thea nos mandou para França e eu estava amando, mas sabia que em cinco dias tudo acabaria e nós iríamos voltar para casa. Oliver tirou uma foto com a câmera e eu tirei uma da do meu celular dele fazendo isso.

— Estou com fome. — ele exclamou assim que o Sol subiu o suficiente para o show de cores ser substituído por um tom pálido de azul e as nuvens se tornaram brancas.

Nós descemos as escadarias e chamamos um Uber para a Praça da Concorde onde teríamos um café da manhã bem caro, mas que eu pagaria com gosto. O Angelina Cafe era um ponto turístico bem luxuoso de Paris, mas merda... A comida era boa.

Mamãe já havia feito um pedido online do café deles e me fez ir até um Starbucks perto de casa para moer os grãos, mas super valeu a pena o mico e constrangimento. Era uma delícia e eu estava querendo tudo agora. Oliver era o único de nós dois que sabia falar francês, então ele e o nosso motorista bateram papo o caminho inteiro até chegarmos em nosso destino o que rendeu á Stefano, uma boa gorjeta.

Bem na porta, uma mulher vestida em vermelho nos recepcionou e sorriu demais para o meu gosto. Vamos lá amiga, não está vendo a aliança no dedo dele? Disfarcei meu desconforto e sorri levemente enquanto éramos encaminhados para o buffet que estava disponível para os clientes e depois ela nos mostrou nossa mesa.

O salão não estava cheio, mas não estava vazio. E eram 7h da manhã ainda.

Oliver e eu nos sentamos em uma mesa perto da janela e pedimos nossas bebidas primeiros com alguns acompanhamentos. Eu queria provar o buffet e tudo que eu tinha direito, mas Oliver não queria se aventurar muito e ficava resmungando que eu teria diabetes, pressão alta e tudo que o chocolate e a manteiga fazem com um ser humano.

Ele pediu um cappuccino e eu um chocolate-quente com croissants acompanhando e algo chamado Torre Provençal Francesa. Okay. Enquanto ele esperava o nosso pedido na mesa eu fui para a fila do buffet e peguei o maior prato que vi. Tinha várias opções globais feitos á moda francesa e isso incluia ovos, bacon, variedades de pães, frutas, bolinhos, salsichas, torradas e até mesmo nachos. Fui com a escolha segura e escolhi ovos, bacon, uma torrada, uma salsicha e uma pequena porção de salada de manga com pimenta. Voltei para a mesa a tempo de ver o garçom servindo o pedido de Oliver que me fez sentir muito simples em relação á minha escolha.

A tal Torre Provençal Francesa era literalmente uma torre de folhados doces e salgados com frutas e chocolate. Sentei no meu lugar e ergui uma sobrancelha em sua direção enquanto meu marido tomava seu café tranquilo.

— Oh, uma torre de diabetes, pressão alta e hipertensão para o café, eu vejo. — eu disse e ele corou levemente.

— Minha mãe e meu pai sempre adoravam vir aqui antes de eu e Thea nascermos. — ele disse querendo mudar o assunto. — Mamãe adora a França, acho que é um dos países preferidos dela.

— Minha mãe também, ela e meu pai já vieram para cá, mas se hospedaram em Monte Carlo. Ela tenta fingir, mas Paris é seu lugar por causa da história de Coco Chanel. — eu disse de boa cheia e Oliver riu e estendeu sua mão da qual eu peguei. — Eu sinto falta deles. Só um pouquinho.

— Eu também. Acho que nunca fiquei longe deles por tanto tempo, mesmo na faculdade. — ele disse e acabei com meus ovos e bacon.

Parti para a salada de manga com pimenta e eu e Oliver começamos a conversar sobre qual melhor meio de restaurar nossa rotina assim que voltássemos. Eu queria deixar fluir normalmente e permitir que meu corpo se reajustasse sozinho, mas Oliver apenas me deu um olhar que dizia outra coisa.

Ele estava me acusando de preguiçosa com os olhos.

Depois do nosso café da manhã caro, mergulhamos na história de Paris. Isso garantiu um passeio pelo Arco do Triunfo, uma voltinha por Sacré-Couer, e um passeio pelo Louvre, onde eu novamente refiz passos de mais um dos livros de Dan Brown com Oliver. Dispensamos guias e monitores, mas Oliver sabia seu caminho por todo o lugar.

— Okay. Aonde você colocaria em casa? — perguntou Oliver quando paramos em frente ao quadro de Madonna nas Rochas de Leonardo Da Vinci respeitando o roteiro de Robert Langdon.

O quarto era enorme. Maior que qualquer parede de casa.

— Na sala ou no hall. Colocaria as rosas no escritório e ele no lugar. — eu disse balançando nossas mãos entrelaçadas com um ar brincalhão ao nosso redor. — Ou seria ostentoso demais?

Oliver deu ombros e continuamos com nosso pai que não foi muito longo.

Almoçamos em um bistrô de rua ao pé da Torre Eiffel e seguimos para Notre Dame, o único ponto turístico que entramos em grupo com um guia.

Para uma igreja, aquele negócio parecia mais um castelo.

— Okay, eu admito que tem muita história aqui também, mas não senti tanta ressaca cultural como na Itália... — eu disse baixinho observando os tetos cobertos de pinturas de anjos com estátuas douradas em cada ponta que eu olhava.

Oliver assentiu concordando comigo.

Tiramos algumas fotos ali dentro, mas sendo honesta, eu queria voltar para o hotel e dormir. Estava começando a sentir dor nas pernas e nos pés. Oliver já estava acostumado á funcionar com poucas horas de sono, mas eu não. Me arrastei em meus pés pelo resto do tour e nem quis comprar lembrancinhas na lojinha perto da saída.

— Vamos. Você precisa dormir. — disse Oliver pegando em minha mão.

Eu amo meu marido. Parece que ele sabe ler mentes ás vezes.

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Eu dormi por quase doze horas e acordei muito cedo na manhã seguinte. Respondi algumas mensagens, enviei fotos para mamãe e Moira. Até postei algumas também, agradeci Thea pelo nosso roteiro e recebi um parabéns por ter transado em quatro países diferentes em retorno. Revirei os olhos sorrindo, mas era um fato confirmado.

O jat lag atingiu Oliver levemente mesmo sendo curto, então enquanto ele dormia, eu fiz tudo que tinha evitado durante nossa viagem. Respondi emails, trabalhei mesmo que um pouquinho de nada, mandei mensagens para Cailtin, Lyla e William que não eram tão curiosos como minha mãe, minha cunhada e minha sogra. Tentei me atualizar nas notícias, fofocas e o tempo de Starling para me preparar para nossa volta e acabei dormindo de novo.

Eu e Oliver ficamos na cama até o horário que não era mais apropriado tomar café da manhã e sim, brunch. Na verdade, era quase 12h quando finalmente levantamos da cama depois de uma longa seção de carinho. Depois de um banho, notei que meu senso de profundidade baixo estava quase nulo hoje e eu sabia que Oliver notou também.

— Ahm, eu tenho uma confissão á fazer, mas você tem que me prometer que não vai vir todo médico pra cima de mim. — eu disse terminando de colocar um par de brincos.

Oliver parou de ler suas mensagens e me encarou com um olhar suspeito.

— Acho que eu comi demais ontem. Estou com dor de barriga e eu, acho, que fiquei tonta enquanto você foi lá embaixo pegar o mapa para o nosso passeio de gondola hoje. — eu disse olhando para os meus pés.

— Felicity... O que eu faço com você? — perguntou ele suspirando.

— Eu não queria estragar o seu humor porque eu sei que você vai ficar paranoico e estamos na nossa lua de mel, Oliver... A tontura passou rápido, foi quando eu estava secando meu cabelo com a toalha e eu acho que subi rápido demais, mas estou com uma cólica desde ontem. — eu disse tocando minha barriga levemente. — Pensei que foi apenas cansaço e muita comida, e talvez ainda seja, mas não quero que você grite comigo caso eu cague em minhas calças a noite.

Oliver lutou bravamente para não rir, mas acabou rindo e eu sorri levemente.

— Vou ficar de olho em você hoje. — ele decretou depois de se recuperar e se aproximou de mim. Eu assenti e o abracei pela cintura. — Aquela montanha de comida ao menos valeu a pena?

— Com certeza, marido.

— Que bom, porque não iremos voltar lá. — ele disse beijando a ponta do meu nariz e eu nem reclamei.

Peguei minha pequena bolsa de turista e o acompanhei para o salão do hotel. Eu estava usando um par de tênis confortáveis e as roupas mais largas que havia trazido e isso era uma calça de algodão e uma camiseta que havia comprado na Itália de algodão que era o desenho de um prato de almondegas e uma fatia de pizza se abraçando.

Tomamos café onde Oliver deixou eu comer uma croissant sem recheio e uma salada de frutas com suco de laranja. Ele me acompanhou no menu saudável e até dispensou o café. Como ele ousou fazer essa atrocidade, eu não tinha ideia, mas deixei de lado.

O dia de hoje era reservado para apenas duas coisas: passeios no Rio Sena e Torre Eiffel. As duas coisas que tinham as filas mais longas do mundo de acordo com o Trip que o aplicativo que estava nos ajudando desde o começo.

Fomos para a torre primeiro. Uma fila de mais ou menos 40 minutos nos aguardava.

— Está sentindo? — eu perguntei coçando meu nariz.

— Uhum. — Oliver respondeu e nós fomos para a fila de entrada.

Os arredores fediam á xixi, era mais forte do que o cheiro perto da Fontana Di Trevi.

Oliver e eu entramos na fila e tirando três grupos de turistas, não tinha mais ninguém, é claro que já tinha um monte de gente lá em cima ou nos outros andares da torre. Tinha restaurantes e lojinhas dentro dela, e era onde iriamos tomar um lanche da tarde depois.

Assim que foi a nossa vez de entrar no elevador eu entendi porque a fila quase nunca andava. O elevador era mais devagar do que a internet do campus de Yale e fazia diversas paradas. Era horrível e aquela memória não merecia ser revivida. Demoramos quase que cinco minutos para chegar ao topo onde o observatório ficava, mas merda... Que vista!

Eu estava sem palavras. E vocês não sabem como isso é difícil de acontecer.

Eu fiz Oliver tirar inúmeras selfies comigo fazendo caretas e o fiz posar solo também. Coloquei uma moedinha em um daqueles binóculos antigos e consegui ver várias mini-paisagens de Paris por ali. Uma criança perseguia pombos no pátio logo em frente á torre, um casal de meninos posava para uma foto super romântica vestindo roupas elegantes, uma senhora jogava migalhas de pães para pombos e muito mais.

Oliver teve a sua vez e eu aproveitei essa oportunidade para tirar mais fotos dele.

Eu precisava de um papel de parede novo. A que eu estava usando era uma foto nossa em nossa primeira viagem á Londres que Oliver também usava como papel de parede dele, mas havia levemente enjoado dela e queria uma apenas dele para poder usar agora.

Nosso tempo acabou e entramos descemos de elevador novamente, que foi bem rápido, descemos até o cafezinho que estava bem mais vazio agora que o horário de almoço havia terminado e os grandes grupos de turistas iam se dispersando.

Tomamos uma mesa bem perto da janela onde a vista, embora não fosse tão magnifica como lá em cima, ainda sim, era linda. Oliver e eu comemos iguaris locais com cappuccinos e dividimos uma fatia de bolo de veludo vermelho com cream cheese que estava divino e me lembrou o bolo de nosso casamento.

Conversamos sobre algumas curiosidades que Oliver havia lido em seu guia mais cedo e eu me surpreendi em como eu era leiga em fatos populares sobre a Europa e talvez também sobre nosso próprio país, eu tendia a desligar minha mente uns 20% quando era um assunto banal, mas eu estava adorando descobrir essas pequenas coisas com Oliver. Alguns exemplos era a invenção do secador de cabelo que foi feita na França, ou que o país tinha leis que proibiam o desperdiço de comida e obrigava restaurantes, feiras e eventos á doarem as sobras para bancos de comida, ou que todo dia dois livros de culinária eram publicados pelo país.

Seguimos para os passeios de gondola e fiz questão de me sentar o mais próxima de Oliver possível. Joguei minhas pernas sobre as dele e apoiei minha cabeça em seu ombro enquanto um cara chamado Arthur remava e nos guiava pelo Rio Sena que tinha caminho estreitos demais para o meu gosto algumas partes do passeio.

Oliver beijou minha testa e eu sorri entrelaçando nossas mãos.

— Eu te amo, marido. — disse suspirando contente.

— Eu te amo, esposa. — ele disse e beijou minha testa novamente.

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— Uhum...

— Você tem que concordar comigo nisso, Oliver! — eu disse aplicando uma leve pressão em seus ombros. Oliver havia ficado com dor nas costas depois de nosso passeio de gondola e eu como uma ótima esposa que eu era, estava fazendo uma massagem nele. — Não estou ouvindo "Sim, Felicity. Você está certa!".

— Eu só não quero que você se arrependa, eu ouvi você discursar mais de uma vez sobre não querer repetir o que Tommy e Caitlin haviam feito na lua de mel deles. — ele disse com a voz abafada.

Tracei os músculos de suas costas com leves apertões e endireitei minha própria coluna. Estava sentada quase que em cima da bunda de meu marido, mas ele não parecia se importar. Havíamos chegado cedo no hotel e depois de alguns drinks no bar, subimos para o quarto e tomamos banhos juntos. Não preciso dizer até onde fomos, preciso?

— É só um dia. Depois teremos mais um e meio até irmos embora. Pensa em como deve ser uma noite de maratona com pizza diretamente da França e muito vinho da França também! — eu disse fazendo leves golpes de caratê em sua lombar. — Se você não concordar, eu vou entrar em greve.

— Isso não é justo! — ele exclamou levantando o rosto do travesseiro.

— Você tem que jogar com as cartas que tem, Oliver. — eu disse me inclinando sobre seu corpo e beijando sua bochecha de leve.

Estava usando usando uma das camisolas que havia trago comigo e ela era de renda verde escuro, bem fina, e não deixava quase nada para imaginação. Oliver também sabia disso.

— Você vai prometer que não vai falar que se arrepende?

— Sim. Eu prometo. E se algum dia eu fizer, você vai poder jogar na minha cara isso com todo a razão. — eu disse penteando alguns de seus fios de cabelo para atrás de sua orelha.

— Okay então. Eu não deveria, mas eu vou aproveitar esse dia quando ele chegar. — ele disse sorrindo levemente e eu ri do seu tom de voz provocador. Me joguei no que tinha sido o meu lado da cama nos últimos quatro dias e Oliver logo me atacou. Do melhor jeito possível. — Podemos começar quando acordarmos amanhã, certo?

Assenti e o puxei pelo pescoço para um beijo, enquanto sua mão já se infiltrava por baixo da minha camisola. Eu amava quando nossas discussões acabavam assim.

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Eu não tinha nada contra séries de comédia. Adorava maratonar Friends e até mesmo How I Met Your Mother, mas nunca pensei que minha série favorita de todos os tempos que sempre foi Doctor Who iria ser substituída depois de um manhã e tarde maratonando uma simples série da NBC.

— Estou arruinada para as outras séries, Oliver. Eu não sei como estou me sentindo agora. — eu disse olhando para ele que estava ao meu lado na cama com um balde de pipoca agora já vazio entre nós.

— Essa é a série favorita de Tommy. — ele comentou passando o dedo no sal no fundo do balde de pipoca.

— Eu não sei como estou me sentindo ao saber disso agora também. — eu disse e meu marido riu. — Como ele nunca me apresentou Brooklyn 99 antes?!

Me virei para Oliver enquanto a tela da TV de plasma na parede estava pausada no primeiro episódio da quarta temporada. Ainda estávamos de pijama e de ressaca cultural de toda a lua de mel até agora. Pelo menos eu estava. Meu cérebro conseguia processar muitas informações, mas o tipo de assunto que determinava a quantidade de espaço que eu podia disponibilizar.

— Eu vou lá na farmácia comprar alguns anti-ácidos para o jantar e um protetor solar novo porque o que eu trouxe acabou... — eu disse pulando da cama e chutando as cobertas.

Estava usando um pijama de flanela porque de jeito nenhum iria maratonar usando uma peça da La Perla quando o único propósito era Oliver tirar ela do meu corpo. E maratona precisava de concentração e não de distrações, elas poderiam vir depois que a temporada nova acabasse.

— Você pede a pizza e o vinho, enquanto isso! — eu disse vestindo o roupão do hotel por cima do pijama e calçando as pantufas em seguida. Me aproximei da cama e dei um selinho rápido em Oliver que observava tudo com um leve sorriso. — Não assista sem mim!

Peguei minha carteira e saí do quarto. Assim que eu entrei no elevador, eu amarrei meu cabelo em um coque na frente do espelho e limpei meus óculos na barra do roupão enquanto a caixa de aço descia. Coloquei minha carteira no bolso interno do roupão, sim, tinha um bolso interno e apertei o nó ao redor da minha cintura. Eu tinha visto vários hóspedes fazendo isso ao redor. Joga o roupão por cima e tá tudo certo. Parecia um visual apropriado para ir na pequena farmácia que tinha dentro do hotel.

Atravessei o lobby assim que as portas se abriram. Estava bem tranquilo e nem tão cheio. Alguns funcionários transitavam como sempre e as recepcionistas estavam fofocando em um rodinha atrás do balcão principal. Ignorei as portas que levavam aos restaurantes e bares e fui diretamente para a loja mais bem iluminada e branca do lugar inteiro.

Passei pela porta e encarei os corredores cheios de produtos. Puxei meu celular da cintura e procurei uma tradução comum para anti-ácidos e achei duas opções, uma diurna e uma noturna. Eu queria me prevenir para não fazer nas calças quando formos para mais um tour amanhã de manhã e eu faria Oliver ir almoçar comigo no Angelina novamente. Chame de persuasão de esposa. E eu nem iria ameaçar ele com sexo mais.

Achei os anti-ácidos e fui em direção aos corredores de perfumaria feminina. Acho que o protetor deveria estar lá, eu sempre achava perto dos hidratantes e sabonetes líquidos na farmácia perto de casa. Passei por produtos de banho que eram lindos, porém horrivelmente caros que eu poderia achar por menos depois online.

Os protetores estavam bem aonde eu pensei que estariam, entre os hidratantes e bem em cima dos... Paralisei no corredor quando minha fica caiu feito uma bigorna de desenho animado. Eu não tinha precisado usar absorventes há um bom tempo. Tipo, muito tempo.

As contas correram por minha mente e eu as refiz três vezes e mais uma vez extra para ter certeza, mas o resultado não mudava. Eu estava atrasada uma semana, mas não tinha jeito algum de estar grávida. Eu tomava meus remédios religiosamente e tinha certeza absoluta que estava em dia com eles, assim como minhas injeções trimestrais.

Comprei um pacote pequeno da minha marca preferida de absorvente e meus olhos acharam no final do corredor quase seis tipos de testes de gravidez. Marchei em direção á eles e encarei o que Lyla havia usado quando estava grávida de Sara, ele era o mais claro possível na hora do resultado.

Talvez... Não.

Paguei minhas compras e não tive coragem nem de olhar nos olhos da caixa que estava passando minhas compras pela scanner. Isso não podia estar acontecendo, não na minha lua-de-mel. Peguei minha sacolinha e voltei para o elevador encarando o calendário do meu celular e depois para o aplicativo que eu usava para acompanhar meu ciclo menstrual. Tudo indicava o que eu já sabia. O atraso era de uma semana mesmo.

Cheguei rápido demais no meu andar e fiquei alguns minutos encarando a porta da suíte. Deus. Senti meu peito apertar e a vontade de chorar de uma vez só quando pensei na possível reação de Oliver se tudo isso resultasse em uma gravidez. Ele sempre foi claro em sua posição quando falávamos de filhos e crianças.

Engoli seco e abri a porta do quarto com meu cartão magnético.

Oliver estava na varanda encarando as luzes. O carrinho do serviço de quarto havia chegado mais rápido que eu. Duas pizzas e uma garrafa de vinho nos esperava assim como Brooklyn 99 que ainda estava pausado, mas meu humor havia azedado completamente.

— Hey!

— Vou no banheiro e já volto! — eu disse forçando um tom alegre que foi convincente para ele não vir atrás de mim.

Me tranquei dentro do banheiro, tirei o roupão que estava começando a me fazer soar e puxei minha necessaire para a pia. Minha cartela de anticoncepcionais estava certa, nenhuma pílula foi esquecida, assim como minha carteirinha das injeções estavam em dia. Puxei meu celular e chequei minhas consultas com minha ginecologista e eu tinha ido em todas. Estava tudo em dia, menos a porra do meu ciclo aparentemente.

— Não... Isso pode significar outra coisa. — eu sussurrei para mim mesma.

Suspirei e apoiei minhas mãos no balcão. Eu tinha que arrancar esse band-aid logo, porque não tinha como eu pensar em uma remota possibilidade de conseguir dormir ou voltar para a maratona com Oliver e não pirar, tudo isso mantendo uma expressão imaculada de interesse. Não tinha. Sentei em cima do vaso e pesquisei todos os sintomas que tinha sentido desde uma semana atrás. Além da menstruação atrasada, tinha o leve enjoo, tontura, dor de barriga e cabeça e a fadiga excessiva. Não sabia se um sono profundo e longo contava como sintoma, mas não iria sair daqui e ir perguntar isso para Oliver.

Depois de alguma pesquisa, minhas opções eram: gravidez, labirintite, anemia, complicações pós-operatório e mais gravidez. Merda. Encarei a tela do meu celular e realmente tentei me forçar para dentro de um caso de anemia.

Suspirei e levantei do vaso. Deixei o celular na pia e quis me estapear. Eu tinha que ter pego o teste de gravidez lá embaixo e não peguei. Lavei minhas mãos e o meu rosto. Eu tinha que descer lá de novo e comprar a varetinha que iria, praticamente, definir o resto do meu casamento.

Parece um tanto dramático, mas não era. Era uma realidade de 50/50.

— Felicity? Tudo bem?

Fechei meus olhos ao ouvir a voz de Oliver.

Okay. 70/30 agora.

— Sim. Lavando as mãos! — eu disse alto o suficiente para ele ouvir e coloquei toda a minha bagunça dentro da minha necessaire e a coloquei no chão ao lado do vaso. — Qual pizza você pediu?

— Peperonni. E vinho tinto. Posso colocar o primeiro episódio para carregar?— perguntou novamente e eu ouvi o tom preocupado escorrer de sua voz.

— Sim, mas eu vou ter que descer de novo. Esqueci uma coisa. — eu disse secando minhas mãos e pegando o roupão de novo. — Eu acho que me distraí com tanta coisa.

Ouvi Oliver rir levemente. Vesti o roupão e coloquei minha carteira no bolso interno novamente. Okay. Duas respirações e inspirações profundas, apertei a maçaneta com força e abri a porta.

Oliver estava no pé da cama olhando para a televisão e ao menu de episódios da terceira temporada de Brooklyn 99.

— Abre o vinho enquanto eu desço lá? — perguntei me apressando para a porta. Ouvi um "Uhum" em resposta que foi seguido pelo baque da porta que eu bati na minha saída.

Peguei um elevador com um casal e um bebê de colo sonolento. O que me fez querer revirar os olhos para o teto. Sério mesmo? Mais sutil que isso não deveria ser possível. Além da cordialidade superficial, eu não prolonguei uma pequena conversa, não estava no clima e os dois pareciam mais preocupados e interessados em seu bebê de qualquer jeito. Chegamos ao térreo e eu saí desejando uma boa noite para eles. Eram uma família bonita.

Oliver era minha família agora. Isso era mais do que suficiente para mim.

Esses dois fatos eram reais, mais reais que a possibilidade de eu estar grávida.

Marchei para a perfumaria e entrei no corredor de perfumaria novamente. Peguei um dos testes que conhecia. Era a marca que Lyla havia usado novamente. Voltei para o caixa e depois de um longo olhar que a garota do caixa me enviou, eu adicionei uma barra de chocolate á minha compra e uma pequena cartela com três comprimidos calmantes.

Paguei minha segunda compra e mais uma vez, desejei boa noite para uma estranha.

Não hesitei ao entrar ou ao sair do elevador, mas arrastei meus passos para a entrada do quarto. A caixinha que deveria pesar no máximo 100g parecia pesar toneladas na curva do meu braço agora. Apertei meus olhos e engoli o pânico que queria dominar meu corpo. Eu guardaria isso para depois.

Entrei no quarto e não vi Oliver á vista, provavelmente estava na varanda novamente. Notei que ele havia aberto a garrafa de vinho que talvez eu não pudesse tomar e o episódio corria solto na tela da televisão. Fui para o banheiro e encontrei Oliver de braços cruzados de costas para a pia com o cenho franzido.

Parei no lugar que estava, alguns passos da porta.

— Oliver?

— Você acha que está grávida?

Pelo tom de voz dele, estávamos em 85/15 agora.

— Eu não sei. — eu disse baixinho. — Mas estou atrasada. Uma semana.

Ele ergueu as sobrancelhas e assentiu. Eu não estava gostando disso.

— A sua pílula?

— Eu tomei certo. Não perdi nenhuma, nem minhas injeções. — eu disse tentando controlar o meu tom de voz insultado e levemente raivoso. Não havia uma gota sequer de acusação na pergunta dele, mas foi como um reflexo agir deste jeito, mas eu não estava gritando ou me exaltando. Ainda. — Eu disse que nunca iria sabotar nossa rel...

— Eu sei, Felicity. — ele me cortou suavemente e saiu do banheiro. — Você comprou um teste?

Assenti e encarei o chão. Não tinha coragem de olhar nos olhos dele agora, mesmo sabendo que não tinha feito nada de errado. Pelo menos, não sozinha. Cavei o teste na sacola e acenei-o levemente e segui para dentro do banheiro, quando me virei para fechar a porta, Oliver estava ali.

Nós dois sabíamos que eu não conseguia fazer nada no banheiro com alguém me observando, então ele abriu a torneira da pia e virou de costas. Reprimi o suspiro que quis sair, porque era o melhor que eu conseguiria agora.

Abri o teste e puxei a varetinha do destino de sua proteção de plástico. Segurei ela dentro do vaso e fiz o meu melhor para mirar o xixi na parte absorvente. Eu estava tão estressada que não saiu quase nada ali, mas eu esperava que fosse suficiente.

Coloquei a tampa na parte absorvente e dei descarga. Pousei o teste em cima na pia como se a coisa fosse de cristal e lavei minhas mãos. Fechei a tampa do vaso e tirei meus óculos ao sentar ali novamente e erguer o joelhos para o peito. Oliver havia voltado para sua posição inicial e encarava o chão.

Respirei fundo o mais baixinho possível e fechei os olhos.

Foram os três minutos mais longos da minha vida.

Um pequeno barulinho tocou, era o timer do teste. Estava pronto.

Abri os olhos e vi que Oliver não havia se mexido também.

— Vai mudar alguma coisa? — eu perguntei e ele ficou em silêncio.

Meus olhos começaram a lacrimejar.

Eu alcancei o teste e encarei o pequeno visor digital.

"Grávida! 1-2 semanas."

— Positivo. — eu disse secando minhas bochechas de algumas lágrimas fujonas.

Oliver continuou parado e em silêncio.

— Eu quero ir embora daqui. Amanhã. — eu disse e saí do banheiro.

Fui para a varanda e fui recebida pelo vento francês que trazia cheiro de xixi, perfume e pizza. Me enjoou na hora, mas nada que não conseguisse administrar. Eu olhei para a Torre Eiffel completamente iluminada em toda sua glória e elegância á algumas quadras de onde estava e senti mais lágrimas deslizando em minhas bochechas.

Minha lua de mel havia acabado em um passe de mágica.

Não tinha ideia do que seria o meu casamento.

Eu ia ser mãe.

Notas finais
Depois de inúmeros pedidos, eu decidi jogar praticamente tudo que já havia escrito para a reta final da fanfic para o ar e dar algo que vocês tanto queriam que acontecesse por aqui, porém nos meus termos é claro. Vamos unir o útil ao agradável e todo mundo sai feliz, okay? Espero que tenham gostado da lua de mel, não me empenhei tanto assim como no último capítulo de Coaching Daddy, mas deu um trabalhinho escrever sobre tantos lugares. Itália e França ainda estão na minha, com ou sem pandemia ♥ Eu mereço algum biscoito por esse capítulo? Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics lá também, viu? ♥