Notas iniciais
dadmlaçsmd 2 reviews e já to postando mais. mas o motivo é: domingo tem episódio novo e eu não quero que o episódio mude minhas ideias. mesmo que a Molly esteja super feliz com o Tom, eu quero que ela fique super feliz com o Sherlock. ah, ok. espero que gostem!

Treze das ideias separaria o casal, uma não mudaria absolutamente nada – o que era completamente ridículo na cabeça de Sherlock – e a última mataria o noivo de Molly, mas ele realmente não se importava. Sabia que uma das ideias aconteceria e talvez nem precisasse fazer nada, isso era só uma questão lógica.

– Aqui estou eu. – Disse, descendo do carro e recebendo um olhar demorado e sorridente de Molly.

– Bom te ver. – Ela deu-lhe um sorriso nervoso e tentou soar casual, mas ele sabia o que aquele olhar significava.

Ele sabia o que aquele olhar sempre significaria. Sempre. Observou-a de verdade. Vestida para impressionar, como se não impressionasse até mesmo vestindo jaleco. Mesmo constantemente escondida atrás do jaleco, ela sempre estava bem vestida. Seja de uma forma colorida e divertida – ele realmente gostava disso, ela se destacava com suas roupas coloridas. Ou até mesmo de forma sensual quando havia alguma reunião de amigos ou uma festa. Mas hoje ela havia apenas escolhido suas roupas muito bem. Um vestido preto sem sutiã, certamente fácil de despir e que obviamente chamava a atenção de qualquer homem para seu colo bonito e perfeitamente desenhado, até mesmo a dele. Tinha um decote provocativo, mas não exagerado. E era curto, deixando suas pernas alvas – porém recém-bronzeadas à mostra. Ele teve que se controlar para não sorrir. Para proteger-se do frio da manhã, uma blusa de frio, trazendo uma cor para seu corpo. Uma blusa de lã tão vermelha quanto seu batom. Provocante, porém discreta. Era assim que ela conseguia ser maravilhosa. Sherlock pensava assim, Tom pensava assim. E era assim que ela realmente era.

– Senti sua falta. – Sorriu o detetive, testando-a a princípio.

A reação de Molly diria tudo o que ele precisava saber. Ainda um pouco afastado, observou enquanto sua mão agarrava a manga do casaco de Tom e – de repente – sua respiração se alterara drasticamente. Ele podia ver seus movimentos, sua respiração rápida e desesperada. Deu um breve aceno de cabeça ao homem ao lado dela e voltou seu olhar à castanha.

– Pode me mostrar onde colocar a minha mala? – Ele perguntou gentilmente.

Maldito!” Foi a única palavra que passou pela cabeça de Molly. Passara a manhã inteira esperando-os, roendo as unhas. Tom sempre ao seu lado, acalmando-a e sendo o homem mais fofo do mundo. Tão parecido, mas tão diferente... Como ela poderia não ter se apaixonado por ele? Como não esquecer Sherlock? Ela não sabia a resposta para essas perguntas, mas seu estúpido coração parecia saber. Ele se recusava. Não aceitava Tom, não esquecia Sherlock. A forma mais fácil era simplesmente deixar o seu lado lógico guiar a relação. Tom nunca reclamara dos sentimentos da moça por Sherlock. Ele sabia, mas não se importava muito. E o detetive... Bom, ele havia sido um babaca antes, depois pedido desculpas, mas depois havia sido um babaca de novo. “Mas ainda assim, eu o ajudei.” Sentia-se aliviada por isso. Não queria trata-lo mal por um dia ter sido ignorada. Sabia que no fundo, não era culpa dele. “No final de tudo, estive lá por ele quando precisou de mim.” E aparentemente, ele finalmente a viu. Disse que ela sempre importara. Disse que ela havia sido, na verdade, a mais importante. “Mas já era tarde demais, Tom já estava em minha vida.” Pensou decididamente: tarde demais para Sherlock Holmes.

– É claro. Vou levá-lo até o quarto, Tommy. – Molly se colocou na ponta dos pés, depositando um beijo carinhoso nos lábios do noivo que apenas sorriu como quem diz “tudo bem”.

O estômago do mais alto se revirou. Aquilo era simplesmente nojento. Ele não gostava de vê-la beijando-o. “Não o beije na minha frente, Molly Hooper” ele queria gritar. Mas não gritou. Simplesmente seguiu-a, quando ela soltou a manga do casaco do noivo e se pôs a caminhar na direção da pequena pousada.

– Então... – Ele começou.

Se Molly não o conhecesse como a palma da própria mão, diria que Sherlock Holmes estava hesitando. Hesitando para falar com ela... “Isso é ridículo, eu sei disso.” Balançou a cabeça e quase riu de seus pensamentos tolos e iludidos. Mas mesmo assim, a ideia não deixou de passar por sua cabeça.

– Como estão? – Ele jogou, simplesmente.

– Eu e Tom? – Ela perguntou, recebendo um gesto afirmativo como resposta. – Estamos... Você sabe.

– Não, eu não sei. – Disse sério, ainda seguindo-a. – Eu nunca saberia.

– Esse é seu quarto. – Ela cortou o assunto, que começara a assustá-la. – Sinta-se a vontade.

– Obrigada, Molly Hooper. – Sorriu, tentando parecer fofo. – Posso te perguntar algo?

– Você... Ahm... É... Hum... Claro. – Idiota!

Você é completamente estúpida, Molly!” Ela pensou isso sobre si mesma. Que tipo de imbecil gaguejaria daquele jeito com uma simples pergunta. Oh, ela gaguejou antes mesmo da pergunta. Se ele achava-a idiota, agora acharia ainda mais...

Mas não. Ele achava-a doce. Doce e adorável. Molly sempre fora uma parte adorável de sua vida e ele nunca pôde negar isso para si mesmo. Só era extremamente difícil admiti-lo para outras pessoas. Como sempre, John via através dele. Até porque, John havia mudado-o drasticamente. Ele sabia, sentia. Desde que o médico chegara à sua vida, muita coisa havia mudado. Aquele Sherlock que a tratou tão mal no passado não existia mais. Não, não tinha se tornado sentimental. Só havia percebido que os sentimentos existem. Eles estão lá. Não os dele, com os dele ele não se importava. Mas agora ele conseguia ligar para os sentimentos de seus amigos. Não queria magoá-la e – por mais que não fosse admitir isso nem para si mesmo – não queria perdê-la para Tom... “Mas talvez seja tarde demais”, pensou o detetive, despenteando os cabelos negros e – sem perceber – deixando-a sem ar.

– Verde ou roxo? – Ele pergunta finalmente, com um sorriso de canto.

O coração da mulher parada à sua frente foi capaz de disparar com aquela simples pergunta. Ele podia ler seus movimentos perfeitamente. Sabia que ela estava ansiosa. Olhava na direção de Tom de cinco em cinco segundos. Estava nervosa e ansiosa, com medo de se mostrar insegura demais. Medo de se entregar demais – como sempre fizera. E ele causava isso a ela. Ele sabia que causava isso a ela. E isso não parecia nada justo aos olhos dela.

– Roxo. – Respondeu simplesmente, as bochechas ficando rosadas enquanto se lembrava do quanto o homem à sua frente ficava extremamente sexy vestido com roupas daquela cor. – Cai bem em qualquer um.

Não era exatamente o que ela queria dizer. “Cai bem em você” seria muito mais sincero. Ele abriu discretamente o casaco e a blusa social roxa estava ali. A preferida de Molly. A cor que mais o caía bem. O deixava estupidamente maravilhoso. Isso era injusto. Ele sempre soubera que era a blusa favorita dela. Ele sabia que suas emoções variavam de forma ainda mais profunda quando ele estava dentro daquela blusa. Por qual motivo, ele não sabia... “Oh, a louca cabeça das mulheres...” Foi o que ele pensou depois de concluir o teste da camisa roxa. Alternou as cores e observou, ela sempre parecia ainda mais sem palavras e entregue quando ele vestia a cor roxa. Então a cor roxa passou a ser uma das favoritas dele também. “Sem nenhum motivo especial”, dizia ele para John sempre que era questionado. “Por que tem que fazer isso comigo, maldito?” A mulher que antes se sentia totalmente sensual e confiante ao lado de Tom, agora se sentia apenas uma idiota apaixonada e sem reação diante de Sherlock. Ele ainda assistia com certa diversão enquanto ela corava, mas apenas deu um sorriso e uma sensual piscadela. Logo depois ficou em silêncio. Um sinal de que ela estava livre para ir.

Obrigada.” Ela ouviu quando deu as costas. Mas quando se virou a porta já estava fechada. “Isso vai ser difícil”, pensou Molly, com certo sofrimento. “Isso vai ser definitivamente muito difícil...

Notas finais
to com tanta ideia que to postando uma hora dessa! e nem dormi! ó gosh!