Notas iniciais
Ciao everyone! Hey pessoal! Sentiram saudades? Pois bem, estou aqui novamente com a última atualização de Dangerous Love de 2017! Eu realmente espero que gostem deste aqui! Queria agradecer a cada comentário que vocês me mandaram, são muitos para responder e eu nem sei por onde começar! Porém saibam que cada um é importante e significa o mundo para mim, estou tentando responder á todos, então tenham paciência comigo e continuem comentando, porque eu adoro ouvir a opinião de vocês sobre a fic! Obrigada pelo apoio! Este capítulo é dedicado á Kaila Keize que me presenteou com uma recomendação tão linda! Eu realmente adorei, e espero que goste deste capítulo guria! ♥ Boa Leitura!

— Oliver, acorde...

— Não.

— Você está atrasado! – exclamei. Ele abriu os olhos e depois olhei para o relógio no criado mudo ao seu lado e pulou da cama.

— O que infernos você está fazendo comigo? Eu nunca me atraso! – exclamou se despindo e entrando no box para tomar seu banho.

Eu havia acordado mais cedo e preparado o café. Minha única mala já estava pronta e eu também já estava pronta e vestida para ir para o aeroporto. Jeans e um casaco quentinho eram meus melhores amigos hoje. Oliver se vestiu na velocidade da luz e depois comeu seu café na velocidade da luz também.

Revisamos nossos documentos mais uma vez e depois carregamos o Uber que iria nos levar para o aeroporto. Só que Starling City inteira decidiu passear pelo centro da cidade hoje. Estava um trânsito enorme.

— Vamos nos atrasar... – sussurrei no ouvido de Oliver que estava abrindo uma bala.

— Temos tempo ainda.

Chegamos dez minutos atrasados, mas conseguimos fazer a revista inteira e acabamos sentados na área VIP na American Airlines Company. Eu nem gastei saliva tentando discutir o motivo pelo qual nós precisávamos ir de primeira classe com Oliver, seria um desperdício. Sentamos em um sofá de couro branco e eu passei as mão em sua bochecha ganhando um sorriso em troca.

— Está menos cansado?

— Sim.

Nosso voo foi chamado e nos levantamos. A comissária de bordo que estava carimbando as passagens secou Oliver por tempo demais e isso me fez erguer uma sobrancelha para ela que corou feito um tomate maduro. Hm. Bufei levemente quando ela finalmente nos liberou e subimos no avião.

As nossas poltronas eram as do fundo do avião. Eu fiquei na janela e Oliver no corredor onde outra comissária de bordo morena com um batom rosa berrante ficava sorrindo toda hora para Oliver e isso me fez revirar os olhos e ver o Sol nascer pela janelinha. Já deveriam ser umas oito horas da manhã agora.

— Eu não tenho fantasias com comissárias de bordo, Smoak. – Oliver disse e eu olhei para ele, confusa. Ele apenas se inclinou para mim e me deu um daqueles beijos desentupidor de pia que havia me dado ontem, enquanto a morena do batom rosa passava pelo corredor. – Você fica linda com ciúmes.

— Eu não estou com ciúmes.

— Você tem algum problema respiratório do qual eu não saiba? – perguntou e eu revirei os olhos novamente fazendo ele rir alto. O aviso para apertarmos os cintos começou a brilhar.

— Enfim, eu tenho um plano. Um jogo. Perguntas que só podem ser respondidas com sim ou não. O que acha? – perguntei.

— Não há nada de interessante sobre mim.

— Não há nada que queira saber sobre mim? – perguntei erguendo uma sobrancelha e ele pareceu pensativo.

— Sim.

— Ótimo, minha vez de novo.

Ele me olhou boquiaberto.

— Por favor? Diga sim, eu sei que você consegue... – eu disse fazendo beicinho e me aproximado o tanto que o cinto de segurança deixou.

— Sim. – suspirou e eu ri. – Mas eu tenho perguntas que vão além de sim ou não. O que estamos apostando aqui exatamente?

— Não sei...

— Se eu quiser vou poder passar a vez?

— Acho que sim, mas será punido.

— Punições sexuais estão valendo também? – perguntou malicioso e eu gargalhei.

— Tudo tem que envolver sexo para você?

— Se estamos falando de você, sim. – ele respondeu sincero e eu ri mais uma vez.

— Era uma pergunta retórica, Queen. Sem amarrar ou empatar... – sussurrei ameaçadora e ele riu assentindo.

O avião se ergueu no ar e eu respirei fundo. Não gostava de decolar e nem pousar. Eu segurei na mão de Oliver que beijou ela e depois que conseguimos ficar planos novamente, eu me virei para ele que parecia mais uma vez pensativo.

— Antes de começar vamos deixar bem claro aqui que a partir do momento em que você entrou no meu apartamento, eu sabia que seria diferente com você, então não se compare com as outras mulheres. Você é melhor. – ele afirmou com convicção.

A comissária do batom rosa veio oferecer o menu de alimentos que tínhamos a nossa disposição. Eu pedi uma Coca-Cola e Oliver pediu um pedaço de torta holandesa com café.

— Você já teve alguma fantasia com médicos? – perguntou de boca cheia e eu ri.

— Nenhuma que Derek Sheppard não estivesse.

— Você fez duas seguidas, então eu tenho mais uma. Por que eu?

— Eu já disse que a gente não escolhe essas coisas, apenas acontece. – eu disse dando ombros e olhando a altitude que havíamos ganhado da janela. – Você não se vê como eu te vejo. Você é gentil, carinhoso, bom, ranzinza e autoritário. Eu não escolhi ficar do seu lado, apenas não consigo ficar longe.

Ele ergueu uma sobrancelha para mim.

— Você me disse que ninguém o vê tocar, por que? Você toca tão bem.

— Eu não recebo visitas, porque nunca estou em casa. – ele me olhava rindo, mas seu sorriso não chegava os olhos.

— Na casa da sua mãe tem um piano.

— Eu aprendi a tocar nele. Agora está parado.

Abri minha latinha e bebi um pouco da celulite líquida.

— Como você consegue mudar tudo em tão pouco tempo?

— Depende do que eu mudei. – respondi abaixando a latinha até a bandeja. — Quais eram as suas regras? Do que você está se protegendo tanto?

— Minhas regras não importam, você quebrou todas elas.

Cruzei os braços e ele suspirou.

— Nunca dormir com uma paciente. Transar e ir embora. Ser muito claro sobre isso. Não passar a noite na casa de ninguém. Não levar ninguém para casa. Não manter um relacionamento. – ele disse enumerando nos dedos. – Tudo foi pelo ralo. Você ainda é minha paciente, está morando comigo, dormindo comigo na minha cama, na minha casa.

— Mas você não se relaciona com ninguém. – pontuei e ele me olhou de forma significativa.

Continuamos o jogo e eu descobri que sua cor favorita era verde, o Batman era seu herói preferido, ele era da Sonserina, seu melhor amigo era Tommy e sua melhor amiga era Sara, a enfermeira perva, e ele tinha começado uma coleção de motos. Tinha uma Ducati e duas Harley Davidson estacionadas em seu condomínio.

O almoço foi servido por um comissário de bordo. Agradeci por não ser a morena do batom rosa ridículo até que percebi que o tal comissário era gay. E estava encarando Oliver ainda mais do que a morena anterior.

Bufei e encarei meu prato. Frango grelhado com legumes do mediterrâneo, arroz integral e vinho branco para acompanhar. De sobremesa eu quis experimentar a torta holandesa que Oliver havia comido mais cedo.

— Como você não engorda comendo desse jeito?

— Considere que eu tenho 1,92m, passo a maior parte do tempo correndo dentro de um hospital e erguendo pacientes de todos os pesos, e ainda faço aulas de artes marciais. Eu tenho uma boa rotina, já que ficar velho e gordo não está nos meus planos. – ele disse antes de bebericar seu vinho branco. Pela cara de nojo que fez, não aprovou a escolha feita pela companhia aérea.

— Eu diria que é hereditário mesmo. – ele ergue uma sobrancelha para mim. – Por favor Queen, não há como negar que eu sei pai é um gato e pelo o que eu ouvi, sua mãe é bem feliz.

— Meus ouvidos irão começar a sangrar... – ele disse apertando os olhos e franzindo os lábios, eu ri. – Está me dizendo que tem uma queda pelo meu pai?

— Não, eu não tenho, mas olhe para sua família! Ele é lindo, sua mãe é linda, Thea é linda... – eu disse e ele revirou os olhos. – Eu realmente não vejo o porquê deste ciúmes sendo que eu estou ao lado do mais lindo.

Ele resistiu bravamente, mas seu sorriso escapou.

— Me conte sobre o anel? – perguntou apontando para o anel com um diamante solitário no meu dedo anelar. Fiquei tensa. Não. Eu ainda não estava pronta para contar sobre Cooper. – Quis te perguntar desde o dia em que teve alta, você pareceu aliviada por não ter perdido.

— Eu gosto dele, e se o perdesse ficaria bastante triste. – disse erguendo a mão e observando o brilho que ele ainda tinha mesmo depois de cinco anos.

— E...?

— E eu passo essa. – eu disse sorrindo.

— Vai ser punida.

— E você vai adorar me punir.

— Não posso negar isso.

— Sem amarrar e sem empatar. – eu lembrei e ele assentiu. – Me conte sobre a sua infância.

— Por que ir tão longe?

Ele ficou desconfortável. Muito desconfortável.

— Foi praticamente ontem! E você era tão fofinho! Vi uma foto sua no escritório de sua mãe. – eu contei e ele riu.

— Eu tinha sete anos naquela foto. Tommy havia dado uma bicicleta de aniversário para Thea e ela nos forçou ensinar ela a andar sem rodinhas no mesmo dia. Disse que estava grande demais para usar o apoio. – ele contou e eu ri. – E você?

— Nunca tive uma vida fora do meu quarto. Sempre gostei de mexer com computadores, culpe meu padrasto. Depois que ele se aposentou, me ensinou basicamente tudo o que eu sei. Passava dias desmontando, limpando e montando CPU’s com ele, mas também comi terra e caí várias vezes de bicicleta como uma criança normal... – eu contei e ele gargalhou de minhas últimas observações.

A comissárias levaram o que sobrou de nosso almoço embora e eu tirei os cintos de segurança e levantei o encosto do assento para deitar no ombro de Oliver que pousou sua mão em minha coxa. Assistimos uma comédia romântica para matar as 15 horas que faltavam ainda até chegarmos em Londres. Aceitei a manta que a morena do batom rosa ofereceu junto com o travesseiro e sentei em cima da manta bloqueando qualquer tipo de acesso que a mente curiosa e pervertida de Oliver pudesse ter.

— Como vai ser depois que eu refazer os exames, Oliver?

Ele desviou o olhar da lista de créditos que subia pela tela e olhou para mim.

— Você vai refazer os exames e eu vou ver como está o seu caso, não quer dizer que estará livre de mim. – graças á Deus. – Claro que você irá voltar para sua vida normal, trabalhar na empresa, fazer o que gosta de fazer, mas eu vou não ficar tão longe de você.

Percebi que ele havia ficado mais tenso e fechado do que o normal. Não poderia culpa-lo por que estava do mesmo jeito. Eu tinha menos de duas semanas com ele ainda, mas ainda sim parecia muito pouco tempo. O que iria acontecer depois que esses dias se acabarem?

Suspirei e Oliver escolheu outro filme e acabei adormecendo em seu ombro.

—-

Eu acordei horas depois com a voz do piloto dizendo para apertarmos os cintos, porque havíamos chegado em Londres. Oliver dobrou a manta e devolveu ela junto com o travesseiro para a comissária de bordo que expôs seu decote á ela ao seu curvar para pegar as coisas de suas mãos e eu quase virei meu pé na cara dela.

Estava com frio. Estava fazendo 9° em Londres.

Oliver apertou minha mão enquanto o avião pousava e depois de passarmos por toda a burocracia, pegamos um táxi até a filial britânica do Deluxe em Londres. Eu esperei sentada em uma poltrona, enquanto Oliver fazia o check-in no balcão da recepção com um adolescente cheio de espinhas.

Um ajudante nos levou até o nosso quarto com as malas em mãos e eu me abobei com o lugar inteiro. Super bem decorado. Tudo em dourado e branco. O quarto até tinha campainha! Okay. Isso não é bem algo surpreendente como a cura de algum tipo de câncer, mas era algo novo para mim! O quarto era enorme, tinha até uma sala de estar e uma de jantar! Sem falar no banheiro com a jacuzzi imensa no centro do paraíso de mármore e vidro. Outro rapaz apareceu com um vaso transbordando rosas brancas e cor de malva. Oliver deu gorjetas escandalosamente altas para os dois e depois se virou para mim.

— São para mim?

— Sim.

Eu sorri e cheirei as rosas que tinham um perfume maravilhoso que fazia meu nariz pinicar, mas eu não me importei. Peguei o cartão branco que estavam no meio delas e o abri.

“Para minha namorada.”

Oi? Como é? Namorada?

Me virei para Oliver confusa.

— Eu disse que não ficaria longe de você, e não aceito um “não” como resposta. – ele disse piscando entre as rosas e eu ri.

— Namorada?

— Fiquei observando os casais á nossa volta e vi que não tinha diferença alguma entre eles e nós, mas eu não tenho experiência nesta área. Eu pareço um namorado? – perguntou batendo os cílios novamente e eu ri.

— Não, você não parece com nenhum de meus exs-namorados. – eu disse e ele colocou o vaso na mesinha de centro da sala de estar com um olhar preocupado em seu rosto agora. – Graças á Deus por isso!

Ele riu e enlaçou minha cintura com seus braços.

— Isso é bom. – eu disse em meio ao abraço estranho.

— Eu soube que não iria mais resistir á você quando ficou berrando comigo no Natal, é o seu charme, Smoak. – ele disse e eu ri batendo em seu braço.

— Já posso ser punida?

— Não, minha punição, minhas regras. Eu escolho quando começar. Se você não estiver de jat lag, nós poderíamos caminhar um pouco e comer alguma coisa na rua... – ele disse e eu assenti.

O cansaço inteiro foi sugado pela felicidade que se espalhava em meu peito. Eu era namorada de Oliver Queen. Real, oficial. Ri com a linha de meus pensamentos, enquanto trancávamos o quarto e íamos até o elevador. Oliver me abraçou por trás assim que entramos e começou a distribuir pequenos beijos pelo meu pescoço. Nada provocativo, era apenas... Carinho. Simples e puro carinho. E eu amei cada momento daquilo.

Nós caminhamos pela avenida central, tiramos fotos do Big Bang e do Parlamento Britânico. Tomamos café e chá em uma Starbucks e apenas continuamos nosso jogo de perguntas e respostas enquanto passeávamos em um daqueles ônibus de turismos vermelhos de dois andares.

Quando anoiteceu, eu não consegui negar o quanto eu estava cansada. Não tomei banho, apenas troquei de roupa e caí na cama junto com Oliver e dormimos juntos como sempre fazíamos. Só que agora éramos namorados.

Suspirei.

Eu estava começando a parecer uma adolescente agora.

—-

— Okay, okay... Eu sei que você está com fome! – eu disse saindo do banheiro já pronta para o café da manhã. Oliver acordou mais cedo do que eu e já estava pronto para sair e completamente esfomeado. – Me desculpe por ter um coágulo dentro da cabeça.

O motivo do meu atraso foram os remédios. Pela primeira vez desde que estava com Oliver, nós dois esquecemos e foi a querida Siri que me lembrou de tomar eles. Oliver esperou, mas isso não diminuiu sua fome. Descemos até o restaurante do hotel de elevador onde já havia um casal discutindo, mas assim que nos viram, calaram-se na hora. A mulher ruiva estava muito brava com seu marido, tanto que ela ficava rodando suas alianças de noivado e casamento em seu dedo toda hora. Oliver e eu trocamos olhares cúmplices sobre a situação, mas não comentamos nada um com o outro até que estivéssemos dentro do restaurante.

— Você viu como ela estava brava com ele? – perguntei sentando na minha primeira mesa vaga que eu vi.

— Que tipo de merda será que ele fez para deixa-la daquele jeito? – perguntou Oliver de volta pensativo e eu ri.

Nós comemos muffins de chocolate com chá inglês e depois recebemos o convite da festa black-tie de Ano Novo que o hotel estaria anfitriando para os hóspedes. Eu quis ir e Oliver também. Confirmamos nossos nomes com o maitrê e depois passeamos um pouco por mais pela cidade. Nenhum ponto turístico específico, apenas andamos pelas calçadas observando a arquitetura gótica de Londres e apontamos alguns lugares que J.K. Howling citou nos livros de Harry Potter. Oliver também tinha lido e era seu livro preferido depois do Kama Sutra.

Ouvimos Jazz em uma praça, depois almoçamos em um food-truck de churrasco brasileiro, que era delicioso por sinal. Tiramos fotos, Oliver experimentou cervejas artesanais e até virou membro de um clube de cervejeiros artesanais, o que me fez rir enquanto comia batatinhas assadas que eram servidas com as cervejas. Ele tinha gostos peculiares, nada como os gostos peculiares de Christian Grey, mas ainda sim peculiares.

Quando escureceu, nós decidimos voltar para o hotel. Subimos até o quarto e eu encontrei duas caixas brancas grandes com laços verdes me esperando em cima da cama. Olhei para Oliver que acenou com a cabeça em incentivo.

Desmanchei o laço e levantei a tampa. Ofeguei. Tinha um vestido ali dentro. Ele era longo, vermelho e incrivelmente sensual. Saltos o acompanhavam com o mesmo tom de vermelho do vestido. Me virei para Oliver boquiaberta e ele apenas riu, constrangido.

— Gostou?

— Sim! Muito! – exclamei pausadamente passando a mão no tecido do vestido com cuidado.

— Eu adoro ver você em vermelho. É a sua cor. – ele disse me abraçando por trás, enquanto eu abraçava o vestido com adoração. Eu realmente tinha gostado. – Deixe o cabelo solto, por favor.

— Me peça para pular e eu irei perguntar o quão alto se eu puder usar esse vestido... – eu disse ainda abobada e senti seu sorriso em meu ombro.

Eu passei um tempo de qualidade dentro do banheiro. Tomei banho sozinha para tristeza de Oliver, passei meu hidratante de lavanda e depois vesti a lingerie que havia trazido especialmente para hoje. Conjunto preto de renda transparente. Ignorei meu constrangimento comigo mesma e a vesti. Calcei os sapatos de salto alto vermelhos e ele serviram direitinho.

O vestido foi o próximo. Parei para observá-lo só mais uma vez e sorri. Era longo, vermelho como os sapatos, com um decote comportado, porém sensual e alças largas que deixavam meu colo mais exposto do que o normal. Sem falar que ele também deixava minhas costas nuas. A peça caiu em meu corpo como uma luva.

Passei para maquiagem e depois de assistir dois tutoriais no YouTube, decidi não me arriscar muito hoje. Fiz uma maquiagem bem básica, mas passei o meu batom vermelho. Troquei os óculos por lentes de contato e sequei o cabelo. Eu não sabia o que fazer com este último.

Oliver havia pedido para deixa-lo solto, mas iria ficar tão simples... Peguei os rolinhos que achei debaixo do gabinete da pia e fiz o meu melhor para deixar cachos perfeitos. Prendi ele de lado com grampos e aprovei o resultado. Estava solto, mas não tão simples como antes. Coloquei um par de brincos e um bracelete que havia trazido por acaso e estava pronta.

Ao sair do banheiro, encontrei Oliver na sala de estar com um copo de uísque em sua mão. Ele estava vestindo um smoking com gravata borboleta, mas seu paletó estava estirado no sofá, enquanto ele olhava pela janela e bebia. Preciso dizer o quão sexy ele estava?

Ele se virou para mim e me mediu da cabeça aos pés, e pela primeira vez não me importei de um homem fazer isso comigo. Ele se aproximou com passos lentos e se inclinou contra meu pescoço. Ele estava me cheirando? Não sabia, mas também não me importava.

— Tão linda... – disse sorrindo para mim e eu sorri de volta. – Pronta?

Assenti e ele apenas vestiu seu paletó e nós descemos até o salão de festas do Deluxe.

A festa era black-tie e todos pareciam estar se divertindo no meio de comidas variadas, todos os tipos de álcool, muito jazz e música clássica. Oliver e eu jantamos, dançamos, nos beijamos e até entramos em uma Photo Booth! As fotos iam de sorrisos á caretas e por final um beijo.

Cortei a tira de fotos em dois e dei a do sorriso e do beijo para ele e fiquei com as das caretas. Guardei na minha bolsa e ele guardou no bolso da calça dele, enquanto saímos na sacada para assistir a queima de fogos.

A contagem regressiva começou e se abafou no mesmo momento em que Oliver me puxou para si e me beijou como nunca tinha me beijado. Era algo indescritível. Era diferente dos beijos cálidos e selvagens que ele sempre me dava... Eu não sabia o que era, mas era bom.

Comecei 2018 da melhor maneira possível.

— Feliz Ano Novo, Smoak. – ele sussurrou quando nos separamos e eu sorri preguiçosa.

— Feliz Ano Novo, Queen.

Eu quis caminhar pelas ruas de Londres e Oliver aceitou meu plano, recebemos comprimentos de britânicos bêbados e de comerciantes que ainda estavam abertos, os ingleses eram educados demais e isso me fez rir.

A alegria da rua estava mais contagiante do que a festa cheia de pompa em que estávamos. Cedi á cerveja artesanal que Oliver tanto amou e até fizemos um cartão postal com a nossa foto perto do Big Bang!

Depois disso, não tinha mais nada da rua ou no hotel para nós dois. Voltamos para nosso quarto e começamos nossa festa particular. Recebemos até champagne cortesia do hotel com uma salada de frutas enorme.

Oliver passou a noite inteira me tocando de maneira sutil, nada sensual demais ou respeitosa demais. Pequenos toques na cintura, cotovelos e pescoço que faziam a minha pele se arrepiar por completo, e a minha expectativa aumentar.

Gemi baixinho ao sentir o pequeno pedaço de manga desmanchar em minha língua e Oliver me abraçou por trás. Eu sorri e apertei seus braços ao meu redor. Ele beijou meu pescoço e riu de alguma piada particular que só ele conseguia entender. Ele abriu o zíper lateral do meu vestido e deslizou as alças do meu ombro. O vestido formou um bolinho ao redor dos meus pés em um piscar de olhos.

Mesmo estando de costas sabia que Oliver estava sorrindo ao ver a lingerie que eu estava usando, tanto que ele gemeu/riu. Ele passou o dedo indicador da minha nuca até minhas covinhas nas costas e nesse percurso viciante, a lingerie foi tirada também e se juntou ao vestido no chão.

— Eu vou passar a noite inteira dentro de você... – ele sussurrou e eu ri. Ele me pegou em seus braços e eu gritei surpresa, foi muito rápido.

Fui depositada na cama com cuidado e Oliver caminhou até o banheiro, voltando de lá com uma quantidade considerável de camisinhas em mãos. Eu ri como uma adolescente com os hormônios á flor da pele. Ele tirou o paletó, a gravata e as abotoaduras sem muita pressa. Me virei na cama e apoiei a cabeça no braço para apreciar o show. Ele parecia alheio, mas assim que me viu encarando, abriu um sorriso sacana. Chutou os sapatos e as meias para perto do vestido e caminhou até a borda da cama.

Engatinhei até ele e peguei das lapelas da camisa, com toda a minha força eu abri e botões voaram por todos os lados me fazendo rir e ele também.

— Eu pensei que isso só acontecia em filmes ou em pornôs... – comentei me livrando da camisa e deixando seu peito exposto. Ele riu mais uma vez e me ajudou com a camisa.

A calça foi em seguida e por último sua boxer. Uma fato curioso sobre Oliver era que ele não tinha roupas claras, e todas as suas boxers eram pretas. Alcancei uma das camisinhas que ele trouxe e o vesti com ela. Já com a camisinha, eu não dei nem tempo dele pensar, apenas o puxei para mim e ele caiu em cima de mim.

Ele era pesado, mas eu não me importei.

Oliver se recuperou e beijou minha mandíbula, pescoço e clavícula com toda a calma do mundo. Beijos molhados que me faziam gemer como a pervertida que tinha dentro de mim. Minha coluna se arqueou por vontade própria quando ele alcançou um dos meus seios. Eu não estava realmente precisando de preliminares, porque já estava mais do que molhada desde o jantar e ele sabia disso.

O bastardo gostava de provocar.

Se você me dissesse que uma mulher consegue gozar com apenas alguns chupões nos seios, eu teria sido completamente cética e discutido com você, mas agora eu era a prova viva, porque eu senti o orgasmo dentro de mim explodir e Oliver só estava brincando com os meus seios.

— Seu cheiro é completamente viciante, Smoak. – ele sussurrou descendo para minha barriga. Eu já havia perdido a conta de quantos chupões ele me deu, mas enquanto eles estivessem em áreas cobertas, eu não me importava. Eu também marcava ele.

— Oliver... Chega de preliminares. Eu quero você. – minha voz saiu manhosa e minhas pernas se abriram em um claro convite. Eu engasguei de puro prazer quando ele me invadiu com um movimento único e preciso.

Nós não parávamos, muito menos pensávamos. Apenas queríamos libertação. O ritmo cresceu e se tornou algo novo. Eu sentia vibração começar dentro do meu ventre e Oliver inchar dentro de mim. Eu gemia o nome dele. Ele gemia o meu nome. Nunca estivemos tanto em sintonia como agora.

Sua mão em minha coxa, enquanto lutava comigo pelo controle do nosso beijo. Minhas mãos arranhando suas costas. O movimento de vai e vem nunca cessando, quando atingimos o prazer pela primeira vez do ano, juntos. O prazer inundou minha mente, meu corpo. Completamente. Oliver se retirou e eu resmunguei. A camisinha foi jogada longe, mas eu não queria ele longe de mim.

— Fique comigo... – pedi aos sussurros ainda dopada pelo prazer.

Oliver voltou para dentro de mim e eu me enrosquei ao redor dele. Pela primeira vez, ele foi o primeiro a adormecer e eu apenas beijei seu peito e sussurrei uma confissão secreta vendo uma última explosão colorida explodir no céu escuro.

— Eu te amo.

Notas finais
Eu realmente não iria terminar o ano com um capítulo com final bem desgraçado, considerem este meu presente de Natal e um Feliz Ano Novo! Espero que todos tenham ótimas festas de fim de ano e que 2018 venha com tudo, recheado de novos sonhos, novas conquistas e novos amores! Nos vemos ano que vem com mais capítulos! L.W PS: Última meta do ano #430 comentários ou mais uma recomendação?