Notas iniciais
Oi oi gente! Vamos á mais uma atualização de "Dangerous Love", um capítulo muito importante e que tem algumas coisinhas escondidas que talvez só as ligeiras vão conseguir captar! Estou louca para ler as teorias de vocês! Obrigada á todas que comentaram no capítulo passado, vocês seguem sendo maravilhosas como sempre ♥ Boa Leitura!

— Você está ficando louco? As coisas não podem ser sempre do seu jeito, como, quando e onde você quiser.

— Essa é única maneira que eu sei fazer.

— Mas eu não sei se quero assim.

— Mas eu sei.

Como ele conseguiu transformar toda aquela raiva e fúria em sedução e provocação? Foi muito rápido. Estávamos discutindo há segundos atrás, na verdade, ele estava gritando e eu rezando para que não morrermos dentro de um carro, que por sinal seria meu segundo acidente automobilístico, e agora estamos discutindo o que? Na minha casa ou na sua? Você tem que estar brincando com a minha cara!

— Minha casa é para lá. — eu indiquei novamente apontando para outra saída que daria em minha rua.

Oliver me ignorou rapidamente e apenas pegou minha mão e a beijou. Para logo colocar em sua perna. Tentei tirar, mas ele a segurou firmemente. Sua coxa era dura e musculosa. Eu olhei para ele pronta para gritar o quanto sua atitude chegava a ser machista, mas o desgraçado estava sorrindo.

Ele estava realmente se divertindo com tudo isso?

— O que pensa que está fazendo? Você não teria coragem.

— Depende do que, Felicity. Se eu teria coragem de levar para minha casa e provar que não finjo ser o vilão e que eu vou foder você a noite como... Como é que você falou mesmo? Foi profissional? Então, sim, eu tenho coragem.

Minha boca estava no chão.

— Quem disse que eu quero isso? Você é surdo ou retardado? Eu disse claramente que o jogo tinha acabado e que estou cansada de tudo isso. Para mim chega, entendeu? — eu perguntei com a voz pausada, mas estava borbulhando de raiva e...

Frustração.

O sorriso não saiu de seu rosto. Ele parecia deliciado com a situação, enquanto depositava pequenos beijos nos nós de meus dedos. Se eu não estive puta para caralho, teria achado... Bom.

— Você é algum tipo de sociopata pervertido? Você tem fetiche por brincar com a mente e o humor das pessoas como se fosse um gatinho com um novelo de lã?

A velocidade diminuiu. Não estávamos longe da minha casa. E eu tenho o aplicativo do Uber.

— Não Felicity, eu não tenho nenhum fetiche. E nunca iria forçar você a fazer algo que não quer. — ele disse e fez uma curva. — Mas eu sou experiente, e vejo que você me quer quase quanto eu te quero.

Cruzei meus braços e pernas como uma perfeita... Criança. Oliver riu com a minha atitude. Eu corei de má vontade. Nunca, ninguém me fez ficar tão irritada a ponto de eu começar a agir como uma criança de oito anos, mas Oliver Queen não era qualquer pessoa.

Olhei ao redor e percebi que estávamos dentro de uma garagem, que provavelmente era parte de algum condomínio bem caro, porque eu só conseguia ver marcas caras como: Audi, Lamborghini, Porshe... Uau. Oliver estacionou. Saiu e deu a volta para abrir a porta para mim. Um canalha cavalheiro. O quão irônico isso é? Ele pegou minha mão e me ajudou a sair.

Estava muito frio e foi isso que fez meu corpo se arrepiar e tremer, não um simples toque dele em mim. Encostei no carro com a minha melhor carranca, determinada. Oliver me observava com atenção. Eu era a garota de hoje? A transa da noite?

Não mesmo.

Ele se inclinou sobre mim, uma mão em cada lado de meu corpo, me prendendo a sua frente. Prendi a respiração mais do que inclinada a não mostrar o quanto ele me afetava.

— Eu não quero...

Ele se aproximou do meu rosto cada vez mais. Fez um desvio até o meu pescoço e depositou um beijo bem embaixo da orelha. Me arrepiei mais ainda com sua respiração quente contra minha pele. Maldito provocador.

— Vá. Eu não estou te amarrando. — ele sussurrou antes de passar seu nariz por onde beijou. Senti meu corpo amolecer do quadril para baixo. Eu teria caído se não estivesse encostada no carro. Que merda é essa e por que ela está acontecendo comigo? — Ainda.

Fechei meus olhos.

A promessa de um sexo pra lá dos bons repousava em uma única palavra.

— Você vai vir? — perguntou pegando minhas mãos e dando um passo para trás.

Eu fui junto.

Oliver tirou seu paletó e colocou em meus ombros, e antes que eu pudesse resistir me puxou até onde os elevadores ficavam. Apertou o botão redondo e se apoiou na parede com as mãos nos bolsos da calça. Seus olhos estavam fechados e sua cabeça inclinada para cima. Eu consegui ver bem seu pomo de Adão...

Controlado. Provocante. Sexy.

— Apreciando a vista, Smoak?

Mesmo de olhos fechados, o bastardo não perdia nenhum detalhe. Antes que eu respondesse, o elevador chegou apitando. Oliver colocou a mão em minha cintura e nós entramos dentro da caixa de metal. Ele apertou um botão. 27° andar. Ele não me provocou, nem falou, nem olhou... Não fez absolutamente nada até chegarmos no andar de seu apartamento.

As portas se abriram em um hall de entrada de mármore branco, como o da Queen Consolidated. Oliver ascendeu as luzes. Era muito impessoal. Ele me puxou por um corredor escuro e depois abriu uma porta, antes que eu pudesse tentar reconhecer o terreno, fui imprensada entre ele e uma parede, derrubando minha bolsa no chão.

Fiquei sem ar.

— Você quer que eu te toque?

Sim. Eu queria gritar "Sim", mas eu não conseguia fazer nada além de arfar e pelo susto e pelo prazer repentino de tê-lo tão perto. De senti-lo tão perto. Eu estava realmente ficando sem ar, porque Oliver me prendia com força. E era quase impossível não sentir aquela coisa cutucando minha barriga.

Não consegui achar nexo em mais nada.

— Ah... Eu...

Cacete. Você já foi mais resistente do que isso, Felicity! O cara não fez nada e você já está aí balbuciando e de pernas bambas. Me sentia como gelatina. Ele parecia se deliciar ao ver o tanto de poder que tinha sobre mim. E o pior de tudo isso era que eu queria que ele tivesse esse poder sobre mim. Queria seu toque em meu corpo, seu beijo, suas mãos... Tudo. Quem sabe estar no controle pudesse expô-lo de um jeito diferente.

— Sim.

— Boa menina.

Oliver se afastou e eu me senti com frio. Ele continuava passeando com suas mãos por minhas curvas, e me virou levemente até alcançar o zíper do meu vestido. Ele o deslizou para baixo. Bem devagar. Senti suas mãos se infiltrarem por dentro do vestido em minha barriga, até meus seios e empurrou o vestido para fora. Livrei meus braços e o vestido ficou estacionado em meu quadril.

Merda, a expectativa deixava tudo ainda mais....

Ele me virou novamente e eu gostaria de poder ver seu rosto, mas eu não conseguia. O quarto estava escuro, e a luz era muito precária. Senti suas mãos em meu pescoço e logo depois em meu cabelo, desmanchando o penteado com precisão. Sua respiração estava próxima. Eu sentia seu olhar queimando em mim.

Ele conseguia me ver? Não ficaria surpresa se conseguisse.

A respiração dele se aproximou e logo senti seus lábios em cima dos meus.

Delicado.

O que tinha sentido em Oliver Queen? Completamente nada. Ele tinha se comportado como um verdadeiro homem das cavernas, depois ficou furioso, depois sedutor, me deu a opção de ficar ou ir embora, eu fiquei e ele assumiu o tipo paciente, voltou a ser sedutor e homem das cavernas e agora delicado? Quantas facetas ele tinha? E quais delas eu estava disposta a conhecer?

Dei passagem para sua língua e tudo se transformou novamente. O que uma vez foi delicado se transformou em algo totalmente novo. Eu conseguia sentir ele por inteiro com apenas um beijo. Suas mãos desceram até minha bunda e apertaram-a. Foi tão bom. Depois ele abaixou e tirou o vestido por inteiro de mim e me ergueu pelas coxas.

Sua boca não largou da mim em instante algum, na verdade, eu não deixei que ela me largasse. Ele estava se apossando de mim, e isso me deixou com uma pitada de medo. Se ele levasse tudo, o que sobraria depois? Era outro nível de prazer, ou melhor, entorpecimento. Oliver era como heroína. A droga perfeita. Eu apenas tentava me apoiar em seus ombros e prender minhas mãos em seus cabelos.

O beijo não parava de se tornar urgente. Parecia que ele estava me fodendo com um beijo. Não era singelo e nem deveria ser. Eu já estava hiper ventilando há tempos e eu realmente preciso descrever o estado da minha calcinha? Tudo foi para os ares quando ele começou a se esfregar em mim.

— Quero experimentar você, Felicity.

Ele começou a andar, mas eu confiava em seu senso de direção. Não podia dizer a mesma coisa sobre a sua língua, porque esta... Era mais do que perigosa. Senti seu amigo ficar tão duro quanto minha calcinha ficava molhada.

Passamos por uma porta e eu senti uma pequena brisa vindo da minha direita. Fui colocada na cama macia, estava em cima de um edredom? Senti violentamente a saudade de um calor infernal que estava me protegendo do frio, segundos atrás. Eu quero mais dele. Eu quero ele dentro de mim.

Oliver não foi longe, ele apenas foi ascender as luzes. Um novo ambiente foi me apresentado. O quarto era genérico, mas eu conseguia ver a personalidade de Oliver no verde escuro nas paredes, e até mesmo nos móveis. Tudo bonito, porém a praticidade era mais apreciada do que o visual.

Ele se colocou na frente de uma cômoda e parecia mais do que concentrado em tirar suas abotoaduras. Se fazendo de indiferente a minha presença. Eu poderia ter ficado brava com isso, mas minhas pernas estavam começando a formigar.

Eu sentei na cama.

Olhei para frente e vi que além da cama que era munida de criado mudos em ambos os lados com abajures de onde vinham a luz, tinha uma enorme janela com a melhor vista que se podia ter de Starling City inteira. Eu conseguia ver até a baía iluminada com luzes natalinas!

— O que eu faço com você, Felicity? — perguntou Oliver e eu me virei na direção em que sua voz soou. Ele estava sorrindo. Aquele sorriso de menino. Com as mãos na cintura e sua voz estava rouca.

Ele se ajoelhou na cama e trouxe meu rosto para perto do seu. Mais um beijo delicado.

Sua mão deslizou uma alça do sutiã para baixo e depois a outra. Voltei a me deitar na cama com ele por cima de mim, e logo o sutiã foi jogado em algum lugar do quarto e foi o o frio que fez meu corpo se arrepiar, não a proximidade dele!

Quem exatamente você quer enganar?

Fechei os olhos assim que senti os lábios de Oliver em meu pescoço. Iria ficar marcada ali. E depois na clavícula, no colo e nos seios. Muitas marcas. O formigamento intensificou e tentei fechar as pernas, mas com o corpo de Oliver ali era impossível.

— Eu resolvo isso.

O que?

Logo senti suas mãos em meus joelhos, subindo para minhas coxas... Céus. Me sentindo sendo marcada com ferro e fogo por suas mãos. Tudo parecia ser uma bomba nuclear concentrada em meu ventre e eu sabia que isso era um sinal de que o orgasmo estava vindo.

— Oliver....

— Eu sei. Eu também quero.

Senti suas mãos em meu quadril e eu quase fui a loucura quando senti seus dedos por cima da renda da minha calcinha. Hey! Por que ele ainda está vestido? Direitos iguais, colega. Apertei o endredon quando os movimentos circulares de seus dedos encontraram um ritmo junto com o que estava dentro de mim pedindo libertação. A calcinha teve o mesmo destino do sutiã.

— Ah Smoak, tão pronta...

Eu estava arfando como nunca, e só bastou um pequeno movimento dele para que o orgasmo explodisse dentro de mim. Eu agarrei ainda mais o endredon sentindo o prazer se expandir dentro de mim. Até dobrei a pontinha do pé!

Não consegui me recuperar do primeiro orgasmo quando Oliver já estava entre minhas pernas construindo o segundo. Eu engasguei. Sabe-Deus o que ele estava com sua língua, mas eu sabia que era mais do que bom, era um paraíso bem no meio no inferno.

Eu queria mais e mais e mais. A pressão de sua boca, minha barriga se contraindo por dentro, minha coluna se arqueando... Tudo por conta própria. Tudo era guiado por puro instinto. Não demorou até outro orgasmo me tomar por inteira. Suas mãos tomaram as minhas em um aperto firme.

Oliver tomou meus lábios e eu senti um gosto doce, bem peculiar em sua língua.

— Eu sempre soube que você era doce, Felicity.

Ele se levantou e eu tive uma visão panorâmica dele afrouxando o nó de sua gravata e depois arrancando ela de seu pescoço. Ela caiu bem perto de onde meu sutiã estava. E depois de abrir os botões de sua camisa em câmera lenta, a jogou longe também. Ele parecia bronzeado sob a luz que tínhamos. Não tinha nenhuma falha. Era... Perfeito.

Sentou na cama de costas para mim e tirou os sapatos, depois as meias. Sentei na cama, eu sabia provocar também. Abracei seu corpo por trás e depositei um beijo em sua nuca. Ele se arrepiou por inteiro. Eu sorri. Passeei minhas mãos por seus ombros até suas mãos, indo para seu peitoral e depois sua barriga, contando os seis gominhos ali presentes.

Indo mais para frente, consegui sentir o volume em sua calça. Tirei seu cinto e abri o botão de sua calça. Oliver se livrou dela juntamente com sua boxer e voltou a me atacar. Ele literalmente me empurrou até o meio dos trezentos travesseiros que tinha em sua cama e ouvi um som característico soar além de nossas respirações abafadas.

O pacotinho cinza que todo mundo conhecia. Graças ao bom Deus, que ele conseguiu se lembrar disso, porque eu só conseguia gemer. Não estava neste mundo. Estava presa no Planeta Oliver e não queria sair daqui tão cedo. Ele gemeu rouco entre o nosso beijo e eu não fui muito diferente, estávamos conectados. Ele era bem grande. Usei cada encaixe possível para acomodá-lo dentro de mim. A sensação de estar no lugar certo e na hora certa deveria ser assim.

— Oliver...

— Sim?

— Forte.

Ele saiu e entrou em mim novamente com mais força. Ele me beijou. Saiu e entrou novamente com força, porém de modo mais lento. Ele parou, e eu queria mais. Muito mais. Quando ia começar a levantar o quadril, ele me parou.

— Apressada demais.... Não estrague a brincadeira.

Queria ter uma resposta para ele, mas não tinha.

O movimento recomeçou e eu senti Oliver me tocando em todos os lugares que alcançava. Como um polvo. Eu só conseguia sentir. Os apertões na cintura, as mordidas nos seios, os beijos... Tudo isso combinado ao ritmo de seus quadris em contato com os meus.

Meu estômago voltou a se contorcer, apertei minhas pernas ao redor de seu quadril e sussurrei seu nome como uma oração. E explodimos. Eu estava tendo espasmos de prazer pela terceira vez em apenas uma noite com Oliver Queen. Era quase uma maratona.

Ele se deitou ao meu lado e me levou junto de si. Sua respiração estava descompassada. Um sorriso satisfeito repousava em seus lábios e suas mãos me segurando perto de si.

— Apreciando a vista, Smoak? — perguntou e eu ri baixinho em seu peito.

Ainda não sabia como ele fazia isso.

— Sim, uma impossível de não olhar. Ela é bem bonita.

— Te garanto que a minha é melhor.

E lá estava os olhos azuis cheios de humor, me analisando. Ele se livrou da camisinha e a jogou do lado da cama. Ela caiu bem em cima de sua calça. Eu não conseguia sentir minhas pernas, meus braços doíam, mas nunca me senti tão satisfeita. Com certo esforço me ergui em meus cotovelos e beijei sua bochecha.

— Feliz Natal, Queen.

Ele riu.

— Feliz Natal, Smoak.

— Eu sou judia.

— Feliz Hannukah, Smoak.

Voltei a deitar em seu peito e senti seus braços me rodearem. Observei os flocos de neve caírem pela janela quando voltei a ter a sensibilidade de todos os meus membros inferiores.

— Ahm, Oliver?

— O que?

— O feriado ainda não acabou... — eu sussurrei conspiratória.

Esse foi incentivo suficiente para ele voltar a ficar em cima de mim e me beijar delicadamente. Seus beijos delicados iriam me matar eventualmente, mas eu não estava reclamando de jeito nenhum.

Notas finais
TAN-TAN-TANNNNNNNNNN! Rolou o que rolou, foi ótimo, inesquecível, mas e o que acontece depois? Por que Oliver teve essa atitude tão inesperada? E essas tonturas de Felicity? Manas, se preparem porque nenhum dos dois vai largar o outro tão cedo, ou seja, se preparem para muita briga, sexo, flerte, algumas conversas, mais briga e um pouquinho mais de sexo, okay? Só avisando para ninguém vir reclamar depois. Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ L.W PS: Vamos bater #230 comentários? Ou mais uma recomendação?