Danger Line

26 Watching You.


Notas iniciais
Trilha sonora do capítulo:
http://www.youtube.com/watch?v=OMOGaugKpzs

WATCHING YOU.


Lucy’s POV.


Eu estava confusa. A turnê estava chegando ao fim e agora mais do que nunca eu precisava ir para a Califórnia me redimir com Arin.

Eu o entendia e sabia que de fato ele deveria estar bem chateado comigo. Não poderia culpá-lo, assim como eu também não poderia prever que ele faria uma loucura dessas por mim, realmente nunca pensei que alguém pudesse fazer por mim algo assim.

Eu melhor do que ninguém sei o quanto ele batalhou para conseguir juntar aquele dinheiro, e de repente, sem mais nem menos, ele joga tudo para o alto, apenas para me encontrar.

Tinha medo de estar sendo ingrata com ele. Afinal, Arin era meu melhor amigo, meu irmão e sempre cuidou de mim.

Apanhei meu celular, pensando em ligar para ele, mas estava com medo do que fosse ouvir, talvez fosse melhor esperar até finalmente nos reencontrarmos.

- Com licença! – ouvi de repente, levando um leve susto, derrubando o celular em cima do colchão.

Assim que olhei para trás vi que era Brian quem entrava no quarto, sem camisa, usando apenas uma bermuda preta de tactel.

- O que foi? – ele olhava levemente para o próprio corpo, tornando a colocar seus olhos obcecados sobre mim. – Nunca viu um homem só de bermuda?

- Como você é ridículo. – debati irritada, girando em direção a porta.

- Espere. – ele segurou o meu braço, fazendo com que eu tornasse a olhá-lo. – Eu só estava brincando, não precisa ficar assim... De um tempo para cá eu percebi que você ficou muito séria... Aconteceu alguma coisa? – era irônico pensar, mas ele me encarava atenciosamente.

- Não. – disparei de má vontade. – Não aconteceu nada.

- Você não precisa ficar em modo de ataque o tempo todo. – ele suspirava, ainda sem soltar os meus braços. – E-eu queria ter aproveitado melhor a turnê para a gente se conhecer melhor... É... Mas a gente acabou só em pé de guerra... Mas foi legal, você é uma boa adversária. – ele esboçava um sorriso no canto dos lábios.

- Por que de repente você resolveu querer se preocupar com o que eu penso? Ou com quem eu sou? – perguntei, sem exaltar a voz. – Acha que eu vou cair nos seus truquezinhos? Eu não acredito que você esteja querendo ser legal comigo com boas intenções.

- Não há truques. – ele franzia os lábios, soltando-me. – Não preciso disso. – como uma criança emburrada, ele cruzava os braços e me encarava.

- Ótimo, agora sai da minha frente. – debati, tentando passar por ele, porém, ele mantinha seu tronco tão firme quanto de uma árvore, enquanto seus olhos escuros caminhavam pelo meu rosto.

- Você pode negar, mas eu sei que você sente pelo menos algum tipo de atração por mim. – Brian esboçava um sorriso um tanto travesso.

- Era de se esperar que agora que a turnê está acabando você queira ficar comigo a todo custo... Mas fique sabendo que você não vai conseguir. – cruzei os braços, encarando-o da mesma forma.

Brian, porém, abriu uma gargalhada estrondosa, enquanto inclinava seu corpo para trás.

- Você é engraçada. – ele apertava minhas bochechas a fim de me deixar ainda mais irritada. – Mas eu já fiquei com tanta mulher durante essa turnê, mesmo com você me atrapalhando, que eu simplesmente não preciso mais ficar me humilhando para você, ouviu bem? – Brian se aproximava ainda mais de mim. – Ainda bem que a turnê vai acabar, assim eu me livro de uma pessoa tão chata quanto você! – suas palavras saíam pesadas de seus lábios. – Você é a pior sequestrada do mundo!

- Ótimo. – disse simplesmente, esperando que agora de fato ele saísse da minha frente.

Brian ficou apenas me olhando, e de uma forma muito diferente da qual eu já estava acostumada. Eu poderia estar louca, mas havia um resquício de tristeza imerso em seu olhar obscuro. Ele então simplesmente abaixou a cabeça, dando-me passagem.

Brian’s POV.


Não importava o que eu fizesse ou dissesse. Jimmy poderia estar certo sobre mim, mas apesar de tudo ela não me queria por perto.

Sentei-me no sofá, abrindo a garrafa de Whiskey. Logo na primeira dose, senti o líquido passar queimando em minha garganta, chegando pesado em meu estômago. Suspirei, inclinei a cabeça para o alto, ficando pensativo.

Eu sentiria falta dela.


- Ô bicha, vai ficar aqui dentro mesmo bebendo que nem um emo desiludido com catapora? – vi Matt entrando no ônibus, olhando-me com vestígios de riso em seu rosto. – O pessoal todo está lá fora curtindo um churrasco, cara...

- Eu sei. – dei de ombros, bebendo um pouco mais.

- Eu deixo você conversar com a Lucy agora... Temos que aproveitar o último dia de turnê, por que as férias nos aguardam! – ele suspirava, sentando-se ao meu lado. – Sinto tantas saudades da minha Val...

Encarei Matt com um pouco de inveja. Eles eram tão felizes juntos... Eu não conseguia entender por que eu não poderia ter isso também. Por que eu tive que me apaixonar justamente pelo meu maior vício... Aquilo era perigoso demais.

- Val me disse que Michelle pergunta muito sobre você. – Matt revirava os olhos, bufando alto. – Aquela assassina! — disparou entredentes.

Dei de ombros, apenas.

- Você não pretende voltar com ela? – Matt perguntava, encarando-me seriamente. – Vocês terminaram assim tão do nada... – ele coçava a nuca. – Você... Não sentiu falta dela nessa viagem?

- Não. – respondi convicto. – É como se Michelle nem tivesse existido na minha vida. – suspirei. – Nem se quer cogito em voltar com ela.

- É que você se apaixonou pela Lucy. – ele dava risada.

- QUÊ?! – senti uma forte pontada no peito. – O JIMMY...

- Que mané Jimmy o que, cara... Está escrito na sua testa! – Matt apontava para a mesma.

Apanhei a garrafa, vendo o reflexo da minha testa por ela.

- Anta! – Matt revirava os olhos. – Foi modo de dizer.

- Não faça piadas assim quando eu estou levemente bêbado... – resmunguei.

- Não engane a si mesmo. – Matt disparava um peteleco contra minha testa, erguendo-se do sofá e retirando-se do ônibus.

Fiquei ali com aquelas palavras cravadas na minha cabeça. Era difícil aceitar a real situação, por mais que eu insistisse em negar e lutar contra isso com a pouca força que ainda me restava.

Levantei-me a fim de dispensar logo toda aquela parte deprimida que estava tomando conta de mim, para me juntar aos meninos naquele churrasco à beira do rio.

Assim que me retirei, todos estavam tomando suas cervejas e deliciando-se com pedaços grandes e suculentos de picanha.

Lucy estava linda com aquela calça de couro. O tecido ressaltava completamente suas nádegas bem formadas e arredondadas. Além disso, ela usava uma regata branca, sem estampas e um óculos de sol modelo aviador. Estava com uma garrafa de cerveja nas mãos, enquanto bebia e conversava com Jason. Eu particularmente não me felicitava com aquela situação, ainda mais sabendo que Lucy estava tão sensual daquela forma.

O dia foi passando e nós simplesmente resolvemos aproveitar e relaxar. Era divertido ficar ali, isolado do mundo com seus melhores amigos, embora houvesse sentimentos que te sufoquem constantemente.

Eu a via sorrir, conforme a luz do sol se pondo no horizonte iluminava seus belos fios louros. Os lábios avermelhados se abriam graciosamente conforme ela ria com as palhaçadas de Jimmy, ela abraçava Matt como se ele fosse seu irmão, Johnny e Zacky como seus melhores amigos, enquanto eu ali, sentando com um copo de caipirinha nas mãos, esperando um mísero sinal de sua atenção.

Percebia que ela me olhava. Rapidamente, mas olhava. Havia momentos em que parecia que ela havia ficado distraída, e seus olhos se encontravam com os meus. Era uma sensação estranha já que meu coração badalava enquanto minhas mãos se acusavam suadas. Eu nunca havia ficado desse jeito e aquilo me preocupava.

As horas iam se passando e logo mais, eu nunca mais a veria. Aquele sentimento de saudade me completava com seu vazio toda vez em que eu pensava na possibilidade de nunca mais vê-la em minha vida. Era desesperador, roubava-me todo o ar que eu tentava transportar para meus pulmões e toda a vitalidade de meu estômago que rodava como se estivesse em transe. Não queria ficar sem vê-la, embora eu soubesse pouco sobre o que sentia, eu sabia muito bem o que eu não queria.

A noite veio, e minha angústia aumentou ainda mais. Os meninos tentavam me distrair, enquanto Matt dizia que aquilo era o melhor... Lucy tinha de voltar para onde veio...

- TEM UM PATO AQUI! – Jimmy gritou de repente. — VENHA ATÉ MIM, Ó MEU AMADO PATO! — quando olhei para a frente, vi que Jimmy corria atrás de um pato como um policial correndo atrás de um bandido.

Pobre pato.

Todos saíram correndo, exceto Lucy, que ficou parada ao lado da churrasqueira, rindo de maneira graciosa, enquanto eu hesitava em me aproximar.

Logo a vi se espreguiçar. Levantou os braços lá no alto, enquanto eu podia ver vestígios de sua lombar.

Eu a queria e ninguém poderia entender o quanto aquele meu desejo era tão forte.

Vi então seu rosto encontrar o meu novamente. Engoli seco, ela estava se aproximando.

Lucy simplesmente passou por mim, sem dirigir a palavra. Ela estava me ignorando e isso fazia com que eu me sentisse ainda pior.

- Lucy... – sussurrei, assim que vi que ela se sentava no sofá dentro do ônibus.

Ela estava com um sorriso misterioso tomando conta de seu rosto.

- O que foi? – Lucy perguntava concentrada em fitar seus olhos sobre o chão.

- Nada, é que você entrou do nada... – suspirei, sentando-me ao seu lado. – Está tudo bem?

Lucy então se levantou, abrindo um sorriso ainda maior.

- Eu nem acredito que amanhã estarei voltando... – ela dizia como se estivesse aliviada. – Aliás, eu quase me esqueci... Eu vou voltar para a Califórnia com vocês, tudo bem?

- Vai?! – levantei-me do sofá, sentindo meu coração saltar alto.

- Vou... – ela dava de ombros. – Meu amigo foi até mim... – Lucy de repente disparou uma risada. – Ele foi até a Califórnia por minha causa! – dizia num tom de animação e empolgação.

- Ah... – senti como se meu coração fosse jogado contra o chão e pisado brutalmente.

Será que ela amava esse amigo?


- Eu vou sentir falta de vocês... – ela olhava dentro de meus olhos.

- E de mim? – perguntei temeroso, enquanto me aproximava dela, lentamente.

- É estranho... Mas de você também... Como eu mesma disse... Vou sentir falta de vocês... Embora provavelmente seja um alívio, já que não vou ter que conviver com nenhuma pessoa louca, sabe co...

Não resisti, aproximei-me dela rapidamente, segurando a maça de seu rosto, dando-lhe um beijo nos lábios.

Ela sentiria minha falta. Já bastava para mim naquele instante.

Percebi que de imediato ela não reagiu, apenas depois reagiu, empurrando-me para trás.

- O que foi isso?! – ela perguntava, limpando os lábios e encarando-me com a testa franzida.

- Olha! – desembestei a falar. – Você pode me xingar, me odiar! Não estou falando que você não tem razão disso...

- Não estou entendendo... – ela tentava se afastar de mim, embora estivesse encurralada contra a parede.

- Eu vou sentir sua falta. – a olhei dentro dos olhos, disparando aquelas palavras como um tiro de uma arma. — M-mas do que você imagina. — gaguejei na frente dela. Aquilo era uma heresia!

Lucy me olhou com os olhos arregalados, um tanto perplexa.

- Você não é mais só um capricho, você se tornou uma necessidade. – tornei a deixar meu coração falar. Eu não devia estar fazendo aquilo, mas era mais forte do que eu.

- Brian... – ela tentava me empurrar para trás.

Apesar da força insignificante que ela exercia sobre mim, mantive meu corpo firme diante dela, olhando-a, decidido a aproveitar aquele momento com ela, independente de seu desfecho, se ela fosse me dar um tapa na cara, ou se finalmente deixaria que eu dissolvesse toda a muralha de ferro que ela havia se colocado, a fim de se defender.

- Eu não vou sair. – disse decidido, aproximando-me ainda mais dela.

Lucy engoliu seco.

- Dá pra você parar de ficar brincando comigo? – ela respondia arisca.

- Quem disse que isso é brincadeira? – coloquei meu rosto ainda mais próximo do dela, ao ponto de sentir sua respiração desordenada e seus olhos sem saber para que direção olhar.

- Me solta... – ela dizia com os lábios trêmulos. Eu sabia que uma vez ela havia desistido daquela resistência absurda. Eu poderia fazer isso novamente, e dessa vez eu não fugiria.

Coloquei meu corpo próximo ao dela a fim de que ela sentisse e soubesse que eu iria estar ali e não iria embora por nada. Segurei firme em sua cintura, enquanto sutilmente meus dedos atravessavam a barreira de sua camiseta, fazendo com que assim minha pele ficasse em contato com a dela.

- Para com isso... – ela sussurrava, porém não tinha força.

Pude sentir as vibrações de seu corpo levemente tensas e eu gostava daquilo. Estava deixando-a nervosa, no bom sentido da palavra.

Não quis perder mais tempo. Segurei-a por trás da nuca, tornando a selar nossos lábios. Minha língua pedia passagem para explorar o interior de sua boca, porém ela ainda resistia, tentando inutilmente me empurrar para que eu me afastasse, mas eu sabia que ela não estava usando toda força que tinha e nem todas as artimanhas que costumava a utilizar quando não me queria perto. Seu respiração estava como daquela outra vez, quando ela havia tentado me seduzir usando a roupa mais sensual que já havia visto na vida.

Segurei seus braços, num modo um tanto brusco, descendo-os para a bancada, fazendo com que a madeira vibrasse por alguns míseros segundos, enquanto eu ainda pedia permissão para que seus lábios encaixassem com os meus. Abracei-a firme, deixando-nos o mais próximo que eu podia, entrelacei nossos dedos, enquanto conduzia seus braços para o ninho de meu corpo e foi aí que eu senti que ela começou a ceder.

Seus lábios se abriam e eu poderia sentir nossos músculos atritando um contra o outro, conforme a batida de Every Breath You Take, do The Police, que tocava do lado de fora do ônibus, começava a invadir a porta que estava entreaberta.

Era um beijo quente, que fazia com que meu corpo acumulasse calor, conforme eu a colocava ainda mais no interior de meus braços.

Every breath you take

(Em cada suspiro que você der)

Every move you make

(Em cada movimento que você fizer)

Every bond you break

(Em cada elo que você quebrar)

Every step you take

(Em cada passo que você der)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

Coloquei minhas mãos por trás de suas costas e ela não teria mais como escapar.

Afastei nossos lábios, olhando-a nos olhos, e ela simplesmente me correspondeu o olhar.

Every single day

(Em cada dia)

Every word you say

(Em cada palavra que você disser)

Every game you play

(Every game you play)

Every night you stay

(Em cada noite que você ficar)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

Olhei dentro de seus olhos e pude sentir que ela estava na mesma sintonia que eu. Nossos corações acelerados batiam no mesmo compasso, conforme a música que tocava lá fora, numa estação de rádio qualquer.

Eu podia ver bem dentro de sua íris. Seus olhos não eram de um verde comum, e sim de uma nuvem de cores amareladas, azuis e esverdeadas, que contornavam em um cinza profundo, deixando seu olhar ainda mais irresistível para mim.

Segurei firme na maça de seu rosto, tornei a beijá-la e ela nem se quer hesitou. Retribuiu meu beijo de maneira calorosa, conforme eu ouvia sua respiração ficar cada vez mais acelerada.

Oh, can't you see

(Oh, você não consegue ver?)

You belong to me

(Você pertence a mim)

How my poor heart aches

(Como meu pobre coração dói,)

With every step you take

(com cada passo que você dá)

Usei meu quadril para mantê-la firme onde estava, quando finalmente senti que sua muralha de ferro havia sido, pelo menos naquele momento, totalmente destruída.

Seus braços circulavam ao redor do meu pescoço, enquanto seus dedos escapavam para entrelaçar entre os fios dos meus cabelos. Minha respiração ficou ofegante e o calor de nossos lábios dançando um com o outro parecia querer soltar faíscas perigosas.

Os meninos poderiam voltar, mas eu não me importava. Queria tê-la ali comigo, independente de como, mesmo que fosse perigoso. Afinal, perigo sempre me dava prazer.

Every move you make

(Em cada movimento que você fizer)

Every vow you break

(Em cada promessa que você quebrar)

Every smile you fake

(Em cada sorriso que você fingir)

Every claim you stake

(Em cada direito que você reivindicar)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

De repente, o compasso frenético da música se modificava para algo mais explosivo e concreto, assim como nossas carícias que se misturavam a fogo diante da pólvora de nossos desejos.

Não quis resistir mais, quis levá-la dali e explorar seu interior. Ela estava sendo minha naquele instante e não havia nada que eu pudesse ou que eu quisesse fazer para isso mudar.

Desci minhas mãos, segurando de modo firme em suas coxas, encaixando-a em meus quadris. Cambaleando fui me aproximando do estreito sofá que ficava próximo a bancada de bebidas. Nossos lábios não se cansavam, e eu disparei seu corpo contra a estrutura, vendo-a com os lábios avermelhados e as bochechas coradas.

O zíper de sua calça reluzia em meus olhos. E eu inclinei, desejando poder sentir sua pele tocar na minha, mais do que um louco sedento por água em meio ao deserto.

Since you've gone I've been lost without a trace

(Desde que você se foi, eu tenho estado perdido)

I dream at night I can only see your face

(Sonho de noite e só consigo ver o seu rosto)

I look around, but it's you I can't replace

(Olho em volta, mas é você que não posso substituir)

I feel so cold and I long for your embrace

(Eu sinto tanto frio e desejo seu abraço)

I keep crying baby, baby, please

(Eu continuo implorando, baby, baby, por favor)

Implorava, implorava para que ela não fosse embora, mentalmente. Aquele momento não era propício para isso.

Minha língua explorava os lábios inferiores de sua intimidade, enquanto eu a ouvia gemer e dizer meu nome. Seus músculos tremiam como se estivessem em curto circuito.

A pele de todo seu corpo era tão branca quanto a luz da lua, e arrepiava-se cada vez mais conforme eu fazia questão de enchê-la de amor e prazer.

Levantei a cabeça e como uma serpente perigosa, trafegava pelo seu corpo até sentir que finalmente estávamos conectados.

Havia visto como seus dedos agarravam o tecido da almofada, e como mordia os lábios conforme eu a explorava mais e mais, enquanto seu suor misturava com o meu, enquanto seus gemidos soavam como música em meus ouvidos.

Oh, can't you see

(Oh, você não consegue ver?)

You belong to me

(Você pertence a mim)

How my poor heart aches

(Como meu pobre coração dói,)

With every step you take

(com cada passo que você dá)

Ela era minha, pelo menos naquele instante, por mais que eu quisesse por toda a eternidade.

Lucy era minha, tinha que ser minha e apenas minha... Ela me pertencia, assim como eu a pertencia.

Every move you make

(Em cada movimento que você fizer)

Every vow you break

(Em cada promessa que você quebrar)

Every smile you fake

(Em cada sorriso que você fingir)

Every claim you stake

(Em cada direito que você reivindicar)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

Nossos movimentos eram tão rápidos que eu pude ouvir claramente a madeira do sofá apitando contra a estrutura.

Que o sofá quebrasse ali. Eu não me importava.

Meu coração acelerava como uma metralhadora desregulada. Cravei minhas unhas contra sua coxa, ouvindo seus gritos de prazer, quando de repente, tornou-se vulnerável.

Meus olhos se fecharam, tudo ficou embaçado, escuro, confuso.

Respirei fundo, tentando estabilizar meus batimentos cardíacos.

Caí por cima dela, sentindo seu corpo molhado, assim como o meu.

Os olhos de Lucy também se fechavam e ela também suspirava, como se estivesse exausta.

Every move you make

(Em cada movimento que você fizer)

Every step you take

(Em cada passo que você der)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

I'll be watching you

(Estarei te observando)

Céus! Eu precisava dela! Depois dessa noite nada mais seria o mesmo, eu não queria o mesmo.

Lucy me pertencia...

Amanhã estaríamos de volta...

... E eu não iria me despedir dela.

Notas finais
Aeee suas lindas! Espero que tenham gostado do capítulo. Estou aguardando ansiosamente pelos reviews de vcs, ok? *-*
Boaaa Noite. ♥
Beeejones!